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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Curta</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Depois de Tudo</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 17:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de Tudo, de Rafael Saar, 12 min, 2008 A mania que alguns jovens cineastas têm de convocar grandes celebridades para seus curtas às vezes só os prejudica. Primeiro porque normalmente eles se esquecem de que grandes atores trazem para os papéis os vultos de si mesmos, impossíveis de se esquecer; depois pelo simples fato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-958" title="depoisdetudo" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/09/depoisdetudo.jpg" alt="" /></p>
<p><em>Depois de Tudo</em>, de Rafael Saar, 12 min, 2008</p>
<p>A mania que alguns jovens cineastas têm de convocar grandes celebridades para seus curtas às vezes só os prejudica. Primeiro porque normalmente eles se esquecem de que grandes atores trazem para os papéis os vultos de si mesmos, impossíveis de se esquecer; depois pelo simples fato de que às vezes o ator rouba completamente a atenção para si, gera um falatório em torno do curta que pode deixar de lado o que realmente importa e transformar o filme apenas &#8220;naquele curta com o Fulano de Tal&#8221;. Delicadamente, porém, <strong><em>Depois de Tudo </em></strong>não sofre desse problema. Convocando duas grandes personalidades nacionais, <strong>Ney Matogrosso </strong>e <strong>Nildo Parente</strong>, o diretor <strong>Rafael Saar</strong> consegue deixá-los à vontade o suficiente para que sejam eles mesmos e tornar o filme emotivo o suficiente para ser maior que as celebridades dentro dele.</p>
<p>Com um roteiro tipicamente contemporâneo, com uma história que trata de um entre-meios, de um recorte ao invés de um todo, <em>Depois de Tudo</em> nos conta uma noite da afetiva relação entre dois homens de terceira idade. Nada muito complicado. Enquanto um chega do trabalho, o outro está cozinhando. Eles assistem juntos à <strong><em>Quando voam as cegonhas</em></strong>, trocam carinhos, numa bela cena de sexo e, no dia seguinte, se despedem.</p>
<p>O belo da narrativa do filme está na leveza com que ele trata seus signos, desde o lustre de <strong><em>A Liberdade é Azul</em></strong>; da relação do réquiem-de-desencontro que é <strong><em>Quando voam as cegonhas</em></strong> com o carinho e encontro dos dois senhores (aliás, diga-se de passagem, é o primeiro registro cinematográfico que tenho conhecimento de uma relação homossexual entre dois homens de terceira idade); até o uso das figuras míticas e públicas de Ney e Nildo para tratar de desejos mais do que íntimos. Está também na decupagem sincera, concisa e delicada, intimista; na direção de arte nada afetada; no incrível trabalho da fotografia escura e da câmera na mão; na bela atuação de dois mestres.</p>
<p>Uma pequena obra-prima de um cineasta em construção.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/16-mix-brasil/">Veja a cobertura completa do 16º Festival Mix Brasil</a></p>
<p>Veja a <a href="http://www.revistamoviola.com/ii-for-rainbow/">cobertura do II For Rainbow</a></p>
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		<title>Corpo de Bollywood</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Paiva Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Corpo de Bollywood, o povo quer cinema, 2008, Raquel Valadares Em 1998, Sabine Sorrel era minha colega no curso de Cinema da UFF; na mesma época, eu era monitor do professor Roberto Moura, na disciplina Estudo Específico do Cineasta Brasileiro. Naquele ano, o cineasta brasileiro a ser estudado foi Humberto Mauro – por curiosa coincidência, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><em>Corpo de Bollywood, o povo quer cinema, 2008, Raquel Valadares</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/corpo_de_bollywood.jpg" alt="Corpo de Bollywood, de Raquel Valadares" /></p>
<p>Em 1998, <strong>Sabine Sorrel</strong> era minha colega no curso de Cinema da <strong>UFF</strong>; na mesma época, eu era monitor do professor <strong>Roberto Moura</strong>, na disciplina <em>Estudo Específico do Cineasta Brasileiro</em>. Naquele ano, o cineasta brasileiro a ser estudado foi <strong>Humberto Mauro</strong> – por curiosa coincidência, admiração de ambos, professor e monitor. O resultado foram artigos bem interessantes de alguns alunos. Um deles, de Sabine: <strong><em>Paletó americano: o cinema como sonho de consumo</em></strong>, um paralelo entre o cinema brasileiro na época de Mauro com os dias atuais (no caso, atuais em 1998, mas parece que não mudou muita coisa). Mais tarde, enquanto editava heroicamente a revista de cinema <a href="http://br.geocities.com/sombraseletricas/" target="_blank">SOMBRAS ELÉTRICAS</a>, tive o prazer e a honra de publicá-los, num número especial sobre Humberto Mauro. O artigo de Sabine Sorrel ainda pode ser lido integralmente <a href="http://br.geocities.com/sombraseletricas/longmauro8.htm" target="_blank">neste link</a>, pois o que importa é o trecho final, que transcrevo aqui:</p>
<p><em>Fica a imagem geral de que os realizadores do Cinema brasileiro são como o personagem principal de <strong>O Canto da Saudade</strong>, o humilde Galdino, sonhando com seu paletó americano, cobiçado e nunca realmente seu. Um cineasta brasileiro também é um sonhador humilde que tem o Cinema como seu sonho de consumo, seu “paletó americano”, e parece pegá-lo emprestado dos irmãos estrangeiros algumas vezes para uma festa ou ocasião especial. O Cinema nos escapa por entre os dedos e insistimos em correr atrás dele.<br />
</em><br />
Sei não, mas quando terminei de ver <strong><em>Corpo de Bollywood: o povo quer cinema</em></strong>, (UFF), este trecho final me veio à memória. Talvez porque este filme de <strong>Raquel Valadares</strong> vai além de olhar a maior indústria de cinema do mundo (a Índia); a partir dela, observa, com extrema competência e sensibilidade, os contrastes deste subcontinente – especialmente entre a Índia urbana e moderna e a índia rural tradicional. De lambuja, fala sobre as mudanças desta indústria de cinema, de 1948 para cá, bem como ela se insere de modo simbiótico com a realidade e com o imaginário – e esta parece ser a chave dela para deixar apenas uns 5% de seu mercado interno para a segunda grande indústria de cinema do mundo (uma tal de <strong>Hollywood</strong>), ficando com os outros 95% para si.</p>
<p>Aliás, não é exatamente isso que o cinema brasileiro busca: ser uma roupa original que caiba no corpo de seu povo, sem precisar ser um paletó americano usado? Caso a pensar.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Jarro de Peixes</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Paiva Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Jarro de Peixes, 2008, Salomão Santana Fato comum no Festival Brasileiro de Cinema Universitário são os filmes acometidos com a &#8220;síndrome de Bagata&#8221;. O primeiro caso da síndrome apareceu na produção universitária pela primeira vez com o filme Bagata, de Lucas Margutti, então aluno da primeira turma do curso de cinema da Universidade Estácio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><em>Jarro de Peixes, 2008, Salomão Santana</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/jarro_de_peixes.jpg" alt="Jarro de Peixes, de Salomão Santana" /></p>
<p>Fato comum no <a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a> são os filmes acometidos com a &#8220;síndrome de Bagata&#8221;.</p>
<p>O primeiro caso da síndrome apareceu na produção universitária pela primeira vez com o filme <strong><em>Bagata</em></strong>, de <strong>Lucas Margutti</strong>, então aluno da primeira turma do curso de cinema da Universidade Estácio de Sá (e dá nome à síndrome. A sinopse oficial deste filme nos informa: &#8220;Bagata é uma homenagem aos grandes compositores da história do cinema&#8221;. Na verdade, o que vemos no filme é a seguinte historinha: um jovem, possivelmente problemático, come pizza e assiste a vídeos no apartamento onde vive, do tipo &#8220;a faxineira não vai lá há uns dez anos&#8221;, sujo e cheio de restos de pizzas anteriores, que possivelmente sobraram da festa de aniversário de Ramsés II. De repente (como é de se esperar num apartamento cheio de lixo), eis que aparece uma barata. E descobrimos neste instante que, além de problemático e porquinho, o rapaz tem um problema grave de dicção — trocando os Rs pelos Gs quando fala — ao exclamar: &#8220;Cagalho, uma bagata!&#8221;, antes de passar o resto do filme correndo atrás da barata, ao som de trechos de músicas de filmes, de <strong><em>Missão Impossível</em></strong> ao tema de <strong><em>Indiana Jones</em></strong>&#8230; Grande homenagem!&#8230;</p>
<p>De lá para cá, Lucas Margutti tornou-se um profissional competentíssimo, e a Estácio passou a enviar bons filmes para o FBCU (falaremos de sua última recaída daqui a pouco). Mas a &#8220;síndrome de Bagata&#8221;, infelizmente, ficou, infectando uma boa parte dos filmes universitários. E um filme acometido pela &#8220;síndrome de Bagata&#8221; é assim: uma idéia imbecil, desenvolvida de modo idiota. Só não digo que desperdiça tempo, equipamentos e película (ou fitas, no caso dos vídeos) porque proporciona prática aos estudantes. Mas supunha-se que, ao fazer um filme ou um vídeo, eles quisessem algo mais do que praticar: quisessem criar.</p>
<p>Infelizmente, o, digamos assim, &#8220;vírus&#8221; da &#8220;Síndrome de Bagata&#8221; desenvolveu várias cepas diferentes. A mais virulenta destas cepas é um cruzamento híbrido de pretensão elevada à décima potência, egocentrismo, estelionato e complexo de blindagem — também conhecido como certeza de que nunca será descoberto ou punido. <strong>Jarro de peixes</strong>, a segunda arremetida do “realizador” <strong>Salomão Santana</strong> na Mostra Competitiva Nacional do FBCU, é um exemplo claro e perigoso desta cepa. Seu “documentário”, assim como sua “obra” anterior, <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/11/06/a-curva/">A curva</a> (2007), consiste em mais um vídeo VHS do acervo de <strong>Miguel Pereira</strong>, videomaker de Juazeiro do Norte (CE), terra natal de Salomão — no caso, uma reunião de evangélicos lendo a Bíblia. Ora, um documentário de montagem, como o nome diz, usa imagens e outros materiais de arquivo como ponto de partida e meio primordial para contar alguma história real, especialmente da história recente — do Brasil, da cidade ou mesmo pessoal. Podemos citar bons exemplos deste tipo de documentário, como <strong><em>Revolução de 30</em></strong> (1980), de Sílvio Back, <strong><em>Os anos JK</em></strong> (1980) e <strong><em>Jango</em></strong> (1984), de Sílvio Tendler. Mas ao ver <strong><em>Jarro de peixes</em></strong>, notamos o seguinte: intervenção nas imagens, de alguma forma? NENHUMA; alguma forma de diálogo com as imagens e entre elas? NENHUMA; alguma informação (porque documentário, além de outras funções, serve para informar, sem ser confundido com reportagem) sobre as pessoas (que devem ser conhecidas lá em Juazeiro, mas são ilustres desconhecidas para o espectador do festival)? NENHUMA. Jarro de peixes , assim como <strong><em>A curva</em></strong> se limita a reproduzir, devidamente digitalizado, o vídeo VHS de Miguel Pereira. PARA QUÊ? Por que é que os créditos do filme não são honestos e dizem: “realização: Miguel Pereira? Por que é que Salomão Santana assina a realização de um vídeo feito por outro? Quanto suor, realmente, foi derramado por Salomão Santana para “realizar” este “documentário”? Se a sua resposta, gentil leitor, for NENHUM, porque é uma grossa vigarice, acertou.</p>
<p>Pior de tudo: com a exceção das observações acuradas e temperadas de ironia de Cristian Borges (ex-coordenador do festival e membro do júri), foi triste ver cinéfilos e críticos sérios, como <strong>Marcelo Ikeda</strong>, discutindo esta vigarice a sério, tal qual admirassem os brocados da roupa nova do rei, quando na verdade ele estava nu.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Brincos de Estrela</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brincos de Estrela]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcela Bertoletti]]></category>

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		<description><![CDATA[Brincos de Estrela, 2008, Marcela Bertoletti &#160; Com texto carregado, Brincos de Estrela conta a história da descoberta do amor homossexuais entre duas amigas. Uma delas, a que narra o filme, apaixona-se pela melhor amiga e o curta vai explorando os medos e receios dessa personagem à medida que seus sentimentos vão tomando conta da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i><b>Brincos de Estrela, 2008, Marcela Bertoletti </b></i></p>
<p>&nbsp;<img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/brincos_de_estrelas.jpg" alt="Brincos de Estrela, de Marcela Bertoletti"></p>
<p>Com texto carregado, <b><i>Brincos de Estrela</i></b> conta a história da descoberta do amor homossexuais entre duas amigas.</p>
<p>Uma delas, a que narra o filme, apaixona-se pela melhor amiga e o curta vai explorando os medos e receios dessa personagem à medida que seus sentimentos vão tomando conta da sua vida. </p>
<p><i><b>Brincos de Estrela</b></i>, se fosse mais sutil na abordagem dos sentimentos, poderia ser um belo filme, mesmo com todos os seus pequenos problemas narrativos. </p>
<p>Seu encerramento é particularmente bem resolvido, delicado, poético até. Mas o curta pesa e é falastrão onde provavelmente deveria silenciar. </p>
<p>Em uma história que fala sobre desejo proibido, apenas o uso de olhares diria mais e de modo mais eficaz. </p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" mce_src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" align="" border="" vspace="" width="500" height="5" hspace=""></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Poliedro</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Curta]]></category>
		<category><![CDATA[FBCU]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Moraes]]></category>
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		<description><![CDATA[ Poliedro, 2008, Felipe Moraes É com honestidade que Poliedro, de Felipe Moraes, procura retratar seus personagens. O filme se foca sobre um grupo de amigos adolescentes. É aniversário de um deles e, não tendo nada melhor a fazer, encontram-se em uma praça para beber. Aparentemente, o curta tem pouco a dizer. Mas só aparentemente. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><em>Poliedro, 2008, Felipe Moraes</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/poliedro.jpg" alt="poliedro.jpg" /></p>
<p>É com honestidade que <strong><em>Poliedro</em></strong>, de <strong>Felipe Moraes</strong>, procura retratar seus personagens. O filme se foca sobre um grupo de amigos adolescentes. É aniversário de um deles e, não tendo nada melhor a fazer, encontram-se em uma praça para beber.</p>
<p>Aparentemente, o curta tem pouco a dizer. Mas só aparentemente. Não trata-se de assumir o discurso enfadonho dos jovens como o do próprio filme. Talvez a interpretação deva ser justamente inversa, percebendo sobretudo seu protagonista que é completamente deslocado daquela realidade.</p>
<p>Um pouco mais velho que os outros, ou pelo menos aparentando um pouco mais de idade, ele pouco interage com o grupo. Apenas observa o que o filme apresenta.</p>
<p>Mas com texto e decupagem pouco cuidados, <strong><em>Poliedro </em></strong>acaba por se tornar apenas uma ratificação daquele universo banal representado. Torna-se falso ao não aprofundar seu olhar, em não se esforçar em compreender verdadeiramente seus personagens.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Engano</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 20:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Cavi Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Curta]]></category>
		<category><![CDATA[Engano]]></category>
		<category><![CDATA[FBCU]]></category>

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		<description><![CDATA[Engano, 2008, Cavi Borges &#160; Com dois planos sequência simultâneos, Engano, de Cavi Borges, tenta mostrar em 12 minutos a relação do imigrante com a metrópole Rio de Janeiro. Em Engano, um homem e uma mulher conversam ao telefone. Ele ligou para avisar que chegaria atrasado em um teste. Ele é ator. Mas ele deve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Engano, 2008, Cavi Borges</em></strong></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/engano.jpg" alt="Engano, de Cavi Borges" /></p>
<p style="text-align: center">&nbsp;</p>
<p>Com dois planos sequência simultâneos, <strong><em>Engano</em></strong>, de <strong>Cavi Borges</strong>, tenta mostrar em 12 minutos a relação do imigrante com a metrópole Rio de Janeiro.</p>
<p>Em <strong><em>Engano</em></strong>, um homem e uma mulher conversam ao telefone. Ele ligou para avisar que chegaria atrasado em um teste. Ele é ator. Mas ele deve ter discado o número errado porque quem atende não sabe do que se trata. A interlocutora é uma atriz e, assim como ele, veio do Rio Grande do Sul para tentar a carreira no Rio. Ela também está indo para um teste e, da mesma forma, também está atrasada.</p>
<p>As coincidências vão se sobrepondo enquanto eles descobrem que conhecem pessoas próximas e que frequentavam lugares em comum. Como esperado, se afinam. Querem se conhecer.</p>
<p>Com a tela dividida em dois (e com os dois planos sequência rodados simultaneamente), Engano se aproxima muito do cult e até certo ponto desconhecido <strong><em>Time Code,</em></strong> de Mike Figgis &#8211; longa-metragem em que quatro planos sequência dividem a tela.</p>
<p>Engano é um curta-metragem bem realizado, com atuações que conseguem dar credibilidade a uma situação pouco comum, muito embora um tanto banal. Mas a questão mais relevante a ser colocada é porque deixar a técnica tão amostra em um filme que parece ser tão íntimo, que trata na verdade de dores e anseios muito peculiares aos personagens. Talvez ganhasse mais trabalhando de modo mais próximo ao convencional do que do modo apresentado.</p>
<p>Entretanto, é bem óbvio que as ações simultâneas também aproximam o espectador do modo que os próprios personagens encaram a metrópole.</p>
<p>Com <strong><em>Engano</em></strong>, Cavi Borges mostra que tem predileção pelo plano sequência. Em <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/10/02/sete-minutos/"><em>Sete Minutos</em></a>, filme anterior, ele também lançou mão da estética sem cortes para contar os últimos sete minutos de um traficante.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" height="5" width="500" /></p>
<h4><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></h4>
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		<title>Partir</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2008/08/08/partir/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 21:07:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Calac Neves</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
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		<category><![CDATA[Márcia Paveck]]></category>
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		<description><![CDATA[Partir, de Márcia Paveck , 18min, 2007 Partir começa como um cuidadoso exercício de ambientação de seus personagens em um tempo e espaço definidos: em uma casa localizada em algum lugar do interior do Rio Grande do Sul, três fugitivos da ditadura militar, dois homens e uma mulher, se escondem, e se há méritos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/partir_peq.jpg" alt="partir_peq.jpg" /></p>
<p><strong><em>Partir</em></strong>, de Márcia Paveck , 18min, 2007</p>
<p>Partir começa como um cuidadoso exercício de ambientação de seus personagens em um tempo e espaço definidos: em uma casa localizada em algum lugar do interior do Rio Grande do Sul, três fugitivos da ditadura militar, dois homens e uma mulher, se escondem, e se há méritos a se sublinhar no curta de Márcia Paveck, eles se encontram aí, neste processo de composição que se dá nos primeiros minutos do filme, em que sotaques, roupas e pequenos diálogos e situações vão se somando de forma a contextualizar para o espectador, nunca de forma escancarada, quem são aquelas figuras e o que fazem ali. Como em Cabra cega, longa de Toni Venturi, a ditadura militar será varrida para o fora-de-tela, e o que restará serão os relacionamentos dos personagens registrados na proximidade de um microcosmo.</p>
<p>O problema é que se há cuidado na reconstituição da parte “histórica” do filme (na falta de palavra melhor), esse cuidado não se reflete no tratamento das relações pessoais entre os personagens. Tudo se passa já com a decisão de Júlia, a personagem feminina do trio, de ir embora, e é como se para os espectadores restasse pegar o bonde andando, o que dificulta o apego aos personagens. Fora essa dificuldade no trabalho com o tempo (problema recorrente com realizadores de curtas-metragens), não ajuda também o fato de o filme investir em situações clichê (personagens olhando para a lua enquanto discutem seu “lugar” ideal, frases como “você mais parece um general que um comunista”). E se o clímax do filme soa meio ridículo, isso é justamente porque até este momento não havíamos conseguido sentir verdadeira afeição pelos personagens.</p>
<p>No final, como prometido, ela vai embora, mas não sozinha. E ainda que o filme tente soltar esta informação de forma a causar impacto, é interessante notar como, no fundo, ela não tem a menor importância diferença: qualquer que fosse o homem “escolhido” pela personagem para acompanhá-la, para nós, espectadores indiferentes àquelas figuras, não faria a menor diferença.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário.</a></p>
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		<title>Cidade do Tesouro</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 11:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
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		<category><![CDATA[Cidade do Tesouro]]></category>
		<category><![CDATA[Curta]]></category>

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		<description><![CDATA[Cidade do Tesouro, 2008, de Célio Franceschet. Quadrinista tímido, interpretado por Lourenço Mutarelli, apaixona-se pela delegada que investiga crimes em série no condomínio. Ao invés de explorar com humor e esperteza &#8211; como sugere a bem decupada e editada seqüência de abertura &#8211; os acontecimentos que decorrem das intervenções do &#8220;assassino da geladeira&#8221;, Cidade do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Cidade do Tesouro, 2008, de Célio Franceschet.</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/08/cidadedotesouro.jpg" alt="Lourenço Mutarelli interpreta quase a si mesmo." /></p>
<p>Quadrinista tímido, interpretado por Lourenço Mutarelli, apaixona-se pela delegada que investiga crimes em série no condomínio. Ao invés de explorar com humor e esperteza &#8211; como sugere a bem decupada e editada seqüência de abertura &#8211; os acontecimentos que decorrem das intervenções do &#8220;assassino da geladeira&#8221;, <strong><em>Cidade do Tesouro</em></strong> prefere se centrar no desenvolvimento psicológico do (anti)herói, cuja opressão materna e incapacidade em lidar com o relacionamento afetivo o transformam no personagem-clichê por excelência.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário.</a></p>
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		<title>Praia de Botafogo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 16:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Calac Neves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Curta]]></category>
		<category><![CDATA[Flora Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Praia de botafogo]]></category>

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		<description><![CDATA[Praia de Botafogo, de Flora Dias, 4 min, 2007 Bem mais do que um filme sobre um lugar, ou sobre a relação afetiva com este lugar, Praia de Botafogo é um filme sobre a vida enquanto experiência estética. Sobre encontrar-se, como acontece às vezes, em meio à aridez do território urbano, em determinados lugares onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/02/praia_de_botafogojpg.jpg" title="Divulgação / Natalia Sahlit"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/02/praia_de_botafogojpg.jpg" alt="praia_de_botafogojpg.jpg" /></a></p>
<p><strong><em>Praia de Botafogo</em></strong>, de Flora Dias, 4 min, 2007</p>
<p>Bem mais do que um filme sobre um lugar, ou sobre a relação afetiva com este lugar, <strong><em>Praia de Botafogo</em></strong> é um filme sobre a vida enquanto experiência estética. Sobre encontrar-se, como acontece às vezes, em meio à aridez do território urbano, em determinados lugares onde a contemplação do mundo pareça privilegiada, seja pela sensação de se estar numa espécie de centro gravitacional, ponto de confluência de forças, seja, ao contrário, por sentir-se precisamente fora do fluxo contínuo de vibrações da cidade grande. É quando o mundo, ou pelo menos aquela faceta do mundo que se apresenta por entre eixos do horizonte, revela a sua beleza, a partir de um contato, meio cerebral, meio sensório, que travamos com aquela realidade. É o que convencionou-se chamar de estesia.</p>
<p>Existe ainda uma crença no mundo contemporâneo, que vive seu apogeu dentro paradigma da imagem, de que é possível resumir os cinco sentidos em apenas dois, de que um evento vivenciado por todo o aparelho sensório pode ser transposto para um suporte visual/sonoro – ainda não fomos educados o suficiente para entender a imagem como algo independente de sua matriz, e boa parte da responsabilidade disso talvez possa ser inferida ao cinema, enquanto uma forma de simulação que está sempre correndo atrás do fenômeno da estesia, descortinando-o sob o ponto de vista. E é também disso que fala o filme em questão: dessa tentativa vã, mas nem por isso de todo frustrada, de apreender o mundo, os fenômenos estéticos que vivenciados a cada dia, numa imagem torta, gravada em meia dúzia de pixels. É inútil, sabemos. Mas não custa tentar. O cinema nasceu assim.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /><br />
<a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário.</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/mfl-2008/">Veja a cobertura completa da Mostra do Filme Livre 2008</a></p>
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		<title>Moradores do 304</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 18:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Curta]]></category>
		<category><![CDATA[Moradores do 304]]></category>

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		<description><![CDATA[Moradores do 304, de Leonardo Cata Preta, 15min, DVD, 2007 Baseado no poema Elegia de 1938 de Carlos Drummon de Andrade, Moradores do 304 conta a história de escritor que se vê atormentado por estranhas criaturas que infestam seu apartamento. Em verdadeiro tour-de-force de Leonardo Cata Preta &#8211; que dirige, escreve, atua, anima, monta e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Moradores do 304, de Leonardo Cata Preta, 15min, DVD, 2007<a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2007/11/compnac3-moradores_do_304-1.jpg" title="compnac3-moradores_do_304-1.jpg"></a></strong></em></p>
<p><em><strong><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2007/11/compnac3-moradores_do_304-1.jpg" align="left" width="297" height="194" /></strong></em>Baseado no poema Elegia de 1938 de Carlos Drummon de Andrade, <strong><em>Moradores do 304</em></strong> conta a história de escritor que se vê atormentado por estranhas criaturas que infestam seu apartamento.</p>
<p>Em verdadeiro tour-de-force de Leonardo Cata Preta &#8211; que dirige, escreve, atua, anima, monta e compõe a trilha sonora -, o filme reflete sobre o processo de criação artística. Quais os demônios que se escondem na alma do gênio, que o torturam e que, quando libertos, ajudam-no a inventar o novo? Qual o preço que ele paga ao lidar com forças ao mesmo tempo assustadoras e magníficas?</p>
<p>Cata Preta acerta ao escolher a animação, que permite maior liberdade e vôos mais arriscados, se comparada ao <em>live action</em>. Porém, o diretor falha ao transpor a linguagem poética de Drummond por meio de imagens impactantes e violentas, tornando óbvias as metáforas do escritor.</p>
<p>Sutileza e contenção fariam bem a <strong><em>Moradores do 304.</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/fbcu-2008/">Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/mfl-2008/">Veja a cobertura completa da Mostra do Filme Livre 2008</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/curta-cinema-2007/" title="Veja a cobertura completa do Curta Cinema 2007">Veja a cobertura completa do Curta Cinema 2007</a></p>
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