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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Thiago Ponce de Moraes</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Caligrafia e Paragem</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 12:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Ponce de Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Versos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Poeta]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago Ponce]]></category>

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		<description><![CDATA[Não imaginas linguagem alguma – E a manhã rompe como uma ferida em teus lábios. Tua boca se abre, apenas uma palavra sangra Enquanto passa o dia. Sépala: na casa do esquecimento afundas. Folhas no chão e sombras da folhagem das árvores Por onde o caminho vaza. A noite Não precisa de estre‐ Las.  Riscam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1725" title="Do filme Livro de Cabeceira, de Peter Greenaway" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/03/book.jpg" alt="book" width="490" height="276" /></p>
<p>Não imaginas linguagem alguma –<br />
E a manhã rompe como uma ferida em teus lábios.<br />
Tua boca se abre, apenas uma palavra sangra<br />
Enquanto passa o dia.</p>
<p>Sépala: na casa do esquecimento afundas.<br />
Folhas no chão e sombras da folhagem das árvores<br />
Por onde o caminho vaza. A noite<br />
Não precisa de estre‐</p>
<p>Las.  Riscam a areia tuas folhas,<br />
Uma palavra ainda tem<br />
Luz:<br />
Nada está perdido.</p>
<p><strong>Paragem </strong></p>
<p>Navega este mar que os sonhos lega. Para<br />
Compreenderes teu mundo,<br />
Não te prendas<br />
Ao dia que o não supõe, nem a nada compreendas –<br />
Supera a navegabilidade de contemplar um poente imposto,<br />
A teu ver, e coisas que entrevês vacilantes pelas sombras,<br />
O dia se pondo em fendas<br />
Sem nomes ou formas ou fundos (supões),<br />
Intactas, por vezes, mas nunca puras,<br />
Pois<br />
Cada uma de um jeito em cada está (esta<br />
Agora seria a tua memória, esta, uma<br />
Casa de campo sem campo,<br />
Só cansaço e muros<br />
Brancos de uma tarde<br />
Sob arcos de<br />
Espinhos);</p>
<p>Explora outras origens com teus olhos a que falta o saber,<br />
Que o crepúsculo sopra de tuas tristezas um ar gelado,<br />
Uma véspera, uma arqueologia do presente inane<br />
Em que te negues nunca apenas,<br />
Pois.</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="tracejado.jpg" /></p>
<p>Poemas publicados na <strong>Moviola</strong> são inéditos e fazem parte do livro <em><strong>De gestos lassos ou nenhuns</strong></em>.</p>
<p><em>Thiago Ponce de Moraes é poeta e tradutor. Faz parte do Conselho Editorial da Zunái &#8211; Revista de poesia &amp; debates &#8211; e do Jornal de Poesia Contemporânea &#8211; O Casulo. E é um dos organizadores da Flap! carioca. Tem publicações em diversas antologias e periódicos, com destaque para a Antologia Poetas jovens (no papel rascunho), 2006; Revista sèrie Alfa nº 33, 2007; Antologia VacAmarela (trilíngüe), 2007; Antologia da Poesia Brasileira do Início do Terceiro Milénio, 2008; e Fome de Forma, 2008,. Em 2006 publicou seu primeiro volume de poemas, Imp</em>.</p>
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