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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Cinema</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Chantrapas</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 14:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chantrapas, França/Geórgia, 2010, de Otar Iosseliani. Na década de 50, na Geórgia ainda parte da União Soviética, o regime comunista censura o filme do jovem diretor Nicolas. Quando emigra para a França, todavia, Nico descobre que os produtores capitalistas lhe impõem praticamente as mesmas restrições de antes. Chantrapas é parcialmente autobiográfico, já que Otar Iosseliani [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Chantrapas, França/Geórgia, 2010, de Otar Iosseliani.</strong></em></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4784" title="Chantrapas, de Otar Iosseliani." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/chantrapas500.jpg" alt="" width="503" height="263" /></p>
<p>Na década de 50, na Geórgia ainda parte da União Soviética, o regime comunista censura o filme do jovem diretor Nicolas. Quando emigra para a França, todavia, Nico descobre que os produtores capitalistas lhe impõem praticamente as mesmas restrições de antes.</p>
<p><strong>Chantrapas</strong> é parcialmente autobiográfico, já que Otar Iosseliani começou no cinema nos anos, na ex-União Soviética, com filmes que, ao mesmo tempo, recuperavam sua origem georgiana e lidavam com a frustração e a insatisfação dos jovens frente ao regime burocrático e repressivo. Iosseliani vivia sob a distensão política de Kruschev, quando as vozes nacionalistas caladas por Stalin se fizeram ouvir. Na década de 80, o diretor emigrou para a França &#8211; mas, ao contrário de Nicolas, sem voltar para a Geórgia natal.</p>
<p>Nico busca suas origens, mas não as encontra. Seu filme trata da História da Geórgia, possivelmente de sua própria família &#8211; a personagem do soldado é idêntica à fotografia na parede da casa, e Nicolas põe o retrato dele para decorar o set -, mas apenas fragmentos nos são apresentados. Nunca assistimos ao filme por inteito, assim como jamais sabemos a respeito do passado de Basil, avô de Nico, a quem insistentemente comparam o neto. Basil não fala de sua vida e, quando a procura, vê que não existe mais: ao perguntar sobre os velhos amigos, a filha e a esposa lhe contam que quase todos estão mortos.</p>
<p><strong>Chantrapas</strong> se inicia com as amizades de infância de Nicolas, mas rapidamente as abandona: Nico vive só, sem raízes. Lançar o filme proibido na França, começar nova carreira, são apenas desculpas para que estabeleça novas relações que o tragam para fora do isolamento &#8211; com os produtores, com o casal que o abriga em Paris, com sua assistente, com o cenarista. Mas Nico fracassa, pois deseja que a vida seja como a sala de montagem, onde trabalha imperturbável, com as cortinas fechadas e sozinho.</p>
<p>Nicolas permanece estrangeiro em qualquer lugar, pois não importa se volta, ou não, para a Geórgia, e em qualquer tempo, já que Iosseliani mistura deliberadamente os anos 50 com o século XXI ao longo da narrativa. Como diz o produtor, Nico era um estranho na Geórgia, enquanto a França é uma estranha para ele. Em ambos os países, o jovem diretor vê a fantástica sereia, que seduz e atrai os marinheiros para o fundo mar: incapaz de lidar com sua condição de estrangeiro, resta-lhe mergulhar e desaparecer.</p>
<p><strong>Veja o Trailer aqui:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/10/11/chantrapas/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2011/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2011</a></p>
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		<title>Inscrições abertas para o III Curta Taquary</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2010/07/05/inscricoes-abertas-para-o-iii-curta-taquary/</link>
		<comments>http://www.revistamoviola.com/2010/07/05/inscricoes-abertas-para-o-iii-curta-taquary/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 20:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[curtas-metragens]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Curta Taquary]]></category>
		<category><![CDATA[Festival em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[III Curta Taquary]]></category>

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		<description><![CDATA[O III Curta Taquary acontecerá no período de 9 a 11 de setembro em Taquaritinga do Norte (PE).  O clima frio e aconchegante das serras proporcionam um excelente local para a realização de um dos principais festivais cinematográficos do circuito. Os interessados em participar podem se inscrever até o dia 16 de julho de 2010. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>III Curta Taquary</strong> acontecerá no período de 9 a 11 de setembro em Taquaritinga do Norte (PE).  O clima frio e aconchegante das serras proporcionam um excelente local para a realização de um dos principais festivais cinematográficos do circuito. Os interessados em participar podem se inscrever até o dia 16 de julho de 2010.</p>
<p>O festival exibirá curtas metragens de jovens realizadores e participantes, celebrando as produções cinematográficas e a interação com toda população do agreste de Pernambuco, além do encontro com diversos diretores do País.</p>
<p>A programação do evento inclui palestras, desfiles de moda, exposições, roda de capoeira, espetáculos teatrais, feira de cordel, lançamentos de livros e CDs, recitais e shows.</p>
<p>Informações e regulamento de inscrição no <a href="www.curtataquary.com" target="_blank">site do festival</a>.</p>
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		<title>Maratona Odeon</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2010/03/30/maratona-odeon/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 21:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Maratona]]></category>
		<category><![CDATA[Odeon Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Pré-estréia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Sexta-feira Santa será animada na Maratona Odeon Petrobras. A programação cinematográfica inclui: John Travolta, uma menina australiana solitária,  soul kitchen, um homem americano solitário, Jonathan Rhys-Meyers, DJ e café com bolo. Quando rola: 2 de abril, a partir das 23h. Programação 23h: Abertura do cinema 23h20: Dupla Implacável (From Paris With Love, 2009) Ação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Sexta-feira Santa será animada na Maratona Odeon Petrobras. A programação cinematográfica inclui: John Travolta, uma menina australiana solitária,  soul kitchen, um homem americano solitário, Jonathan Rhys-Meyers, DJ e café com bolo.</p>
<p>Quando rola: 2 de abril, a partir das 23h.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<ul>
<li><strong>23h: </strong>Abertura do cinema</li>
</ul>
<ul>
<li><strong> 23h20:</strong> Dupla Implacável (From Paris With Love, 2009) Ação  França 2009 (pré-estreia) | de Pierre Morel com John Travolta, Jonathan Rhys-Meyers</li>
</ul>
<ul>
<li>Lounge com o DJ Jorge LZ</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>2h: </strong>Mary and Max (Mary and Max, 2009) Animação (pré-estreia) | Austrália / 2009 | de Adam Elliot com (vozes):  Eric Bana, Phillip Seymour Hoffman, Toni Collete</li>
</ul>
<ul>
<li>Lounge com o DJ Jorge LZ</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>4h15:</strong> Soul Kitchen (idem), Alemanha, 2009, 99 min., Imovision (pré-estreia) de Fatih Akin.</li>
</ul>
<ul>
<li>Bolo e café</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trailer de Mary &amp; Max:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2010/03/30/maratona-odeon/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Inscrições no Cel.U.Cine</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/08/28/inscricoes-no-cel-u-cine/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 17:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CEL.U.CINE]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
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		<category><![CDATA[micrometragem]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda dá tempo se inscrever na última etapa do Cel.U.Cine 2009, festival de micrometragens patrocinado pela Oi e promovido pela Associação Revista do Cinema Brasileiro em parceria com o Oi Futuro. O tema escolhido é Da Janela.  Para participar, cineastas amadores ou não, terão que produzir filmes com duração de 30 segundos a 3 minutos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda dá tempo se inscrever na última etapa do <strong><a href="http://www.celucine.com.br/index.php" target="_blank">Cel.U.Cine 2009</a></strong>, festival de micrometragens patrocinado pela Oi e promovido pela Associação Revista do Cinema Brasileiro em parceria com o Oi Futuro. O tema escolhido é Da Janela.  Para participar, cineastas amadores ou não, terão que produzir filmes com duração de 30 segundos a 3 minutos no máximo, usando telefones celulares, câmeras digitais e mini-dvs. As inscrições podem ser feitas no site <a href="http://www.celucine.com.br/inscrevase.php" target="_blank">www.celucine.com.br</a>.</p>
<p>Os últimos cinco semifinalistas desta etapa serão anunciados no Festival Internacional de Curtas de São Paulo. De acordo com o regulamento do <strong>Cel.U.Cine</strong>, cinco selecionados em cada tema participarão de uma grande final no Festival do Rio, em outubro. Os prêmios para os vencedores serão de R$ 10 mil para o primeiro colocado, R$ 7 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro. Os cinco selecionados em cada etapa ganham telefones celulares.</p>
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		<title>Estreias no Rio</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/07/08/estreias-no-rio/</link>
		<comments>http://www.revistamoviola.com/2009/07/08/estreias-no-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 14:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta sexta-feira, 10/7, estrearão os seguintes filmes: Casamento Silencioso (Nunta Muta), de Horatiu Malaele Cinema:  Espaço de Cinema 2 A Proposta (The Proposal), de Anne Fletcher Cinema: Estação Vivo Gávea 5 17 Outra Vez (17 Again), de Burr Steers Cinema: Estação Vivo Gávea 4 Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira, 10/7, estrearão os seguintes filmes:</p>
<p><em><strong>Casamento Silencioso</strong></em> (Nunta Muta), de <strong>Horatiu Malaele</strong><br />
Cinema:  Espaço de Cinema 2</p>
<p><em><strong>A Proposta</strong></em> (The Proposal), de <strong>Anne Fletcher</strong><br />
Cinema: Estação Vivo Gávea 5</p>
<p><em><strong>17 Outra Vez </strong></em>(17 Again), de <strong>Burr Steers</strong><br />
Cinema: Estação Vivo Gávea 4</p>
<p><em><strong>Harry Potter e o Enigma do Príncipe</strong></em> (Harry Potter and the Half-Blood Prince), de <strong>David Yates</strong><br />
Cinema: Vivo Gávea 5<br />
<strong><br />
Pré-estreia:</strong></p>
<p><em><strong>O Guerreiro Gengis Khan </strong></em>(Mongol), de <strong>Sergei Bodrov</strong><br />
Cinema: Estação Laura Alvim 3</p>
<p>Veja detalhes da programação dos cinemas no site do <a href="http://www.grupoestacao.com.br/index.htm" target="_blank">Grupo Estação</a>. E assista ao trailer de <strong><em>Nunta Muta</em></strong> aqui:</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/07/08/estreias-no-rio/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Transformers: crítica x propaganda</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/07/07/transformers-critica-x-propaganda/</link>
		<comments>http://www.revistamoviola.com/2009/07/07/transformers-critica-x-propaganda/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 17:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[observatório da imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Transformers]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos textos mais sóbrios  sobre o filme Transformers foi publicado hoje por Fábio de Oliveira Ribeiro, no Observatório da Imprensa. Ele chama atenção para o fato de muitas &#8220;críticas&#8221; realizadas pela imprensa não abordarem a problemática do filme, que, segundo ele, é a violação da hierarquia militar. Apesar do autor parecer favorável a não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2316" title="transformers" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/07/transformers.jpg" alt="transformers" width="300" height="300" /></p>
<p>Um dos textos mais sóbrios  sobre o filme <strong>Transformers</strong> foi publicado hoje por Fábio de Oliveira Ribeiro, no <strong><em>Observatório da Imprensa</em></strong>. Ele chama atenção para o fato de muitas &#8220;críticas&#8221; realizadas pela imprensa não abordarem a problemática do filme, que, segundo ele, é a violação da hierarquia militar. Apesar do autor parecer favorável a não exigência de diploma para jornalistas ao questionar para que serve o canudo se há profissionais (com diploma)  nos veículos oficiais que apenas se limitam a dar as cifras de produção do <em><strong>Transformers</strong></em>, dizer como os recursos especiais foram utilizados e, os mais detalhistas,  resumir o roteiro. No contexto atual das condições de trabalho dos jornalistas,  estou no time de Alberto Dines, que é a favor do diploma e tem dado informações esclarecedoras sobre os interesses das instituições que viram com bons olhos a decisão do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>A crítica cinematográfica não deve ser propaganda de filmes, ao contrário, necessita ter como base a reflexão, o questionamento e a análise crítica  das obras. E, como o texto do Fábio vale a pena ser lido, difundido e tem <em>copyleft</em>, segue reprodução abaixo:</p>
<p><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/index.asp" target="_blank"><strong>Crítica de cinema valoriza uma mensagem perversa</strong></a></p>
<p>Por Fábio de Oliveira Ribeiro em 7/7/2009</p>
<p>Este final de semana assisti ao novo filme de Michael Bay. A única coisa que me chamou a atenção em Transformers 2 foi a cuidadosa valorização que o filme fez da desobediência militar.</p>
<p>O conflito entre o agente governamental encarregado de cuidar dos transformers e os militares que cuidavam deles é resolvido em favor dos últimos. As imagens e diálogos apresentam e justificam uma clara violação de hierarquia. Os militares colocam um pára-quedas no servidor nomeado pelo presidente e o jogam de um avião no meio do nada como se ele fosse algo descartável.</p>
<p>Da ficção para a realidade. O presidente Barack Obama, comandante em chefe das Forças Armadas dos EUA em razão do que consta da Constituição Americana, mandou fechar Guantánamo. Esta decisão corre o risco de ser sabotada pelo Congresso (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u568821.shtml" target="_blank">ver aqui</a>). Alguns militares americanos também se mostraram reticentes em relação ao fechamento da hedionda câmara de tortura. Um juiz militar chegou a se recusar a suspender o julgamento de um dos processos (<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL977715-5602,00-JUIZ+MILITAR+NEGASE+A+SUSPENDER+JULGAMENTO+DE+PRESO+EM+GUANTANAMO.html" target="_blank">ver aqui</a>).</p>
<p><strong>Servas dos valores militares</strong></p>
<p>Os filmes sempre fornecem exemplos. Os exemplos podem ser bons (caso de The Road to Guantánamo, que questiona as injustiças dos tribunais militares americanos e ingleses e a tortura patrocinada em Guantánamo) ou maus exemplos (caso de Taken, em que a tortura é justificada e valorizada em certas situações, <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=508FDS009" target="_blank">ver aqui</a>).</p>
<p>Quando fazem suas escolhas, os roteiristas e cineastas sabem exatamente o que pretendem. Idem para queles que financiam a produção e possibilitam condições materiais para a conclusão do mesmo. Apesar de valorizar uma quebra de hierarquia militar (um péssimo exemplo exatamente no momento em que a sociedade americana precisa submeter seus militares ao poder civil para frear a abominação das torturas e dos tribunais militares de exceção), o novo filme de Michael Bay termina bem. O mundo é salvo e os atores e protagonistas digitais aparecem na pista de um porta-aviões ao lado dos militares.</p>
<p>O militarismo é um fenômeno terrível, que tende a se reforçar através de todas as instituições sociais. A própria mídia e cultura podem virar servas fiéis dos valores militares. Não foi o que ocorreu na Alemanha nazista?</p>
<p><strong>De que adianta o diploma?</strong></p>
<p>Abaixo, algumas das criticas que Transformers 2 recebeu no Brasil: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1207748-7086,00-TRANSFORMERS+A+VINGANCA+DOS+DERROTADOS+TRAZ+ROBOS+E+EFEITOS+ESPECIAIS.html" target="_blank">ver aqui</a>; <a href="http://guiadasemana.hagah.com.br/Porto_Alegre/Cinema/Filme/Transformers_A_Vinganca_dos_Derrotados.aspx?id=1944" target="_blank">aqui</a>; <a href="http://omelete.com.br/cine/100020556/Bilheteria_USA__Transformers__A_Vinganca_dos_Derrotados.aspx" target="_blank">aqui</a>; <a href="http://br.cinema.yahoo.com/filme/15792/transformersavingancadosderrotados" target="_blank">aqui</a>; <a href="http://cinema.cineclick.uol.com.br/index.php/filmes/ficha/nomeFilme/transformers-a-vinganca-dos-derrotados/id/15792" target="_blank">aqui</a>; e <a href="http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/transformers-a-vinganca-dos-derrotados-tem-a-2-maior-arrecadacao-em-cinco-dias-nos-eua/id/23353" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em geral, os autores dos textos linkados se limitaram a dizer quanto dinheiro foi utilizado no filme e como os recursos especiais utilizados são fantásticos. Os mais detalhistas fizeram um pequeno resumo do roteiro. Mas ninguém tocou na problemática da violação de hierarquia militar. Inocentes ou não, todos valorizaram o filme e a mensagem perversa que ele difunde.</p>
<p>Eu não tenho dúvida sobre qual mensagem o filme de Michael Bay passa ao espectador. E você? Uma última pergunta me ocorre. De que adianta o jornalista ter diploma universitário se ele se limitar a fazer propaganda de filmes?</p>
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		<title>Cine e Filosofia</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/07/06/cine-e-filosofia/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 15:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[blade runner]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[matrix]]></category>
		<category><![CDATA[x-man]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje tem Cinefilô – A filosofia vai ao cinema. O encontro é com Ollivier Pourriol que fala sobre Spinoza e o desejo de eternidade. A sessão é no Espaço Cinema, às 20h30, e serão exibidos cenas de Blade Runner, X-Men, Matrix e outros. Serviço: Cinefilô Data: 6/7/2009 Local: Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tem <strong>Cinefilô – A filosofia vai ao cinema</strong>. O encontro é com <em><strong>Ollivier Pourriol</strong></em> que fala sobre Spinoza e o desejo de eternidade. A sessão é no Espaço Cinema, às 20h30, e serão exibidos cenas de <em><strong>Blade Runner</strong></em>, <em><strong>X-Men</strong></em>, <strong><em>Matrix</em></strong> e outros.</p>
<p><strong>Serviço:<br />
Cinefilô</strong><br />
Data: 6/7/2009<br />
Local: Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo<br />
Ingresso: R$ 5</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cinema e Filosofia em 40 filmes</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/05/19/cinema-e-filosofia-em-40-filmes/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 18:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2203" title="persona" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/05/persona.jpg" alt="persona" width="400" height="275" /></p>
<p>Começou no sábado, 16/5, uma mostra cinematográfica que abre espaço para reflexão sobre cinema e filosofia. A CAIXA Cultural Rio apresenta <em><strong>A História da Filosofia em 40 Filmes</strong></em>. Com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, a mostra-curso põe em pauta temas filosóficos fundamentais e promove o diálogo de cineastas, como <strong>Bergman</strong>, <strong>Fellini</strong>, <strong>Glauber</strong>, <strong>Wenders</strong>, <strong>Kurosawa</strong>, <strong>Kubrick</strong>, <strong>Visconti</strong> e <strong>Godard</strong>, com importantes pensadores, entre eles <strong>Platão</strong>, <strong>Descartes,</strong> <strong>Kant</strong>, <strong>Marx</strong>, <strong>Nietzsche</strong>, <strong>Benjamin</strong>, <strong>Heidegger</strong>, <strong>Sartre</strong> e <strong>Foucault</strong>.</p>
<p>Com entrada gratuita, a mostra é organizada em dez módulos temáticos – &#8220;O que é a filosofia?&#8221;, &#8220;Questões estéticas&#8221;, &#8220;Mito e Tragédia&#8221;, &#8220;O Existencialismo&#8221; , &#8220;O amor em fuga&#8221;, &#8220;Morte e Finitude&#8221;, &#8220;História e Violência&#8221;, &#8220;O Fascismo hoje&#8221;, &#8220;Cinema e Revolução&#8221; e &#8220;O cinema nacional e a interpretação do Brasil&#8221;.</p>
<p>O curso reflete sobre diferentes disciplinas filosóficas, tais como a metafísica, a epistemologia, a ética, a política e a estética. Com duração de maio de 2009 a fevereiro de 2010, sempre aos sábados, totalizando 40 aulas. Ao final da exibição de cada filme, Alexandre Costa e Patrick Pessoa vão proferir uma palestra sobre o teor filosófico do filme apresentado.</p>
<p>No mês de junho e na primeira semana de julho, em &#8220;Questões Estéticas&#8221;, será colocada em discussão a origem e o caráter do belo na arte, com base nos filmes <strong><em>Morte em Veneza</em></strong>, de <strong>Luchino Visconti</strong>,<strong><em> Oito e meio</em></strong>, de <strong>Federico Fellini</strong>, <em><strong>Cidade dos Sonhos</strong></em>, de <strong>David Lynch</strong>, e <em><strong>Asas do Desejo</strong></em>, de <strong>Wim Wenders</strong>.</p>
<p>No módulo &#8220;Mito e Tragédia&#8221;, os filmes possibilitam considerar as origens da filosofia e sua distinção frente à antiga tradição poética grega, caracterizando, assim, no que se diferenciam a linguagens mitopoética e a lógico-filosófica. As obras apresentadas também servirão de base para a discussão sobre as variações históricas do trágico, tornando possível evidenciar as diferenças entre as tragédias antiga, moderna e contemporânea. Esse módulo, que vai de julho ao início de agosto, apresentará <em><strong>Medéia</strong></em>, de <strong>Pier Paolo Pasolini</strong>, <em><strong>Oldboy</strong></em>, de<strong> Chan-wook Park</strong>, <em><strong>Ladrões de bicicleta</strong></em>, de <strong>Vittorio De Sica</strong>, e <em><strong>Crimes e Pecados</strong></em>, de <strong>Woody Allen</strong>.</p>
<p>De agosto a setembro, &#8220;O Existencialismo&#8221; abordará as principais questões levantadas por este movimento, com ênfase nas obras de<strong> Sartre</strong> e <strong>Camus</strong>, a partir dos filmes <em><strong>A doce vida</strong></em>, de <strong>Federico Fellini</strong>, <strong><em>Estranhos no paraíso</em></strong>, de <strong>Jim Jarmusch</strong>, <strong><em>Acossado</em></strong>, de <strong>Jean-Luc Godard</strong>, e <em><strong>As coisas simples da vida</strong></em>, de <strong>Edward Yang</strong>.</p>
<p>&#8220;Amor em fuga&#8221; e &#8220;Morte e Finitude&#8221; perfazem um binômio que aborda os temas humanos mais decisivos, o amor e a morte, discutindo até que ponto as contribuições dos filósofos da tradição ainda servem para dar algum sentido à existência dos homens contemporâneos. De setembro a outubro, o público vai conferir clássicos como <em><strong>A janela indiscreta</strong></em>, de <strong>Alfred Hitchcock,</strong> <em><strong>O último metrô</strong></em>, de <strong>François Truffaut</strong>, <em><strong>Ricardo III</strong></em>, de <strong>Al Pacino</strong>, e <em><strong>Dogville</strong></em>, de <strong>Lars von Trier</strong>, entre outros.</p>
<p>Em novembro &#8220;Fascismo Hoje&#8221;, que apresentará filmes como <em><strong>Laranja Mecânica</strong></em>, de<strong> Stanley Kubrick</strong>, e <em><strong>M, o vampiro de Düsseldorf</strong></em>, de <strong>Fritz Lang</strong>, vai destrinchar as características deste movimento e dos ideais totalitários surgidos após a Primeira Guerra Mundial. Já em dezembro, em &#8220;Cinema e Revolução&#8221;, filmes como <em><strong>O Anjo exterminador</strong></em>, de <strong>Luis Buñuel</strong>, e <em><strong>O homem sem passado</strong></em>, de <strong>Aki Kaurismaki</strong>, vão apresentar a relação entre cinema e revolução, analisando as obras sob três prismas: o das revoluções bem sucedidas ou fracassadas, o das possíveis e o das invisíveis. Paralelamente a esse debate sobre como o cinema tratou o tema &#8220;revolução&#8221;, será discutido por que o cinema é a ferramenta mais revolucionária das artes do século XX.</p>
<p>Abrindo o ano de 2010, a cinematografia brasileira será posta em pauta no módulo &#8220;O Cinema Nacional e a Interpretação do Brasil&#8221;. Em um país sem grande tradição na produção de obras filosóficas, os grandes filósofos são <strong>Machado de Assis</strong>, <strong>Graciliano Ramos</strong>, <strong>Guimarães Rosa</strong>, <strong>Mário de Andrade</strong>, <strong>Glauber Rocha</strong>, <strong>Leon Hirszman</strong>. Partindo dessa convicção, os filmes selecionados para esse módulo apresentam um panorama do melhor da produção filosófico-cinematográfica nacional. Fazem parte da filmografia desse módulo clássicos como Deus e o diabo na terra do sol, de<strong> Glauber Rocha</strong>, e <strong>Brás Cubas</strong>, de <strong>Julio Bressane</strong>.</p>
<p>Confira a <a href="http://www.caixa.gov.br/caixacultural " target="_blank">programação</a>.</p>
<p><strong>Serviço:<br />
Mostra-curso: A História da Filosofia em 40 Filmes</strong><br />
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 2<br />
Temporada: de 16 de maio 2009 a 28 de fevereiro de 2010 (sempre aos sábados)<br />
Horário: das 10h30min às 14h<br />
Sessões seguidas de palestras<br />
Entrada franca (senhas a partir das 10h, por ordem de chegada)<br />
Capacidade: 85 lugares</p>
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		<title>As Imagens de Claudia Jaguaribe</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[A fotógrafa carioca Claudia Jaguaribe sempre esteve em contato com as imagens. Antes da fotografia ela já traçava formas e criava imagens por meio de desenhos, gravuras e esculturas. Seu trabalho envolve uma vasta pesquisa e experimentação com diferentes mídias &#8211; fotografia, vídeo e internet. Sob o foco de sua objetiva estão a cidade, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/01.jpg"><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/01_interno.jpg" alt="" width="490" height="276" /></a><br />
A fotógrafa carioca <strong>Claudia Jaguaribe</strong> sempre esteve em contato com as imagens. Antes da fotografia ela já traçava formas e criava imagens por meio de desenhos, gravuras e esculturas. Seu trabalho envolve uma vasta pesquisa e experimentação com diferentes mídias &#8211; fotografia, vídeo e internet. Sob o foco de sua objetiva estão a cidade, a identidade brasileira, o tempo, a paisagem e a subjetividade. Claudia, que vive e trabalha em São Paulo, pensa o tempo todo em imagens e, na entrevista que nos concedeu, fala do fascínio pelo movimento e da conexão entre cinema e fotografia.</p>
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<p><strong><br />
Revista Moviola: Quando surgiu a sua fascinação pela fotografia? </strong></p>
<p><strong>Claudia Jaguaribe:</strong> A fotografia surgiu para mim quando estava cursando história da arte na Boston University. Sempre desenhei, fiz gravura e escultura, mas, quando comecei a fotografar, se abriram muitos outros caminhos. Vi que  fotografando poderia integrar muitos elementos plásticos e conceituais, e ter uma relação mais direta com o mundo fora do atelier.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Por que a cidade grande é um dos objetos de desejo de sua câmera? </strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1692" title="retrato" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/retrato.jpg" alt="Cláudia Jaguaribe" /><strong>Claudia:</strong> O cotidiano  é com certeza um tema dominante para todos os fotógrafos e a cidade é parte desse cotidiano. É um mundo com muitos territórios diferentes para se explorar e  possibilita diversos tipos de tematização e abordagens plásticas.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Como é o seu trabalho de pesquisa para encontrar a forma final das imagens? </strong><br />
<strong><br />
Claudia:</strong> Cada trabalho gera uma necessidade de uma pesquisa de meios. O conceito e a forma vão surgindo juntos, mas, intuitivamente, o conceito do trabalho sugere a forma. Por exemplo: na mostra <em><strong>Arquitetura do Medo</strong></em> havia uma necessidade de expor ao maior número possível de pessoas a questão, portanto, a internet tinha que ser o  meio e eu tinha que assimilar a sua linguagem. O site e os vídeos foram todos pensados para o internauta ter a possibilidade de ver o resultado apesar de haver uma instalação com os vídeos na galeria.<br />
<strong><br />
Revista Moviola: A Arquitetura do Medo nasceu a partir de informações coletadas no seu site. Você pode contar como começou esse projeto? </strong><br />
<strong><br />
Claudia:</strong> Criei um site especificamente para o projeto, depois fiz a instalação e, novamente, criei outro site com as respostas e vídeos. O trabalho é o resultado de um longo processo de depuração meu e da <strong>Beatriz Bracher</strong>, que redigiu a forma final dos textos. Havia mais de 3 mil respostas, foi preciso catalogar e processar todas as informações para dar um rumo aos vídeos. Foi um processo que partiu das informações, mas tomamos a liberdade de juntar textos para criar um corpo único. Em alguns casos, os vídeos foram diretamente calcados nas respostas. Em outros trabalhos utilizamos as respostas de forma mais indireta, privilegiando a emoção e não os fatos relatados.<br />
<strong><br />
Revista Moviola: Qual a influência do cinema no seu trabalho? </strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> Ela vem principalmente por meio da fotografia. A iluminação e os enquadramentos trazem uma dinâmica diferente da fotografia. As imagens,  entre cenas importantes em que nada acontece, estabelecem pontos da narrativa que são referencias importantes para fotografia. O desenrolar contínuo da imagem é o que mais me fascina porque te transporta integralmente para dentro do assunto.<br />
<strong><br />
Revista Moviola: Como você ver a ligação entre cinema e fotografia?</strong><br />
<strong><br />
Claudia: </strong>A fotografia está contida no cinema. Não vejo uma sem a outra até porque muitos dos meus trabalhos que se tornam vídeos ou pequenos filmes eram originalmente imagens fixas.</p>
<p><strong>Revista Moviola: O estranhamento do olhar é mais forte na fotografia ou no cinema? </strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> O cinema pela multiplicidade de imagens contida em um filme cria mais situações. Contudo, hoje, a fotografia tem múltiplos recursos de construção. Cada imagem pode ser feita e refeita de mil formas. A fotografia digital trouxe uma liberdade inigualável.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Você fez primeiro as fotos do Carandiru para o livro Carandiru – Registro Geral  &#8211; junto com os fotógrafos Marlene Bergamo, Bob Wolfenson, Paulo Vainer, Edouard Fraipont, Thomas Baccaro e Cris Bierrenbach &#8211; ou para o filme de Hector Babenco? </strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> O Hector me convidou para fazer as fotos de cena para o livro. Como fotografei muitos dias de filmagem, resolvi fazer o curta <strong><em>Carandiru </em></strong>a partir das imagens criando uma nova história baseada no filme. São imagens de muito impacto visual, com uma trilha muito densa do <strong>André Mehmari</strong>.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Quais trabalhos de still você realizou para o cinema? </strong><br />
<strong><br />
Claudia:</strong> Só para o <strong><em>Carandiru</em></strong> e para o <em><strong>Ariel</strong></em>.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Quando você iniciou suas pesquisas em vídeo? </strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> O meu trabalho em vídeo começou no <em><strong>Projeto Aeroporto</strong></em>. Senti necessidade de expandir o trabalho  para imagens em movimento. Era importante ter imagens que tratassem da questão do tempo, a imagem da turbina rodando e as malas que saem na esteira são muito fortes  e retratavam essa passagem do tempo. O trabalho demandava imagens bastante conceituais e fiz sua exposição em três telas, num ambiente em semicírculo. A turbina gira e, lentamente, o diafragma muda alternando cor e velocidade.</p>
<p><strong>Revista Moviola: O que você procura nos vídeos? </strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> As minhas fotos são, em geral, pensadas em séries ou sequencias, mas nem sempre a fotografia dá conta de uma visão mais complexa ou que contenha elementos do movimento. O som é outro fator fundamental para mim. É um grande aliado da imagem, ajuda a construir o ambiente e conduz psicologicamente o espectador.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Quais vídeos você realizou?</strong></p>
<p><strong>Claudia: <em>Carandiru</em></strong>, <strong><em>Fantasia</em></strong>, <strong>Caraminhola</strong>, <strong>O vôo</strong>, <em><strong>Para aonde eu vou?</strong></em>, <strong><em>Quando eu vi</em></strong>, <em><strong>Você tem medo do que? Ariel</strong></em>, <strong><em>Tudo é Sofia</em></strong>, e <strong><em>Roma</em></strong>.</p>
<p><strong>Revista Moviola: E o projeto do curta Ariel, que você dirige junto com Mauro Batista, como surgiu? </strong></p>
<p><strong>Claudia: </strong>Eu estava iniciando o projeto do Medo, e o Mauro estava pensando comigo alguns aspectos do projeto. Fui filmar na casa dele e gravamos uma sequencia de um suicídio com o Mauro como ator.  Algum tempo depois, o pai dele se suicidou da mesma forma. Mauro foi para  o enterro do pai e fotografou alguns vestígios dos últimos dias. Quando ele voltou, decidimos fazer o curta e incorporar as imagens porque a coincidência era perturbadora. Parecia que o que havíamos gravado era um ensaio para o <strong><em>Ariel</em></strong>, quase uma premonição.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Quais diretores de fotografia você considera emblemáticos no cinema nacional contemporâneo?</strong></p>
<p>Walter Carvalho, Charlone, Affonso Beato e Lula Carvalho.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Quais sentimentos surgem e afetam o seu trabalho no dia-a-dia?</strong></p>
<p><strong>Claudia: </strong> O meu trabalho é  decorrente de interesses ou preocupações do dia-a-dia e de questões que não são necessariamente do meu cotidiano.  Fotografo ou penso em imagens o tempo todo, mas, muitas vezes, há um longo período de amadurecimento para se ter a forma final de um projeto. Preciso estar constantemente alerta e me exercitando visualmente e conceitualmente. Há muitos anos eu fotografo  paisagens e nunca tinha pensado em fazer um trabalho especificamente sobre a natureza. Mas a partir da consciência cada vez mais radical da possibilidade do seu fim, fiz  a série <strong><em>Quando eu vi</em></strong> que é sobre o fim da paisagem. Por outro lado, o projeto do Medo foi reflexo da constante sensação de insegurança no dia-a-dia e da violência a que somos submetidos no nosso cotidiano urbano. Faço yoga regularmente e acho que o treino de concentração tem me ajudado muito a perceber coisas que passavam desapercebidas.</p>
<p><strong>Revista Moviola: As imagens que você produz são o seu real? Como acontece o diálogo das imagens com a realidade, o seu repertório, a ficção e o efêmero?</strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> Para mim estas questões se apresentam como limites a serem contornados. O que me interessa é criar um corpo de trabalho que tenha um sentido próprio forte. Uso a fotografia ou o vídeo como meios ou base para documentar, sem necessariamente me ater ao real, é como um escritor que utiliza a linguagem para falar de um universo próprio, mas que depende do mundo exterior. O ponto de vista que assumo em cada trabalho é o que no final define o resultado. No caso do projeto do Medo fiz uma imensa investigação do imaginário dos outros, entretanto, o resultado final é um filtro muito pessoal.</p>
<p><strong>Revista Moviola: Quais os seus projetos atuais?</strong></p>
<p><strong>Claudia:</strong> Fiz uma exposição em Roma, em fevereiro, com imagens e vídeos feitos durante uma residência minha lá. Tenho um livro sobre a série <em><strong>Quando eu vi</strong></em>; uma exposição na galeria Paulo Darzé, na Bahia, e um site para o Museu de Arte Moderna da Bahia. Também tenho um novo projeto de fotografia  sobre a desaceleração do tempo.</p>
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		<title>Livros para cinéfilos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 12:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1371" title="colecaoaplauso" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/12/colecaoaplauso.jpg" alt="" width="382" height="268" /></p>
<p>Uma pedida bacana para a segunda-feira, 15 de dezembro, é o lançamento dos livros <em><strong>Vladimir Carvalho – Pedras na Lua e Pelejas no Planalto</strong></em>, de <strong>Carlos Alberto Mattos</strong>, e <em><strong>Orlando Senna – O Homem da Montanha</strong></em>, de <strong>Hermes Leal</strong> – ambos da Coleção Aplauso – Imprensa Oficial do Estado (SP). O evento será realizado na Livraria do Arteplex.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Lançamento </strong><br />
Data:15/12/08<br />
Hora: 19h<br />
Local: Livraria Unibanco Arteplex &#8211; Praia de Botafogo 316 &#8211; Botafogo</p>
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