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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Liverpool</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Vestida</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 14:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vestida, 2008, de Juliana Rojas. Cláudio retorna à casa da família, no interior de Minas Gerais, para acompanhar o enterro da mãe. No campo, vive novamente o cotidiano da fazenda, antes de voltar à cidade grande, onde trabalha com &#8220;serviços gerais&#8221;. Juliana Rojas se estabeleceu, no cinema, através da parceria com Marco Dutra (Lençol Branco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Vestida, 2008, de Juliana Rojas.</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1514" title="Morte marcada no corpo e na alma." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/01/vestida.jpg" alt="Vestida: Morte na alma e no corpo." width="220" height="147" /></p>
<p>Cláudio retorna à casa da família, no interior de Minas Gerais, para acompanhar o enterro da mãe. No campo, vive novamente o cotidiano da fazenda, antes de voltar à cidade grande, onde trabalha com &#8220;serviços gerais&#8221;.</p>
<p>Juliana Rojas se estabeleceu, no cinema, através da parceria com Marco Dutra (<strong><em>Lençol Branco</em></strong> e <strong><em>Um Ramo</em></strong>). No primeiro voo solo &#8211; de longe, seu melhor filme -, chama atenção a semelhança com a obra do argentino Lisandro Alonso: como em <strong><em>Los Muertos</em></strong> e em <strong><em>Liverpool</em></strong>, <strong><em>Vestida</em></strong> se atém ao registro, olhar documental que flagra os pequenos incidentes do dia-a-dia: pai e filho que conversam à mesa do jantar, Jonas que tira o leite da vaca, Cláudio que alimenta as galinhas e colhe as frutas do pomar. Juliana Rojas arrisca e acerta ao utilizar apenas integrantes da comunidade local no elenco, já que garante &#8211; sobretudo nas hesitações dos &#8220;atores&#8221; &#8211; completa veracidade ao filme.</p>
<p><strong><em>Vestida</em></strong> esquadrinha os hábitos da fazenda, detém-se sobre eles, a fim de revelar a ausência da mãe. A vida continua, mas com a ferida que a morte deixa, com a perda do ente querida, que não se apaga e que não se esquece. Jonas, o pai, chora sozinho abraçado ao vestido da esposa. Cláudio, o filho, passa os dedos sobre o próprio nome que a mãe, provavelmente, entalhou na madeira, até machucá-los.</p>
<p>Dentro do ônibus rumo à cidade grande, Cláudio traz consigo a dor e a saudade. Em <strong><em>Vestida</em></strong>, melhor curta-metragem da <strong><em>12a. Mostra de Cinema de Tiradentes</em></strong>, a morte está presente tanto na alma, quanto no corpo daqueles que ficam para trás.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/12-mostra-de-cinema-de-tiradentes/">Veja a cobertura completa da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes</a></p>
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		<title>Sobre o Tempo e a Cidade</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 13:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Of Time and the City, de Terence Davies, 2008, Reino Unido. Liverpool, capital européia da cultura em 2008, escolheu apenas três projetos &#8211; em meio a 156 concorrentes &#8211; para representá-la no cinema, entre os quais Sobre o Tempo e a Cidade, documentário que marca o retorno de Terence Davies após o hiato que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Of Time and the City, de Terence Davies, 2008, Reino Unido.</em></strong></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1047" title="Memória cinematográfica de Terence Davies." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/oftimeandthecity1.jpg" alt="" /></p>
<p>Liverpool, capital européia da cultura em 2008, escolheu apenas três projetos &#8211; em meio a 156 concorrentes &#8211; para representá-la no cinema, entre os quais <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong>, documentário que marca o retorno de Terence Davies após o hiato que se inicia com <strong><em>A Essência da Paixão</em></strong> (2000). Com orçamento minguado (250 mil libras), Davies trabalha com imagens de arquivo a fim de criar eu-lírico cinematográfico que não apenas reflete acerca dos fatos que observa, como também se produz afetivamente a partir deles. A tela que se ergue no meio do palco, inconsciente fílmico do cineasta, aponta para o único espaço de representação possível em <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong>, uma vez que todas as imagens se projetam e ganham sentido nos quadros emotivos que o diretor desvenda e manipula (pois a janela 1.37:1 dos enquadramentos originais se transforma em 1.85:1).</p>
<p>Embora Terence Davies blasfeme contra Deus e o catolicismo &#8211; o eu-lírico se declara ateu -, <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong> se estrutura, paradoxalmente, a partir da missa latina e, de forma mais específica, do réquiem (canção para a entrada dos mortos no Paraíso). Ao se basear em imagens que datam de 1945 a 1973 &#8211; sobretudo de acontecimentos banais e corriqueiros, tais quais encontros de família, jogos de futebol, dia-a-dia do comércio, viagens de férias na praia -, o cineasta  chora pelo desaparecimento da Liverpool que conheceu na infância e na juventude, engolida pelo tempo. Assim, deve-se notar que as projeções que iniciam o filme (na tela ainda em pleno <strong><em>tableaux</em></strong> da abertura) emulam as sinfonias urbanas comuns à década de 20 do século passado, resquícios da vida moderna de que o próprio diretor não participou e que o passado já soterrara.</p>
<p>No entanto, ao inverso do culto exacerbado da memória e do temor constante do esquecimento, com os quais o filósofo Andreas Huyssen identifica o pós-modernismo (em função do descarte imediato das mercadorias para consumo), Terence Davies não faz de <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong> mero produto nostálgico, visto que não apenas reconhece a própria incapacidade de acompanhar as transformações de Liverpool &#8211; o tempo congela os sentimentos, não permite que entrem em verdadeira comunhão com o Outro -, como também aspira a que a metrópole e o eu-lírico se unam outra vez, tornem-se indivisíveis, mas sob os auspícios que a chegada de novas gerações sempre acarretam. Pontuando o filme, crianças: mensageiras do evangelho, da boa nova que o cineasta divulga com <strong><em>Sobre e o Tempo e a Cidade</em></strong>.</p>
<p>Do preto e branco às cores (na belíssima elipse em que os passageiros embarcam em p&amp;b e desembarcam coloridos), da terra ao céu (diversos planos ascendentes que tomam a narrativa), do passado ao futuro, o eu-lírico sonha com o instante em que a memória não será mais empecilho para a fruição do tempo, em que a percepção pura dos sentidos colocará o homem em contato com a exterioriadade que o circunda, não com as lembranças mortas que se estendem e que ocupam todo o espaço sensível. Antes de elegia à morte, <strong><em>Sobre o Tempo e a Cidade</em></strong> realiza ode ao presente &#8211; quando encerra o filme com a reinterpretação de Gustav Mahler para o hino católico <strong><em>Veni, Creator Spiritus</em></strong> (&#8220;Vem, Espírito Criador&#8221;), Terence Davies deseja concretamente abandonar o isolamento das recordações e se abrir para as exeperiências novas e desconhecidas do real.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2008/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2008</a></p>
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		<title>Liverpool</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 03:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Liverpool, de Lisandro Alonso, 2008, Argentina / França / Holanda / Alemanha / Espanha. Depois de longa ausência, Farrel, que trabalha na marinha mercante, visita a família em Ushuaia, Terra do Fogo, Patagônia. Os habitantes locais não o reconhecem, a mãe está doente e senil, o pai gostaria que ele continuasse distante e a filha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Liverpool, de Lisandro Alonso, 2008, Argentina / França / Holanda / Alemanha / Espanha.</em></strong></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-849" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/liverpool.jpg" alt="" /></p>
<p>Depois de longa ausência, Farrel, que trabalha na marinha mercante, visita a família em Ushuaia, Terra do Fogo, Patagônia. Os habitantes locais não o reconhecem, a mãe está doente e senil, o pai gostaria que ele continuasse distante e a filha &#8211; Analía &#8211; nasceu somente após sua partida.</p>
<p>A câmera de Lisandro Alonso segue os passos os herói, e observa atentamente as ações que Farrel empreende durante o retorno. Assim, ela o vê descer do navio, separar os objetos pessoais entre as bolsas, jantar em restaurante, ir a clube de <em>strip-tease</em>, pegar carona em caminhão que o leva a Ushuaia, conhecer a filha, embebedar-se, conversar inutilmente com a mãe e outra vez desaparecer. São planos longos, que registram e documentam a totalidade dos acontecimentos e os estendem no tempo, a fim de inseri-los na vida cotidiana, revelendo o que possuem de mais banal e repetitivo.</p>
<p><strong><em>Liverpool</em></strong> trabalha com o impacto que a presença / ausência de Farrel tem sobre a família. As intenções do cineasta se tornam claras quando o protagonista sai de cena e a narrativa passa a acompanhar Analía. Como se Farrel não existisse, a vida continua, com o mesmo ritmo e as mesmas banalidades de outrora. Contudo, a pequena lembrança que o pai entregou à filha nos recorda do sofrimento que a distância traz consigo e dos laços afetivos que se quebram e transformam entes queridos em completos estranhos.</p>
<p>Na jornada de volta para casa, ninguém aguarda por Farrel: o herói encontra apenas fantasmas, como ele próprio, entre os habitantes da gélida Patagônia de Lisandro Alonso.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2008/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2008</a></p>
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