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	<title>Revista Moviola &#187; Domingos Oliveira</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Domingos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 14:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingos, filme que abriu a edição de 2009 do festival É Tudo Verdade no Rio de Janeiro, tem um grande mérito, é um documentário íntimo. Acompanhando e entrevistando o cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira, o filme pretende traçar um painel sobre a personalidade criativa deste que é reconhecidamente um dos maiores escritores vivos do audiovisual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/04/domingos.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2070" title="Domingos, de Maria Ribeiro" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/04/domingos.jpg" alt="Domingos, de Maria Ribeiro" width="180" height="135" /></a>Domingos</em></strong>, filme que abriu a edição de 2009 do festival É<a href="http://www.revistamoviola.com/e-tudo-verdade/"> Tudo Verdade</a> no Rio de Janeiro, tem um grande mérito, é um documentário íntimo. Acompanhando e entrevistando o cineasta e dramaturgo <strong>Domingos Oliveira</strong>, o filme pretende traçar um painel sobre a personalidade criativa deste que é reconhecidamente um dos maiores escritores vivos do audiovisual brasileiro.</p>
<p>Recheado de cenas de filmes (novos e antigos), de trechos de especiais veiculados na TV e de filmagens de peças, o longa-metragem apresenta <strong>Domingos Oliveira</strong> como um misto de escritor/diretor e personagem de si mesmo. É que <strong>Domingos Oliveira</strong> fala de amor e, ao longo de sua carreira, suas histórias quase sempre estiveram imbricadas com suas próprias questões, amorosas ou não. Ele próprio fala disso em uma das entrevistas, avaliando que de tanto se expor, acaba por se esconder em suas obras. Você nunca sabe se aquele personagem é ou não ele mesmo.</p>
<p>Um dos exemplos mais marcantes é o seu filme de estreia,<strong><em> Todas as Mulheres do Mundo</em></strong>, de 1966, com <strong>Leila Diniz</strong> e <strong>Paulo José</strong>. No documentário, ele diz o quão sofrido foi rodar aquele filme, já que Domingos havia se separado de Leila Diniz, com quem foi casado por três anos. O longa é tido até hoje como a sua maior obra.</p>
<p><strong>Maria Ribeiro</strong>, a diretora, acompanhou Domingos em várias ocasiões (e por um período longo). Ela o conheceu ao fazer um teste para o filme <strong><em>Amores</em></strong>. Acabou participando de outros filmes e peças. A proximidade da atriz com o diretor é notória, percebe-se na intimidade com que a câmera trata o próprio Domingos, o acompanhando nas três comemorações de seu aniversário de 70 anos, em quartos de hotéis, em ensaios.</p>
<p><strong><em>Domingos </em></strong>é um filme que se assiste com um sorriso constante no rosto, muito mais por causa de seu personagem central, que sabe à sua maneira fazer rir e ser profundo ao mesmo tempo; que não canta tão bem, mas mesmo assim se apresenta regularmente (este é um viés pouco conhecido do artista, abordado com ênfase no documentário).</p>
<p><strong><em>Domingos</em></strong>, em suma, é um documentário homenagem. E por essa afirmação, pode-se ler o que há de bom e ruim nas homenagens. É um filme elogioso, feito com amor. Mas também é um documentário padrão, assentado sobre uma estrutura convencional de entrevistas e imagens de arquivos.</p>
<p><strong><em><small>Domingos, de Maria Ribeiro, 2008</small></em></strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /><br />
<strong>Leia ainda</strong></p>
<p>Entrevista em vídeo com <a href="http://www.revistamoviola.com/2008/06/02/domingos-oliveira-e-priscilla-rozenbaum/">Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum</a><br />
Crítica do filme <a href="http://www.revistamoviola.com/2008/10/05/juventude/">Juventude</a>, de Domingos Oliveira</p>
<h4><a href="../e-tudo-verdade/">Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade</a></h4>
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		<title>Juventude</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 20:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juventude, de Domingos Oliveira, 2008, Brasil.   Em entrevista concedida ao Rolo 3 da Revista Moviola, o diretor, ator e dramaturgo Domingos Oliveira confessou que tinha o intuito de se renovar enquanto cineasta. O que ele não disse é que essa renovação surgiria já em seu novo longa-metragem, Juventude, estrelado por ele próprio, Paulo José [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Juventude, de Domingos Oliveira, 2008, Brasil.</strong></em></p>
<p> </p>
<p>Em <a href="http://www.revistamoviola.com/2008/06/02/domingos-oliveira-e-priscilla-rozenbaum/">entrevista concedida ao Rolo 3 da Revista Moviola</a>, o diretor, ator e dramaturgo <strong>Domingos Oliveira</strong> confessou que tinha o intuito de se renovar enquanto cineasta. O que ele não disse é que essa renovação surgiria já em seu novo longa-metragem, <em><strong>Juventude</strong></em>, estrelado por ele próprio, <strong>Paulo José</strong> e<strong> Aderbal Freire Filho</strong> (que pela primeira vez atua no cinema, embora tenha uma história sólida no teatro). </p>
<p>Com um cinema prolífico e voltado a questões que envolvem sobretudo relacionamentos amorosos, Domingos é um exemplo singular do que é fazer cinema no Brasil. Com uma carreira extremamente ativa, ele conseguiu realizar um grande número de filmes em um curto espaço de tempo. Nos últimos seis anos foram cinco filmes dirigidos, sendo que os dois últimos foram terminados mais ou menos ao mesmo tempo (<em><strong>Juventude</strong></em> e <em><strong>Todo mundo tem problemas sexuais</strong></em>). </p>
<p>Além disso, Domingos é um dos poucos cineastas brasileiros a trabalhar com um universo narrativo próprio. Seu cinema acaba se tornando uma espécie de crônica da boemia da zona Sul carioca, com seus uísques, artistas depressivos, bêbados do baixo Gávea e – invariavelmente – amores, amores, amores&#8230;</p>
<p>Nesse <em><strong>Juventude </strong></em>estão lá todos os mesmos elementos. A crônica, no entanto, parece olhar para um outro lado que os seus filmes ainda não tinham abordado de forma tão clara e honesta: a presença da morte. Domingos estréia o filme com 72 anos de idade.</p>
<p>O filme se dá durante um encontro entre os três personagens principais, David, Antônio e Ulisses. Amigos desde a infância, vão aproveitar o dia para rememorar suas experiências em comum e debater o sentimento que têm por aquele momento de suas vidas. </p>
<p>O encontro se dá na mansão que um deles reside, o personagem de Paulo José. Domingos, como sempre, vive o artista escritor. E Aderbal Freire Filho é o amigo médico que não tem um puto para segurar a vida sem o trabalho diário.</p>
<p>É curioso que num filme que trate justamente da finitude, Domingos tenha voltado a trabalhar com Paulo José, ator presente em uma infindável lista de longas e no seu de estréia, o clássico (e até hoje apontado por muitos como a sua melhor obra) <em><strong>Todas as mulheres do mundo</strong></em>, de 1967.</p>
<p>Além da morte, que é uma constante em <em><strong>Juventude</strong></em>, há um trato alegórico (ou simbólico) que o distancia de sua obra, ou, ao menos, dá um novo tom a ela. Os três amigos se conheceram na época em que encenavam na escola a peça <em><strong>A Ceia dos Cardeais</strong></em>, de <strong>Julio Dantas</strong>. Nostálgico, o filme irá trazer o texto e a encenação novamente à tona, cinqüenta anos após os três personagens, ainda jovens, o terem interpretado.</p>
<p>Assim, Domingos propõe um teatro dentro do filme. Diferente, no entanto, das experiências que ele já havia realizado em <em><strong>Separações</strong></em>, <em><strong>Amores</strong></em> ou em <strong>Carreiras</strong>. Porque desta vez os personagens dramatizam um texto que está presente na obra como um “objeto teatral”, mas, ao mesmo tempo, é filmado como o mais puro cinema. Em outras palavras, Domingos tem a grande sacada de experimentar mais uma vez o teatro no cinema, mas com o melhor tom cinematográfico possível.</p>
<p>O resultado é, ao que parece nos olhos do expectador, um dos filmes mais sinceros da carreira do cineasta. Uma obra que dialoga com obras-primas como o canadense <em><strong>Invasões Bárbaras</strong></em>, de <strong>Dennis Arcand</strong>. Dialoga não só na fronteira da morte, mas no modo de observar as transformações sociais, as crenças que cada um carrega em si por toda a vida.</p>
<p>Ao final, depois de uma noite em claro de brigas, risadas e porres, os três amigos vêm o nascer do sol. Nessa hora o personagem de Domingos resume bem o que é o viver e o morrer. Vendo o novo dia, ele exclama maravilhado, “meu Deus, o que é que é isso?”.  </p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2008/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2008</a></p>
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		<title>Domingos e Priscilla</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 04:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O casal Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum protagoniza uma extensa obra no cinema e teatro. Juntos, eles são o que há de mais representativo na cinematografia atual quando o assunto é unir as duas linguagens. Domingos, inclusive, prepara uma peça para ser encenada em salas de exibição. Ele tem no currículo o clássico Todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O casal <strong>Domingos Oliveira</strong> e <strong>Priscilla Rozenbaum</strong> protagoniza uma extensa obra no <strong>cinema e teatro</strong>. Juntos, eles são o que há de mais representativo na cinematografia atual quando o assunto é unir as duas linguagens. Domingos, inclusive, prepara uma peça para ser encenada em salas de exibição.  Ele tem no currículo o clássico <em><strong>Todas as Mulheres do Mundo</strong></em>, primeiro filme de sua carreira. Ela já atuou em dezenas de peças dirigidas por Domingos e mais uns tantos filmes. Nesta entrevista os dois falam sobre a grandeza do teatro e do cinema; o papel do ator; a construção do tempo, que no cinema é imbatível, de acordo com Domingos. O casal ainda anuncia o fim do <strong>BOAA </strong>(Baixo Orçamento e Alto Astral), que preconizava filmes com pouca verba e mostrou ao Brasil que é possível fazer cinema de poucos mil reais.</p>
<p align="center"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2008/06/02/domingos-oliveira-e-priscilla-rozenbaum/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
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