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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Literatura</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Lourenço Mutarelli</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 21:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Lourenço Mutarelli, quadrinista, escritor e ator, faz aqui uma revisão de sua carreira. Hoje em dia, mais afeito à literatura do que aos quadrinhos, ele explica como se deu a transição que levou o autor do HQ Transubstanciação a se lançar como romancista escrevendo em 2001 o emblemático O Cheiro do Ralo, livro base para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2012/02/quando-meu-pai-se-encontrou-com-o-et-fazia-um-dia-quente-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5223 alignleft" title="Quando o meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente, de Lourenço Mutarelli" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2012/02/quando-meu-pai-se-encontrou-com-o-et-fazia-um-dia-quente-1-300x228.jpg" alt="Quando o meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente, de Lourenço Mutarelli" width="300" height="228" /></a></p>
<p><strong>Lourenço Mutarelli</strong>, quadrinista, escritor e ator, faz aqui uma revisão de sua carreira. Hoje em dia, mais afeito à literatura do que aos quadrinhos, ele explica como se deu a transição que levou o autor do HQ <strong><em>Transubstanciação </em></strong>a se lançar como romancista escrevendo em 2001 o emblemático <strong><em>O Cheiro do Ralo</em></strong>, livro base para o filme dirigido por <strong>Heitor Dhalia</strong>. Aclamado em ambas as linguagens, Mutarelli coleciona seis romances, uma peça de teatro e dezessete álbuns de histórias em quadrinhos. Seu último trabalho, <strong><em>Quando Meu Pai se Encontrou com O ET Fazia Um Dia Quente </em></strong>(foto acima), foi lançado no final de 2011 e até agora ninguém sabe dizer se é uma história ilustrada ou uma HQ disfarçada de literatura. Como ator, o seu maior desafio foi viver o protagonista da adaptação de <a href="http://www.revistamoviola.com/2010/01/25/natimorto/">Natimorto</a>, livro que ele próprio escreveu. Para Mutarelli, seu trabalho é reflexo do inferno pessoal que viveu na juventude. Os desertos e labirintos, os personagens em distúrbio, o realismo fantástico, são sintomas desse e de outros dramas. Mas o que Lourenço Mutarelli mais quer com a sua obra é encontrar a delicadeza, &#8220;mas sem ser banal, sem ser bunda mole&#8221;. Assista a entrevista.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2012/02/02/lourenco-mutarelli/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><strong>Créditos</strong></p>
<p><strong></strong><strong>Entrevista e montagem</strong> por <a href="http://www.revistamoviola.com/author/admin/">Aristeu Araújo</a><br />
<strong>Som direto</strong> por Denise Soares<br />
<strong>Produção </strong><a href="http://www.haverfilmes.com.br">Haver Filmes</a></p>
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		<title>Luiz Ruffato</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 09:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Eles eram muitos cavalos]]></category>
		<category><![CDATA[Estive em lisboa e lembrei de você]]></category>
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		<description><![CDATA[Luiz Ruffato é mineiro de Cataguases. Com uma produção literária das mais importantes da atualidade, seus livros tratam sobre a construção de um Brasil recente a partir de seu manancial humano. Seu último livro é o romance Estive em lisboa e lembrei de você, escrito para o projeto Amores Expressos da Cia das Letras. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luiz Ruffato</strong> é mineiro de Cataguases. Com uma produção literária das mais importantes da atualidade, seus livros tratam sobre a construção de um Brasil recente a partir de seu manancial humano. Seu último livro é o romance <strong><em>Estive em lisboa e lembrei de você</em></strong>, escrito para o projeto <strong><em>Amores Expressos</em></strong> da Cia das Letras. No entanto, é no projeto <strong><em>Inferno Provisório</em></strong> &#8211; uma pentalogia com quatro livros já publicados -, que se encontra o mais significativo da sua produção. Ruffato também é autor do premiado <strong><em>Eles Eram Muitos Cavalos</em></strong>. Aqui, nesta entrevista cedida à <a href="http://www.revistamoviola.com.br">Revista Moviola</a> em um hotel de Curitiba, o escritor lê um trecho do livro, fala sobre sua entrada na literatura, seu audacioso projeto, futebol e direitos autorais. Assista.</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/04/28/luiz-ruffato/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Créditos</strong></p>
<p style="text-align: left;">Entrevista por <a href="http://www.revistamoviola.com/author/admin/">Aristeu Araújo</a> e Lielson Zeni<br />
Som direto por Denise Soares<br />
Montagem por Aristeu Araújo</p>
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		<title>Lançamentos na Moviola Livraria</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/09/18/lancamentos-na-moviola-livraria/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fernando Gabeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Moviola Livraria lança dois livros neste sábado (19/9): Makunaíma Grita e Encontros Fernando Gabeira – Coleção Encontros. O evento será às 16h e haverá debate com Gabeira, os organizadores dos livros e convidados, além de pocket-show com Guidi Vieira (voz e violão). Moviola Livraria Rua das Laranjeiras, 280 &#124; Lojas B e C &#124; Laranjeiras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Moviola Livraria</strong> lança dois livros neste sábado (19/9): <em><strong>Makunaíma Grita</strong></em> e <strong><em>Encontros Fernando Gabeira – Coleção Encontros</em></strong>. O evento será às 16h e haverá debate com Gabeira, os organizadores dos livros e convidados, além de pocket-show com Guidi Vieira (voz e violão).</p>
<p><a href="http://www.moviolalivraria.com.br" target="_blank">Moviola Livraria</a><br />
Rua das Laranjeiras, 280 | Lojas B e C | Laranjeiras<br />
Contato: 2585-8339<br />
maviola.contato@gmail.com</p>
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		<title>Festival Literário da Pipa</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 19:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O I Festival Literário da Pipa (Flipa) está com sua programação fechada. De 24 a 26 de setembro na praia localizada ao litoral sul potiguar, a 70km da capital Natal (RN), o Flipa terá dez mesas literárias, com presença de Danuza Leão, Ronaldo Correia de Brito, Lobão, Marina Colasanti, Daniel Piza, Heloísa Buarque de Hollanda, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O<strong> I Festival Literário da Pipa</strong> (Flipa) está com sua  programação fechada. De 24 a 26 de setembro na praia localizada ao litoral sul potiguar, a 70km da capital Natal (RN), o Flipa terá dez mesas literárias, com presença de <strong>Danuza Leão</strong>, <strong>Ronaldo Correia de Brito</strong>, <strong>Lobão</strong>, <strong>Marina Colasanti</strong>, <strong>Daniel Piza</strong>, <strong>Heloísa Buarque de Hollanda</strong>, entre outros autores; quinze oficinas dentro do projeto inédito Pipinha Literária envolvendo 15 profissionais, entre professores, mestres, escritores e arte-educadores, e ainda a oficina <strong>A Preparação do Escritor</strong>, com<strong> Raimundo Carrero</strong>. E mais, a Livraria Oficial da Flipa &#8211; Siciliano, tenda de debates, espaço de autógrafos, e a presença do Sebo Vermelho e do maior editor de livros do RN, o sebista <strong>Abimael Silva</strong>, além de vários lançamentos de livros, shows musicais e exposições.</p>
<p><strong>Mesas e convidados<br />
</strong></p>
<p>O encontro vai priorizar a discussão sobre a literatura no Brasil: formas de linguagens, temáticas, narrativas, criação e teorias literárias. Na quinta-feira, dia 24, estarão presentes na Pipa a escritora e jornalista Danuza Leão, que falará sobre o tema Literatura, jornalismo, Memórias, tendo como mediador o jornalista Woden Madruga.</p>
<p>Com o tema Literatura e Viagens, a escritora Marina Colasanti também é presença no primeiro dia do Festival Literário, tendo como mediadora a jornalista Josimey Costa. Também na programação do dia 24 a mesa Clementino Câmara: Do nascimento em Pipa à Censura no Estado Novo, que resgata a obra deste professor e escritor considerado um dos maiores intelectuais nascidos na região. Estarão nesta mesa o professor e escritor Geraldo Queiroz, com mediação do professor Humberto Hermenegildo.</p>
<p>A sexta-feira abre com a mesa literária Hélio Galvão: a cultura praieira, tendo as participações de Sanderson Negreiros, Diva Cunha e Gilmara Benevides, numa radiografia da trajetória humana e da riqueza cultural produzida pelo historiador e etnógrafo potiguar.</p>
<p>A segunda mesa da programação será A Cultura das Periferias, tendo como convidada a escritora e professora Heloísa Buarque de Hollanda, e como debatedor o escritor pernambucano Raimundo Carrero mediados pelo jornalista e escritor Carlos de Souza. A terceira mesa do dia 25 abrirá com a exibição do documentário <em><strong>Um Paraíso Perdido</strong></em>, dirigido pelo escritor e jornalista Daniel Piza com fotografia de Tiago Queiroz. O curta reconstitui a viagem à Amazônia realizada em 1905 pelo escritor <strong>Euclides da Cunha</strong>. A mesa literária também abordará o tema Amazônia de Euclides, completando este mergulho no universo pouco explorado da obra euclideana — a sua relação com a natureza e a ciência. A mesa terá como mediador o jornalista e crítico literário Tácito Costa.</p>
<p><strong>Encerramento </strong></p>
<p>No encerramento do evento haverá quatro mesas literárias: O romanceiro potiguar, com participação da Doutora em Letras pela UFPB, Lílian Rodrigues, e do professor potiguar Luiz Assunção. A mesa seguinte resgata a obra do maior romancista da região, Homero Homem de Siqueira, autor de obras importantes da literatura brasileira como <em><strong>Cabra das Roca e Menino de Asa</strong></em>. Para debater sobre Homero Homem estarão Ney Leandro de Castro, Dorian Gray e Marize Castro.</p>
<p>A 3ª mesa da noite reunirá o cantor e compositor Lobão em conversas variadas cujo ponto de partida será a pergunta: Lobão tem Razão? A última mesa do Festival Literário da Pipa recebe o escritor vencedor de 2009 do Prêmio São Paulo de Literatura, o escritor cearense Ronaldo Correia de Brito, que falará sobre o seu romance <em><strong>Galiléia</strong></em>, considerado um dos melhores livros lançados este ano. Participam da mesa o escritor Moacir Cirne e o jornalista Osair Vasconcelos.</p>
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		<title>Cartas de Odylo Costa</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 03:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[correspondências]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[No início do outono, encontro a designer Antonia de Thuin em sua casa, no bairro das Laranjeiras. Diante do computador, ela realiza a seleção final das cartas – que escaneou com cuidado e cautela – do seu avô Odylo Costa,  filho (sim, a grafia correta é assim mesmo). Ele, além de jornalista, foi poeta, cronista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/joao-cabral-cartas/joaocabral-14-jun-66_1.jpg" title="Primeira página da carta de João Cabral de Melo Neto"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/joaocabral_interno.jpg" alt="Primeira página da carta de João Cabral de Melo Neto" align="left" height="249" width="200" /></a></p>
<p>No início do outono, encontro a <st1:personname productid="design Antonia" w:st="on">designer  Antonia</st1:personname> de Thuin em sua casa, no bairro das Laranjeiras. Diante do computador, ela realiza a seleção final das cartas – que escaneou com cuidado e cautela – do seu avô <strong>Odylo Costa,  filho</strong> (sim, a grafia correta é assim mesmo). Ele, além de jornalista, foi poeta, cronista e novelista. Antonia sempre gostou das palavras e, para ela, a carta é uma palavra escrita que desperta o interesse de um jeito voyerístico pela vida alheia, pela intimidade do outro. Logo, conclui Antonia, a carta é íntima. Naquele final de tarde em que se deu o nosso encontro, ela estava diante da intimidade de <strong>Manuel </strong><st1:personname productid="Bandeira, Jos￩ Saramago" w:st="on"><strong>Bandeira</strong>, <strong>José Saramago</strong></st1:personname>, <strong>Carlos Drummond de Andrade</strong>, <strong>Villas-Boas Correa</strong>, <strong><st1:personname productid="jo￣o cabral" w:st="on">João Cabral</st1:personname> de Melo Neto</strong>, entre outras personalidades que trocavam, com uma freqüência quase cotidiana, cartas com seu avô.</p>
<p class="MsoNormal">A paixão pelas correspondências sempre esteve presente na memória afetiva de Antonia. “Nunca fui boa missivista, gosto mais de ler do que escrever cartas”, diz. A idéia de juntar esse material do arquivo de seu avô surgiu quando estava concluindo uma pós-graduação em história da arte. O tema escolhido para sua monografia de conclusão de curso foi as correspondências e o núcleo intelectual do qual participou <strong>Odylo Costa</strong>. O objetivo, durante processo de redação da monografia, era utilizar apenas fotos, mas ao se deparar com as cartas, se apaixonou por elas e surgiu o desejo de reuni-las em um livro.</p>
<p class="MsoNormal">“As cartas estavam originalmente na casa da minha avó, em um arquivo antigo, desses cheios de pó. Depois da morte dela, ele foi para a casa de minha tia”, conta. Segundo Antonia, o arquivo de seu avô é formado por cartas comuns de amigos. O conteúdo delas engloba discussões intelectuais e políticas. “Os amigos do meu avô eram intelectuais e políticos. As cartas ficaram guardadas porque ele, por mais desorganizado que fosse, era meticuloso em guardar coisas, desde rascunhos de reuniões de pauta a cartas. Assim, deixou a memória toda dele pra nós.”</p>
<p class="MsoNormal"><strong>A alegria da seleção<o:p></o:p></strong></p>
<p class="MsoNormal">Depois da monografia de pós-graduação sobre a vida do avô, Antonia recebeu uma bolsa da Biblioteca Nacional para elaborar o livro de correspondências. A bolsa também prevê que ela terá ajuda para achar uma editora para publicá-lo.</p>
<p class="MsoNormal">A seleção que fez do vasto material de <strong>Odylo Costa</strong> é por período. Além disso, considerou as pessoas que escreviam com mais consistência. “Sobrou cartas para mais alguns livros, eu diria. Mas o que consegui juntar para esse primeiro livro,  dá uma boa pincelada sobre a trajetória do meu avô e de sua relação com os amigos”, acrescenta.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/villas-boas-cartas/villas-boas-setembro-26.jpg"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/villas-boas_interno.jpg" alt="Carta de Villas-Boas Correa" align="left" /></a>O livro terá aproximadamnte 100 cartas. Quando fiz a clássica pergunta sobre qual é a carta preferida de Antonia, ela conclui que, depois de tanta seleção, fica difícil responder, mas a que a deixou mais ‘enternecida’ – adjetivo usado por ela – é uma carta em que <a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/joao-cabral-cartas/joaocabral-14-jun-66_1.jpg" rel="lightbox[groupname]" title="Primeira página da carta de João Cabral de Melo Neto">João Cabral de Melo Neto</a> discute verniz de móvel. <span> </span>“É interessante porque é o <st1:personname productid="jo￣o cabral" w:st="on">João Cabral</st1:personname>, falando de algo tão banal. Gosto muito de outra do <a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/villas-boas-cartas/villas-boas-setembro-26.jpg" rel="lightbox[groupname2]" title="Primeira página da carta de Villas-Boas Correa">Villas-Boas</a> onde ele faz uma análise política do Brasil pós-golpe, quando ainda se acreditava que <strong><st1:personname productid="Castelo Branco" w:st="on">Castelo Branco</st1:personname></strong> devolveria o poder aos civis”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Guardados da Memória<o:p></o:p></strong></p>
<p class="MsoNormal">Seguindo com as perguntas que não querem calar:</p>
<p class="MsoNormal">Qual a memória mais afetuosa que você tem do seu avô?<em> </em>Elis, pergunta capciosa. Ele morreu quando eu tinha três anos, mas lembro dele cantando pra mim, ou as pessoas lembram, uma quadrinha que dizia &#8220;menininha, da perna grossa, sainha curta, papai não gosta”. Lembro do riso dele, mesmo que tenha que rever fotos para retê-lo na memória.</p>
<p class="MsoNormal">Voltando ao período das cartas, elas revelam ainda fatos e questões entre o golpe de 1964 e o AI-5, nesse intervalo, <strong>Odylo Costa</strong> morava em Portugal, onde trabalhava como adido Cultural do Brasil. Antonia afirma que é possível acompanhar, nas cartas, a instalação da ditadura no país e como as pessoas tentavam lidar com a nova realidade.</p>
<p class="MsoNormal">As <strong>correspondências </strong>ainda não têm data para estar nas livrarias. Falta uma editora para financiar e lançá-las. “Quero reiterar que o livro infelizmente ainda não é uma realidade, ainda é um sonho. Pelo menos um sonho finalizado como projeto, mas ainda não viabilizado como produto e que pretendo viabilizar ainda em <st1:metricconverter productid="2008”" w:st="on">2008”</st1:metricconverter>, diz Antonia.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Perfil: Maranhão, Piauí, Rio<o:p></o:p></strong></p>
<p class="MsoNormal">Antes de tomar a última xícara de café e encerrar a conversa com Antonia, ela aviva minha memória de jornalista enumerando algumas das atividades de seu avô maranhense, que morou também no Piauí e se estabeleceu no Rio aos 16 anos. <strong>Odylo Costa, filho</strong> (1914-1979) foi responsável pela primeira reforma do <strong><em>Jornal do Brasil</em></strong> &#8211; foi a partir desde fato que ouvi falar dele pela primeira vez.<o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal">Ele passou também pelas redações do <strong><em>Jornal do Commercio</em></strong>, fundou e dirigiu o semanário <strong><em>Política e Letras</em></strong>, trabalhou como redator do <strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, diretor de <strong><em>A Noite</em></strong>, <strong><em>Rádio Nacional</em></strong>, <strong><em>Tribuna da Imprensa</em></strong> e da revista <strong><em>Senhor</em></strong>. Foi diretor de redação de <strong><em>O Cruzeiro</em></strong> e novamente diretor do <strong><em>Jornal do Brasil</em></strong>. Deixou o <strong><em>JB </em></strong>em 1965 para assumir o cargo de adido cultural na Embaixada do Brasil, em Portugal. E, 1969, sucedeu <st1:personname productid="Guilherme de Almeida" w:st="on">Guilherme de Almeida</st1:personname> na <strong>Academia Brasileira de Letras</strong>.<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal">São obras de sua autoria:</p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>Graça Aranha e outros ensaios</em></strong> (1934); <strong><em>Livro de poemas de 1935</em></strong>, poesia, <st1:personname productid="em colabora￧￣o com Henrique Carstens" w:st="on">em colaboração com Henrique Carstens</st1:personname> (1936); <strong><em>Distrito da confusão</em></strong>, crônicas (1945); <strong><em>A faca e o rio, </em></strong>novela<strong><em> </em></strong>(1965); <strong>T<em>empo de Lisboa e outros poemas</em></strong>, poesia (1966); <strong><em>Maranhão: São Luís e Alcântara </em></strong>(1971); <strong><em>Cantiga incompleta</em></strong>, poesia (1971); <strong><em>Os bichos do céu</em></strong>, poesia (1972); <strong><em>Notícias de amor</em></strong>, poesia (1974); <strong><em>Fagundes Varela</em></strong>, <strong>nosso desgraçado irmão,</strong> ensaio (1975); <strong><em>Boca da noite</em></strong>, poesia (1979); <em><strong>Um solo amor</strong>, antologia poética</em> (1979); <strong><em>Meus meninos e outros meninos</em></strong>, artigos (1981).</p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="tracejado.jpg" /></p>
<p class="MsoNormal"> <strong>Carta de João Cabral de Melo Neto</strong></p>
<p class="MsoNormal">
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			<a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/joao-cabral-cartas/joaocabral-14-jun-66_1.jpg" title="Carta de João Cabral de Melo Neto para o jornalista Odylo Costa Filho. Data: 14 de junho de 1966." rel="lightbox[set_7]" >
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			<a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/joao-cabral-cartas/joaocabral-14-jun-66-b_0.jpg" title="Carta de João Cabral de Melo Neto para o jornalista Odylo Costa Filho. Data: 14 de junho de 1966." rel="lightbox[set_7]" >
								<img title="Carta de João Cabral de Melo Neto" alt="Carta de João Cabral de Melo Neto" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/gallery/joao-cabral-cartas/thumbs/thumbs_joaocabral-14-jun-66-b_0.jpg" width="100" height="75" />
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<p class="MsoNormal"><strong>Carta de </strong><strong>Villas-Boas Correa</strong></p>
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		<title>4&#215;4</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 03:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naomi Conte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi]]></category>

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		<description><![CDATA[Gotejava sobre o ar condicionado do lado de fora da janela, a cortina de um verde puído, Ana limpava as unhas esparramada entre travesseiros sobre a cama de solteiro. Chovia há seis horas, fazia quarenta graus dentro do quarto e no rádio tocava &#8220;o meu destino é ser star&#8230;&#8221;. Se tivesse dinheiro compraria um jipe, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/quatro.jpg" alt="quatro.jpg" /></p>
<p align="left">Gotejava sobre o ar condicionado do lado de fora da janela, a cortina de um verde puído, Ana limpava as unhas esparramada entre travesseiros sobre a cama de solteiro. Chovia há seis horas, fazia quarenta graus dentro do quarto e no rádio tocava &#8220;o meu destino é ser star&#8230;&#8221;. Se tivesse dinheiro compraria um jipe, um quatro por quatro, chegaria na loja calçando chinelos de dedo, com o dinheiro em cash uma vez na vida. Seria mal atendida por dois ou três vendedores, mascaria chicletes nesse dia, entraria na loja como quem tem um cartão de crédito, com esse ar de felicidade dos comerciais de televisão. Ignoraria os dois ou três atendentes mal educados e invejosos, faria um teste drive com um jipe de cabine aberta e outro, japonês, de cabine fechada, compacto. No balcão, em frente ao vendedor assustado, retiraria da bolsa aberta maços de notas. E com as mãos abarrotadas faria parte da sociedade como uma cidadã respeitável. Saiu à noite durante um mês para concretizar seu objetivo: o jipe. Seu amigo policial J. trataria pessoalmente dos detalhes evitando inconvenientes, um acerto de cinco por cento no final. Impossível, tinha seus brios, gritava Ana com J., um casal de evangélicos era um exagero e soubera disso apenas dois meses depois do contrato assinado. Ele pastor, ela pastora, dinheiro não seria um problema nessa família, mas Ana matara os homens de deus aos dezessete anos com um aborto.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Frustrada a primeira tentativa, Ana foi relembrada por J. e pelas propagandas de acessórios que cor metálica e air bag são ítens opcionais e decidiu-se por um leilão. Foram muitos os interessados na mulher de boa saúde. Seguiu-se uma ficha a ser preenchida por possíveis compradores garantindo um mínimo de idoneidade. Enfim, definiu-se pelo casal na faixa dos quarenta, vegetarianos e ecologistas, trabalhavam numa grande empresa de computadores americana. Conheciam o Brasil de uma breve viagem ao Rio de Janeiro, haviam inclusive feito uma visita guiada às favelas. Via-se logo que tinham preocupações sociais, elocubrava Ana acariciando a barriga. Haviam lido Baumann e gostado muito. Planejavam comprar à prazo um terreno numa ilha artificial no Golfo Pérsico para ajudar a preservar o meio ambiente. Ela, operada de miomas, não podia mais engravidar. O contrato fechado por cinqüenta mil dólares incluía bancos de couro.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Seis meses depois, na sala da concessionária, Ana trocou seu bebê por um jipe tração nas quatro.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" title="tracejado.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center" align="center"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="tracejado.jpg" /></p>
<p><em>Naomi Conte é escritora. Publicou o livro de contos </em><em><strong>A livraria da esquina e outros contos de mulheres</strong>. A autora escreve no blog <strong><a href="http://www.contosinterditos.blogspot.com" target="_blank">Contos Interditos</a></strong></em>.</p>
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		<title>João Paulo Cuenca</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 03:28:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[João Paulo Cuenca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mastroianni]]></category>

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		<description><![CDATA[João Paulo Cuenca está entre os nomes aclamados da geração 00 da literetura. Vários escritores estrearam seus primeiros livros na década de 2000. Cuenca começou sua trajetória com Corpo Presente (2003). No final de 2007, lançou seu segundo livro, O Dia Mastroianni. Os jovens personagens desse livro flanam pelas ruas, mesmo que rumo a lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João Paulo Cuenca</strong> está entre os nomes aclamados da geração 00 da literetura. Vários escritores estrearam seus primeiros livros na década de 2000. Cuenca começou sua trajetória com <em><strong>Corpo Presente</strong></em> (2003). No final de 2007, lançou seu segundo  livro, <em><strong>O Dia Mastroianni</strong></em>. Os jovens personagens desse livro flanam pelas ruas, mesmo que rumo a lugar algum, e se entregam aos arroubos juvenis: bebida, drogas, sexo e conversas com estranhos. Em entrevista à <a href="http://www.revistamoviola.com.br">Revista Moviola</a>, Cuenca revela como começa o seu caso de amor com a literatura, recorda sua obra de estréia e nos leva aos bastidores dos personagens do <strong><em>O Dia Mastroianni.</em></strong></p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/cuenca.jpg" alt="cuenca.jpg" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt"><strong><br />
Revista Moviola: Antes de te encher de perguntas que tal você indicar uma música para que os leitores da Moviola comecem a ler esta entrevista com trilha sonora?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Eu recomendaria a trilha sonora do &#8220;Ascenseur pour l&#8217;echafaud&#8221;, do Miles Davis. Para dar um clima.</p>
<p><object width="353" height="132" data="http://www.goear.com/files/external.swf?file=495c54f" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.goear.com/files/external.swf?file=495c54f" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p><strong>Revista Moviola: Agora vamos lá! Quando começa o seu encantamento pela literatura? Poderíamos dizer que é um caso de amor?</strong><strong></strong><BR></p>
<p><strong>JP Cuenca:</strong> É um longo caso de amor, com seus eventuais desentendimentos e ciclos de paixão. Começou quando passei a compulsivamente criar narrativas que faziam sentido dentro da minha cabeça de criança. Dessa época vem a lembrança dos meus primeiros caderninhos, cheios de desenhos, colagens etc. Continuo fazendo a mesma coisa desde os quatro anos de idade. A diferença é que, agora, essa criação repercute dentro de outras cabeças. O que me parece fantástico.<strong></strong></p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Quais as primeiras obras que te seduziram?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Comecei a ler muito cedo. Aos cinco, seis anos de idade já lia livros de aventura, Júlio Verne, Stevenson, Monteiro Lobato e muita história em quadrinhos. E, pouco depois, Alan Poe, Conan Doyle, Simenon, Agatha Christie&#8230; E Machado, Graciliano, Pessoa&#8230; Depois li Dostoievski e nunca mais fui um moleque normal.<a title="Capa do livro O Dia Mastroianni" rel="lightbox[groupname]" href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/o-dia-mastroianni.jpg"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/o-dia-mastroiannipq.jpg" alt="Capa do livro O Dia Mastroianni" width="200" height="304" align="left" /></a></p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Quando surgiu a idéia de escrever <em>O</em> <em>Dia Mastroianni</em>?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> A verdade é que senti necessidade de escrever um romance que me divertisse e me fizesse rir. O <strong><em>Corpo presente</em></strong> foi um livro muito complicado de escrever, e meu segundo livro estava muito hermético e impressionista, tanto que resolvi guardá-lo na gaveta. Acabou que o <strong><em>Dia&#8230;</em></strong> ficou muito mais ácido, crítico e amargo do que eu poderia imaginar. Isso não é ruim, acho interessante chegar a um resultado final que não esperava no início da escritura. A literatura pra mim está cheia desses jogos imprevisíveis.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: O que você estava fazendo aos 21 anos, a idade mágica do personagem Pedro Cassavas?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Sendo tão idiota quanto ele. Ou talvez mais.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Qual era o sentido original do termo Dia Mastroianni e quem são Antonio, Chico, Fabrício e Paulinho que estão nos agradecimentos?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> O sentido original do termo é parecido com aquela definição que está no início do livro. A diferença é que meus amigos acreditam num &#8220;Dia Mastroianni&#8221; de chinelos, coisa que Pedro Cassavas, que é um pretenso dândi, não consideraria possível. Antonio, Chico, Fabrício e Paulinho são amigos que tenho em São Paulo.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Como você chegou até o Cristiano Menezes, responsável pela capa? Foi escolha sua ou da Agir?</strong></p>
<p><strong>JP Cuenca:</strong> Christiano é meu amigo e foi imposição minha à editora. Pra mim, é o melhor artista gráfico do país.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Como você caracteriza o romance de geração no qual seu segundo livro está inserido?</strong></p>
<p><strong>JP Cuenca:</strong> Uma das leituras que o livro já teve, dentre muitas, é a de se tratar de uma sátira a romances de geração&#8230; São esses livros que são lançados de vez em quando e que geram identificação forte entre uma faixa &#8220;generacional&#8221;, muitas vezes virando sinônimos ou traduções fiéis de uma época ou estado de espírito.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/corpo-presente.jpg" alt="Capa do livro Corpo Presente" align="left" /><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Li o livro &#8220;de uma vez só&#8221; como Marçal Aquino diz que fez com o seu primeiro livro, <em>Corpo Presente</em>. Você, quando está no meio do processo de criação, pensa nessa ânsia do leitor para ver o que acontece até o último ponto?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Confesso que quando estou no meio do processo de criação é como se o leitor não existisse. Escrevo para minha própria leitura. E aí, posso ficar mais tempo do que o leitor vai levar lendo o livro inteiro pensando numa só frase, num parágrafo problemático, até encontrar uma solução que me agrade.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Existe um pouco do Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires na cidade &#8220;caleidoscópica e impossível&#8221; do livro?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Sim, e bastante de Paris, Cairo, Londres, Praga, Roma, Tóquio e outras cidades para onde fui nos últimos anos.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Como nasceram os personagens Pedro Cassavas e Tomás Anselmo?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Quis trabalhar um pouco com a idéia de duplo no livro. O que Pedro tem de cínico, o outro tem de ingênuo. Ao mesmo tempo, vejo Tomás como uma espécie de Sancho Pança, fiel (ou nem tanto assim) escudeiro do Cassavas.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Você pode nos ensinar como pronunciar o sobrenome do personagem Monsieur Mxyzptlk?</strong></p>
<p><strong>JP Cuenca:</strong> Por quê? Você não consegue?</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Dá pra dizer que ele ou Pedro Cassavas tem pedaços de tua personalidade? Ou tudo que você escreve é a mais pura ficção?</strong></p>
<p><strong>JP Cuenca:</strong> A resposta para as duas perguntas é a mesma: sim.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Como é responder as mesmas perguntas sobre o mesmo livro? Isso acontece, não?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Acontece. Existem três soluções: 1. Desenvolver técnicas de dizer a mesma coisa com frases diferentes. 2.Inventar respostas novas, de preferência que contradigam a opinião dada na entrevista anterior. 3. Copiar e colar respostas antigas. Uso as três soluções alternadamente.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Você foi à Natal, minha cidade, lançar o livro. Como foi a recepção lá?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Foi incrível. Minha ida foi organizada pelo amigo escritor Carlos Fialho, do <a href="http://www.jovensescribas.com.br/" target="_blank">Jovens Escribas</a>, coletivo de escritores de Natal. Lancei o livro na <strong>Limbo Livros Selecionados</strong>, uma livraria sensacional (eles levam a sério o &#8220;selecionados&#8221; no nome). Tive um retorno excelente de mídia, trouxe livros de autores locais e fortaleci amizades. Grande viagem. E depois ainda fui para a Feira do Livro de Mossoró, no interior do estado.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: O que acontece realmente para o escritor na noite de lançamento de um livro? O que você sentiu durante a estréia do <em>Dia Mastroianni </em>na Livraria Travessa, de Ipanema?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> O que eu senti? O de sempre: pânico. Certa vez escrevi uma crônica sobre o tema. Lançamento de livro é um perfeito simulador de enterro. Dá pra ter uma boa amostragem do seu próprio velório.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Como seria a história se ela fosse narrada a partir do ponto de vista da Doce Maria e Verônica?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Acho que seria muito diferente. Pedro Cassavas seria praticamente um santo&#8230; E Tomás Anselmo, um canalha, no fim das contas. Pense nisso.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: A ação do Dia Mastroianni se passa em um dia, começa às 10:32 e entra pela meia-noite. Isto me remeteu a Ulisses, de James Joyce, cuja ação também se desenrola em um único dia, 16 de junho de 1904. Há alguma referência a esta obra?</strong></p>
<p><strong>JP Cuenca:</strong> Não exatamente. Se bem que, se você procurar ali no meio&#8230;</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: É comum ouvirmos que não dá para viver de literatura. Você concorda?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Sim, sim, claro. Mas não agüento mais ouvir escritores e &#8220;artistas&#8221; em geral reclamando do tamanho do mercado, e que não tem dinheiro, e que a mesada está curta&#8230; Esse assunto simplesmente não me interessa e ultimamente tem me dado engulhos.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: E viver a literatura, dá?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Isso, sim. Dá pra viver a literatura. É o que tento fazer.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: <em>O Dia Mastroianni</em> daria um bom filme? Qual diretor você acha que faria uma boa adaptação para as telas?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> Acho que sim. Eu chamaria o Wes Anderson – ou o Michel Gondry, que faria um filme totalmente diferente.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: O que vem depois desse livro?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> O romance do Japão, eu espero. E depois, uma vida longa e próspera.</p>
<p><strong>Revista Moviola</strong><strong>: Será que temos a chance de chamar a atenção da mirada de Pedro Cassavas ou, como no livro, tudo desaparecerá atrás de nós quando você terminar de responder?<br />
</strong><br />
<strong>JP Cuenca:</strong> É uma notícia triste que tenho que dar ao leitor da <a href="http://www.revistamoviola.com.br">Moviola</a>. Mas, realmente, depois que você terminar de ler essa entrevista, as frases acima, uma após a outra, irão imergir num caldo escuro. E, depois, o computador, a mesa, o quarto, o apartamento e o prédio onde você está irão desaparecer. E, com eles, você, leitor, e todas as suas lembranças, e todos os que conheceram você, e todos os conhecidos<br />
deles e assim até o fim. Até que&#8230;</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="tracejado.jpg" /></p>
<p><em>Leia também <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/12/20/daniel-galera/">entrevista com o escritor Daniel Galera</a> publicada no Rolo 2 da <a href="http://www.revistamoviola.com">Revista Moviola</a>. </em></p>
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