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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Música</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Rock Brasília – Era de ouro</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 12:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Mazzocato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rock Brasília – Era de ouro, Brasil, 2011, Vladimir Carvalho &#160; Eles nasceram já com uma benção.  Imaginem os filhos dos funcionários públicos mais influentes de um país latino-americano vivendo, desde a sua infância, em cidades como Londres, Paris, Berlim ou Nova York, devido aos cargos diplomáticos e financeiros de primeiro escalão que seus pais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong>Rock Brasília – Era de ouro, Brasil, 2011, Vladimir Carvalho<br />
<a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/renatorusso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4974" title="renatorusso" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/renatorusso.jpg" alt="" width="440" height="248" /></a><br />
</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eles nasceram já com uma benção.  Imaginem os filhos dos funcionários públicos mais influentes de um país latino-americano vivendo, desde a sua infância, em cidades como Londres, Paris, Berlim ou Nova York, devido aos cargos diplomáticos e financeiros de primeiro escalão que seus pais ocupam. Presidentes de bancos, secretários de embaixadores e generais criam seus filhos nestes grandes centros urbanos, onde tudo acontece, as ideias mais modernas da cultura se cristalizam ou são divulgadas antes do que em qualquer outro lugar.</p>
<p>Nos anos de 1970, muitos destes jovens latino-americanos foram irradiados pela nascente cultura <em>punk</em>, um movimento de cunho anarco-niilista que abrangiu diversas áreas da cultura humana, em especial a música. De volta a seus países de origem, muitos deles continuaram escutando e tocando <em>punk rock</em> nas garagens de suas casas e salões de festas de seus edifícios, também interagindo com os garotos locais, que nunca haviam saído do país, aliás, muitos desses garotos extremamente pobres, filhos de militares de escalões menores e também de operários que construíram a cidade. Mas que também já escutavam a nova música, trazida pelas ondas de rádio, que todo mundo tinha ou escutava na mercearia.</p>
<p>Imaginem agora que, muitos desses garotos, em um país específico chamado Brasil, não retornaram para as velhas cidades de seus pais, grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo, onde já havia toda uma cultura popular e nacional enraizada, muito distinta dessas novas influências musicais vindas do hemisfério norte.</p>
<p>No caso do Brasil, uma parte considerável desses filhos de diplomatas, militares e financistas voltaram e chegaram ao mesmo tempo. Voltaram para o Brasil, mas chegaram em Brasília, uma nova capital, com menos de 20 anos na época. Em suma, um novo começo.</p>
<p>Não suficiente, esses garotos tão europeizados, tão americanizados, se viram no meio de uma guerra civil, de uma ditadura, nos prédios modernos projetados por Niemeyer, cercados pelas favelas nascidas a partir das aldeias de operários da construção civil que os construíram.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/filmes_1517_Rock-Brasilia-6.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4977" title="filmes_1517_Rock-Brasilia-6" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/filmes_1517_Rock-Brasilia-6.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Então esses garotos imbuídos de cultura <em>punk</em>, de não-conformismo, de rebeldia, se vêem agora envolvidos em uma realidade muito mais cruel, muito mais violenta que as de Londres ou Nova York, onde a repressão está comendo solta e onde, o pior de tudo, os seus próprios pais estão inseridos no sistema, não tanto como líderes políticos fascistas, mas como funcionários públicos que não queriam ver sua vida e a de suas famílias serem destruídas por causa de um confronto direto com o regime autoritário. Ainda que esse estado de espírito das famílias dos roqueiros não fique explícito em <strong><em>Rock Brasília</em></strong> (2011), dirigido por<strong> Vladimir Carvalho</strong>, ele é sugerido quando, no fim do filme, Briquet de Lemos, o pai de Fê e Flávio Lemos de <em><strong>Aborto Elétrico</strong></em> e <em><strong>Capital Inicial</strong></em>, diz para o entrevistador que ele acredita que, na vida deles, os filhos acabaram ensinando os pais.</p>
<p>Ensinando os pais porque, no fins de 1970, quando esses garotos atingiram a idade universitária, eles começaram a formar bandas de estilo <em>punk</em>, com letras altamente contestatórias para a época, e, não contentes com isso, começaram a tocar essas canções não só em garagens e salões de festas, mas por toda a cercania, inclusive em bairros e cidades empobrecidas, causando a fúria das autoridades. Após 10 anos, a música de protesto ressurgia no Brasil de uma forma inusitada. Através do <em>Rock</em>!</p>
<p>Ao longo do documentário, tanto os músicos como seus pais relatam os momentos em que os garotos foram apreendidos pelos policiais militares, que os autuavam e os intimidavam pelo simples fato de estarem cantando canções contrárias ao sistema. Nas kombis que os levavam aos <em>shows</em>, em pleno Sertão brasileiro, eles acordavam no meio da viagem com pistolas já apontadas para os seus rostos.</p>
<p>Os roqueiros de Brasília, no entanto, perseveraram. Até o ponto de, após as diretas de 1984, estourarem nas rádios nacionais com sua atitude altamente politizada e uma gana de artistas que não pertencem aos grandes centros urbanos, e que, portanto, precisam realmente batalhar por um lugar ao sol.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/Dinho-Ouro-Preto-Foto-Gabriela-Brasil.jpg"><img class="size-full wp-image-4979 alignright" title="Dinho-Ouro-Preto-Foto-Gabriela-Brasil" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/Dinho-Ouro-Preto-Foto-Gabriela-Brasil.jpg" alt="" width="252" height="189" /></a></p>
<p>Muitas pessoas criticam o <em>rock</em> de Brasília por achá-lo chato, idílico em seu engajamento político. Em primeiro lugar, isso não é verdade, pois essas bandas não se limitaram a serem políticas e tampouco politicamente corretas. Mas também eu me pergunto, como é que eles não poderiam ser politizados no contexto em que viviam?</p>
<p>Para além da música, a direção de Vladimir Carvalho prova que é possível fazer um documentário com uma certa dose de arte. Nos diversos depoimentos dos músicos, ele “ressuscita” <strong>Renato Russo</strong>, organizando antigas entrevistas com o cantor falecido. Parece que ele dialoga com os depoimentos dos outros músicos, evitando assim um documentário que pudesse mitificar o Trovador Solitário, como Renato era chamado por seus amigos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Clique para ver o trailer:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/10/18/rock-brasilia-%e2%80%93-era-de-ouro/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2011/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2011</a></p>
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		<title>Amores em três tempos</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2010/02/19/amores-em-tres-tempos/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 16:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Emílio Domingos]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste fevereiro de sol pleno, Emílio Doningos (também conhecido como DJ Saens Peña) divulgou o clipe musical que finalizou e cuja direção compartiu com Gergório Mariz. A produção é da Osmose Filmes e Maria Gorda Filmes.  A canção Cira, Regina e Nana é interpretada por Lucas Santtana. A música faz parte do quarto disco do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3504" title="Cira, Regina e Nana" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/02/osmose.jpg" alt="Cira, Regina e Nana" width="416" height="254" /></p>
<p>Neste fevereiro de sol pleno, <strong>Emílio Doningos</strong> (também conhecido como DJ Saens Peña) divulgou o clipe musical que finalizou e cuja direção compartiu com <strong>Gergório Mariz</strong>. A produção é da Osmose Filmes e Maria Gorda Filmes.  A canção<strong> Cira, Regina e Nana</strong> é interpretada por <strong>Lucas Santtana</strong>. A música faz parte do quarto disco do cantor e fala de três moças que mexem e fazem bater o coração de um moço.</p>
<p><strong>Veja o clipe e faça um passeio musical pelo Rio de Janeiro:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2010/02/19/amores-em-tres-tempos/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Quem quer ser um mulherão?</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/10/13/quem-quer-ser-um-mulherao/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 14:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sofia Helena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Takai]]></category>
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		<category><![CDATA[Pato Fu]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocalista desde 1992 da banda mineira Pato Fu, Fernanda Takai lançou neste ano seu segundo trabalho solo, Luz Negra. O disco retrata a versatilidade da cantora que consegue dar coesão a um álbum com canções de Tom e Vinícius, Eurythmics, Nelson Cavaquinho e Michael Jackson. Takai está em turnê pelo país e vem divulgando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocalista desde 1992 da banda mineira <strong><em>Pato Fu</em></strong>, <strong>Fernanda Takai</strong> lançou neste ano seu segundo trabalho solo, <strong><em>Luz Negra</em></strong>. O disco retrata a versatilidade da cantora que consegue dar coesão a um álbum com canções de <strong><em>Tom e Vinícius</em></strong>, <strong><em>Eurythmics</em></strong>, <strong><em>Nelson Cavaquinho</em></strong> e <strong><em>Michael Jackson</em></strong>.</p>
<p><strong>Takai </strong>está em turnê pelo país e vem divulgando a publicação em livro de uma seleção de crônicas e contos que escreveu pros jornais <a href="http://www.correiobraziliense.com.br/" target="_blank">Correio Braziliense</a> e <a href="http://www.em.com.br/" target="_blank">O Estado de Minas</a>. Entitulado <strong><em>Nunca subestime uma mulherzinha</em></strong>, o livro traz reflexões sobre os modos de pensar e sentir femininos. As “confissões” da autora nos levam a questionar o que tomamos como típico de mulherzinha ou de mulherão.</p>
<p><strong>Fernanda Takai </strong>respondeu, por e-mail, perguntas sobre esses seus dois últimos trabalhos. Confira abaixo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3065" title="Foto: Fabiana Figueiredo e Pierre Devin" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/takai_int.jpg" alt="Foto: Fabiana Figueiredo e Pierre Devin" width="490" height="487" /></p>
<p><strong>Revista Moviola</strong>: <em><strong>Nunca subestime uma mulherzinha</strong></em><strong> é um livro “extremamente confessional” como salientou a Zélia Duncan no prefácio. Parece que temos um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moleskine" target="_blank">Moleskine</a> seu nas mãos, no qual você foi anotando de tudo durante anos e guardando na bolsa. Textos que refletem um auto-escrutínio constante e necessário para estar bem e não ser sugada por tudo o que te cerca. Quais seriam as coisas que podemos fazer para que seja “tudo bem ser diferente”?</strong></p>
<p><strong>Fernanda Takai</strong>: Uma coisa que ajuda muito a gente a enfrentar o cotidiano e suas pedras, é a autoestima. Mas isso é algo que se constrói com o tempo, claro. Esse caminho até ganharmos uma certa segurança é que tem que ser o mais natural possível. Eu acho que o bom humor é algo imprescindível pra gente tentar ser feliz, aparar as arestas do mundo.</p>
<p><strong><a rel="lightbox" href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/takai_livG.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3067" title="Nunca subestime uma mulherzinha, de Fernanda Takai" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/takai_livp.jpg" alt="Nunca subestime uma mulherzinha, de Fernanda Takai" width="150" height="229" /></a>RM</strong>: <strong>Na crônica</strong><em> <strong>Nunca subestime uma mulherzinha </strong></em><strong>você aponta para características femininas que fazem com que sejamos chamadas ou que nos fazem vestir a carapuça de “mulherzinhas”. Estamos constantemtente “comprando” tal rótulo. Por que é tão fácil para a mulher se depreciar, sentir que deveria/poderia estar fazendo mais e melhor e achar que há sempre alguém observando-a e julgando suas escolhas, atitudes e ações?</strong></p>
<p><strong>FT</strong>:  Porque as mulheres estão mesmo sempre sendo julgadas pelo dia a dia. Principalmente aquelas que cuidam da rotina do lar. Parece que qualquer pessoa (homem ou mulher) tem o direito de dar nota pela roupa passada, a comida na mesa, a limpeza da casa. E as meninas tem sempre que estar &#8220;arrumadinhas&#8221;, se saindo bem na escola, serem prendadas. Parece que um homem largadão está só sendo homem&#8230; e ninguém de casa fica avaliando o desempenho dele na firma quando ele cresce. Não temos esse acesso. A gente, mulherzinha, é mais visível e por causa disso fica com essa imagem anestesiada. Será?</p>
<p><strong>RM</strong>: <strong>Há assuntos que você prefira não abordar por receio do que a sua filha Nina possa pensar ao ler um texto seu no futuro? Os filhos podem ter esse poder sob uma mãe escritora? O de ser o maior dos críticos sem nem mesmo poder ler ainda?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Não tenho essa preocupação. Aliás, só pensei sobre isso agora que você me perguntou. Quero que ela saiba que eu sou assim mesmo. Nesses textos eu estou com filtros mínimos. É tudo muito pessoal, e ao mesmo tempo, reservado, à minha maneira.</p>
<p><strong>RM</strong>: <strong>A crônica </strong><em><strong>Tudo que não me permiti sonhar </strong></em><strong>me trouxe às lágrimas. O que é mais difícil e o que é mais delicioso em ser mãe?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Não tem essa separação, é tudo meio simultâneo. A mesma delícia tem lá suas dificuldades. Mãe é um ser engraçado que fica ensinando as coisas pro filho, mas quer mesmo é continuar a cuidar dele pra sempre. Eu gosto disso tudo e quero repetir a dose. Aliás, se não tivesse tido tanto trabalho como nos últimos dois anos, já teria um segundo bebê.</p>
<p><strong>RM</strong>: <strong>O poder (e necessidade) de prescrutação de si mesmo é ao mesmo tempo uma “benção” e uma “sina”. Você concorda com isso?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Olha, eu nunca fui de ficar contando as minhas coisas pra ninguém. Sempre fui um ser mais ouvinte do que contadora de casos, problemas ou confissões. Mas a visibilidade artística me levou a escrever muito, dar inúmeras entrevistas e pensar ordenadamente sobre como me sinto em determinadas situações. Se pudesse, talvez eu fosse do tipo que não fica remexendo muito na minha cabeça com outras pessoas observando&#8230;</p>
<p><strong>RM</strong>: <strong>Na crônica</strong><em> <strong>Tosse pra cachorro</strong> </em><strong>você fala do “como se”, quando diz que sente “como se” o cachorro do vizinho tivesse pena de você doente. Quanta importância você dá para as interpretações que faz dos possíveis “sinais”, coincidências e “como ses” que perpassam várias crônicas do</strong><em> <strong>Nunca subestime uma mulherzinha</strong></em><strong>?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Eu sou uma pessoa extremamente cética. Mas acredito que saiba olhar pro mundo que me cerca de um jeito diferente. Gosto de imaginar estórias. E a minha filha fica o tempo todo me pedindo pra desenhar e contar estórias novas. Tudo vira motivo pra ser protagonista de uma micro-narrativa. Aí eu me divirto com essas possibilidades sem pé nem cabeça que parecem coincidências. Ou quem sabe sejam mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/10/13/quem-quer-ser-um-mulherao/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p><strong>RM</strong>: <strong>Vejo uma conexão entre</strong><em> <strong>Luz Negra</strong> </em><strong>e</strong><em> <strong>Nunca subestime uma mulherzinha</strong></em><strong>. Ambos possuem um caráter intimista e expressam muito da sua personalidade, gosto e versatilidade. A conexão é essa mesma? Quais outros links existem entre a Fernanda Takai escritora e a musicista?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Sim, há essa conexão até a partir do fato que é a mesma pessoa que fez o projeto gráfico do primeiro disco, do DVD, do livro, do cenário. Andrea é uma colega de faculdade com quem eu queria trabalhar faz tempo&#8230; Na minha carreira solo tomo bem as rédeas das escolhas, de quem faz parte da minha equipe, como são as coisas que saem com o meu nome. Na banda, sempre fica meio diluído pelos cinco integrantes, é normal.</p>
<p>O curioso é que nas canções eu geralmente faço a melodia e harmonia, não escrevo muito a letra, isso é uma coisa que o <strong>John </strong>faz melhor. Gosto de dar o tema, escrever um rascunho, mas entrego pra ele lapidar. Não sei como consigo há quatro anos e meio entregar a coluna toda semana.</p>
<p><strong>RM</strong>:<em> <strong>Luz Negra</strong> </em><strong>pode parecer à primeira vista um álbum desconexo por reunir, por exemplo, músicas de Chico Buarque, Michael Jackson e Duran Duran. No entanto, há uma coesão clara no disco e essa coesão me parece ser justamente a sua própria versatilidade e o toque intímo dos arranjos das músicas. Concorda? Como foi o processo de seleção das músicas? Que significados em especial elas possuem para você?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Não foi difícil escolher as outras músicas fora do repertório da <strong>Nara </strong>porque são aquelas que eu gosto demais primeiro como simples ouvinte. Queria colocar no show além da MPB, o rock dos anos 80, baladas americanas, jovem guarda, carimbó&#8230; isso tudo que me faz gostar de música variada de todos os tempos e estilos. É um show de memórias musicais afetivas. Por isso soa tão natural.</p>
<p><strong>RM</strong>: <strong>Você poderia falar sobre o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teremim" target="_blank">theremin</a>? Ele apareceu na música e videoclipe</strong><em> <strong>Eu</strong> </em><strong>do Pato Fu e reaparece no arranjo da música</strong><em> <strong>Luz Negra</strong>. </em><strong>Penso aqui na metáfora do theremin como instrumento que não “tocamos”&#8230;. O que te atrai no theremin?</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Ah, ele tem um timbre meio estranho e ao mesmo tempo curioso. Lembra um pouco ficção científica, fantasmas&#8230; Ele é o vovô dos instrumentos musicais eletrônicos, já foi muito usado nos anos 60, mas ficou meio de lado. É legal recuperar umas referências assim. Parece a moda que vai e vem. Alguns tecidos voltam, outras modelagens são tendência, cartela de cores que se usa no momento. A música tem disso: dependendo da época todas as músicas tem o mesmo timbre de guitarra, bumbo, teclados.</p>
<p><strong>RM</strong>:<em> </em><strong>Algo mais que gostaria de falar, comentar&#8230;</strong></p>
<p><strong>FT: </strong>Visitem sempre meu site: <a href="http://www.fernandatakai.com.br" target="_blank">www.fernandatakai.com.br</a> !<br />
Obrigada.<br />
:  D</p>
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		<title>Sobre o Tempo e a Cidade</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2008/09/30/sobre-o-tempo-e-a-cidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 13:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Longas]]></category>
		<category><![CDATA[Andreas Huyssen]]></category>
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		<category><![CDATA[Terence Davies]]></category>

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		<description><![CDATA[Of Time and the City, de Terence Davies, 2008, Reino Unido. Liverpool, capital européia da cultura em 2008, escolheu apenas três projetos &#8211; em meio a 156 concorrentes &#8211; para representá-la no cinema, entre os quais Sobre o Tempo e a Cidade, documentário que marca o retorno de Terence Davies após o hiato que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Of Time and the City, de Terence Davies, 2008, Reino Unido.</em></strong></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1047" title="Memória cinematográfica de Terence Davies." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/oftimeandthecity1.jpg" alt="" /></p>
<p>Liverpool, capital européia da cultura em 2008, escolheu apenas três projetos &#8211; em meio a 156 concorrentes &#8211; para representá-la no cinema, entre os quais <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong>, documentário que marca o retorno de Terence Davies após o hiato que se inicia com <strong><em>A Essência da Paixão</em></strong> (2000). Com orçamento minguado (250 mil libras), Davies trabalha com imagens de arquivo a fim de criar eu-lírico cinematográfico que não apenas reflete acerca dos fatos que observa, como também se produz afetivamente a partir deles. A tela que se ergue no meio do palco, inconsciente fílmico do cineasta, aponta para o único espaço de representação possível em <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong>, uma vez que todas as imagens se projetam e ganham sentido nos quadros emotivos que o diretor desvenda e manipula (pois a janela 1.37:1 dos enquadramentos originais se transforma em 1.85:1).</p>
<p>Embora Terence Davies blasfeme contra Deus e o catolicismo &#8211; o eu-lírico se declara ateu -, <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong> se estrutura, paradoxalmente, a partir da missa latina e, de forma mais específica, do réquiem (canção para a entrada dos mortos no Paraíso). Ao se basear em imagens que datam de 1945 a 1973 &#8211; sobretudo de acontecimentos banais e corriqueiros, tais quais encontros de família, jogos de futebol, dia-a-dia do comércio, viagens de férias na praia -, o cineasta  chora pelo desaparecimento da Liverpool que conheceu na infância e na juventude, engolida pelo tempo. Assim, deve-se notar que as projeções que iniciam o filme (na tela ainda em pleno <strong><em>tableaux</em></strong> da abertura) emulam as sinfonias urbanas comuns à década de 20 do século passado, resquícios da vida moderna de que o próprio diretor não participou e que o passado já soterrara.</p>
<p>No entanto, ao inverso do culto exacerbado da memória e do temor constante do esquecimento, com os quais o filósofo Andreas Huyssen identifica o pós-modernismo (em função do descarte imediato das mercadorias para consumo), Terence Davies não faz de <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong> mero produto nostálgico, visto que não apenas reconhece a própria incapacidade de acompanhar as transformações de Liverpool &#8211; o tempo congela os sentimentos, não permite que entrem em verdadeira comunhão com o Outro -, como também aspira a que a metrópole e o eu-lírico se unam outra vez, tornem-se indivisíveis, mas sob os auspícios que a chegada de novas gerações sempre acarretam. Pontuando o filme, crianças: mensageiras do evangelho, da boa nova que o cineasta divulga com <strong><em>Sobre e o Tempo e a Cidade</em></strong>.</p>
<p>Do preto e branco às cores (na belíssima elipse em que os passageiros embarcam em p&amp;b e desembarcam coloridos), da terra ao céu (diversos planos ascendentes que tomam a narrativa), do passado ao futuro, o eu-lírico sonha com o instante em que a memória não será mais empecilho para a fruição do tempo, em que a percepção pura dos sentidos colocará o homem em contato com a exterioriadade que o circunda, não com as lembranças mortas que se estendem e que ocupam todo o espaço sensível. Antes de elegia à morte, <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong> realiza ode ao presente &#8211; quando encerra o filme com a reinterpretação de Gustav Mahler para o hino católico <strong><em>Veni, Creator Spiritus</em></strong> (&#8220;Vem, Espírito Criador&#8221;), Terence Davies deseja concretamente abandonar o isolamento das recordações e se abrir para as exeperiências novas e desconhecidas do real.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2008/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2008</a></p>
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		<title>Diálogo: Vídeo e Música</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 19:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[Espetáculo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele fala, berra, canta, entoa e sussura num cenário criado no momento da ação. É assim que o cantor Arnaldo Antunes irá explorar uma ambientação cênica, com vídeos e imagens animadas ao vivo, produzida pela artista plástica Márcia Xavier para o Espetáculo Multiplicidade. Arnaldo Antunes vai explorar, no dia 29 de maio, no Oi Futuro, inúmeras possibilidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele fala, berra, canta, entoa e sussura num cenário criado no momento da ação. É assim que o cantor <strong>Arnaldo Antunes</strong> irá explorar uma ambientação cênica, com vídeos e imagens animadas ao vivo, produzida pela artista plástica <strong>Márcia Xavier</strong> para o <strong>Espetáculo Multiplicidade</strong>.</p>
<p>Arnaldo Antunes vai explorar, no dia 29 de maio, no Oi Futuro, inúmeras possibilidades rítimicas e entoativas da linguagem oral. Ele se apresentará às 19h30 e contará, também, com o acompanhamento de <strong>Marcelo Jenece</strong> na sanfona, violão e teclados. Após o espetáculo, o Multiplicidade lança o catálogo 2007 do Festival, reunindo textos e fotos dos 20 encontros entre música e imagem promovidos no ano passado.</p>
<p><strong><br />
Serviço:<br />
</strong>Mutipliciadade<br />
Imagem_som_inusitados<br />
Local: Oi Futuro<br />
Rua 2 de dezembro, 63 &#8211; Flamengo<br />
Horário: 19h30<br />
R$ 15</p>
<p>Veja cenas do Multiplicidade realizado em 2007:</p>
<p><u><font color="#0000ff"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2008/05/28/dialogo-video-e-musica/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></font></u></p>
<p><u><font color="#0000ff"><br />
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2008/05/28/dialogo-video-e-musica/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></font></u><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eAvxgljnVIc"></a></p>
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