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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Coberturas</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Chantrapas</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 14:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chantrapas, França/Geórgia, 2010, de Otar Iosseliani. Na década de 50, na Geórgia ainda parte da União Soviética, o regime comunista censura o filme do jovem diretor Nicolas. Quando emigra para a França, todavia, Nico descobre que os produtores capitalistas lhe impõem praticamente as mesmas restrições de antes. Chantrapas é parcialmente autobiográfico, já que Otar Iosseliani [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Chantrapas, França/Geórgia, 2010, de Otar Iosseliani.</strong></em></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4784" title="Chantrapas, de Otar Iosseliani." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/chantrapas500.jpg" alt="" width="503" height="263" /></p>
<p>Na década de 50, na Geórgia ainda parte da União Soviética, o regime comunista censura o filme do jovem diretor Nicolas. Quando emigra para a França, todavia, Nico descobre que os produtores capitalistas lhe impõem praticamente as mesmas restrições de antes.</p>
<p><strong>Chantrapas</strong> é parcialmente autobiográfico, já que Otar Iosseliani começou no cinema nos anos, na ex-União Soviética, com filmes que, ao mesmo tempo, recuperavam sua origem georgiana e lidavam com a frustração e a insatisfação dos jovens frente ao regime burocrático e repressivo. Iosseliani vivia sob a distensão política de Kruschev, quando as vozes nacionalistas caladas por Stalin se fizeram ouvir. Na década de 80, o diretor emigrou para a França &#8211; mas, ao contrário de Nicolas, sem voltar para a Geórgia natal.</p>
<p>Nico busca suas origens, mas não as encontra. Seu filme trata da História da Geórgia, possivelmente de sua própria família &#8211; a personagem do soldado é idêntica à fotografia na parede da casa, e Nicolas põe o retrato dele para decorar o set -, mas apenas fragmentos nos são apresentados. Nunca assistimos ao filme por inteito, assim como jamais sabemos a respeito do passado de Basil, avô de Nico, a quem insistentemente comparam o neto. Basil não fala de sua vida e, quando a procura, vê que não existe mais: ao perguntar sobre os velhos amigos, a filha e a esposa lhe contam que quase todos estão mortos.</p>
<p><strong>Chantrapas</strong> se inicia com as amizades de infância de Nicolas, mas rapidamente as abandona: Nico vive só, sem raízes. Lançar o filme proibido na França, começar nova carreira, são apenas desculpas para que estabeleça novas relações que o tragam para fora do isolamento &#8211; com os produtores, com o casal que o abriga em Paris, com sua assistente, com o cenarista. Mas Nico fracassa, pois deseja que a vida seja como a sala de montagem, onde trabalha imperturbável, com as cortinas fechadas e sozinho.</p>
<p>Nicolas permanece estrangeiro em qualquer lugar, pois não importa se volta, ou não, para a Geórgia, e em qualquer tempo, já que Iosseliani mistura deliberadamente os anos 50 com o século XXI ao longo da narrativa. Como diz o produtor, Nico era um estranho na Geórgia, enquanto a França é uma estranha para ele. Em ambos os países, o jovem diretor vê a fantástica sereia, que seduz e atrai os marinheiros para o fundo mar: incapaz de lidar com sua condição de estrangeiro, resta-lhe mergulhar e desaparecer.</p>
<p><strong>Veja o Trailer aqui:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/10/11/chantrapas/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2011/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2011</a></p>
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		<title>Festival do Rio 2011</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 15:23:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristeu Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4728" title="festrio_home" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/festrio_home.jpg" alt="" width="490" height="276" /></p>
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		<title>Festival do Rio: programe-se</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 01:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Coberturas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Começou nesta quinta (6/10), e vai até o dia 18, o tão esperado Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro. Os espectadores terão acesso a 350 filmes de 60 países. Entre convidados do Fesvival estão Marisa Paredes, Williem Dafoe, Abel Ferrara e Patricio Guzman. O guia completo, disponível on-line, está dividido em 18 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/image.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4672" title="festivaldorio" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/image.jpg" alt="" width="300" height="386" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começou nesta quinta (6/10), e vai até o dia 18, o tão esperado <strong>Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro</strong>. Os espectadores terão acesso a 350 filmes de 60 países. Entre convidados do Fesvival estão <strong>Marisa Paredes</strong>, <strong>Williem Dafoe</strong>, <strong>Abel Ferrara </strong>e <strong>Patricio Guzman.</strong></p>
<p>O <a href="http://www.grupoestacao.com.br/festivaldorio/2011/progfest2011.pdf" target="_blank">guia completo</a>, disponível on-line, está dividido em 18 mostras que apresentarão filmes premiados, raridades, inéditos de diretores consagrados, como <em><strong>A Pele que Habito</strong></em>, de <strong>Pedro Almodóvar</strong>; <em><strong>Inquietos</strong></em>, de <strong>Gus Van Sant</strong>; <em><strong>George Harrison</strong></em>, de <strong>Martin Scorsese</strong>; <em><strong>Dark Horse</strong>,</em> de <strong>Todd Solondz;</strong> <em><strong>Separação</strong></em> (filme vencedor do Urso de Berlim 2011), de <strong>Asghar Farhadi</strong>; <em><strong>4:44</strong></em>, de <strong>Abel Ferrara</strong>; <em><strong>We need to talk about Kevin</strong></em>, de <strong>Lynne Ramsay</strong>, <em><strong>A Árvore do Amor</strong></em> (<em>Under The Hawthorn Tree</em>), de <strong>Zhang Yimou</strong>; e <em><strong>Et Maintenant On Va Ou?</strong></em> (vencedor de Toronto 2011), da libanesa <strong>Nadine Labaki</strong>.</p>
<p>Serão homenageados o húngaro <strong>Béla Tarr</strong>, considerado um dos mais talentosos e originais realizadores da atualidade; o documentarista chileno <strong>Patrício Guzmán</strong>, que estará presente para receber o Prêmio de Personalidade Latino Americana. Haverá ainda, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, uma retrospectiva do cultuado mestre do terror moderno, o diretor <strong>Dario Argento</strong>.</p>
<p><strong><br />
Outros focos</strong></p>
<p>O Festival do Rio dedica uma mostra à cultura israelense, na <strong>Imagens de Israel</strong>; outra com documentários que abordam a realidade americana contemporânea, na <strong>Made in USA</strong>, e realiza um tributo aos 50 anos da <strong>Semana da Crítica</strong>, exibindo clássicos da cinematografia francesa e brasileira, entre eles, <em><strong>Ganga Zumba</strong></em>, de <strong>Carlos Diegues</strong>, <strong><em>Boy Meets Girl</em></strong>, de <strong>Leos Carax</strong>, <em><strong>O Porto das Caixas</strong></em>, de <strong>Paulo Cesar Saraceni</strong>.</p>
<p><strong><br />
Moviola indica</strong></p>
<p>Como não poderia deixar de ser, a <em><strong>Revista Moviola</strong></em> indica para os que se interessam pela América Latina a Prèmiere Latina. Vale conferir os seguintes filmes de <em>los hermanitos</em>:</p>
<p>- <a href="http://www.imdb.com/title/tt1522863/" target="_blank">The Two Escobars</a>, Jeff Zimbalist, Michael Zimbalist</p>
<p>- <a href="http://asaltoalcine.com/" target="_blank">Asalto al Cine</a>, Iria Gómez Concheiro</p>
<p>- <a href="http://videos.arte.tv/en/videos/_el_premio_de_paula_markovitch-3708050.html" target="_blank">El Premio</a>, Paula Markovitch</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzHkI0V6i9E" target="_blank">Las Malas Intenciones</a>, Rosario Garcia-Montero</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ohg3puyv9xI" target="_blank">El Chico Que Miente</a>, Marité Ugás</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ptW7C_HFqss" target="_blank">Maytland</a>, Marcelo Charras</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=l9oM3us2XCA" target="_blank">Gatos Viejos, Gatos Viejos</a>, Sebastian Silva, Pedro Peirano</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lY031dGoJ34" target="_blank">Juntos para siempre</a>, Pablo Solarz</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KWomZSSVv0M">Miss Bala</a>, Gerardo Naranjo</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VFE94KTP_d4" target="_blank">Bonsai</a>, Cristián Jiménez</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WChKezs6W8c" target="_blank">A Tiro de Piedra</a>, Sebastián Hiriart</p>
<p>- <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_lI_QrpsAo4" target="_blank">El Estudiante</a>, Santiago Mitre</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kOwcCIm89MQ&amp;feature=related" target="_blank">Artigas &#8211; La Redota</a>, César Charlone</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YsIuFWTmcEo" target="_blank">Los Viejos</a>, Martín Boulocq</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=O3O1K8rm5BQ" target="_blank">Post Mortem</a>, Pablo Larrain</p>
<p>- <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GGpex2eOa8g" target="_blank">Vaquero</a>, Juan Minujin</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=u-4AqvZ7k_Q" target="_blank">Ulises</a>, Oscar Godoy</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nodZT7OHNDk" target="_blank">Dormir al Sol</a>, Alejandro Chomski</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Locais de exibição</strong></p>
<p>Nesta edição do Festival há mais salas: Kinoplex Tijuca, Kinoplex Leblon, Kinoplex Fashion Mall, CCBB, Cinemateca do MAM, Cine SESC Jacarepaguá, Complexo do Alemão e outras salas. Veja mais detalhes no <a href="http://www.festivaldorio.com.br/" target="_blank">site do evento</a>.</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;"><br />
</span></span></p>
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		<title>Academia de Boxe</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 19:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Frederick Wiseman necessita de apenas três planos para situar a ação: o céu da manhã, as folhas das árvores e a escultura do lutador de boxe. Estamos em algum lugar do Texas (certamente, não em Houston). Mas a localização exata não importa &#8211; o dono não faz propaganda da academia, e seus clientes têm dificuldades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4432 alignnone" title="Academia de Boxe, de Frederick Wiseman." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/boxinggym2.jpg" alt="" width="502" height="376" /></p>
<p>Frederick Wiseman necessita de apenas três planos para situar a ação: o céu da manhã, as folhas das árvores e a escultura do lutador de boxe. Estamos em algum lugar do Texas (certamente, não em Houston). Mas a localização exata não importa &#8211; o dono não faz propaganda da academia, e seus clientes têm dificuldades para encontrá-la -, pois o cineasta mergulha no universo mais íntimo do boxe, que se treina na Lord&#8217;s Gym (trocadilho com o romance Lord Jim, de Joseph Conrad).</p>
<p>Após os planos iniciais, Wiseman entra na academia e a destrincha. Embora filme ao longo de semanas, a montagem cria a ilusão de que tudo se passa em único dia, da manhã à noite. Lord&#8217;s Gym está aberta a qualquer hora do dia e, salvo a taxa de admissão de 50 dólares, não há fichas, crachás ou outras burocracias. Mulheres e homens; jovens, adultos, idosos e crianças; brancos, negros e hispânicos; amadores e profissionais treinam juntos, compartilham dicas e experiências e recebem tratamentos idênticos. É o máximo da democracia liberal: serviços iguais pelo mesmo preço.</p>
<p>A câmera de Wiseman perscruta  os espaços da academia. Vemos o ringue de boxe, os sacos de areia remendados com fita, o escritório de Lord, o pneu em frente ao espelho, os cartazes de lutas célebres e de <strong>O Touro Indomável</strong> que cobrem as paredes. Através do incrível trabalho com o som, ouvimos o bailar dos pés sobre o tablado, os socos que cortam o ar, os golpes que acertam os oponentes e, sobretudo, o relógio que marca o tempo de cada período de exercício.</p>
<p>O mais importante, segundo um dos lutadores, é o ritmo &#8211; depois se adquire a velocidade. Ambos, ritmo e velocidade, decorrem da conjunção entre espaço e tempo (no boxe, por exemplo, entre o ringue e os três minutos de cada round). Wiseman explora os limites da academia e o toque incessante do relógio de treino que, ao funcionar como metrônomo, orquestra ruídos, coreografa movimentos e ritualiza a violência.</p>
<p>Os tempos do boxe e do mundo, que aparentemente correm em paralelo (pois Wiseman se restringe à academia), encontram-se na discussão sobre o massacre na universidade de Virginia Tech, quando mais de vinte alunos foram mortos. De um lado, a catarse regrada do esporte, que o aproxima do balé. Do outro, a violência bárbara e inexplicável que consome vidas.</p>
<p>As personagens da Lord&#8217;s Gym condenam, com veemência, os assassinatos em Virginia Tech, enquanto destacam as relações fraternais que há entre os lutadores da academia. Mas eles não sublimariam, através do boxe, os próprios instintos violentos? Todos não seriam capazes de atos extremos, de acordo com o contexto?</p>
<p><small><em><strong>Academia de Boxe, 2010, de Frederick Wiseman.</strong></em></small></p>
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		<title>Uma Odisseia Iraniana</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 10:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma Odisseia Iraniana narra, didaticamente e em capítulos, os acontecimentos que levaram à queda do primeiro-ministro do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953: a nacionalização do petróleo, que desagradou o governo britânico e a Anglo-Iranian Oil Company; os conflitos internos entre comunistas do Partido Tudeh, nacionalistas seculares e clérigos xiitas; a força política do Aiatolá Abol-Ghasem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4423" title="Mohammad Mossadegh." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/mossadegh1.jpg" alt="" width="216" height="323" /></p>
<p><strong>Uma Odisseia Iraniana</strong> narra, didaticamente e em capítulos, os acontecimentos que levaram à queda do primeiro-ministro do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953: a nacionalização do petróleo, que desagradou o governo britânico e a Anglo-Iranian Oil Company; os conflitos internos entre comunistas do Partido Tudeh, nacionalistas seculares e clérigos xiitas; a força política do Aiatolá Abol-Ghasem Kashani; a tibieza pró-Ocidente do Xá Reza Pahlavi; a preocupação norte-americana com a influência soviética; e o golpe de Estado patrocinado pela CIA e por Dwight D. Eisenhower.</p>
<p>Através de filmes e de imagens de arquivo, explicadas nos mínimos detalhes pela onipresente narração em off, Maziar Bahari realiza documentário bastante tradicional, que entrevista figuras-chave na deposição do primeiro-ministro, como o embaixador britânico em Teerã. A intenção de Bahari é clara: resgatar Mossadegh, verdadeiro artífice do Irã moderno (banido no pós-Revolução Islâmica em favor de Kashani, ele se tornou ícone do protesto contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, a Onda Verde), que enfrentou as potências imperiais pelo controle do petróleo, mas sucumbiu por não compreender as raízes profundas do xiismo no Irã e por apostar, erradamente, que a paranoia anti-comunista o manteria no poder.</p>
<p>Maziar Bahari sugere, mas não desenvolve, o papel que a derrubada de Mossadegh representou para a ascensão do Aiatolá Khomeini em 1979. Os eventos de 1953, na verdade, geraram o ódio e a desconfiança, não apenas do Irã, como também de todo o Oriente Médio, contra os EUA. Ao não apoiarem as reformas seculares e democráticas do então primeiro-ministro, os norte-americanos garantiram a vitória no curto prazo &#8211; sobre a URSS, durante a Guerra Fria, e a favor das políticas coloniais -, porém se viram, já no século XXI, presos no atoleiro sem fim do extremismo islâmico, dos grupos terroristas, das guerras no Afeganistão e no Iraque, do conflito entre Israel e palestinos.</p>
<p>Mais do que o próprio Mossadegh, chama a atenção, em <strong>Uma Odisseia Iraniana</strong>, a cegueira dos EUA, que repete os mesmos erros, desde os anos 50 até hoje.</p>
<p><small><em><strong>Uma Odisseia Iraniana, 2010, de Maziar Bahari.</strong></em></small></p>
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		<title>É Tudo Verdade 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 08:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou dia 31 de março, e prossegue até 10 de abril, o 16° É Tudo Verdade &#8211; Festival Internacional de Documentários, no Rio de Janeiro e em São Paulo. São 92 filmes de 29 países, que se dividem pela Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens, Mostra Competitiva Brasileira de Longas e Médias-Metragens, Foco Latino-Americano, O Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4403" title="Academia de Boxe, de Frederick Wiseman." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/boxinggym.jpg" alt="" width="506" height="304" /></p>
<p>Começou dia 31 de março, e prossegue até 10 de abril, o <strong>16° É Tudo Verdade &#8211; Festival Internacional de Documentários</strong>, no Rio de Janeiro e em São Paulo. São 92 filmes de 29 países, que se dividem pela Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens, Mostra Competitiva Brasileira de Longas e Médias-Metragens, Foco Latino-Americano, O Estado das Coisas, Programas Especiais e Mostra Competitiva Internacional de Longas e Médias-Metragens, além das retrospectivas dedicadas à russa Marina Goldovskaya (que registrou o fim do império soviético)  e aos documentários nacionais sobre grandes poetas (&#8220;Poesia É Verdade&#8221;).</p>
<p><strong>Academia de Boxe</strong>, do mestre Frederick Wiseman e que passou no último Festival de Cannes, é o destaque absoluto do <strong>16° É Tudo Verdade</strong>. <strong>Cliente 9 – A Ascensão e Queda de Eliot Spitzer</strong>, de Alex Gibney (que venceu o Oscar por Táxi na Escuridão), <strong>O Sicário – Quarto 164</strong>, de Gianfranco Rosi, <strong>A Vida em um Dia</strong>, de Kevin MacDonald (outro que ganhou o Oscar, por <strong>Um Dia em Setembro</strong>),<strong> Homem Erótico</strong>, de Jørgen Leth (de <strong>As Cinco Obstruções</strong>), <strong>e Reagan</strong>, de Eugene Jarecki também merecem a olhada.</p>
<p>Em meio às revoluções que agitam os países árabes e muçulmanos do norte da África e do Oriente Médio, <strong>A Queda de um Xá</strong> e <strong>Uma Odisseia Iraniana</strong>, do cineasta iraniano Maziar Bahari, e <strong>A Onda Verde</strong>, de Ali Samadi Ahadi, despertam interesse.</p>
<p>Entre os brasileiros, atenção para <strong>Santos Dumont: Pré-Cineasta?</strong>, de Carlos Adriano, muitíssimo bem recebido na Mostra de Tiradentes, e <strong>Os Cavalos de Goethe</strong>, de Arthur Omar. Na retrospectiva poética, são imperdíveis <strong>Castro Alves (1847-1871)</strong>, de Humberto Mauro, <strong>Hi-Fi</strong>, de Ivan Cardoso, <strong>O Fazendeiro do Ar</strong>, de Fernando Sabino e David Neves e <strong>O Poeta do Castelo</strong>, de Joaquim Pedro de Andrade.</p>
<p>Para baixar a programação carioca do <strong>É Tudo Verdade</strong> e as sinopses dos filmes, em Word e em PDF, clique nos links abaixo:</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/Sinopses-e-Programação-RJ.doc">Sinopses e Programação 16° É Tudo Verdade &#8211; Rio de Janeiro (.DOC)</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/Sinopses-e-Programação-RJ.pdf">Sinopses e Programação 16° É Tudo Verdade &#8211; Rio de Janeiro (.PDF)</a></p>
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		<title>A Autobiografia de Nicolae Ceaucescu</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 18:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fantástica reconstituição histórica dos anos de Nicolae Ceaucescu na Romênia, desde que tomou o poder, após a morte de Gheorghe Gheorghiu-Dej, como secretário-geral do partido comunista em 1965, até sua derrubada e execução em 1989. Documentário que utiliza apenas imagens de arquivo &#8211; não há entrevistas ou narração em off para sustentar a narrativa -, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4140" title="A Autobiografia de Nicolae Ceaucescu, de Andrei Ujica." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/10/autobiografialuinicolaeceausescu2.jpg" alt="" width="505" height="284" /></p>
<p>Fantástica reconstituição histórica dos anos de Nicolae Ceaucescu na Romênia, desde que tomou o poder, após a morte de Gheorghe Gheorghiu-Dej, como secretário-geral do partido comunista em 1965, até sua derrubada e execução em 1989.</p>
<p>Documentário que utiliza apenas imagens de arquivo &#8211; não há entrevistas ou narração em off para sustentar a narrativa -, A <strong>Autobiografia de Nicolae Ceaucescu</strong> resume, em três horas, a ditadura socialista que levou o país à beira do caos. Assistimos aos congressos do PCR e do Pacto de Varsóvia, aos aniversários da derrota fascista na II Guerra Mundial, às construções das grandiloquentes Avenida Socialista e Casa da República em Bucareste, às visitas do presidente aos mercados populares, às viagens internacionais e aos encontros de Ceaucescu com Richard Nixon, Jimmy Carter, Rainha Elizabeth II, Kim Il-Sung e Mao Tsé-Tung, ao apoio maciço que recebe onde vai.</p>
<p>A Romênia, único país que se relaciona com todo o bloco socialista e com as nações capitalistas, condena a Primavera de Praga. Nicolae Ceaucescu desponta como líder de idéias arejadas, popular, carismático, que negocia com o Ocidente e não se intimida com a URSS. Qual o motivo, pois, de sua queda, se há aplausos em toda parte?</p>
<p>O próprio título do filme já traz a resposta: <strong>A &#8220;Autobiografia&#8221; de Nicolae Ceaucescu</strong>. Andrei Ujica recorre somente a imagens e a discursos oficiais do ditador, a pegas de propaganda. Logo depois que abraça camponês, Ceaucescu olha para a câmera, em busca de aprovação. Antes de visitar padaria, a equipe do presidente arruma o local e instrui os comerciantes. O regime, que sobreviveu por quase 25 anos, ergueu-se sobre a farsa e a manipulação.</p>
<p>Ujica desmonta a mentira Ceaucescu na primeira e na última sequência do filme, que mostram o julgamento do ex-presidente (que nada tem a ver com justiça, mas com política). Quando finalmente não controla as imagens e se vê defronte ao massacre de Timisoara &#8211; bem como à acusação de que ordenou disparos contra mulheres e crianças em frente ao palácio presidencial -, Ceaucescu prefere o silêncio dos que consentem. Ele clama pela Assembléia Geral, que sempre esteve a seu lado. Os tempos, no entanto, mudaram.</p>
<p><em><strong><small>A Autobiografia de Nicolae Ceaucescu, de Andrei Ujica, 2010.</small></strong></em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2010/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2010.</a></p>
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		<title>Somewhere</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 09:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No hall, enquanto joga baralho com a filha, Johnny Marco recebe outra cantada. No plano seguinte, ele toca Bach ao piano. Em Somewhere, Sofia Coppola explora novamente o conflito do mundo das aparências, onde vive o herói, com a realidade do afeto, na qual transita por breves momentos. Johnny Marco &#8211; astro de Hollywood, rico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4137" title="Somewhere, de Sofia Coppola." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/10/somewhere2.jpg" alt="" width="501" height="274" /></p>
<p>No hall, enquanto joga baralho com a filha, Johnny Marco recebe outra cantada. No plano seguinte, ele toca Bach ao piano. Em <strong>Somewhere</strong>, Sofia Coppola explora novamente o conflito do mundo das aparências, onde vive o herói, com a realidade do afeto, na qual transita por breves momentos.</p>
<p>Johnny Marco &#8211; astro de Hollywood, rico e mulherengo &#8211; existe no sucesso ilusório e fugidio do cinema: os casos amorosos, os shows de pole dance, os dias na piscina, as bebedeiras, os passeios de Ferrari, as viagens internacionais e os holofotes das câmeras são apenas para livrá-lo do tédio. A vida do herói se resume a nada, ausente de significado, tal qual o outdoor que vê da janela de seu quarto. Como em <strong>Encontros e Desencontros</strong>, Johhny mora no hotel, uma vez que não tem raízes, está perdido, vaga pelos lugares e pelo interior da alma sem destino, objetivo ou porto seguro onde ancorar.</p>
<p>Somente na relação com a filha, Johnny Marco conhece a verdade fora das aparências, pois a ama. Quando a mãe pede um tempo sozinha, ele cuida da garota &#8211; brincam de Guitar Hero, viajam para a Itália e para Las Vegas, comem juntos, tomam sol na piscina. O pai a leva nas aulas de patinação artística. Por instantes, divertem-se e se completam: Johnny se sente útil e vivo. Mas ela vai para a colônia de féria, e os dias de tédio retornam.</p>
<p>Sofia Coppola refilma <strong>Encontros e Desencontros</strong>. Novamente, o ator que se torna refém do espetáculo, o hotel que simboliza indeterminação e deslocamento, o breve contato que o liberta e a partir do qual Johnny se reconstrói. <strong>Somewhere</strong>, no entanto, abusa dos tempos mortos, dos silêncios e dos planos longos a fim de representar o tédio da personagem. A diretora, igualmente, preenche a narrativa com acontecimentos que beiram o ridículo e que provocam mal-estar (as gêmeas do pole dance, a premiação na Itália) com o intuito de contrastar ainda mais as faces pública e privada do herói.</p>
<p>Em <strong>Somewhere</strong>, os momentos de Johhny com a filha rendem momentos de puro encanto. Mas, com o herói sozinho na tela, o filme esbarra nos clichês.</p>
<p><em><strong><small>Somewhere, de Sofia Coppola, 2010.</small></strong></em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2010/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2010.</a></p>
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		<title>Fora da Lei</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 13:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 1925, família de camponeses é expulsa de suas terras na Argélia. Com a morte do pai, os três filhos se unem à FLN e lutam pela independência do país. Abdelkader, depois que sai da prisão, lidera o movimento em Nanterre. Messaoud, ex-soldado na Guerra da Indochina, acompanha-no, enquanto Saïd se torna contraventor e financia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4127" title="Fora da Lei, de Rachid Bouchareb." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/10/horslaloi2.jpg" alt="" width="504" height="215" /></p>
<p>Em 1925, família de camponeses é expulsa de suas terras na Argélia. Com a morte do pai, os três filhos se unem à FLN e lutam pela independência do país. Abdelkader, depois que sai da prisão, lidera o movimento em Nanterre. Messaoud, ex-soldado na Guerra da Indochina, acompanha-no, enquanto Saïd se torna contraventor e financia as atividades revolucionárias os irmãos.</p>
<p>Épico histórico, melodrama e thriller político, <strong>Fora da Lei</strong> utiliza a fórmula narrativa do conflito entre irmãos. Abdelkader, cada vez mais obcecado pela independência, deixa de lado a própria humanidade quando a FLN o recruta na prisão. Messaoud se afasta da mulher e do filho, pois os assassinatos que comete em nome de seus ideais o perturbam. Saïd, cujos golpes envergonham a mãe, busca se redimir através do boxe &#8211; a FLN, todavia, proíbe a luta do campeão argelino pelo título francês. Em outras palavras, todos são reféns dos acontecimentos históricos,que se soprepõem às vontades individuais e arrastam as personagens durante quatro décadas, de 1925 a 1962.</p>
<p>Rachid Bouchareb se espelha em <strong>O Poderoso Chefão</strong> &#8211; a saga familiar, à margem da lei, que se confunde e que reflete a História do país (tanto da França, quanto da Argélia). Há duas homenagens claras. Na primeira, Saïd esfaqueia o colaboracionista que ajudou no roubo de suas terras &#8211; referência à cena em que Don Vito mata o assassino de seu pai. Na segunda, o carro de Hélène vai pelos ares &#8211; mesmo atentado que sofre a esposa de Michael Corleone na Sicília.</p>
<p><strong>Fora da Lei</strong>, porém, deixa a mediocridade apenas quando Faivre surge na tela. Membro da Resistência, coronel na Indochina e gaullista, Fraivre luta pela grandeza colonial da França &#8211; embora saiba que a causa está perdida e que a Argélia conquistará a independência. Como Javert em <strong>Os Miseráveis</strong>, de Victor Hugo, ele caça Abdelkader, implacavelmente, em nome da lei, que não passa de uma quimera.</p>
<p>Conquanto se assemelhem, Abdelkader e Faivre vivem em tempos distintos. Se Faivre luta pela glória do passado, Abdelkader combate pela esperança do presente e do futuro.</p>
<p><em><strong><small>Fora da Lei, de Rachid Bouchareb, 2010.</small></strong></em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2010/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2010.</a></p>
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		<title>Independência</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 11:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mãe e filho, que integram a aristocracia local, refugiam-se na floresta durante a independência das Filipinas &#8211; na prática, a substituição dos colonizadores espanhóis pelo domínio norte-americano. Raya Martin explora o turbulento quadro político filipino no ínicio do século XX, quando o país se declarou independente da Espanha para, logo depois, transforma-se em colônia norte-americana. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4118" title="Independência, de Raya Martin." src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/10/independencia.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Mãe e filho, que integram a aristocracia local, refugiam-se na floresta durante a independência das Filipinas &#8211; na prática, a substituição dos colonizadores espanhóis pelo domínio norte-americano.</p>
<p>Raya Martin explora o turbulento quadro político filipino no ínicio do século XX, quando o país se declarou independente da Espanha para, logo depois, transforma-se em colônia norte-americana. Há, porém, apenas sinais: o disparo de canhão que leva as personagens à floresta (recriada em estúdio), a cabana que atesta a presença espanhola no arquipélago, a conversa em inglês (fora-de-quadro) quando o filho encontra a desconhecida. Ao intercalar subitamente a narrativa com falso cine-jornal que mostra o assassinato da criança pelo soldado americano, Raya Martin desvela que o processo de independência representa somente a troca da antiga metrópole pela nova.</p>
<p>Embora a mãe faleça, o filho e a desconhecida permanecem na selva &#8211; agora juntos da criança que geraram -, uma vez que temem o avanço do exército norte-americano, que já ocupa as cidades. Antes refúgio e santuário, a floresta se torna insegura e perigosa.</p>
<p>O filho narra à criança sobre duas cidades vizinhas que, ao lutarem entre si pelos recursos da floresta, destróem-se mutuamente. Em <strong>Independência</strong>, EUA e Espanha disputam as Filipinas e, embora o garoto se sacrifique &#8211; quando a blusa vermelha se estende para o céu, Raya Martin indica que todo o país sangra -, a mata prevalecerá e engolirá ambos os invasores.</p>
<p><em><strong><small>Independência, de Raya Martin, 2009.</small></strong></em></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2010/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2010.</a></p>
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