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	<title>Revista Moviola &#187; FBCU</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Corpo de Bollywood</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Paiva Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Corpo de Bollywood]]></category>
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		<description><![CDATA[ Corpo de Bollywood, o povo quer cinema, 2008, Raquel Valadares Em 1998, Sabine Sorrel era minha colega no curso de Cinema da UFF; na mesma época, eu era monitor do professor Roberto Moura, na disciplina Estudo Específico do Cineasta Brasileiro. Naquele ano, o cineasta brasileiro a ser estudado foi Humberto Mauro – por curiosa coincidência, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><em>Corpo de Bollywood, o povo quer cinema, 2008, Raquel Valadares</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/corpo_de_bollywood.jpg" alt="Corpo de Bollywood, de Raquel Valadares" /></p>
<p>Em 1998, <strong>Sabine Sorrel</strong> era minha colega no curso de Cinema da <strong>UFF</strong>; na mesma época, eu era monitor do professor <strong>Roberto Moura</strong>, na disciplina <em>Estudo Específico do Cineasta Brasileiro</em>. Naquele ano, o cineasta brasileiro a ser estudado foi <strong>Humberto Mauro</strong> – por curiosa coincidência, admiração de ambos, professor e monitor. O resultado foram artigos bem interessantes de alguns alunos. Um deles, de Sabine: <strong><em>Paletó americano: o cinema como sonho de consumo</em></strong>, um paralelo entre o cinema brasileiro na época de Mauro com os dias atuais (no caso, atuais em 1998, mas parece que não mudou muita coisa). Mais tarde, enquanto editava heroicamente a revista de cinema <a href="http://br.geocities.com/sombraseletricas/" target="_blank">SOMBRAS ELÉTRICAS</a>, tive o prazer e a honra de publicá-los, num número especial sobre Humberto Mauro. O artigo de Sabine Sorrel ainda pode ser lido integralmente <a href="http://br.geocities.com/sombraseletricas/longmauro8.htm" target="_blank">neste link</a>, pois o que importa é o trecho final, que transcrevo aqui:</p>
<p><em>Fica a imagem geral de que os realizadores do Cinema brasileiro são como o personagem principal de <strong>O Canto da Saudade</strong>, o humilde Galdino, sonhando com seu paletó americano, cobiçado e nunca realmente seu. Um cineasta brasileiro também é um sonhador humilde que tem o Cinema como seu sonho de consumo, seu “paletó americano”, e parece pegá-lo emprestado dos irmãos estrangeiros algumas vezes para uma festa ou ocasião especial. O Cinema nos escapa por entre os dedos e insistimos em correr atrás dele.<br />
</em><br />
Sei não, mas quando terminei de ver <strong><em>Corpo de Bollywood: o povo quer cinema</em></strong>, (UFF), este trecho final me veio à memória. Talvez porque este filme de <strong>Raquel Valadares</strong> vai além de olhar a maior indústria de cinema do mundo (a Índia); a partir dela, observa, com extrema competência e sensibilidade, os contrastes deste subcontinente – especialmente entre a Índia urbana e moderna e a índia rural tradicional. De lambuja, fala sobre as mudanças desta indústria de cinema, de 1948 para cá, bem como ela se insere de modo simbiótico com a realidade e com o imaginário – e esta parece ser a chave dela para deixar apenas uns 5% de seu mercado interno para a segunda grande indústria de cinema do mundo (uma tal de <strong>Hollywood</strong>), ficando com os outros 95% para si.</p>
<p>Aliás, não é exatamente isso que o cinema brasileiro busca: ser uma roupa original que caiba no corpo de seu povo, sem precisar ser um paletó americano usado? Caso a pensar.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Jarro de Peixes</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Paiva Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Jarro de Peixes, 2008, Salomão Santana Fato comum no Festival Brasileiro de Cinema Universitário são os filmes acometidos com a &#8220;síndrome de Bagata&#8221;. O primeiro caso da síndrome apareceu na produção universitária pela primeira vez com o filme Bagata, de Lucas Margutti, então aluno da primeira turma do curso de cinema da Universidade Estácio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><em>Jarro de Peixes, 2008, Salomão Santana</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/jarro_de_peixes.jpg" alt="Jarro de Peixes, de Salomão Santana" /></p>
<p>Fato comum no <a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a> são os filmes acometidos com a &#8220;síndrome de Bagata&#8221;.</p>
<p>O primeiro caso da síndrome apareceu na produção universitária pela primeira vez com o filme <strong><em>Bagata</em></strong>, de <strong>Lucas Margutti</strong>, então aluno da primeira turma do curso de cinema da Universidade Estácio de Sá (e dá nome à síndrome. A sinopse oficial deste filme nos informa: &#8220;Bagata é uma homenagem aos grandes compositores da história do cinema&#8221;. Na verdade, o que vemos no filme é a seguinte historinha: um jovem, possivelmente problemático, come pizza e assiste a vídeos no apartamento onde vive, do tipo &#8220;a faxineira não vai lá há uns dez anos&#8221;, sujo e cheio de restos de pizzas anteriores, que possivelmente sobraram da festa de aniversário de Ramsés II. De repente (como é de se esperar num apartamento cheio de lixo), eis que aparece uma barata. E descobrimos neste instante que, além de problemático e porquinho, o rapaz tem um problema grave de dicção — trocando os Rs pelos Gs quando fala — ao exclamar: &#8220;Cagalho, uma bagata!&#8221;, antes de passar o resto do filme correndo atrás da barata, ao som de trechos de músicas de filmes, de <strong><em>Missão Impossível</em></strong> ao tema de <strong><em>Indiana Jones</em></strong>&#8230; Grande homenagem!&#8230;</p>
<p>De lá para cá, Lucas Margutti tornou-se um profissional competentíssimo, e a Estácio passou a enviar bons filmes para o FBCU (falaremos de sua última recaída daqui a pouco). Mas a &#8220;síndrome de Bagata&#8221;, infelizmente, ficou, infectando uma boa parte dos filmes universitários. E um filme acometido pela &#8220;síndrome de Bagata&#8221; é assim: uma idéia imbecil, desenvolvida de modo idiota. Só não digo que desperdiça tempo, equipamentos e película (ou fitas, no caso dos vídeos) porque proporciona prática aos estudantes. Mas supunha-se que, ao fazer um filme ou um vídeo, eles quisessem algo mais do que praticar: quisessem criar.</p>
<p>Infelizmente, o, digamos assim, &#8220;vírus&#8221; da &#8220;Síndrome de Bagata&#8221; desenvolveu várias cepas diferentes. A mais virulenta destas cepas é um cruzamento híbrido de pretensão elevada à décima potência, egocentrismo, estelionato e complexo de blindagem — também conhecido como certeza de que nunca será descoberto ou punido. <strong>Jarro de peixes</strong>, a segunda arremetida do “realizador” <strong>Salomão Santana</strong> na Mostra Competitiva Nacional do FBCU, é um exemplo claro e perigoso desta cepa. Seu “documentário”, assim como sua “obra” anterior, <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/11/06/a-curva/">A curva</a> (2007), consiste em mais um vídeo VHS do acervo de <strong>Miguel Pereira</strong>, videomaker de Juazeiro do Norte (CE), terra natal de Salomão — no caso, uma reunião de evangélicos lendo a Bíblia. Ora, um documentário de montagem, como o nome diz, usa imagens e outros materiais de arquivo como ponto de partida e meio primordial para contar alguma história real, especialmente da história recente — do Brasil, da cidade ou mesmo pessoal. Podemos citar bons exemplos deste tipo de documentário, como <strong><em>Revolução de 30</em></strong> (1980), de Sílvio Back, <strong><em>Os anos JK</em></strong> (1980) e <strong><em>Jango</em></strong> (1984), de Sílvio Tendler. Mas ao ver <strong><em>Jarro de peixes</em></strong>, notamos o seguinte: intervenção nas imagens, de alguma forma? NENHUMA; alguma forma de diálogo com as imagens e entre elas? NENHUMA; alguma informação (porque documentário, além de outras funções, serve para informar, sem ser confundido com reportagem) sobre as pessoas (que devem ser conhecidas lá em Juazeiro, mas são ilustres desconhecidas para o espectador do festival)? NENHUMA. Jarro de peixes , assim como <strong><em>A curva</em></strong> se limita a reproduzir, devidamente digitalizado, o vídeo VHS de Miguel Pereira. PARA QUÊ? Por que é que os créditos do filme não são honestos e dizem: “realização: Miguel Pereira? Por que é que Salomão Santana assina a realização de um vídeo feito por outro? Quanto suor, realmente, foi derramado por Salomão Santana para “realizar” este “documentário”? Se a sua resposta, gentil leitor, for NENHUM, porque é uma grossa vigarice, acertou.</p>
<p>Pior de tudo: com a exceção das observações acuradas e temperadas de ironia de Cristian Borges (ex-coordenador do festival e membro do júri), foi triste ver cinéfilos e críticos sérios, como <strong>Marcelo Ikeda</strong>, discutindo esta vigarice a sério, tal qual admirassem os brocados da roupa nova do rei, quando na verdade ele estava nu.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Brincos de Estrela</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brincos de Estrela]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcela Bertoletti]]></category>

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		<description><![CDATA[Brincos de Estrela, 2008, Marcela Bertoletti &#160; Com texto carregado, Brincos de Estrela conta a história da descoberta do amor homossexuais entre duas amigas. Uma delas, a que narra o filme, apaixona-se pela melhor amiga e o curta vai explorando os medos e receios dessa personagem à medida que seus sentimentos vão tomando conta da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i><b>Brincos de Estrela, 2008, Marcela Bertoletti </b></i></p>
<p>&nbsp;<img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/brincos_de_estrelas.jpg" alt="Brincos de Estrela, de Marcela Bertoletti"></p>
<p>Com texto carregado, <b><i>Brincos de Estrela</i></b> conta a história da descoberta do amor homossexuais entre duas amigas.</p>
<p>Uma delas, a que narra o filme, apaixona-se pela melhor amiga e o curta vai explorando os medos e receios dessa personagem à medida que seus sentimentos vão tomando conta da sua vida. </p>
<p><i><b>Brincos de Estrela</b></i>, se fosse mais sutil na abordagem dos sentimentos, poderia ser um belo filme, mesmo com todos os seus pequenos problemas narrativos. </p>
<p>Seu encerramento é particularmente bem resolvido, delicado, poético até. Mas o curta pesa e é falastrão onde provavelmente deveria silenciar. </p>
<p>Em uma história que fala sobre desejo proibido, apenas o uso de olhares diria mais e de modo mais eficaz. </p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" mce_src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" align="" border="" vspace="" width="500" height="5" hspace=""></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Poliedro</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Felipe Moraes]]></category>
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		<description><![CDATA[ Poliedro, 2008, Felipe Moraes É com honestidade que Poliedro, de Felipe Moraes, procura retratar seus personagens. O filme se foca sobre um grupo de amigos adolescentes. É aniversário de um deles e, não tendo nada melhor a fazer, encontram-se em uma praça para beber. Aparentemente, o curta tem pouco a dizer. Mas só aparentemente. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><em>Poliedro, 2008, Felipe Moraes</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/poliedro.jpg" alt="poliedro.jpg" /></p>
<p>É com honestidade que <strong><em>Poliedro</em></strong>, de <strong>Felipe Moraes</strong>, procura retratar seus personagens. O filme se foca sobre um grupo de amigos adolescentes. É aniversário de um deles e, não tendo nada melhor a fazer, encontram-se em uma praça para beber.</p>
<p>Aparentemente, o curta tem pouco a dizer. Mas só aparentemente. Não trata-se de assumir o discurso enfadonho dos jovens como o do próprio filme. Talvez a interpretação deva ser justamente inversa, percebendo sobretudo seu protagonista que é completamente deslocado daquela realidade.</p>
<p>Um pouco mais velho que os outros, ou pelo menos aparentando um pouco mais de idade, ele pouco interage com o grupo. Apenas observa o que o filme apresenta.</p>
<p>Mas com texto e decupagem pouco cuidados, <strong><em>Poliedro </em></strong>acaba por se tornar apenas uma ratificação daquele universo banal representado. Torna-se falso ao não aprofundar seu olhar, em não se esforçar em compreender verdadeiramente seus personagens.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Engano</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 20:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cavi Borges]]></category>
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		<description><![CDATA[Engano, 2008, Cavi Borges &#160; Com dois planos sequência simultâneos, Engano, de Cavi Borges, tenta mostrar em 12 minutos a relação do imigrante com a metrópole Rio de Janeiro. Em Engano, um homem e uma mulher conversam ao telefone. Ele ligou para avisar que chegaria atrasado em um teste. Ele é ator. Mas ele deve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Engano, 2008, Cavi Borges</em></strong></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/engano.jpg" alt="Engano, de Cavi Borges" /></p>
<p style="text-align: center">&nbsp;</p>
<p>Com dois planos sequência simultâneos, <strong><em>Engano</em></strong>, de <strong>Cavi Borges</strong>, tenta mostrar em 12 minutos a relação do imigrante com a metrópole Rio de Janeiro.</p>
<p>Em <strong><em>Engano</em></strong>, um homem e uma mulher conversam ao telefone. Ele ligou para avisar que chegaria atrasado em um teste. Ele é ator. Mas ele deve ter discado o número errado porque quem atende não sabe do que se trata. A interlocutora é uma atriz e, assim como ele, veio do Rio Grande do Sul para tentar a carreira no Rio. Ela também está indo para um teste e, da mesma forma, também está atrasada.</p>
<p>As coincidências vão se sobrepondo enquanto eles descobrem que conhecem pessoas próximas e que frequentavam lugares em comum. Como esperado, se afinam. Querem se conhecer.</p>
<p>Com a tela dividida em dois (e com os dois planos sequência rodados simultaneamente), Engano se aproxima muito do cult e até certo ponto desconhecido <strong><em>Time Code,</em></strong> de Mike Figgis &#8211; longa-metragem em que quatro planos sequência dividem a tela.</p>
<p>Engano é um curta-metragem bem realizado, com atuações que conseguem dar credibilidade a uma situação pouco comum, muito embora um tanto banal. Mas a questão mais relevante a ser colocada é porque deixar a técnica tão amostra em um filme que parece ser tão íntimo, que trata na verdade de dores e anseios muito peculiares aos personagens. Talvez ganhasse mais trabalhando de modo mais próximo ao convencional do que do modo apresentado.</p>
<p>Entretanto, é bem óbvio que as ações simultâneas também aproximam o espectador do modo que os próprios personagens encaram a metrópole.</p>
<p>Com <strong><em>Engano</em></strong>, Cavi Borges mostra que tem predileção pelo plano sequência. Em <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/10/02/sete-minutos/"><em>Sete Minutos</em></a>, filme anterior, ele também lançou mão da estética sem cortes para contar os últimos sete minutos de um traficante.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" height="5" width="500" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
]]></content:encoded>
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