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	<title>Revista Moviola &#187; Editorial</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Nova Moviola</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde o começo a Revista Moviola foi pensada para ser online. Tanto pela possibilidade dinâmica, possível apenas no mundo virtual, de mudança radical de forma da publicação quanto, claro, da nossa necessidade quase fisiológica de publicação de material multimídia. Elaboradas no nosso primeiro editorial estavam as premissas deste site/revista: publicar bimestralmente uma edição, com conteúdo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/editorial-layout.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1677" title="editorial-layout" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/editorial-layout.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Desde o começo a Revista Moviola foi pensada para ser online. Tanto pela possibilidade dinâmica, possível apenas no mundo virtual, de mudança radical de forma da publicação quanto, claro, da nossa necessidade quase fisiológica de publicação de material multimídia.</p>
<p>Elaboradas no nosso primeiro editorial estavam as premissas deste site/revista: publicar bimestralmente uma edição, com conteúdo novo, enquanto as atualizações cotidianas se dariam pelo blog, anexo à Revista. Quando falo, acima, em dinamismo, falo não só das mudanças que se deram ao longo desses quase 2 anos de Moviola, mas também da possibilidade que a internet nos dá de correr atrás dessas mudanças e adaptar a publicação de acordo com elas.</p>
<p>Como projeto inicial, as edições cumpriram o importante objetivo de divulgar grandes quantidades de informação a cada 2 meses. Para uma primeira conversa com nosso público isso foi de extrema importância. Mas ao longo de 2008, principalmente, várias coisas mudaram. A publicação dos &#8220;rolos&#8221; se tornou mais escassa, muito em parte devido ao engessamento provocado pelo formato de edições temáticas, o que nos fazia segurar pautas e materiais, esperando edições mais coerentes. Engessados também ficavam os colaboradores, que muitas vezes só se viam na possibilidade de contribuir para algum dos rolos.</p>
<p>É nesse ponto que o tal dinamismo da internet entra em jogo. Aqui a mudança é sempre bem-vinda e sempre possível. A revisão, a curva, a virada estão sempre à espera. Claro que, quase como uma encruzilhada, essa imensa possibilidade de caminhos pode também engessar. Mas a Revista Moviola tomou decisão e está de cara nova. Não só no visual, programado por um dos editores da Revista (Aristeu), mas na forma de como o conteúdo dela será divulgado. Qual periódico impresso poderia se dar a esse luxo?</p>
<p>As edições/rolos estão extintos em prol de uma publicação mais cotidiana. As atualizações não estão mais restritas ao blog. Agora sempre que tivermos pauta nova ela será publicada, na capa. O blog ficará restrito, mas não reduzido, a coisas mais cotidianas e corriqueiras, notas, comentários ou notícias. Desde a nossa última publicação em forma de edição, em Junho de 2008, a capa da revista permaneceu quase a mesma, com mudanças apenas no blog. Não será mais assim. Não pensem que é uma mudança pequena, pois é uma mudança de proposta, uma mudança de caráter, entendendo a multiplicidade e velocidade de informações e temas diferentes, e abrindo a possibilidade de tratá-los de igual forma, ao mesmo tempo.</p>
<p>A Moviola não muda apenas para nós, mas também para o leitor. Enquanto nós ficamos mais livres para propor e escrever textos diversos, sem tema e sem preocupação de coerência com o todo (exceto, claro, tratar de cinema, audiovisual e arte em geral), o leitor terá atualizações muito menos espaçadas. A Revista Moviola fará parte, ainda mais cotidiana, da vida de cliques do nosso leitor. Nada melhor que isso. Sejam bem-vindos, novamente.</p>
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		<title>Editorial Rolo 3</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 03:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Rolo 3]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa passagem do filme Ensaio de Orquestra, de Federico Fellini, músicos de naipes diferentes tentam convencer-nos de que seus instrumentos são os mais importantes da orquestra. Cada um fala da tremenda importância de cada nota de seu instrumento e de como ele captura a alma humana, de como ele ajuda a tornar mais e mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa passagem do filme <strong><em>Ensaio de Orquestra</em></strong>, de <strong>Federico Fellini</strong>, músicos de naipes diferentes tentam convencer-nos de que seus instrumentos são os mais importantes da orquestra. Cada um fala da tremenda importância de cada nota de seu instrumento e de como ele captura a alma humana, de como ele ajuda a tornar mais e mais catártica a experiência de ouvir a orquestra. Porém, todos sabem (ou descobrem?) que a orquestra funciona apenas como um todo. Pode parecer uma comparação primária (pode até sê-lo de fato, ainda mais tendo sido citado aqui o filme de <strong>Fellini</strong>), mas o cinema funciona exatamente como uma orquestra. Não no sentido de músicos x maestro, mas no sentido de que é uma união de naipes diversos: é um mosaico de todas as outras artes; apropria-se delas para sobreviver.</p>
<p>Nem de longe isso implica numa superioridade do cinema. Aliás, ao contrário, ele deve honrarias eternas a cada manifestação artística da qual faz uso. E é impossível tentar concluir em qual manifestação artística o cinema se apóia mais. Geraria uma discussão digna de Fellini. O que acontece no processo cinematográfico é que ele não engendra nada novo, apenas um processo novo de representação. Enquanto a música pode se dizer completamente à parte da pintura, já que tratam de estimular diferentes sentidos, o cinema não pode se afastar de nenhum. Ele é apenas uma nova forma de compor e pintar.</p>
<p>A <a href="http://www.revistamoviola.com.br">Revista Moviola</a> nasceu meio assim, dessa necessidade de tentar dizer que cinema é menor que tudo, que é formado por uma mistura de tudo e que, dessa aparente pequenez, dessa dependência, acaba por gerar algo diferente de tudo. No Editorial da primeira edição escrevemos:</p>
<blockquote><p><em>Ganhou corpo, portanto, a idéia de uma publicação de cinema, mas que sempre se pautasse pela relação da sétima arte com as outras; que soubesse claramente que o cinema não é nada mais que uma compilação de todas as outras artes, que surge delas, que deve a elas; e que, portanto, desse voz a esse imenso mosaico canibalesco e aglutinador que é o cinema.</em></p></blockquote>
<p>É aqui que começaremos, então, a tratar diretamente dessas relações. Neste e nos próximos rolos, a <a href="http://www.revistamoviola.com">Moviola </a>irá se debruçar sobre a construção do cinema através das outras artes, das suas proximidades mais intrínsecas, das suas diferenças mais evidentes.</p>
<p>A escolha de começar pelo <strong>Teatro </strong>foi impensada. Não houve qualquer necessidade de tratar essa série de uma maneira linear, ou de encadear uma espécie de pensamento da experiência cinematográfica através da ordem das artes a serem abordadas. Talvez, porém, a escolha seja inconscientemente coerente.</p>
<p>Segundo <strong>Ricciotto Canudo</strong>, no seu <strong><em>Manifeste des Sept Arts</em></strong>, de 1923, o Teatro seria a arte relativa à <strong>representação</strong>.  Seria ela, portanto, que definiria a capacidade humana de ser o que não é. É uma arte do corpo, da necessidade do corpo, como a dança. Diferente dela, porém, não é tão visual, tão alucinante na sua introspecção. Trata mais da capacidade humana de mentir, de falsear, de fingir.</p>
<p>No cinema, é a relação com a arte teatral da representação que distingue dois caminhos maiores a se escolher dentro de um filme: a <strong>ficção</strong> e o <strong>real/documental</strong>. É (em termos amplos) a ciência de que as pessoas em frente à câmera são atores (ou não) que define o caráter ficcional (ou não!) da sua representação. Isso tudo em teoria, em análise rasa. A mistura desses termos, a dificuldade de definir essa diferença (ou até a falta de necessidade dela), é que aproxima a realidade do falso. É essa mentira permanente (seja ela verdadeira ou não) que confunde a pessoa e a personagem, a vida e a arte, seja no cinema, seja no teatro.</p>
<p>Teatro é, portanto, muito mais do que a mentira. Ele mesmo se apropria de outras artes na sua encenação, no seu processo &#8211; hoje, inclusive, invertendo o caminho e se apropriando também do cinema. Mas, diferente, claro, dialoga com o coração humano através do canal que mais lhe importa: o ator. Definindo que a Arte é sempre um engodo, um olhar pessoal, uma interpretação do real, há também (ou portanto) algo extremamente humano nela. O teatro se encaixa de maneira particular neste recorte: o que é verdadeiro nele é o que é humano <em>strito sensu</em>. É o próprio homem, que se define como objeto final de fruição, como obra.</p>
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		<title>Editorial Rolo 2</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 04:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Um editorial desconjuntado. Um vídeo. Alguma coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2007/12/20/editorial-rolo-2/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p align="center"> Um editorial desconjuntado. Um vídeo. Alguma coisa.</p>
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		<title>Editorial Rolo 1</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2007 08:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Moviola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro passo é sempre trabalhoso. Talvez como qualquer primeira impressão, sempre cheia de expectativas, demandas próprias e grandes definições, o primeiro passo de uma publicação confere um certo ar suspenso na atmosfera, que nos ronda &#8211; nós, claro, esses humildes quatro editores dessa longa empreitada que chamamos de Revista Moviola. Importante dizer que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro passo é sempre trabalhoso. Talvez como qualquer primeira impressão, sempre cheia de expectativas, demandas próprias e grandes definições, o primeiro passo de uma publicação confere um certo ar suspenso na atmosfera, que nos ronda &#8211; nós, claro, esses humildes quatro editores dessa longa empreitada que chamamos de <a href="http://www.revistamoviola.com">Revista Moviola</a>.</p>
<p>Importante dizer que a jornada foi longa. É talvez de um ou dois anos a aglomeração de conversas em torno da idéia de uma publicação desse tipo. E nessa conjunção de idéias, com ganhos e perdas ao longo desse grande caminho, sempre foi imaginada uma revista de Cinema, mas não só disso, dos seus entornos também: revista de Cinema pela origem acadêmica dos <a href="http://www.revistamoviola.com/expediente/">quatro editores</a>, provindos do mesmo curso (de Cinema); ligada aos arredores artísticos do cinema pelas formações paralelas desses editores: pintores, desenhistas, jornalistas, fotógrafos, críticos de arte.</p>
<p>Ganhou corpo, portanto, a idéia de uma publicação de cinema, mas que sempre se pautasse pela relação da sétima arte com as outras; que soubesse claramente que o cinema não é nada mais que uma compilação de todas as outras artes, que surge delas, que deve a elas; e que, portanto, desse voz a esse imenso mosaico canibalesco e aglutinador que é o cinema. Talvez tenha sido dessa idéia de compilação, de colagem, que o nome Moviola tenha surgido. Talvez não, talvez tudo isso tenha sido depois: o nome Moviola surgiu muito antes dessa definição editorial atual. Mas se, depois de tantas mudanças, se manteve, foi por isso com certeza.</p>
<p>A <a href="http://www.revistamoviola.com">Revista Moviola</a>, então, será espaço amplo de trabalho. Publicará desde críticas de cinema, artigos e análises de filmes e filmografias – afinal, é ainda uma revista de cinema –, mas também publicará contos, fotografias, desenhos, artigos relacionados às artes plásticas, música, pintura e manifestações culturais em geral – afinal, é na verdade uma revista cultural.</p>
<p>Eis o caráter da publicação: bimestralmente, a princípio, a revista publicará uma edição fixa (chamada carinhosamente de “rolo”), onde constarão textos publicados por nossos <a href="http://www.revistamoviola.com/expediente/">editores e contribuidores</a>, além de todo o material extra, relacionado às galerias, entrevistas, vídeos etc. Haverá, assim, apenas uma seção volátil na Revista, apenas uma onde as modificações serão cotidianas e não por edição: o <a href="http://www.revistamoviola.com/category/blog/">blog</a>. E essa seção especial cumprirá papel importantíssimo: será nosso centro de coberturas de festivais, de críticas de filmes em cartaz, de comentários em geral, de idéias, anotações e imaginações. Será nosso ponto de encontro mais íntimo com o leitor, espectador ou navegante.</p>
<p>A publicação bimestral será sempre pautada por um tema. Não com a idéia de restringir, mas inspirar. Nem tudo o que for publicado terá relação com o tema proposto, nem tudo se ligará. Mas o tema permeará toda a idéia da elaboração da edição, ou melhor, do rolo. Neste primeiro número, falamos do polêmico e batido Cinema de Autor. Na verdade, sobre a Autoria na Obra de Arte. Não à toa, claro.</p>
<p>É uma discussão que permeia a arte há muito. No cinema, especificamente, a autoria se questiona, ao menos de maneira mais acintosa, desde os anos 50/60, com a <em>Cahiers du Cinéma</em> (revista francesa de cinema, onde escreviam cineastas importantes como François Truffaut, Jean-Luc Godard e Éric Rohmer) e sua política de autor. Mas é importante analisar como a questão da autoria se relacionou com as outras artes antes disso.</p>
<p>No cinema a autoria é questão complexa, por ser uma arte extremamente coletiva. Exemplificam-se as diversas facetas de uma obra, com sua iluminação, disposição dos objetos em cena, figurino, som, até o próprio ator, até o próprio diretor ou roteirista. A polêmica rivalidade entre o filme de Diretor (matriz intelectual) e o filme de Produtor (matriz financeira) se mostra no cinema de forma tensa. Nas outras artes, a relação com a autoria se desdobra de maneira diferente. Talvez seja muito mais fácil entender que um quadro foi feito por quem pegou o pincel, misturou as tintas e o encostou nas tintas e depois na tela.</p>
<p>Ainda assim, na pintura, há toda a questão da valoração do objeto, latente e presente. Mas isso deixo por aqui. Walter Benjamin, em <em>A Obra de Arte na  Era da Reprodutibilidade Técnica</em>, já disse tudo o que devia ser dito. Atualmente, ainda, tudo isso se dilui ainda mais: a Internet, a possibilidade de produção e publicação imediatas, o compartilhamento de arquivos, o digital. O autor é, portanto, figura difícil de visualizar. Acaba se tornando meio intangível. Definir um autor vira então jornada pessoal de quem o faz. Torna-se uma definição ora política, ora para afirmar afinidade.</p>
<p>Fica, depois da morte de Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman, a ordem do dia: perceber até que ponto a autoria ainda é possível de se lidar. Feito isso, afirmar novas propostas estéticas, produtivas e, portanto, políticas para a arte contemporânea.</p>
<p>Não, essa não é tarefa pertinente a essa revista. Cabe aos artistas, aos criadores de signos, inventores de mundos. Caiba, talvez, ao leitor que nos conhece hoje e aceita esse desafio.</p>
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