Textos publicados na seção
Versos
Publicado em 4 de Novembro de 2011
Abjeta Quem desejou Norma Jean encontrou sob a seda da pele cicatriz de estopa A moça nunca esteve Sob o manto da carne nenhuma diva se mantém encanto Óleo ou acrílico e desbotada aquarela preenchem os sulcos da musa-mulher empalada Os pregos nos poros estendem seu território: Ela grita mitificada [...]
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Publicado em 26 de Junho de 2011
Os pés esguichados denunciam o medo De que o prazer fuja Entre os dedos *** O melhor do teu cheiro É essa vontade que ele deixa De te seguir Pelas ruas *** Me deixa ficar assim Feito barro Feito sujo Terra, imundo Debaixo de tuas [...]
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Publicado em 11 de Fevereiro de 2011
cubismo sombreado apressado passar, imensa pena agonia, ninguém sorri, em deodoras bravatas republicanas, atrelados aos ingleses interesses. personagens mestres da miséria autêntica, sem disfarce, sem permutáveis papéis. cenário, a tristeza certeza de uma sentença, não atrasar na diária olimpíada do baixo ganho. multifacetada descolorida multidão, mistura viva, alamedas passeios centenário arvoredo de porte, gatos, quatis, [...]
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Publicado em 7 de Dezembro de 2009
1 Se quisermos ser nenhum, pior nenhum. O salto. O limite. A inversão secreta da sombra até os sonhos estão insuportáveis. O nome dela significa até as covardias não precisam ser mencionadas. Guardar a arma no vestido, levá-la consigo, ninguém nota o gesto escuso de tal trivialidade; a arma é inofensiva, a mais eficaz. Quando [...]
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Publicado em 9 de Julho de 2009
Conheço Rosinha Palatnik por um único retrato de louça que vive no cemitério entre os túmulos judeus Morreu em 1936 aos vinte anos de idade e há sobre a lápide letras em hebraico que não decifro Talvez suicídio, talvez outra sorte De qual morte morreu essa moça judia que não morre? De qual vida ela [...]
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Publicado em 12 de Março de 2009
Não imaginas linguagem alguma – E a manhã rompe como uma ferida em teus lábios. Tua boca se abre, apenas uma palavra sangra Enquanto passa o dia. Sépala: na casa do esquecimento afundas. Folhas no chão e sombras da folhagem das árvores Por onde o caminho vaza. A noite Não precisa de estre‐ Las. Riscam [...]
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Publicado em 2 de Junho de 2008
Reds eu vivo só mas ningúem sabe num sonho de portas pantográficas meados de maio com chuva e livros pelo chão eu vivo só mas ninguém sabe monto tendas na varanda chaveio descampados e apago as luzes daqui só se vê Vênus eu vivo só e ninguém sabe de vez em quando eu tomo o [...]
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Publicado em 2 de Junho de 2008
O parto do tempo Uma vez eu quis beber o céu, Mastigar meteoros e engolir estrelas E por mais que quisesse Por muito de espaço que abrisse Permaneço escura por dentro, Feita silêncio ante o vácuo. Desta vez eu sei: não se bebe luz. Mas cada tempo que mingua, Pare outro enquanto cessa. Se algo [...]
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Publicado em 20 de Dezembro de 2007
Val Becker é gaúcha de Porto Alegre e a poesia sempre fez parte de sua vida. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1992, cursou jornalismo na PUC e mantém o blog Inconsciência Plena. É também cantora e compositora. No momento, trabalha na finalização de seu primeiro CD, Val Becker e Bando!. Ipê Os Ipês [...]
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Publicado em 20 de Dezembro de 2007
Marcelino Freire é escritor. Autor, entre outros, do livro “Contos Negreiros” (Record), venceu o Prêmio Jabuti 2006 na categoria Melhor Livro de Contos. Ele mantém o blog eraOdito, onde publica diversas coisinhas. [1] Deitada na pia uma barata fazia fisioterapia. [2] Tinha o rei na barriga a lombriga. [3] Por um triz não beijei a [...]
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