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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Gay</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Proibido para menores</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 15:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Cineclube LGBT está ousado como o diabo gosta. A sessão Proibido para menores será no dia 27 de agosto, no Cinema Odeon Petrobras, e traz uma seleção de curtas onde o homoerotismo é o ponto central do debate. Tida por muitos como arte menor, ou mesmo deturpação, as obras eróticas, quando utilizadas como expressão artísticas podem não somente excitar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/08/i_want_your_love-42.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3865" title="i_want_your_love (4)2" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/08/i_want_your_love-42-300x168.jpg" alt="" width="460" height="308" /></a></p>
<p><BR></p>
<p>O <strong>Cineclube LGBT</strong> está ousado como o diabo gosta. A sessão <strong>Proibido para menores </strong>será no dia 27 de agosto, no <a href="http://www.grupoestacao.com.br/grupoestacao/salas/odeon.php" target="_blank"><strong>Cinema Odeon Petrobras</strong></a>, e traz uma seleção de curtas onde o homoerotismo é o ponto central do debate. Tida por muitos como arte menor, ou mesmo deturpação, as obras eróticas, quando utilizadas como expressão artísticas podem não somente excitar, como também levar o espectador a níveis de consciência desconhecidas pelo círculo social e inacessadas pela consciência individual. É como se o artista trouxesse a tona o que há escondido para além da compreensão de um ser humano qualquer. Como esclarece Susan Sontag em sua obra “A Imaginação Pornográfica”.</p>
<p>A sessão começa com <strong><em>Uma Canção de Amor</em></strong>, pioneiro em utilizar essa estética radical, dirigido pelo francês <strong>Jean Genet</strong> na década de 50. Neste filme, dois prisioneiros, separados por uma parede desenvolvem uma maneira de se comunicar. Já em <strong><em>Bendita Seja Toda Dor</em></strong>, dirigido pelo grupo<strong> Xplastic</strong>, duas mulheres experimentam a dores e delícias do sexo.</p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;"><span style="font-style: normal;">A programação segue com </span></span>Pra Lá de Marraquesh</em></strong>, do francês <strong>Hervé Joseph Lebrun</strong>, conta a história de um jovem viajante em busca de sexo. Tem ainda <strong><em>Joy</em></strong><em> </em><strong><em>Stick Joy</em>,</strong> também de Xplastic, um tórrido vídeo de duas mulheres, esses ultimos foram exibidos no festival Mix Brasil. Para finalizar, <strong><em>Quero Seu Amor</em></strong>, de Travis Mathews, mostra a negociação de dois amigos sobre como será a primeira transa entre eles.</p>
<p>A sessão acabou? Não, a noite segue animada com o <strong>Dj Great Guy</strong> que toca o melhor do pop mundial no Odeon. E se você quiser interagir, tem o Twitter do cineclube  – <strong><a href="http://twitter.com/cineclubelgbt" target="_blank">@CineclubeLGBT</a> – </strong>que promove sorteios de ingressos e onde os seguidores são convidados a darem dicas de músicas para tocar na festa, e de filmes que gostariam de ver nas telonas.<BR></p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Dia: 27.08<br />
Horário: 21h<br />
Local: Cinema Odeon Petrobras – Cinelândia &#8211; Rio de Janeiro<br />
Ingressos Antecipados: a partir de 25.08, às 15h<br />
Contato: 21 2240.1093<br />
<a href="http://www.cineclubelgbt.com.br" target="_blank">www.cineclubelgbt.com.br</a></div>
<div><BR><br />
Cenas de <strong>Uma Canção de amor</strong> (1950):</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2010/08/25/proibido-para-menores/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>FestRio: Gay + Midnight</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 02:27:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Black Dynamite]]></category>
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		<category><![CDATA[Os tempos de Harvey Milk]]></category>
		<category><![CDATA[Outrage]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira os trailers selecionados pela Revista Moviola de filmes da Mostra Gay e da Midnight do Festival do Rio. Mostra Gay Os Tempos de Harvey Milk (The Times of Harvey Milk) &#124; de Rob Epstein 1984 &#124; 88min &#124; Doc. &#124; EUA Harvey Milk foi o primeiro homem abertamente homossexual a tornar-se supervisor municipal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confira os trailers selecionados pela <a href="http://www.revistamoviola.com/" target="_self"><em><strong>Revista Moviola</strong></em></a> de filmes da Mostra Gay e da Midnight do <a href="http://www.festivaldorio.com.br/site2009/" target="_blank"><strong>Festival do Rio</strong></a>.<br />
<strong>Mostra Gay</strong></p>
<p><strong>Os Tempos de Harvey Milk (The Times of Harvey Milk) | de Rob Epstein</strong><br />
1984 | 88min | Doc. | EUA</p>
<p>Harvey Milk foi o primeiro homem abertamente homossexual a tornar-se supervisor municipal de San Francisco. O filme acompanha sua trajetória política, de quando era o simpático dono de uma loja de câmeras até tornar-se uma importante liderança local, porta-voz das minorias. Em 1978, Milk e o prefeito George Moscone foram brutalmente assassinados pelo colega Dan White, representante da classe média conservadora. Sua trágica morte revelou a homofobia e a intolerância da população. Com isso, Milk tornou-se mártir do moderno movimento homossexual. Oscar de Melhor Documentário em 1984.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
<strong>Ghosted | de Monika Treut</strong><br />
2009. 89min | Alemanha/Taiwan</p>
<p>A artista alemã Sophie vê  seu mundo balançar com a morte de Ai-ling, sua namorada taiwanesa. Para lidar com sua dor, realiza uma vídeo-instalação dedicada a Ai-ling e viaja para Taipei para exibi-la. Lá é abordada por Mei-li, jornalista inconveniente que a leva para uma volta pela noite e tenta seduzi-la, sem sucesso. De volta à Alemanha, Sophie é um dia surpreendida por Mei-li, que bate à sua porta. Cedendo ao charme da jornalista, ela logo descobre que a moça na realidade não trabalha para veículo algum e está investigando a morte de Ai-ling por conta própria.</p>
<p><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
<strong>An Englishman in New York | de Richard Laxton</strong><br />
2009 | 74min | Reino Unido/Estados Unidos</p>
<p>Após escrever um livro de memórias em 1968, o escritor inglês Quentin Crisp foi propulsado à fama. Sua celebração da homossexualidade, o exibicionismo desafiador e o inconformismo o transformaram num ícone. Em 1981, aos 72 anos, vai morar em Nova York. Logo torna-se popular no círculo gay nova-iorquino. No entanto, o período de adulação é curto. Com a ascensão da AIDS, seus comentários incisivos e sarcásticos provocam uma enorme polêmica a atraem diversos inimigos. Baseado na vida de Quentin Crisp e continuação do telefilme The Naked Civil Servant (1975), com o mesmo ator, John Hurt.</p>
<p><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
<strong>Outrage | de Kirby Dick</strong><br />
2009 | 90min | Doc. | EUA</p>
<p>Nos EUA não são poucos os políticos que votam contra políticas em favor dos direitos gays ou se engajam ativamente em campanhas contra a comunidade LGBT sendo homossexuais e integrando secretamente a comunidade. Examinando o papel da mídia que colabora para acobertar o fato, o documentário expõe o mal que estes homens de estado infligem na população por sua desonestidade pública e lança luz em questões como a psicologia por trás desta vida dupla, a ética envolvida em sair do armário diante de toda a sociedade e o tratamento dado pela mídia a personalidades que se assumem.</p>
<p><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
<strong>Mostra Midnight Movies</strong><br />
<strong>Black Dynamite | de Scott Sanders</strong><br />
2008 | 90min | EUA</p>
<p>Black Dynamite é um excelente lutador de kung fu, anda carregado de armas e é capaz de conquistar as mais belas mulheres, além de ostentar um imponente penteado black power. Quando a máfia italiana assassina seu irmão, distribui heroína em orfanatos negros e espalha pinga adulterada pelo gueto, Black Dynamite é obrigado a agir. Com uma elegância à altura dos maiores ícones do cinema Blaxpoitation dos anos 70, ele é o único herói disposto a enfrentar qualquer perigo nas ruas banhadas de sangue da cidade.</p>
<p><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><strong>O clone volta para casa (Kuron wa kokyo wo mezasu) | de Kanji Nakajima</strong><br />
2008 | 110min | Japão</p>
<p>Antes de partir para sua missão seguinte, o astronauta Kohei aceita participar de um programa ainda em fase experimental para ressuscitar seu corpo e sua memória em caso de morte. Pouco depois, ele sofre um acidente fatal no espaço e seu duplo é ativado. Mas um erro inesperado no programa faz a memória do clone retroceder à infância de Kohei, marcada pelo trauma da perda de seu irmão gêmeo. Ao encontrar o corpo de Kohei, ele pensa estar diante do irmão falecido. Carregando sua “matriz” às costas, ele parte em busca de sua cidade natal. Competição do Festival de Sundance 2009.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
<strong>Human Zoo | de Rie Rasmussen</strong><br />
2008 | 110min | França</p>
<p>Adria é uma jovem metade servia, metade albanesa. Sua vida é narrada em dois tempos: de um lado, o passado em plena Guerra do Kosovo; de outro, o presente em Marseille, onde vive como imigrante ilegal. Os horrores de sua juventude em um verdadeiro zoológico humano são entrecortados pelas dificuldades do cotidiano de imigrante ilegal no submundo europeu, passando pela experiência de um romance. Aos poucos, Adria busca descobrir sua própria identidade em meio a um mundo confuso, onde o que é certo e o que é errado só se define a partir da própria experiência. Panorama no Festival de Berlim 2009.</p>
<p><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><strong>When you’re strange | de Tom DiCillo</strong><br />
2009 | 85min | Doc. | EUA</p>
<p>Em 1965, na Califórnia, Jim Morrison e Ray Manzarek, então colegas da escola de cinema da UCLA, montaram a banda The Doors, cujo titulo ecoava um verso de William Blake. Pouco depois, conheceriam John Densmore e Robby Krieger, com os quais estabeleceram o famoso quarteto. Através do resgate de imagens inéditas de ensaios, bastidores e apresentações, o documentário lança luz sobre a carreira meteórica e influente do grupo, que em apenas cinco anos tornou-se um dos mais influentes da música pop. Exibido nos Festivais de Berlim e de Sundance em 2009.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><strong>Hair India | de Raffaele Brunetti, Marco Leopardi </strong><br />
75min | 2009 | Doc. | Itália</p>
<p>A globalização dos padrões de beleza chega à índia. A menina Gita vive em uma pequena cidade na região de Bengala, na Índia Oriental. Ao doar seus cabelos para o Templo, ajuda sua família a pagar promessa aos deuses para pedir a operação de olhos de seu irmão mais novo. O templo recolhe os cabelos de milhões de fiéis e vende em leilão para uma empresa italiana que faz apliques para vender aos salões de beleza de todo o mundo. De volta à Índia, os cabelos são acessórios à vaidade das ricas frequentadoras de passarelas de moda como a Sangeeta, bem-sucedida editora de uma revista de fofocas em Mumbai.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><strong>Os Yes Men Consertam o Mundo | The Yes Men Fix the World | de Andy Bichlbaum</strong><br />
2009 | 90min | Doc. | EUA</p>
<p>Andy Bichlbaum e Mike Bonanno, The Yes Men, disfarçam-se de executivos para se infiltrarem em eventos para desmascarar autênticos criminosos corporativos. Seu ativismo cômico consiste em criar oportunidades para expor ao ridículo, diante da grande mídia, os responsáveis por crimes contra o planeta. Revelando os princípios de mercado que orientam os poderosos, tornam visíveis ao mundo os bastidores de grandes empresas e suas diretorias, capazes de provocar tragédias sociais e ambientais sem tamanho em nome do capital. Prêmio de público no Festival de Berlim 2009.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festrio-gay-midnight/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>Baixe o<a href="http://www.revistamoviola.com/2009/09/20/festival-do-rio-guia-gratuito/" target="_self"><strong> Guia do Festival do Rio</strong></a> com a programação completa.</p>
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		<title>Milk</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/03/25/milk/</link>
		<comments>http://www.revistamoviola.com/2009/03/25/milk/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 02:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Longas]]></category>
		<category><![CDATA[Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Gus Van Sant]]></category>
		<category><![CDATA[Milk]]></category>
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		<description><![CDATA[Há 30 anos Harvey Milk era assassinado. Militante pelo movimento gay em São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, sua morte acabou por tomar o símbolo que só os mártires podem projetar. Estranhamente, no entanto, sua morte tem razões menos claras do que este parágrafo pode fazer supor. Milk incomodou a direita conservadora norte-americana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há 30 anos <strong>Harvey Milk</strong> era assassinado. Militante pelo movimento gay em São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, sua morte acabou por tomar o símbolo que só os mártires podem projetar. Estranhamente, no entanto, sua morte tem razões menos claras do que este parágrafo pode fazer supor.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1960" title="Milk, de Gus Van Sant" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/milk.jpg" alt="Milk, de Gus Van Sant" width="490" height="276" /></p>
<p>Milk incomodou a direita conservadora norte-americana pregando direitos civis; fazendo milhares de pessoas marcharem em prol de uma causa que para seus opositores era a destituição da família, base da sociedade; para eles, Milk pregava pela imoralidade. Mesmo assim, as balas que tiraram a vida do ativista, convertido em uma espécie de vereador (nos moldes da democracia estadunidense) veio de um confronto de poder político e não, verdadeiramente, de uma questão ideológica.</p>
<p>No filme de <strong>Gus Van Sant,</strong> a violência que assassina Harvey Milk é mais primordial. E quando ela surge, nos lembra que o mundo nunca esteve polarizado, que essa história de mocinhos e bandidos é coisa exclusiva de uma certa dramaturgia que o próprio Van Sant faz questão de renegar (vide <strong><em>Elefante</em></strong>, uma obra emblemática nesse sentido).</p>
<p><strong><em>Milk </em></strong>conta a trajetória deste homem, um homossexual que galgou posição política na época em que São Francisco via gays sendo espancados por policiais; numa época em que se discutia a demissão de professores que fossem homossexuais. Milk se tornou o primeiro vereador norte-americano assumidamente gay.</p>
<p>Em um decurso de oito anos, Milk passa de empresário (dono de uma pequena loja de fotografia) a líder de uma causa. Nesses anos, Milk vira o protagonista de uma mudança que hoje faz muita gente ter a liberdade de assumir suas posições sexuais sem o medo de ser morto. E antes que bradem com números e recortes de jornais, sim, eu sei que ainda há um preconceito gigantesco, e que mesmo em grandes cidades (no Brasil ou nos Estados Unidos) há assassinatos e abusos físicos, há humilhações e piadas de humor duvidoso. Sei disso tudo, mas os avanços são inegáveis.</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/03/25/milk/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p>Na trajetória que leva Harvey Milk ao poder, ele aprende o que há de mais elementar na política, a negociação. Desde os primórdios do movimento (quando não passava de um gueto em São Francisco restrito a um quarteirão), Milk se viu obrigado a confluir seus interesses (e os do movimento) com os outros muitos que se chocam durante a torrente que são esses oito anos. E como um porta voz do próprio Gus Van Sant, Milk em muitos momentos insiste em não polarizar as discussões entre héteros e homossexuais. Porque ele entende que a vitória de seus direitos está em entender uma sociedade como unidade (com todas as suas variantes) e não em fazer suas posições em detrimento do outro.</p>
<p>Assim, o militante quer ir mais longe do que apenas sua posição de gay assumido e líder de uma causa possa sugerir. Harvey sabe que seu papel não é apenas o de ser uma voz contra o conservadorismo, mas também o de formador de opinião – ou ainda mais importante – o de transformador de opiniões. Ciente disso, em uma das primeiras posições assumidamente políticas do personagem, ele renega o rabo de cavalo e a barba (que o deixam com cara de hippie) e passa a trajar-se de terno.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/milk_gd.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1962" title="Milk, de Gus Van Sant" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/milk_pq.jpg" alt="Milk, de Gus Van Sant" width="200" height="296" /></a>Encarando Milk como um filme também político, fica-se claro que as opções estéticas empregadas por Gus Van Sant vão na mesma direção do seu personagem. Gus Van Sant é reconhecido como um realizador radical, que leva suas narrativas a patamares muito abstratos. Neste <strong><em>Milk</em></strong>, porém, não. As bases do seu roteiro são absolutamente convencionais. Nesse filme, Van Sant veste o terno de Harvey Milk, mas nem por isso perde a mão, nem por isso esquece que seu veículo é o cinema. Ou seja, em nenhum momento o filme torna-se um mero panfleto.</p>
<p>Na verdade, em muitos momentos <strong><em>Milk </em></strong>surge quase como um documentário, tamanho é o esforço de trazer credibilidade à obra: seja nas imagens de época, muitas vezes falsas; seja na constante reiteração das datas, sempre precisas, e sempre nos lembrando que aquela história tem um prazo final e trágico.</p>
<p>Além disso, se nos últimos filmes Gus Van Sant preferiu rostos mais desconhecidos para trabalhar, neste ele escala para protagonista ninguém menos do que <strong>Sean Penn</strong> (Oscar de melhor ator por <strong><em>Milk</em></strong>), conferindo uma enorme credibilidade ao personagem. Em artigo publicado na <a href="http://www.revistapiaui.com.br" target="_blank">Revista Piauí</a> (edição de fevereiro), o documentarista J<strong>oão Moreira Salles</strong> faz outra ressalva: “Escolher Sean Penn não é apenas escolher um grande ator. É também uma decisão conservadora, pois se trata, uma vez mais, de um homem com sólidas credenciais de macho no papel de um homossexual. É o preço da decisão de contar a história (&#8230;) dentro do sistema de Hollywood”. É, de novo, o tal do terno que Harvey Milk passa a usar. Salles lembra que o público hétero não se sentiria à vontade se o ator em questão pudesse sentir prazer na vida real durante as cenas de sexo. E elas, por sinal, são pontuais e até certo ponto pudicas.</p>
<p>Mas retornando, a questão mais importante de <strong><em>Milk </em></strong>não é simplesmente a trajetória desse ativista e as merecidas conquistas que ele propagou no campo dos direitos civis. A questão que Gus Van Sant coloca é que a violência humana transcende nossas expectativas. Harvey sabia que tinha grandes chances de ser assassinado. No entanto, a morte lhe chegou pelas mãos de um colega (porém rival político) depois que perdeu seu cargo e viu em Harvey um dos culpados pelo fim do seu mandato. Tratava-se, sim, de um político conservador, mas que, pelo menos aos olhos do filme, não teria motivos ideológicos para cometer um crime.</p>
<p>Gus Van Sant, desse modo, pontua sua perplexidade frente à natureza humana e rememorando <strong><em>Elefante</em></strong>, filme no qual (des)investiga o massacre de 1999 na escola <strong>Colubine</strong>, segue o assassino com uma câmera suave, prenúncio da tragédia.</p>
<p>Se Harvey já havia se pronunciado contra a polarização entre homo e heterossexuais, falando que seu mandato seria voltado para todos, Gus Van Sant reforça essa afirmação nos mostrando que a natureza humana é sempre muito mais complexa.</p>
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		<title>Cineclube GLBT no Odeon</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 15:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cinema e festa animarão a sexta-feira, 20, no Odeon. O Cineclube GLBT promove seção com filmes de temática gay a partir das 21h. Serão exibidos os seguintes curtas: O Diário de Aberto de R., de Caetano Gotardo; Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho; Tá, de Felipe Scholl (Teddy Bear no Festival de Berlim); Meu Cão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/06/paginasdemenina.jpg" alt="Páginas de Menina" /></p>
<p>Cinema e festa animarão a sexta-feira, 20, no Odeon. O <strong><a href="http://cineclubeglbt.blogspot.com/" target="_blank">Cineclube GLBT</a> </strong>promove seção com filmes de temática gay a partir das 21h. Serão exibidos os seguintes curtas: <em><strong>O Diário de Aberto de R</strong></em>., de <strong>Caetano Gotardo</strong>; <em><strong>Alguma Coisa Assim</strong></em>, de <strong>Esmir Filho</strong>; <em><strong>Tá</strong></em>, de <strong>Felipe Scholl</strong> (Teddy Bear no Festival de Berlim); <em><strong>Meu Cão me Ensina a Viver</strong></em>, de <strong>Felipe Moura</strong>; <em><strong>Bárbara</strong></em>, de <strong>Carlos Gradim</strong>; e <em><strong>Páginas de Menina</strong></em>, de <strong>Mônica Palazzo</strong>.</p>
<p>O cineclube tem um <a href="http://cineclubeglbt.blogspot.com/" target="_blank">blog</a> onde você pode dá uma olhada na sinopse de cada curta. Sua proposta é exibir filmes nacionais e internacionais com temáticas relacionadas a Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros. Nessa edição, após a sessão, a festa é comandada pelo DJ <strong>Great Guy</strong>.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Cineclube GLBT</strong><br />
Mostra de curtas<br />
Local: Oden<br />
Praça Floriano, 7 &#8211; Cinelândia</p>
<p>Assista ao making of de <strong>Páginas de Meninas</strong>:</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2008/06/19/cineclube-glbt-no-odeon/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Mix Brasil abre inscrições</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 12:51:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Festival]]></category>
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		<category><![CDATA[Mix Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[O Festival Mix Brasil está com inscrições abertas. No Rio de Janeiro o evento vai de 27 de novembro a 4 de dezembro. Em São Paulo será de 12 a 23 de novembro. A mostra ainda vai para a cidade de Brasília (4 a 11 de dezembro) e Belo Horizonte (13 a 19 de dezembro). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Festival Mix Brasil está com inscrições abertas. No Rio de Janeiro o evento vai de 27 de novembro a 4 de dezembro. Em São Paulo será de 12 a 23 de novembro. A mostra ainda vai para a cidade de Brasília (4 a 11 de dezembro) e Belo Horizonte (13 a 19 de dezembro).</p>
<p>O Mix Brasil está na sua 16ª edição. Os interessados podem pegar a ficha de inscrição e o regulamento no <a href="http://www.mixbrasil.org.br" target="_blank">site do festival</a>.</p>
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