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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; É Tudo Verdade</title>
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		<title>Academia de Boxe</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 19:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Frederick Wiseman necessita de apenas três planos para situar a ação: o céu da manhã, as folhas das árvores e a escultura do lutador de boxe. Estamos em algum lugar do Texas (certamente, não em Houston). Mas a localização exata não importa &#8211; o dono não faz propaganda da academia, e seus clientes têm dificuldades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4432 alignnone" title="Academia de Boxe, de Frederick Wiseman." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/boxinggym2.jpg" alt="" width="502" height="376" /></p>
<p>Frederick Wiseman necessita de apenas três planos para situar a ação: o céu da manhã, as folhas das árvores e a escultura do lutador de boxe. Estamos em algum lugar do Texas (certamente, não em Houston). Mas a localização exata não importa &#8211; o dono não faz propaganda da academia, e seus clientes têm dificuldades para encontrá-la -, pois o cineasta mergulha no universo mais íntimo do boxe, que se treina na Lord&#8217;s Gym (trocadilho com o romance Lord Jim, de Joseph Conrad).</p>
<p>Após os planos iniciais, Wiseman entra na academia e a destrincha. Embora filme ao longo de semanas, a montagem cria a ilusão de que tudo se passa em único dia, da manhã à noite. Lord&#8217;s Gym está aberta a qualquer hora do dia e, salvo a taxa de admissão de 50 dólares, não há fichas, crachás ou outras burocracias. Mulheres e homens; jovens, adultos, idosos e crianças; brancos, negros e hispânicos; amadores e profissionais treinam juntos, compartilham dicas e experiências e recebem tratamentos idênticos. É o máximo da democracia liberal: serviços iguais pelo mesmo preço.</p>
<p>A câmera de Wiseman perscruta  os espaços da academia. Vemos o ringue de boxe, os sacos de areia remendados com fita, o escritório de Lord, o pneu em frente ao espelho, os cartazes de lutas célebres e de <strong>O Touro Indomável</strong> que cobrem as paredes. Através do incrível trabalho com o som, ouvimos o bailar dos pés sobre o tablado, os socos que cortam o ar, os golpes que acertam os oponentes e, sobretudo, o relógio que marca o tempo de cada período de exercício.</p>
<p>O mais importante, segundo um dos lutadores, é o ritmo &#8211; depois se adquire a velocidade. Ambos, ritmo e velocidade, decorrem da conjunção entre espaço e tempo (no boxe, por exemplo, entre o ringue e os três minutos de cada round). Wiseman explora os limites da academia e o toque incessante do relógio de treino que, ao funcionar como metrônomo, orquestra ruídos, coreografa movimentos e ritualiza a violência.</p>
<p>Os tempos do boxe e do mundo, que aparentemente correm em paralelo (pois Wiseman se restringe à academia), encontram-se na discussão sobre o massacre na universidade de Virginia Tech, quando mais de vinte alunos foram mortos. De um lado, a catarse regrada do esporte, que o aproxima do balé. Do outro, a violência bárbara e inexplicável que consome vidas.</p>
<p>As personagens da Lord&#8217;s Gym condenam, com veemência, os assassinatos em Virginia Tech, enquanto destacam as relações fraternais que há entre os lutadores da academia. Mas eles não sublimariam, através do boxe, os próprios instintos violentos? Todos não seriam capazes de atos extremos, de acordo com o contexto?</p>
<p><small><em><strong>Academia de Boxe, 2010, de Frederick Wiseman.</strong></em></small></p>
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		<title>Uma Odisseia Iraniana</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 10:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma Odisseia Iraniana narra, didaticamente e em capítulos, os acontecimentos que levaram à queda do primeiro-ministro do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953: a nacionalização do petróleo, que desagradou o governo britânico e a Anglo-Iranian Oil Company; os conflitos internos entre comunistas do Partido Tudeh, nacionalistas seculares e clérigos xiitas; a força política do Aiatolá Abol-Ghasem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4423" title="Mohammad Mossadegh." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/mossadegh1.jpg" alt="" width="216" height="323" /></p>
<p><strong>Uma Odisseia Iraniana</strong> narra, didaticamente e em capítulos, os acontecimentos que levaram à queda do primeiro-ministro do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953: a nacionalização do petróleo, que desagradou o governo britânico e a Anglo-Iranian Oil Company; os conflitos internos entre comunistas do Partido Tudeh, nacionalistas seculares e clérigos xiitas; a força política do Aiatolá Abol-Ghasem Kashani; a tibieza pró-Ocidente do Xá Reza Pahlavi; a preocupação norte-americana com a influência soviética; e o golpe de Estado patrocinado pela CIA e por Dwight D. Eisenhower.</p>
<p>Através de filmes e de imagens de arquivo, explicadas nos mínimos detalhes pela onipresente narração em off, Maziar Bahari realiza documentário bastante tradicional, que entrevista figuras-chave na deposição do primeiro-ministro, como o embaixador britânico em Teerã. A intenção de Bahari é clara: resgatar Mossadegh, verdadeiro artífice do Irã moderno (banido no pós-Revolução Islâmica em favor de Kashani, ele se tornou ícone do protesto contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, a Onda Verde), que enfrentou as potências imperiais pelo controle do petróleo, mas sucumbiu por não compreender as raízes profundas do xiismo no Irã e por apostar, erradamente, que a paranoia anti-comunista o manteria no poder.</p>
<p>Maziar Bahari sugere, mas não desenvolve, o papel que a derrubada de Mossadegh representou para a ascensão do Aiatolá Khomeini em 1979. Os eventos de 1953, na verdade, geraram o ódio e a desconfiança, não apenas do Irã, como também de todo o Oriente Médio, contra os EUA. Ao não apoiarem as reformas seculares e democráticas do então primeiro-ministro, os norte-americanos garantiram a vitória no curto prazo &#8211; sobre a URSS, durante a Guerra Fria, e a favor das políticas coloniais -, porém se viram, já no século XXI, presos no atoleiro sem fim do extremismo islâmico, dos grupos terroristas, das guerras no Afeganistão e no Iraque, do conflito entre Israel e palestinos.</p>
<p>Mais do que o próprio Mossadegh, chama a atenção, em <strong>Uma Odisseia Iraniana</strong>, a cegueira dos EUA, que repete os mesmos erros, desde os anos 50 até hoje.</p>
<p><small><em><strong>Uma Odisseia Iraniana, 2010, de Maziar Bahari.</strong></em></small></p>
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		<title>É Tudo Verdade 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 08:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou dia 31 de março, e prossegue até 10 de abril, o 16° É Tudo Verdade &#8211; Festival Internacional de Documentários, no Rio de Janeiro e em São Paulo. São 92 filmes de 29 países, que se dividem pela Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens, Mostra Competitiva Brasileira de Longas e Médias-Metragens, Foco Latino-Americano, O Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4403" title="Academia de Boxe, de Frederick Wiseman." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/boxinggym.jpg" alt="" width="506" height="304" /></p>
<p>Começou dia 31 de março, e prossegue até 10 de abril, o <strong>16° É Tudo Verdade &#8211; Festival Internacional de Documentários</strong>, no Rio de Janeiro e em São Paulo. São 92 filmes de 29 países, que se dividem pela Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens, Mostra Competitiva Brasileira de Longas e Médias-Metragens, Foco Latino-Americano, O Estado das Coisas, Programas Especiais e Mostra Competitiva Internacional de Longas e Médias-Metragens, além das retrospectivas dedicadas à russa Marina Goldovskaya (que registrou o fim do império soviético)  e aos documentários nacionais sobre grandes poetas (&#8220;Poesia É Verdade&#8221;).</p>
<p><strong>Academia de Boxe</strong>, do mestre Frederick Wiseman e que passou no último Festival de Cannes, é o destaque absoluto do <strong>16° É Tudo Verdade</strong>. <strong>Cliente 9 – A Ascensão e Queda de Eliot Spitzer</strong>, de Alex Gibney (que venceu o Oscar por Táxi na Escuridão), <strong>O Sicário – Quarto 164</strong>, de Gianfranco Rosi, <strong>A Vida em um Dia</strong>, de Kevin MacDonald (outro que ganhou o Oscar, por <strong>Um Dia em Setembro</strong>),<strong> Homem Erótico</strong>, de Jørgen Leth (de <strong>As Cinco Obstruções</strong>), <strong>e Reagan</strong>, de Eugene Jarecki também merecem a olhada.</p>
<p>Em meio às revoluções que agitam os países árabes e muçulmanos do norte da África e do Oriente Médio, <strong>A Queda de um Xá</strong> e <strong>Uma Odisseia Iraniana</strong>, do cineasta iraniano Maziar Bahari, e <strong>A Onda Verde</strong>, de Ali Samadi Ahadi, despertam interesse.</p>
<p>Entre os brasileiros, atenção para <strong>Santos Dumont: Pré-Cineasta?</strong>, de Carlos Adriano, muitíssimo bem recebido na Mostra de Tiradentes, e <strong>Os Cavalos de Goethe</strong>, de Arthur Omar. Na retrospectiva poética, são imperdíveis <strong>Castro Alves (1847-1871)</strong>, de Humberto Mauro, <strong>Hi-Fi</strong>, de Ivan Cardoso, <strong>O Fazendeiro do Ar</strong>, de Fernando Sabino e David Neves e <strong>O Poeta do Castelo</strong>, de Joaquim Pedro de Andrade.</p>
<p>Para baixar a programação carioca do <strong>É Tudo Verdade</strong> e as sinopses dos filmes, em Word e em PDF, clique nos links abaixo:</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/Sinopses-e-Programação-RJ.doc">Sinopses e Programação 16° É Tudo Verdade &#8211; Rio de Janeiro (.DOC)</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/Sinopses-e-Programação-RJ.pdf">Sinopses e Programação 16° É Tudo Verdade &#8211; Rio de Janeiro (.PDF)</a></p>
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		<title>É tudo verdade no Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 22:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na sua 15ª edição, o Festival É Tudo Verdade exibirá 18 documentários brasileiros inéditos, de curta, média e longa metragem. De 9 a 18 de abril, o público poderá montar sua programação e escolher diversos filmes entre os 71 documentários de 27 países. Sim, é tudo verdade! E a abertura acontece nesta noite no Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/04/etudoverdade.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3541" title="etudoverdade" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/04/etudoverdade.jpg" alt="" width="484" height="411" /></a></p>
<p>Na sua 15ª edição, o <a href="http://www.etudoverdade.com.br/2010/index.asp" target="_blank"><strong>Festival É Tudo Verdade</strong></a> exibirá 18 documentários brasileiros inéditos, de curta, média e longa metragem. De 9 a 18 de abril, o público poderá montar sua programação e escolher diversos filmes entre os 71 documentários de 27 países. Sim, é tudo verdade! E a abertura acontece nesta noite no Rio de Janeiro, no Unibanco Arteplex, com a première brasileira de <strong>Segredos da Tribo</strong>, de <strong>José Padilha</strong>.</p>
<p>A entrada é gratuita em todas as salas de cinema. O evento, fundado e dirigido por <strong>Amir Labaki</strong>, foi realizado pela primeira vez em 1996.  Hoje é reconhecido como um dos principais festivais dedicados à cultura do documentário na América Latina.</p>
<p>“Nos dois últimos anos, cerca de um terço das estreias brasileiras têm sido de documentários – com notável repercussão de crítica. No ano passado, foram mais de 30 lançamentos”, constata Labaki. Ele lembra que há toda uma geração de documentaristas que se lançou e se firmou no festival. Entre eles, Cão Guimarães, Evaldo Mocarzel, João Moreira Salles, Maria Augusta Ramos, Marília Rocha, Paschoal Samora e Paulo Sacramento.</p>
<p>Confira a<a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2010/04/09/primeiro-casamento-entre-mulheres-e-realizado-na-argentina.jhtm" target="_blank"> programação completa</a> e faça sua seleção.</p>
<p>Cenas de <strong>Segredos da Tribo</strong>:</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2010/04/09/e-tudo-verdade-amanha-no-rio/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Cildo</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 18:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cildo: visita guiada pelas obras de Cildo Meireles, com o próprio. Ao longo de 84 minutos, o artista plástico explica e comenta seus trabalhos (Desvio para o Vermelho, Marulho, Torre, Inserções em Circuitos Ideológicos, por exemplo), os quais a câmera de Gustavo Rosa de Moura imediatamente revela aos espectadores &#8211; sejam as instalações já prontas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2079" title="Cildo Meireles." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/04/cildo.jpg" alt="Cildo Meireles." width="180" height="101" /></p>
<p><strong>Cildo</strong>: visita guiada pelas obras de Cildo Meireles, com o próprio. Ao longo de 84 minutos, o artista plástico explica e comenta seus trabalhos (<strong>Desvio para o Vermelho</strong>, <strong>Marulho</strong>, <strong>Torre</strong>, <strong>Inserções em Circuitos Ideológicos</strong>, por exemplo), os quais a câmera  de Gustavo Rosa de Moura imediatamente revela aos espectadores &#8211; sejam as instalações já prontas, ou ainda durante o processo de montagem.</p>
<p>Cildo Meireles declara que escolheu as artes plásticas, em parte, porque não gosta de falar. Contraditoriamente, Gustavo Rosa de Moura lhe dá a palavra &#8211; e se esconde atrás do biografado, uma vez que não constrói discurso próprio, baseando-se por completo no do artista. O diretor não transcria (nas palavras de Júlio Bressane), ou seja, não transforma em imagens cinematográficas as propostas que as obras contem &#8211; sobre o perecível e o descartável, acerca do ciclo econômico dos produtos que marca a sociedade de consumo, sobre as interseções de arte conceitual com a política e a democracia. <strong>Cildo</strong> se apenas ilustra, como jornais e revistas que anexam legendas às fotografias.</p>
<p>Destaca-se, no entanto, a sequência em que Gustavo Rosa de Moura filma as réguas que Cildo Meireles utiliza na obra <strong>Fontes</strong>, da indústria que as produz até a exposição: por breves momentos, <strong>Cildo</strong> lembra <strong>Inútil</strong>, de Jia Zhang-Ke, que não somente registra a alta costura chinesa, como também nos mostra a vida dos trabalhadores na linha de montagem, a penúria dos pequenos alfaiates locais e o envolvimento de gangues mafiosas no comércio têxtil.</p>
<p><strong><small>Cildo, de Gustavo Rosa de Moura, 2008.</small></strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2009/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2009.</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/e-tudo-verdade/">Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade.</a></p>
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		<title>Domingos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 14:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Domingos Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Ribeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingos, filme que abriu a edição de 2009 do festival É Tudo Verdade no Rio de Janeiro, tem um grande mérito, é um documentário íntimo. Acompanhando e entrevistando o cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira, o filme pretende traçar um painel sobre a personalidade criativa deste que é reconhecidamente um dos maiores escritores vivos do audiovisual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/04/domingos.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2070" title="Domingos, de Maria Ribeiro" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/04/domingos.jpg" alt="Domingos, de Maria Ribeiro" width="180" height="135" /></a>Domingos</em></strong>, filme que abriu a edição de 2009 do festival É<a href="http://www.revistamoviola.com/e-tudo-verdade/"> Tudo Verdade</a> no Rio de Janeiro, tem um grande mérito, é um documentário íntimo. Acompanhando e entrevistando o cineasta e dramaturgo <strong>Domingos Oliveira</strong>, o filme pretende traçar um painel sobre a personalidade criativa deste que é reconhecidamente um dos maiores escritores vivos do audiovisual brasileiro.</p>
<p>Recheado de cenas de filmes (novos e antigos), de trechos de especiais veiculados na TV e de filmagens de peças, o longa-metragem apresenta <strong>Domingos Oliveira</strong> como um misto de escritor/diretor e personagem de si mesmo. É que <strong>Domingos Oliveira</strong> fala de amor e, ao longo de sua carreira, suas histórias quase sempre estiveram imbricadas com suas próprias questões, amorosas ou não. Ele próprio fala disso em uma das entrevistas, avaliando que de tanto se expor, acaba por se esconder em suas obras. Você nunca sabe se aquele personagem é ou não ele mesmo.</p>
<p>Um dos exemplos mais marcantes é o seu filme de estreia,<strong><em> Todas as Mulheres do Mundo</em></strong>, de 1966, com <strong>Leila Diniz</strong> e <strong>Paulo José</strong>. No documentário, ele diz o quão sofrido foi rodar aquele filme, já que Domingos havia se separado de Leila Diniz, com quem foi casado por três anos. O longa é tido até hoje como a sua maior obra.</p>
<p><strong>Maria Ribeiro</strong>, a diretora, acompanhou Domingos em várias ocasiões (e por um período longo). Ela o conheceu ao fazer um teste para o filme <strong><em>Amores</em></strong>. Acabou participando de outros filmes e peças. A proximidade da atriz com o diretor é notória, percebe-se na intimidade com que a câmera trata o próprio Domingos, o acompanhando nas três comemorações de seu aniversário de 70 anos, em quartos de hotéis, em ensaios.</p>
<p><strong><em>Domingos </em></strong>é um filme que se assiste com um sorriso constante no rosto, muito mais por causa de seu personagem central, que sabe à sua maneira fazer rir e ser profundo ao mesmo tempo; que não canta tão bem, mas mesmo assim se apresenta regularmente (este é um viés pouco conhecido do artista, abordado com ênfase no documentário).</p>
<p><strong><em>Domingos</em></strong>, em suma, é um documentário homenagem. E por essa afirmação, pode-se ler o que há de bom e ruim nas homenagens. É um filme elogioso, feito com amor. Mas também é um documentário padrão, assentado sobre uma estrutura convencional de entrevistas e imagens de arquivos.</p>
<p><strong><em><small>Domingos, de Maria Ribeiro, 2008</small></em></strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /><br />
<strong>Leia ainda</strong></p>
<p>Entrevista em vídeo com <a href="http://www.revistamoviola.com/2008/06/02/domingos-oliveira-e-priscilla-rozenbaum/">Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum</a><br />
Crítica do filme <a href="http://www.revistamoviola.com/2008/10/05/juventude/">Juventude</a>, de Domingos Oliveira</p>
<h4><a href="../e-tudo-verdade/">Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade</a></h4>
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		<title>Chapa</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 19:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tatiana Toffoli]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Chapas&#8221; são acompanhantes que guiam os caminhoneiros pela cidade de São Paulo. Eles indicam as melhores estradas e ruas para os que desconhecem a geografia paulistana. Tatiana Toffoli segue dois &#8220;chapas&#8221;, embora não justifique dramática ou narrativamente por que os escolheu. Documentário observacional, Chapa aposta sobretudo no relacionamentos que as personagens estabelecem dentro das boléias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2047" title="Chapa, de Tatiana Toffoli." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/chapa.jpg" alt="Chapa, de Tatiana Toffoli." width="180" height="101" /></p>
<p>&#8220;Chapas&#8221; são acompanhantes que guiam os caminhoneiros pela cidade de São Paulo. Eles indicam as melhores estradas e ruas para os que desconhecem a geografia paulistana.</p>
<p>Tatiana Toffoli segue dois &#8220;chapas&#8221;, embora não justifique dramática ou narrativamente por que os escolheu. Documentário observacional, <strong><em>Chapa</em></strong> aposta sobretudo no relacionamentos que as personagens estabelecem dentro das boléias dos caminhões, com especial atenção para os diálogos que travam.</p>
<p><strong><em>Chapa</em></strong>, porém, cresce na sequência em que Tatiana Toffoli revela, no meio aos avisos de fretes, a dinâmica da economia que une &#8220;chapas&#8221; e caminhoneiros.</p>
<p>O rap que encerra o filme é totalmente dispensável.</p>
<p><em><strong><small>Chapa, de Tatiana Toffoli, 2008</small></strong></em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/e-tudo-verdade/">Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade</a></p>
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		<title>No Tempo de Miltinho</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 07:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cinebiografia do sambista Miltinho, que cobre sessenta anos da carreira do artista &#8211; do início, nos anos 40, nos grupos musicais em que tocava pandeiro, até a carreira solo que influenciou intérpretes como Zeca Pagodinho e Elza Soares. Ao contrários de outros documentários que retratam personagens reais &#8211; Domingos e Cildo, por exemplo, também em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2034" title="Miltinho, amante do tempo." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/notempodemiltinho.jpg" alt="Miltinho, amante do tempo." width="180" height="113" /></p>
<p>Cinebiografia do sambista Miltinho, que cobre sessenta anos da carreira do artista &#8211; do início, nos anos 40, nos grupos musicais em que tocava pandeiro, até a carreira solo que influenciou intérpretes como Zeca Pagodinho e Elza Soares.</p>
<p>Ao contrários de outros documentários que retratam personagens reais &#8211; <strong><em>Domingos</em></strong> e <strong><em>Cildo</em></strong>, por exemplo, também em cartaz no <strong><em>É Tudo Verdade</em></strong> -, <strong><em>No Tempo de Miltinho</em></strong> não se torna refém daquele que homenageia. Embora lhe dê a palavra, André Weller não a aceita enquanto verdade absoluta, de modo que filme e personagem travam diálogo semelhante ao do sambista com as orquestras que o acompanhavam: ele dois compassos antes ou depois da cabeça da nota, preenchendo os vazios, mas sempre na cadência do ritmo.</p>
<p>No próprio título, André Weller destaca a importância do ritmo para o filme: &#8220;No Tempo de Miltinho&#8221; não se refere à cronologia dos eventos na vida personagem, e sim à pulsação dos sons, ao andamento da música que alimenta o sambista.</p>
<p>Miltinho admira tanto o ritmo que possui 110 relógios. André Weller pergunta ao músico &#8211; na única intervenção direta do cineasta ao longo do filme &#8211; se é o tempo que o define, ao que o biografado concorda.</p>
<p>A capacidade de se aliar ao tempo e de transformá-lo em arte.</p>
<p><strong><em><small>No Tempo de Miltinho, de André Weller, 2008.</small></em></strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/e-tudo-verdade/">Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade</a></p>
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		<title>Leituras Cariocas</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 01:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Wim Wenders]]></category>

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		<description><![CDATA[Passageiros leem no metrô carioca, em flagrantes que revelam pensamentos, amores, sonhos e emoções. Em Leituras Cariocas, Consuelo Lins trabalha com o registro de momentos efêmeros, suspensos no tempo &#8211; que se estabelecem a partir do uso de imagens altamente estetizadas e da câmera lenta. A diretora não somente acompanha as personagens, mas antes interfere [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2027" title="Leituras Cariocas: pastiche de Wim Wenders." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/leiturascariocas.jpg" alt="Leituras Cariocas: pastiche de Wim Wenders." width="180" height="120" /></p>
<p>Passageiros leem no metrô carioca, em flagrantes que revelam pensamentos, amores, sonhos e emoções.</p>
<p>Em <strong><em>Leituras Cariocas</em></strong>, Consuelo Lins trabalha com o registro de momentos efêmeros, suspensos no tempo &#8211; que se estabelecem a partir do uso de imagens altamente estetizadas e da câmera lenta.</p>
<p>A diretora não somente acompanha as personagens, mas antes interfere na composição do espaço-tempo. A câmera de <strong><em>Leituras Cariocas</em></strong><em></em> domina o olhar, assim como os anjos de Wim Wenders em <strong><em>Asas do Desejos</em></strong>, que observam os humanos e lhes percebem os mais inconfessáveis sentimentos. Não por acaso, ambos os filmes utilizam o mesmo recurso narrativo: as vozes em off para revelar a alma dos passantes.</p>
<p>No entanto, ao contrário dos anjos em <strong><em>Asas do Desejo</em></strong><em></em>, não há elemento interno à narrativa que intermedie e justifique a relação entre câmera e personagens em <strong><em>Leituras Cariocas</em></strong> (embora a diretora procure vínculos, sem sucesso, com as câmeras de segurança do metrô).</p>
<p>Sobra, portanto, gratuidade e afetação em <strong><em>Leituras Cariocas.</em></strong></p>
<p><small><em><strong>Leituras Cariocas, de Consuelo Lins, 2009.</strong></em></small></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/e-tudo-verdade/">Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade</a></p>
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		<title>É Tudo Verdade 2009</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 16:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[É Tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir do dia 25 de março será realizada a 14ª edição do festival É Tudo Verdade. Trata-se do maior evento cinematográfico do país dedicado ao documentário. Na programação, destaque para a competição nacional com sete filmes de média e longa-metragem. Entre eles, Moscou, novo documentário de Eduardo Coutinho, no qual acompanha ensaios do Grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-1877 alignleft" title="É Tudo Verdade - Foto: Divulgação" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/e-tudo-verdade-2.jpg" alt="É Tudo Verdade - Foto: Divulgação" width="281" height="401" />A partir do dia 25 de março será realizada a 14ª edição do festival <strong>É Tudo Verdade</strong>. Trata-se do maior evento cinematográfico do país dedicado ao documentário.</p>
<p>Na programação, destaque para a competição nacional com sete filmes de média e longa-metragem. Entre eles, <strong><em>Moscou</em></strong>, novo documentário de <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/09/27/eduardo-coutinho/">Eduardo Coutinho</a>, no qual acompanha ensaios do <strong>Grupo Galpão</strong>, de Belo Horizonte, para a montagem da peça <strong><em>Três Irmãs</em></strong>, de <strong>Tchecov</strong>.</p>
<p>O É Tudo Verdade acontece de 25 de março a 5 de abril, em São Paulo, e de 26 de março a 5 de abril, no Rio de Janeiro. Em Brasília, o festival é realizado de 13 a 26 de abril.</p>
<p><strong>Competitiva Nacional do É Tudo Verdade</strong></p>
<p><strong><em>A Chave da Casa</em></strong>, de Paschoal Samora e Stela Grisotti (SP, 68 min)</p>
<p><em>Dois momentos na vida de exilados palestinos de origem iraquiana: o cotidiano num campo de refugiados entre Jordânia e Iraque e os desafios da adaptação em suas novas vidas no Brasil.</em></p>
<p><strong><em>Cidadão Boilesen</em></strong>, de Chaim Litewski (RJ, 92 min)</p>
<p><em>Um exame do financiamento da repressão violenta à luta armada no Brasil por grandes empresários, a partir da trajetória do dinamarquês Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra executado pela guerrilha urbana por suas ligações com a Oban.</em></p>
<p><strong><em>Cildo</em></strong>, de Gustavo Rosa de Moura (RJ, 84 min)</p>
<p><em>A vida, a obra e as idéias de Cildo Meirelles, um dos principais artistas plásticos brasileiros, vencedor do Prémio Velásquez em 2008. </em></p>
<p><strong><em>Corumbiara</em></strong>, de Vincent Carelli (PE, 117 min)</p>
<p><em>Em 1985, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, foi cenário de um massacre de índios isolados. Desde então o documentarista Carelli luta com sua câmera contra o esquecimento. É hora de balanço.</em></p>
<p><strong><em>Garapa</em></strong>, de José Padilha (RJ, 110 min)</p>
<p><em>Segundo a ONU, a fome afeta hoje 920 milhões de pessoas – dos quais 11 milhões de brasileiros. Apesar de programas assistenciais do governo, diversas famílias vivem ainda o pesadelo diário da falta de proteínas. Eis o cotidiano de três delas, no Ceará de hoje.</em></p>
<p><strong><em>Moscou</em></strong>, de Eduardo Coutinho (RJ, 80 min)</p>
<p><em>Os ensaios do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, da peça “Três Irmãs” de Tchecov, sob a direção de Enrique Diaz.  Os bastidores de um espetáculo que não chegará ao palco, numa experiência catalisada pelo e para o filme.</em></p>
<p><strong><em>Sobreviventes</em></strong>, de Miriam Chnaidermann e Reinaldo Pinheiro (SP, 52 min)</p>
<p><em>Diversos personagens de diferentes sexos, profissões e origens sociais relatam em primeira pessoa sua viagem particular a uma situação limite.</em></p>
<p><strong>É Tudo Verdade</strong></p>
<p><strong>São Paulo</strong><br />
25 de março a 5 de abril</p>
<p><strong>Rio de Janeiro</strong><br />
26 de março a 5 de abril</p>
<p><strong>Brasília</strong><br />
13 a 26 de abril</p>
<p>No Rio de Janeiro o festival será exibido nas salas Unibanco ArtePlex 6, Centro Cultural Banco do Brasil e Cinemark Downtown.</p>
<p>Em São Paulo, nas salas Cinesesc, Centro Cultural Banco do Brasil, Cinemark Shopping Center Eldorado,Cinemateca Brasileira  e  Cinusp.</p>
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