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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; For Rainbow</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Depois de Tudo</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 17:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-958" title="depoisdetudo" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/depoisdetudo.jpg" alt="" /></p>
<p><em>Depois de Tudo</em>, de Rafael Saar, 12 min, 2008</p>
<p>A mania que alguns jovens cineastas têm de convocar grandes celebridades para seus curtas às vezes só os prejudica. Primeiro porque normalmente eles se esquecem de que grandes atores trazem para os papéis os vultos de si mesmos, impossíveis de se esquecer; depois pelo simples fato de que às vezes o ator rouba completamente a atenção para si, gera um falatório em torno do curta que pode deixar de lado o que realmente importa e transformar o filme apenas &#8220;naquele curta com o Fulano de Tal&#8221;. Delicadamente, porém, <strong><em>Depois de Tudo </em></strong>não sofre desse problema. Convocando duas grandes personalidades nacionais, <strong>Ney Matogrosso </strong>e <strong>Nildo Parente</strong>, o diretor <strong>Rafael Saar</strong> consegue deixá-los à vontade o suficiente para que sejam eles mesmos e tornar o filme emotivo o suficiente para ser maior que as celebridades dentro dele.</p>
<p>Com um roteiro tipicamente contemporâneo, com uma história que trata de um entre-meios, de um recorte ao invés de um todo, <em>Depois de Tudo</em> nos conta uma noite da afetiva relação entre dois homens de terceira idade. Nada muito complicado. Enquanto um chega do trabalho, o outro está cozinhando. Eles assistem juntos à <strong><em>Quando voam as cegonhas</em></strong>, trocam carinhos, numa bela cena de sexo e, no dia seguinte, se despedem.</p>
<p>O belo da narrativa do filme está na leveza com que ele trata seus signos, desde o lustre de <strong><em>A Liberdade é Azul</em></strong>; da relação do réquiem-de-desencontro que é <strong><em>Quando voam as cegonhas</em></strong> com o carinho e encontro dos dois senhores (aliás, diga-se de passagem, é o primeiro registro cinematográfico que tenho conhecimento de uma relação homossexual entre dois homens de terceira idade); até o uso das figuras míticas e públicas de Ney e Nildo para tratar de desejos mais do que íntimos. Está também na decupagem sincera, concisa e delicada, intimista; na direção de arte nada afetada; no incrível trabalho da fotografia escura e da câmera na mão; na bela atuação de dois mestres.</p>
<p>Uma pequena obra-prima de um cineasta em construção.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/16-mix-brasil/">Veja a cobertura completa do 16º Festival Mix Brasil</a></p>
<p>Veja a <a href="http://www.revistamoviola.com/ii-for-rainbow/">cobertura do II For Rainbow</a></p>
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		<title>Filthy</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 17:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filthy, do coletivo Queer Fiction, 17 min, 2007 Dentro de um festival cuja temática é a sexualidade seria incomum pensar que a pornografia fosse tema tão intocado. Dentre os mais de 20 filmes selecionados para o For Rainbow, apenas este, Filthy, explora o corpo de maneira mais aberta. Talvez venha daí a enorme polêmica que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-953" title="filthy" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/filthy.jpg" alt="" /></p>
<p><em>Filthy</em>, do coletivo Queer Fiction, 17 min, 2007</p>
<p>Dentro de um festival cuja temática é a sexualidade seria incomum pensar que a pornografia fosse tema tão intocado. Dentre os mais de 20 filmes selecionados para o <strong>For Rainbow</strong>, apenas este, <strong><em>Filthy</em></strong>, explora o corpo de maneira mais aberta.</p>
<p>Talvez venha daí a enorme polêmica que o curta levantou durante o festival. Enquanto alguns simplesmente saíram da sala, enojados, outros ficaram com os olhos grudados na tela durante os quase 20 minutos de projeção, provavelmente fascinados com (finalmente!) algo que tocasse a questão do sexo explícito. É difícil saber se o curta, dentro de um festival não-temático, teria provocado uma impressão tão forte.</p>
<p><em>FIlthy </em>trava um processo criativo muito semelhante ao que costumamos chamar de vídeo-arte: é extremamente conceitual e afirma o seu conceito inicial de diversas maneiras diferentes ao longo de uma longa duração. Ou seja, é um filme-conceito, que se re-afirma de maneira cíclica, mas crescente.</p>
<p>Seguindo essa já tradicional lógica em espiral (repetindo, circular e crescente), <em>Filthy </em>apresenta logo de cara um estrutura sólida de reconstrução simbólica. São duas meninas nuas que brincam com um ursinho de pelúcia, signo claro (e até óbvio) da ingenuidade feminina. Uma delas então saca uma faca de cozinha e esfaqueia o urso, que sangra. Começa então um lento processo de estripamento do urso e de consecutiva erotização das suas entranhas. As duas, literalmente, copulam com a carne retirada do urso.</p>
<p>O filme entra então numa linguagem altamente referenciada na pornografia comercial, seguindo inclusive o &#8220;roteiro clássico-narrativo&#8221; do pornô americano (ele chupa ela, ela chupa ele, &#8220;aquilo&#8221; na frente, &#8220;aquilo&#8221; atrás, gozada na cara, fim). Se esse processo começa com o sexo oral, seja uma com a outra, seja com a carne entre elas e, assim, coloque de cara um certo nojo em relação à carne crua e à relação natural das meninas com ela, ele vai mudando lentamente, naturalizando esse &#8220;objeto estrangeiro&#8221; e tornando-o cada vez mais aceitável, coerente. O longo tempo do curta indica essa preocupação (e torna, ainda, <em>Filthy </em>um dos poucos filmes de todo o festival que é longo por necessidade). A carne passa a fazer parte da erotização das meninas e parte do corpo delas, passa a ser algo que se faz normal.</p>
<p>Quando esse processo de destruição total do erotismo da cena &#8211; parece impossível, exceto para os amantes da boa carne, conseguir se excitar com a visão dessa cena de sexo &#8211; chega ao fim, há ainda o último lance do jogo, exatamente como no tradicional pornô (que, aliás, tem sempre uma forte conotação machista-dominadora, outro conceito amplamente atacado em <em>Filthy</em>), as meninas dão uma atenção final ao bichinho querido. A &#8220;gozada na cara&#8221; (que no jargão do pornô é chamada de &#8220;facial humiliation&#8221; quando em grandes quantidades) é feita com urina, deixando o ursinho estirado ao chão, certamente humilhado.</p>
<p>ps: Esse longa caminhada a um cinema pornográfico não-machista é histórica. Talvez representada hoje, com maior sucesso, pela cineasta <strong>Catherine Breillat</strong>, ao menos em 3 de seus filmes: <strong><em>Romance</em></strong>, <strong><em>Anatomia do Inferno </em></strong>(estrelando o astrô pornô <strong>Rocco Siffredi</strong>) e <em><strong><a href="http://www.revistamoviola.com/2008/07/06/a-ultima-amante-de-catherine-breillat/" target="_self">A Última Amante</a></strong></em>.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p>Veja a <a href="http://www.revistamoviola.com/ii-for-rainbow/">cobertura do II For Rainbow</a></p>
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		<title>Para Macedonio</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 18:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para Macedonio, de Claudemyr Barata, 10 min, 2008 A última frase do conto O Imortal, de Jorge Luis Borges, em O Aleph diz: Palavras, palavras deslocadas e mutiladas, palavras de outros, foi a pobre esmola que lhe deixaram as horas e os séculos. É de extrema importância para Para Macedonio perceber como o tempo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para Macedonio</em>, de Claudemyr Barata, 10 min, 2008</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/para_macedonio.jpg"><img class="size-full wp-image-720 alignleft" title="para_macedonio" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/para_macedonio.jpg" alt="" width="299" height="198" /></a></p>
<p>A última frase do conto <strong><em>O Imortal</em></strong>, de <strong>Jorge Luis Borges</strong>, em O Aleph diz:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Palavras, palavras deslocadas e mutiladas, palavras de outros,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>foi a pobre esmola que lhe deixaram as horas e os séculos.</em></p>
<p style="text-align: left;">É de extrema importância para <strong><em>Para Macedonio</em></strong> perceber como o tempo e a imortalidade, ou a morte em si, são temas caros a Borges. No filme é exatamente isso, e com o grande apoio da linguagem cinematográfica, que será colocado na mesa.</p>
<p style="text-align: left;">Nos seus primeiros minutos intercalam-se imagens de arquivo, caseiras, de crianças brincando com imagens de cemitérios e um Borges que caminha a um túmulo, deixando uma flor. A diferença de textura entre o P&amp;B digital destas imagens com o Super8 daquelas deixa no ar a sensação temporal de memória distante explícita na tela.</p>
<p style="text-align: left;">Em meio a discussões sobre a morte, as imagens das crianças ganham nova força, com novo significado adquirido, ganham também um novo poder narrativo. Em determinada passagem, quando as letras da legenda nos dizem que Borges propôs a Macedonio que se suicidassem, para poderem discutir sobre a morte em paz, as imagens de arquivo mostram as crianças brincando de mágicos, e uma delas desaparece e aparece e desaparece e aparece.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar dos 10 minutos de duração, pouco se comparado à média dos filmes que o <strong>For Rainbow</strong> vem exibindo, os poucos e longos planos de <strong><em>Para Macedonio</em></strong> são carregados de significado. Não há excessos. O filme é limpo, conciso. E, ainda assim, consegue passar a forte e dolorosa mensagem de Borges e sua filosofia imortal.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p>Veja a <a href="http://www.revistamoviola.com/ii-for-rainbow/">cobetura completa do II For Rainbow</a></p>
<p style="text-align: left;">
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