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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Pablo Araújo</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Poemas sem título</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 15:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Versos]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Araujo]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Poeta carioca]]></category>

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		<description><![CDATA[1 Se quisermos ser nenhum, pior nenhum. O salto. O limite. A inversão secreta da sombra até os sonhos estão insuportáveis. O nome dela significa até as covardias não precisam ser mencionadas. Guardar a arma no vestido, levá-la consigo, ninguém nota o gesto escuso de tal trivialidade; a arma é inofensiva, a mais eficaz. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2798" title="praia" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/09/praia.jpg" alt="praia" width="490" height="276" /></p>
<p><strong>1</strong></p>
<p>Se quisermos ser nenhum, pior nenhum.<br />
O salto. O limite. A inversão secreta da sombra<br />
até os sonhos estão insuportáveis.<br />
O nome dela significa até as covardias não<br />
precisam ser mencionadas.<br />
Guardar a arma no vestido, levá-la consigo, ninguém<br />
nota o gesto escuso de tal trivialidade; a arma<br />
é inofensiva, a mais eficaz.<br />
Quando falta pouco para; pára. A escuridão inclina-se<br />
sobre os.<br />
A claridade concentra-se na dança do vestido<br />
de um lado a outro, sucessivo, sucessivo.<br />
Quem quer que seja; o corpo que vai embora.</p>
<p>Estamos refeitos e aqui estamos, novamente<br />
esperando a próxima catástrofe. Ela irá<br />
dispor do que é necessário a você levantar após as.<br />
O retorno insidioso, aviso, alerta, atentamente<br />
desavisado, imperceptível sem perceber, já chega,<br />
chega, aqui,<br />
aqui,<br />
juntos. O roubo delicado das estações.<br />
Realização e penumbra satisfeitas com<br />
as covardias inadiáveis dos corpos. Mesmo.<br />
O que é isto mesmo? Mesmo.</p>
<p><strong><br />
2</strong><br />
as coisas ainda estão por começar<br />
mais um rosto levanta-se o soco do vento<br />
arde no punho das armas o vórtice<br />
ilumina face a face as coisas incontornáveis<br />
estarão a vida inteira a retornar e não<br />
farão outra coisa se não<br />
lâminas agudas ao centro de si mesmo<br />
e tudo perpassa veloz ao centro devorador<br />
o vórtice gira, volta a girar e<br />
dirige-se ao centro de luz novamente<br />
aponta o coração das coisas a pergunta<br />
feroz e evidente que se acende e se apaga<br />
e oferece faces inteiras às respostas<br />
que dizem nada e pouco<br />
e retornam ao esquecimento devorador<br />
de si mesmo<br />
desperta dorme a luz feroz pergunta a pergunta<br />
aponta distrações lâminas<br />
um sorriso sem resposta firme pé ante pé<br />
perpassa a próxima devastação<br />
outro rosto levanta-se o soco do vento<br />
arde no punho das armas<br />
o acesso difícil a cada rosto<br />
a morte que ainda está por começar</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="tracejado.jpg" /></p>
<p><em>Pablo Araujo, sem acento no &#8216;u&#8217;! &#8211; informa o poeta carioca-, vive no Rio de Janeiro e é da geração de 1981. Cursa medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF) e é um dos editores da <a href="www.confrariadovento.com" target="_blank">Revista Confraria</a>.<br />
</em></p>
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