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	<title>Revista Moviola - Revista de cinema e artes &#187; Elis Galvão</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Triângulo amoroso</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 19:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Triângulo amoroso, Alemanha, 2010, Tom Tykwer Harmonia, fricção, simetria, paralelismo, relaxamento, a rotina diária, escapar,  voltando para casa&#8230; É com estas palavras que  um dos personagens de Triângulo amoroso (Three)  vai criando o clima do novo filme de Tom Tykwer. O diretor explora as multipossibilidades amorosas entre um homem e uma mulher, entre dois homens, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong>Triângulo amoroso, Alemanha, 2010, Tom Tykwer</strong></em><br />
<a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/3_Tom-Tykwer-cropped-proto-filmcritic_reviews___entry_default.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4946" title="3_Tom Tykwer -cropped-proto-filmcritic_reviews___entry_default" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/3_Tom-Tykwer-cropped-proto-filmcritic_reviews___entry_default.jpg" alt="" width="500" height="315" /></a></p>
<p>Harmonia, fricção, simetria, paralelismo, relaxamento, a rotina diária, escapar,  voltando para casa&#8230; É com estas palavras que  um dos personagens de <strong><em>Triângulo amoroso</em></strong> (<em>Three</em>)  vai criando o clima do novo filme de <strong>Tom Tykwer</strong>. O diretor explora as multipossibilidades amorosas entre um homem e uma mulher, entre dois homens, e por fim, entre os três. A história que Tykwer apresenta nos faz acompanhar uma espécie de análise combinatória do amor e do sexo entre o casal Hanna e Simon que vivem em Berlim. Em situações distintas eles conhecem Adam, um pesquisador que trabalha em projetos com células-tronco. E após os encontros, Adam se torna o vértice do triângulo amoroso.</p>
<p>Primeiro é Hanna que inicia seu caso extraconjugal com Adam. Depois é a vez de Simon, que após perder a mãe, descobre que está com câncer e faz uma cirurgia. Simon conhece Adam numa piscina pública e experimenta sua primeira relação homossexual. Tykwer – que  cativou o público brasileiro com filmes como <em>Corra, Lola, Corra</em> (1998), <em>Heaven – por amor </em>(2002), e <em>O perfume – História de um Assassino</em> (2006) – nos introduz aos poucos no universo desse trio com espontaneidade, porém, provoca os valores morais que  giram em torno de qualquer casamento convencional, ou bem sucedido há duas décadas, tempo em que Hanna e Simon estão juntos.  É justo no período de aniversário do casamento que eles resolvem experimentar uma aventura amorosa extraconjugal.</p>
<p>O pano de fundo da história é bastante interessante, o universo da ciência, onde Adam e Hanna se conhecem, e da arte contemporânea, ramo com o qual Simon trabalha. Certamente, o universo das pesquisas com células-tronco e suas controvérsias poderia ter sido mais explorado, pois, a história começa no momento em que Adam faz uma apresentação sobre sua pesquisa e a discute diante de um comitê de ética. Embora Tykwer não mergulhe fundo nesses temas, ele os mostra no cenário de uma Alemanha que aparece ainda adaptar-se as mudanças no mundo contemporâneo e a tudo que veio com o pós-modernismo.</p>
<p>A narrativa do filme <em> </em> não conta com grandes experimentações ou mesclas de estilos cinematográficos, como em <em>Corra, Lola, Corra</em>, mas tem a capacidade de envolver os espectadores no novelo amoroso dos três personagens e ir além dos julgamentos morais precoces sobre a infidelidade , o casamento e as relações de afeto. Tykwer é justo em sua conta: 2 + 1 = 3.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Trailer:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/10/16/triangulo-amoroso/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2011/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2011</a></p>
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		<title>Um outro silêncio</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2011/10/09/um-outro-silencio/</link>
		<comments>http://www.revistamoviola.com/2011/10/09/um-outro-silencio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 18:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um outro silêncio, França/Argentina/Canadá/Brasil, 2011, Santiago Amigorena A luminosidade fria do Canadá contrasta com o azul estonteante do céu da Argentina e da Bolívia em Um outro silêncio, o segundo longa-metragem do argentino Santiago Amigorena – seu primeiro filme é Segredos de Estado. O roadmovie narra a história de Mary (Marie-Josée Croze), uma policial de Toronto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Um outro silêncio, França/Argentina/Canadá/Brasil, 2011, Santiago Amigorena</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/another-silence-8-10527726stmik_1798.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4752" title="another-silence-8-10527726stmik_1798" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/another-silence-8-10527726stmik_1798.jpg" alt="" width="478" height="268" /></a></p>
<p>A luminosidade fria do Canadá contrasta com o azul estonteante do céu da Argentina e da Bolívia em <strong><em>Um outro silêncio</em></strong>, o segundo longa-metragem do argentino <strong>Santiago Amigorena</strong> – seu primeiro filme é <strong><em>Segredos de Estado</em></strong>. O <em>roadmovie</em> narra a história de Mary (<strong>Marie-Josée Croze</strong>), uma policial de Toronto que perde repentinamente o marido e filho de uma forma absurda e violenta. Depois disso, ela pega um avião para a América Latina, onde sua jornada continua em busca do assassino de sua família pelas estradas poeirentas da fronteira da Argentina-Bolívia. Apesar do mote do filme ser a vingança, expõe paisagens íntimas da personagem, seu envolvimento com a máfia no passado, a solidão e outras perdas familiares, como a da própria mãe.</p>
<p>A inspiração de  Amigorena para o filme surgiu depois de viagens ao Canadá e ao Líbano, em um dos períodos de guerra. As viagens o fizeram pensar no argumento para o roteiro e em fazer um retorno às origens na Argentina. Ele mostra cenários belíssimos em Hui Hui e outros povoados do interior argentino. A bela fotografia e a direção de arte são pontos positivos, mas o filme peca porque porque cai em alguns clichês ao mostrar a suscetibilidade à corrupção dos policiais que trabalham na fronteira boliviana. O diretor passa um olhar estrangeiro sobre sua própria terra, mas esse é o olhar da personagem principal, Mary, que, mesmo com uma meta clara, está perdida na sua busca e em si mesma. Ela está viva, porém, sem sentimentos. Vemos ao longo da viagem que a vingança é o que a move, mas não mudará a sua condição, não levará a solidão nem a tirará do desamparo.</p>
<p>Mesmo com a proposta de fazer uma reflexão sobre a linha tênue entre a vingança e o perdão em tempos de violência, o roteiro não está bem amarrado apesar da ideia de trazer a ação do filme para a América Latina ser interessante e dar ênfase ao contraste entre o país rico da América do Norte e a pobreza dos desse lado do Atlântico com e sua realidade com casas pobres, o povo abandonado a própria sorte e o cotidiano de crime e violência dos que estão envolvidos com o tráfico de drogas. O diretor mostra ainda partes da Bolívia arrasada e sem perspectivas como a descrita por <strong>Eduardo Galeano</strong> nas <strong><em>Veias Abertas da América Latina</em></strong> &#8211; &#8220;uma obra contemporânea,  infelizmente”, como registrou o autor na edição revisada e publicada.</p>
<p>Mesmo que a câmera de <em><strong>Um outro silêncio</strong></em> não ultrapasse a superfície das mazelas sociais do nosso continente, a condições de vida do assassino do marido e do filho de Mary, e daqueles que ela encontra parecem levá-la a uma redenção inexplicável. Sem qualquer sutileza vamos percebendo que vingança e perdão, apesar de não terem uma aproximação fácil, são concepções complexos em situações extremas e nos levam a uma questão: quem são os culpados e quem são as vítimas?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Trailer:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/10/09/um-outro-silencio/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2011/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2011</a></p>
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		<title>Festival do Rio: programe-se</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2011/10/02/festival-do-rio-2011-programe-se/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 01:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coberturas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Começou nesta quinta (6/10), e vai até o dia 18, o tão esperado Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro. Os espectadores terão acesso a 350 filmes de 60 países. Entre convidados do Fesvival estão Marisa Paredes, Williem Dafoe, Abel Ferrara e Patricio Guzman. O guia completo, disponível on-line, está dividido em 18 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/image.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4672" title="festivaldorio" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/10/image.jpg" alt="" width="300" height="386" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começou nesta quinta (6/10), e vai até o dia 18, o tão esperado <strong>Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro</strong>. Os espectadores terão acesso a 350 filmes de 60 países. Entre convidados do Fesvival estão <strong>Marisa Paredes</strong>, <strong>Williem Dafoe</strong>, <strong>Abel Ferrara </strong>e <strong>Patricio Guzman.</strong></p>
<p>O <a href="http://www.grupoestacao.com.br/festivaldorio/2011/progfest2011.pdf" target="_blank">guia completo</a>, disponível on-line, está dividido em 18 mostras que apresentarão filmes premiados, raridades, inéditos de diretores consagrados, como <em><strong>A Pele que Habito</strong></em>, de <strong>Pedro Almodóvar</strong>; <em><strong>Inquietos</strong></em>, de <strong>Gus Van Sant</strong>; <em><strong>George Harrison</strong></em>, de <strong>Martin Scorsese</strong>; <em><strong>Dark Horse</strong>,</em> de <strong>Todd Solondz;</strong> <em><strong>Separação</strong></em> (filme vencedor do Urso de Berlim 2011), de <strong>Asghar Farhadi</strong>; <em><strong>4:44</strong></em>, de <strong>Abel Ferrara</strong>; <em><strong>We need to talk about Kevin</strong></em>, de <strong>Lynne Ramsay</strong>, <em><strong>A Árvore do Amor</strong></em> (<em>Under The Hawthorn Tree</em>), de <strong>Zhang Yimou</strong>; e <em><strong>Et Maintenant On Va Ou?</strong></em> (vencedor de Toronto 2011), da libanesa <strong>Nadine Labaki</strong>.</p>
<p>Serão homenageados o húngaro <strong>Béla Tarr</strong>, considerado um dos mais talentosos e originais realizadores da atualidade; o documentarista chileno <strong>Patrício Guzmán</strong>, que estará presente para receber o Prêmio de Personalidade Latino Americana. Haverá ainda, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, uma retrospectiva do cultuado mestre do terror moderno, o diretor <strong>Dario Argento</strong>.</p>
<p><strong><br />
Outros focos</strong></p>
<p>O Festival do Rio dedica uma mostra à cultura israelense, na <strong>Imagens de Israel</strong>; outra com documentários que abordam a realidade americana contemporânea, na <strong>Made in USA</strong>, e realiza um tributo aos 50 anos da <strong>Semana da Crítica</strong>, exibindo clássicos da cinematografia francesa e brasileira, entre eles, <em><strong>Ganga Zumba</strong></em>, de <strong>Carlos Diegues</strong>, <strong><em>Boy Meets Girl</em></strong>, de <strong>Leos Carax</strong>, <em><strong>O Porto das Caixas</strong></em>, de <strong>Paulo Cesar Saraceni</strong>.</p>
<p><strong><br />
Moviola indica</strong></p>
<p>Como não poderia deixar de ser, a <em><strong>Revista Moviola</strong></em> indica para os que se interessam pela América Latina a Prèmiere Latina. Vale conferir os seguintes filmes de <em>los hermanitos</em>:</p>
<p>- <a href="http://www.imdb.com/title/tt1522863/" target="_blank">The Two Escobars</a>, Jeff Zimbalist, Michael Zimbalist</p>
<p>- <a href="http://asaltoalcine.com/" target="_blank">Asalto al Cine</a>, Iria Gómez Concheiro</p>
<p>- <a href="http://videos.arte.tv/en/videos/_el_premio_de_paula_markovitch-3708050.html" target="_blank">El Premio</a>, Paula Markovitch</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzHkI0V6i9E" target="_blank">Las Malas Intenciones</a>, Rosario Garcia-Montero</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ohg3puyv9xI" target="_blank">El Chico Que Miente</a>, Marité Ugás</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ptW7C_HFqss" target="_blank">Maytland</a>, Marcelo Charras</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=l9oM3us2XCA" target="_blank">Gatos Viejos, Gatos Viejos</a>, Sebastian Silva, Pedro Peirano</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lY031dGoJ34" target="_blank">Juntos para siempre</a>, Pablo Solarz</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KWomZSSVv0M">Miss Bala</a>, Gerardo Naranjo</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VFE94KTP_d4" target="_blank">Bonsai</a>, Cristián Jiménez</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WChKezs6W8c" target="_blank">A Tiro de Piedra</a>, Sebastián Hiriart</p>
<p>- <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_lI_QrpsAo4" target="_blank">El Estudiante</a>, Santiago Mitre</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kOwcCIm89MQ&amp;feature=related" target="_blank">Artigas &#8211; La Redota</a>, César Charlone</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YsIuFWTmcEo" target="_blank">Los Viejos</a>, Martín Boulocq</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=O3O1K8rm5BQ" target="_blank">Post Mortem</a>, Pablo Larrain</p>
<p>- <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GGpex2eOa8g" target="_blank">Vaquero</a>, Juan Minujin</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=u-4AqvZ7k_Q" target="_blank">Ulises</a>, Oscar Godoy</p>
<p>-  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nodZT7OHNDk" target="_blank">Dormir al Sol</a>, Alejandro Chomski</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Locais de exibição</strong></p>
<p>Nesta edição do Festival há mais salas: Kinoplex Tijuca, Kinoplex Leblon, Kinoplex Fashion Mall, CCBB, Cinemateca do MAM, Cine SESC Jacarepaguá, Complexo do Alemão e outras salas. Veja mais detalhes no <a href="http://www.festivaldorio.com.br/" target="_blank">site do evento</a>.</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;"><br />
</span></span></p>
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		<title>Incêndios</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2011/04/14/segredos-e-surpresas-em-incendios/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 14:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; ﻿Às vezes nada como escolher um filme antes de ter muitas informações sobre sua trama e surpreender-se com seu roteiro, história, personagens e temática. Foi assim quando escolhi assistir Incêndios (Incendies), do diretor canadense Dennis Villeneuve. Sua narrativa envolve um trio familiar, uma mãe e dois filhos, e aborda questões atuais, especialmente em tempos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/incendios1.jpg"><img class="size-full wp-image-4452 aligncenter" title="incendios" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/incendios1.jpg" alt="" width="490" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>﻿Às vezes nada como escolher um filme antes de ter muitas informações sobre sua trama e surpreender-se com seu roteiro, história, personagens e temática. Foi assim quando escolhi assistir<em><strong> Incêndios</strong></em> (<em><strong>Incendies</strong></em>), do diretor canadense <strong>Dennis Villeneuve</strong>. Sua narrativa envolve um trio familiar, uma mãe e dois filhos, e aborda questões atuais, especialmente em tempos de levantes sociais no Oriente Médio. Incêndios mostra o conflito entre islâmicos e cristãos numa violenta guerra civil no Líbano. O diretor lança sua câmera sobre temas caros como perseguição política, imigração, relações familiares e, aos poucos, nos aproxima dos segredos mais íntimos de uma família. ﻿﻿﻿﻿</p>
<p>O roteiro de <strong>Valérie Beaugrand-Champagne</strong>, <strong>Wajdi Mouawad </strong>e <strong>Denis Villeneuve </strong>é excelente. É uma adaptação da peça homônima do escritor Mouawad. O livro faz parte de uma trilogia. o primeiro volume publicado foi <em><strong>Litoral</strong></em>, Incêndios foi o segundo. A reflexão sobre a origem, apresentada  no livro, também está no filme. As raízes dos irmãos gêmeos Simon, variante de Sarwane (<strong>Maxim Gaudette</strong>), e Jeanne, diminutivo de Janaane (<strong>Mélissa Désormeaux-Poulin</strong>) – filhos da guerrilheira Nawal Marwan (<strong>Lubna Azabal)</strong> – está mais distante deles e do que o espectador possa imaginar após assistir os primeiros dez minutos do filme. Depois de um acontecimento inesperado, os irmãos descobrem que o pai, tido como morto, vive. Além disso, têm um irmão cuja existência eles ignoravam. Tal revelação coloca uma missão no caminho dos dois, duas cartas seladas escritas pela mãe e que devem ser entregues ao pai e ao irmão. Isso é só a ponta do iceberg de uma jornada que os levará às cidades onde viveu Nawal durante a juventude.</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/2011_incendies_001.jpg"><img class="size-full wp-image-4453 aligncenter" title="2011_incendies_001" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/2011_incendies_001.jpg" alt="" width="501" height="280" /></a></p>
<p>Embora num primeiro momento Simon se recuse a sair do Canadá para se lançar nessa odisséia familiar, sua irmã Jeanne, que é matemática, resolve se aconselhar com um dos seus professores e decide partir para realizar o desejo da mãe. Com o auxílio de Jean Lebel (<strong>Rémy Girard</strong>), um notário para o qual Marwan trabalhou durante anos como secretária, Jeanne viaja e inicia sua busca em Beirute e em povoados do Líbano.</p>
<p>A sucessão de fatos, traumas, mentiras, verdades, pode ser familiar e compartilhada por outras famílias que vivem conflitos similares em países orientais ou do ocidente. Outra questão presente é o papel da mulher. É Jeanne, que ao saber a mãe ficou grávida pela primeira vez aos 14 anos, nos faz pensar sobre a formação e problemáticas com as quais as mulheres se deparam. Por engravidar, Marwan é rejeitada pelos irmãos e pela mãe. Depois, é enviada para viver com um tio, estudar e buscar outro futuro. O silêncio de Marwan, que ocultava o seu passado dos filhos, começa a ser rompido quando Jeanne descobre a existência de uma mãe determinada, com ideais e esperança. ﻿﻿</p>
<p>Mesmo estando entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, Incêndios estreou discretamente nas salas de cinema do Rio de Janeiro, o que não aconteceu com <em><strong>Cisne Negro</strong></em>, <em><strong>O discurso do Rei</strong></em> e <strong><em>Biutiful</em></strong>. Contudo, não deixa de ser um filme forte e mexe com nossas concepções de mundo e crenças.</p>
<p>O suspense e a curiosidade nos seduzem até a revelação final. Quando Simon anuncia para Jeanne uma conta que não pode dar certo, algo como a soma de um mais um ser diferente de dois. O resultado desse cálculo nos causa uma sensação esquisita no estômago, bagunça nosso pensamento “cristão” e incendeia qualquer fio de inocência que tenhamos ou finjamos ter. Há pessoas que não se importam em saber como termina a história antes de ver um filme, outras que preferem não conhecê-la até chegar à sessão escolhida, como no meu caso desta vez. Para manter a nossa expectativa, Villeneuve leva para os últimos minutos a revelação mais contundente. Para entender a matemática daqueles irmãos, os silêncios familiares e o amor que só as mães têm por seus filhos, é preciso montar o quebra-cabeça do passado no meio das cinzas. Assim pode começar uma nova história, fundamentada sobre a verdade. E aqui concluo, pois já dei muitas pistas sobre esse final especial.﻿﻿﻿﻿</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2011/04/incendios.jpg"></a></p>
<p>﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿<br />
<strong>Veja o trailer:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2011/04/14/segredos-e-surpresas-em-incendios/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿</p>
<p>﻿</p>
]]></content:encoded>
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		<title>É tudo verdade no Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 22:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[José Padilha]]></category>
		<category><![CDATA[Segredos da Tribo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sua 15ª edição, o Festival É Tudo Verdade exibirá 18 documentários brasileiros inéditos, de curta, média e longa metragem. De 9 a 18 de abril, o público poderá montar sua programação e escolher diversos filmes entre os 71 documentários de 27 países. Sim, é tudo verdade! E a abertura acontece nesta noite no Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/04/etudoverdade.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3541" title="etudoverdade" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/04/etudoverdade.jpg" alt="" width="484" height="411" /></a></p>
<p>Na sua 15ª edição, o <a href="http://www.etudoverdade.com.br/2010/index.asp" target="_blank"><strong>Festival É Tudo Verdade</strong></a> exibirá 18 documentários brasileiros inéditos, de curta, média e longa metragem. De 9 a 18 de abril, o público poderá montar sua programação e escolher diversos filmes entre os 71 documentários de 27 países. Sim, é tudo verdade! E a abertura acontece nesta noite no Rio de Janeiro, no Unibanco Arteplex, com a première brasileira de <strong>Segredos da Tribo</strong>, de <strong>José Padilha</strong>.</p>
<p>A entrada é gratuita em todas as salas de cinema. O evento, fundado e dirigido por <strong>Amir Labaki</strong>, foi realizado pela primeira vez em 1996.  Hoje é reconhecido como um dos principais festivais dedicados à cultura do documentário na América Latina.</p>
<p>“Nos dois últimos anos, cerca de um terço das estreias brasileiras têm sido de documentários – com notável repercussão de crítica. No ano passado, foram mais de 30 lançamentos”, constata Labaki. Ele lembra que há toda uma geração de documentaristas que se lançou e se firmou no festival. Entre eles, Cão Guimarães, Evaldo Mocarzel, João Moreira Salles, Maria Augusta Ramos, Marília Rocha, Paschoal Samora e Paulo Sacramento.</p>
<p>Confira a<a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2010/04/09/primeiro-casamento-entre-mulheres-e-realizado-na-argentina.jhtm" target="_blank"> programação completa</a> e faça sua seleção.</p>
<p>Cenas de <strong>Segredos da Tribo</strong>:</p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2010/04/09/e-tudo-verdade-amanha-no-rio/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Amores em três tempos</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2010/02/19/amores-em-tres-tempos/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 16:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Emílio Domingos]]></category>
		<category><![CDATA[lucas santtana]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[videoclipe]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste fevereiro de sol pleno, Emílio Doningos (também conhecido como DJ Saens Peña) divulgou o clipe musical que finalizou e cuja direção compartiu com Gergório Mariz. A produção é da Osmose Filmes e Maria Gorda Filmes.  A canção Cira, Regina e Nana é interpretada por Lucas Santtana. A música faz parte do quarto disco do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3504" title="Cira, Regina e Nana" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2010/02/osmose.jpg" alt="Cira, Regina e Nana" width="416" height="254" /></p>
<p>Neste fevereiro de sol pleno, <strong>Emílio Doningos</strong> (também conhecido como DJ Saens Peña) divulgou o clipe musical que finalizou e cuja direção compartiu com <strong>Gergório Mariz</strong>. A produção é da Osmose Filmes e Maria Gorda Filmes.  A canção<strong> Cira, Regina e Nana</strong> é interpretada por <strong>Lucas Santtana</strong>. A música faz parte do quarto disco do cantor e fala de três moças que mexem e fazem bater o coração de um moço.</p>
<p><strong>Veja o clipe e faça um passeio musical pelo Rio de Janeiro:</strong></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2010/02/19/amores-em-tres-tempos/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		<title>Mulheres loucas de amor</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2009/12/06/mulheres-apaixonadas-criminosos-sexuais-e-assassinos/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 18:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[assassinos brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[criminosos sexuais]]></category>
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		<category><![CDATA[Gilma Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Loucas de Amor]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que amam criminosos sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que amam serial killers]]></category>
		<category><![CDATA[presídios]]></category>
		<category><![CDATA[serial killers]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado,  noite  amena. Ao sair de casa, em Copacabana, peguei meu bloco de notas azul, máquina fotográfica digital, canetas Stabilo – point 88 fine 0,4 – e uma sacola ecológica para levar uma bebida para o jantar e a entrevista com o jornalista Gilmar Rodrigues. O motivo do encontro é o lançamento do seu primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3189" title="gimarrodrigues" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/12/gimarrodrigues.jpg" alt="gimarrodrigues" width="490" height="276" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p>Sábado,  noite  amena. Ao sair de casa, em Copacabana, peguei meu bloco de notas azul, máquina fotográfica digital, canetas Stabilo – <em>point</em> 88 <em>fine</em> 0,4 – e uma sacola ecológica para levar uma bebida para o jantar e a entrevista com o jornalista <strong>Gilmar Rodrigues</strong>. O motivo do encontro é o lançamento do seu primeiro livro,<em> <strong>Loucas de Amor, mulheres que amam serial killers e criminosos sexuais </strong></em>(editora Idéia a Granel). Gilmar é gaúcho, vive há 13 anos na cidade do Rio de Janeiro e é roteirista da Rede Globo. Editou a <em>Revista Dundum Quadrinhos</em> e colaborou na <em>VIP</em>, <em>Outra Coisa </em>e <em>Pasquim 21</em>. É autor de crônicas, reportagens, peças de teatro, anúncios, roteiros de cinema de animação, novela de rádio e quadrinhos.</p>
<p style="text-align: left;">Ao chegar a sua casa, em Ipanema, fui recebida por ele e sua esposa, a figurinista <strong>Bettine Silveira</strong>. Enquanto ela preparava um delicioso chanclich, comecei a conversa com Gilmar. A ideia para escrever o livro surgiu quando descobriu que <strong>Francisco de Assis Pereira</strong>, que tinha 30 anos, se tornou famoso como o <strong>Maníaco do Parque</strong> e recebeu centenas de cartas de mulheres nos primeiros meses na prisão em 1998. “Creio que li uma entrevista na <em>Trip</em> ou <em>TPM</em> sobre isso, não lembro em qual foi”.Tudo começa de verdade depois dessa comprovação. Pensou ainda em colocar um anúncio num jornal, mas desistiu. O objetivo era localizar mulheres com esse estranho amor por homens que cometeram crimes sexuais. Para atraí-las para o seu comunicado seria preciso forjar um personagem que fosse um <em>serial killer</em>. Isto não daria certo, concluiu. Seu caminho foi outro: o da pesquisa. Após quatro anos entre a ponte aérea Rio-São Paulo, meses ininterruptos escrevendo, cem entrevistas, inúmeros ofícios enviados, estudos de cartas, jornais e revistas, Gilmar concluiu a aventura, dentro da lei, para revelar o universo dos que vivem nas prisões por terem cometido crimes hediondos e das mulheres que se apaixonam por eles. “Há um fascínio sexual forte da parte delas”, diz.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/12/06/mulheres-apaixonadas-criminosos-sexuais-e-assassinos/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">O Maníaco do Parque não conversou com o autor. Não foi possível entrevistá-lo, mas muitas pistas sobre as mulheres que enviavam cartas para Francisco foram encontradas. Antes de saber onde viviam e o que faziam, houve todo um trâmite burocrático para chegar a delegacias de São Paulo e ao Presídio de Itaí (onde 100% das prisões foram motivadas por crimes sexuais) e ao de Oswaldo Cruz. Os dois locais ficam há cinco e oito horas da capital paulista, respectivamente. Nestes espaços a sua pesquisa avançou. Para conversar com os presos não bastou entrar nos presídios, foi preciso também que eles concordassem em falar com Gilmar.</p>
<p style="text-align: left;">“Outros presidiários conhecidos também recebiam cartas. Uma admiradora do <strong>Bandido da Luz Vermelha</strong> enviava, semanalmente, uma carta. Há mulheres viajam para prisões perto do Mato Grosso para visitar os criminosos sexuais pelos quais estão fascinadas. Segundo eles, há umas que gostam de traficantes, outras de estupradores&#8230; Além de ter a fantasia de que esses homens são super machos, elas não se importam com os crimes cometidos. O objeto de desejo das que aparecem no livro é o estuprador e o criminoso sexual. Quando  são casados, a esposa os perdoa e os visita na prisão”, revela. &#8220;Não deixo de vê-lo. Agora é a hora que ele está precisando mais&#8221;, é o que costumam dizer sobre os maridos. Gilmar constatou que a situação social dos que cometeram crimes sexuais é a mesma dos que estão detidos por crime comum.</p>
<p><strong>Paixões expostas</strong></p>
<p><strong> </strong><img class="size-full wp-image-3225 alignleft" title="loucasdeamor" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/12/loucasdeamor.jpg" alt="loucasdeamor" width="264" height="365" />&#8220;Meu adorado amor! Que bom receber uma carta tua, é sempre uma felicidade suprema&#8230; A! Que maravilha, é um banho de amor na minha alma!!! No meu coração, no meu corpo, no meu ser! Te adoro menininho, te amo de paixão!!! &#8230; todo o dia tenho te escrito uma carta, é uma necessidade de estar junto contigo, de alguma maneira perto de ti, meu homem meu noivo amado.&#8221; Este é o início de uma carta de amor enviada ao Maníaco do Parque, reproduzida em <em>Loucas de Amor</em>. A autora, cujo nome fictício dado por Gilmar é Mariza Mendes Levy, chegou a casar com Francisco. Ao contrário da maioria das mulheres de origem pobre, que enfrentam as filas de visita nos presídios para ver os seus amados, ela é uma gaúcha de Uruguaiana e tem pós-graduação em história. Mariza é  filha de fazendeiro, de família judaica e de classe média alta. Gilmar conta que enquanto a mídia expunha um mostro, ela viu um anjo, uma das criaturas de Deus que mereciam uma nova chance. Mariza acreditava realmente na própria visão. No segundo parágrafo da carta escreveu: &#8220;Querido, deves neste momento estar na Barra Funda e eu aqui rezando muito pra que Deus te proteja e que tudo seja o melhor para ti, prá nós!! Desta vez a imprensa não falou nada&#8230; Bem melhor assim, tenho horror que falem mal de ti, detesto isso, acho que devem te esquecer, porque não reconhecem o novo homem maravilhoso que és.&#8221;</p>
<p>&#8220;Em que subterrâneo da alma humana se escondem desejos dessa natureza?&#8221;, questiona Gilmar. &#8220;Que explicação isso teria? Que mulheres seriam essas?&#8221;, continua. Ao logo dos capítulos ele mostra o universo delas, suas origens, a infância complicada, os problemas de autoestima e a carência constante. Tais perguntas não têm uma resposta única porque fazem o leitor construir outras e perceber que o livro não trata especificamente de <em>serial killers</em>, mas da atração que eles geram nessas mulheres. O autor partiu em busca de pistas, as que achou faz com que vejamos cada pessoa que encontrou e lhe deu informações, ou contou sua própria história, sem as marcas e estereótipos que a imprensa costuma impor nas reportagens superficiais que divulga.</p>
<p>Mulheres apaixonadas com formação universitária não gostam de falar sobre o envolvimento que tiveram com os presos. Não é raro que advogadas, assistentes sociais, psicólogas e profissionais que trabalham nas delegacias e presídios se envolvam com eles. Três entre as localizadas por Gilmar não quiseram falar sobre o assunto.</p>
<p>A mídia desempenha um papel importante para tornar criminosos sexuais e assassinos celebridades do submundo. &#8220;Francisco recebeu 1.000 cartas no período em que apareceu mais na imprensa. O motivo para escrevê-las vai desde a mera curiosidade à paixão. Há mulheres querem converter o cara. A religião serve para aproximá-las deles. Elas desejam conduzi-los à redenção. É comum uma mulher começar um trabalho religioso num presídio e se apaixonar em seguida. Eis a justificativa de uma: Se ele está no meu caminho é porque Deus quer. Quando uma mulher se depara com um criminoso sexual troca códigos complementares&#8221;, informa Gilmar.</p>
<p><strong>&#8220;Eu tô no artigo&#8221;</strong></p>
<p><strong> </strong>Os caras que estão no artigo são chamados de jacks &#8211; sim, a referência é a <strong>Jack</strong>, <strong>o Estripador</strong>. O artigo em questão é o 214 do código penal que trata de crimes sexuais. &#8220;Para justificar a vergonha e o medo, costumam dizer coisa do tipo <em>esse artigo aí é embaçado, mano</em>. Temem a descriminação violenta e penas severas por terem sido enquadrados em um crime hediondo, explica Gilmar no capítulo A fila da visita íntima.</p>
<p>Ao longo da narrativa, vamos descendo por círculos densos onde nos deparamos com as mulheres que amam o Maníaco do Parque, as que esperam na fila da visita íntima, os que conviveram com <strong>João Acácio</strong>, o Bandido da Luz Vermelha, os matadores em série e os sociopatas. O livro permite que o leitor, após a imersão nas histórias que Gilmar revela, tenha acesso também aos bastidores da pesquisa nos quadrinhos do paulistano <strong>Fido Nesti</strong>. Ele é colaborador da revista <em>The New Yorker</em>, <em>Playboy</em>, <em>Rolling Stone</em>, <em>Época</em> e <em>Superinteressante</em>. Em 2006, publicou os Lusíadas em Quadrinhos, adaptado do texto de <strong>Camões</strong>.</p>
<p>No primeiro quadrinho, Os Jacks, acompanhamos Gilmar e o roteirista <strong>Cláudio Lisboa</strong> no início da pesquisa. O destino dos dois é a Delegacia de Pinheiros, onde estavam mais de 120 jacks. Nos demais, aparecem as mulheres dos presos que estão no artigo, taxistas com os quais o autor conversou e o Bandido da Luz Vermelha.</p>
<p><strong>Pais e filhos</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3231" title="fidonesti" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/12/fidonesti.jpg" alt="fidonesti" width="451" height="239" /></p>
<p><strong> </strong>Essa atração afetiva ou física que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro: o amor, como diz <strong>Graciliano Ramos</strong>, é uma coisa. As mulheres que Gilmar encontrou viajam para muito longe por causa dessa forte afeição e ternura pelos serial killers e criminosos sexuais.</p>
<p>Uma das especialistas entrevistada, a neurologista <strong>Adelaide Caires</strong>, explica que a atração pode estar relacionada à infância das mulheres e homens &#8211; período em foram abandonados, sofreram críticas e muita violência no meio familiar. Meninos e meninas criam um mecanismo: mentem, enganam e, quando sofrem abuso sexual do pai, acabam achando normal. Tudo pode, então, começar na infância.</p>
<p>&#8220;As mulheres das distintas classes sociais entrevistadas não tiveram uma infância ou adolescência legal. Os relatos denunciavam a falta de carinho ou amor da família, maus tratos e pai ou mãe que as abandonaram”.</p>
<p>Mesmo depois da leitura do livro e da realização desta entrevista, há questões que permanecem: por que amam incondicionalmente esses homens? Como pode o Maníaco do Parque que, além de ser extremamente violento, ter problemas de ereção e manter relações sexuais com outros homens, fascinar tantas mulheres?</p>
<p><strong>Em tempo:</strong></p>
<p>O lançamento do livro aconteceu em novembro em São Paulo e no Rio de Janeiro.</p>
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		<title>OuLiPo + OpLePo + OBLiPo</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 21:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ano do França no Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A palavra, a matemática, a criatividade e a pluralidade de pensamentos são as peças do OuLiPo + OpLePo + OBLiPo: o jogo da literatura, evento multidisciplinar do Ano da França no Brasil que começa amanhã (25/10) e vai até o dia 30 de outubro, no Rio. Serão celebradas a literatura e outras linguagens a partir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3113" title="Espetáculo Telúrica de Andre Meyer" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/dançaoulipo.jpg" alt="Espetáculo Telúrica de Andre Meyer" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p>A palavra, a matemática, a criatividade e a pluralidade de pensamentos são as peças do <a href="http://oulipobr.wordpress.com/" target="_blank"><em><strong>OuLiPo + OpLePo + OBLiPo: o jogo da literatura</strong></em></a>, evento multidisciplinar do Ano da França no Brasil que começa amanhã (25/10) e vai até o dia 30 de outubro, no Rio. Serão celebradas a literatura e outras linguagens a partir das ideias e da participação de escritores e seguidores de um movimento que se descreve como <em><strong> </strong></em>uma <em><strong>Oficina de Literatura Potencial</strong></em> . A programação é gratuita e público terá acesso a leituras dramáticas; oficinas para jovens escritores; mesas-redondas entre escritores, jornalistas, poetas e dramaturgos; dramatização de textos; exposição de quadrinhos brasileiros; exibição de filmes, perfomances sonoro-visuais e poético-musicais.</p>
<p style="text-align: left;">Primeiro na França surgiu o <a href="http://www.oulipo.net/" target="_blank"><strong><em>OuLiPo &#8211; Ouvroir de Littérature Potentiel</em></strong></a>. Depois, na Itália, o <a href="http://www.oplepo.it/" target="_blank"><strong>OpLePo &#8211; Opificio di Letteratura Potenziale</strong></a>. Agora no Brasil, o <em><strong>OBLiPo -  Oficina Brasileira de Literatura Potencial</strong></em>. Em outras áreas, grupos análogos de quadrinhos, história, marionetes, fotografia, cinema e arquitetura, por exemplo. O evento registra uma dupla data comemorativa: os 50 anos do OuLiPo e os 20 anos do OpLePo.</p>
<p><img class="alignleft" title="oulipo" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/logo.jpg" alt="oulipo" width="243" height="199" /></p>
<p style="text-align: left;">Em 1960, em Paris, o escritor <strong>Raymond Queneau</strong> e o matemático <strong>François Le Lionnais</strong> se uniram para criar o <em><strong>OuLiPo</strong></em>. A Oficina de Literatura Potencial propunha experimentações de estilo a partir de práticas de escrita que, através do humor e certas restrições matemáticas, exploravam as potencialidades da linguagem. O oulipismo se tornou um trabalho sob a forma de um jogo calculado no encadeamento dos sons de que nascem as possibilidades de significação de um texto. Os primeiros oulipianos apostavam no caráter coletivo da escrita e mensalmente, durante anos, reuniam-se para discutir o conjunto de seus experimentos e invenções, numa tentativa de revigorar as potencialidades da literatura. <strong>Ítalo Calvino</strong> também produziu obras seguindo as ideias do OuLiPo.</p>
<p style="text-align: left;">A professora da Universidade Federal do Rio de Janiero, Stefanella Boatto, que idealizou o evento no Brasil, conta que  Calvino, que entrou formalmente no Oulipo em 1973, em <strong><em>Como escrevi um dos meus livros</em></strong> utiliza como instrumento de criação literária um polígono. “Cada elemento do romance (o leitor, o livro, a leitora, o romance, o autor, etc.) é associado a uma letra colocada nos vértices do polígono. As mútuas interseções entre os vários elementos são representadas pelos segmentos ligando os vértices desse polígono. Então, trocando a ordem das letras, se desenvolve uma diferente história”.</p>
<p style="text-align: left;">Stefanella, que também é italiana, orgulha-se de ter conseguido reunir na programação artistas como <strong>Andre Meyer</strong>, que usa poesia e simetria nas suas coreografias; <strong>Leonardo Fuks</strong>, fundador da Orquestra Cyclophonica, que junta música,  acústica e mecânica; <strong>Alessandra Vannucci</strong> e <strong>Julio Adrião</strong>, que o público já conhece através da peça <strong><em>A descoberta das Américas</em></strong>.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Serviço</strong>:<br />
<strong>OuLiPo + OpLePo + OBLiPo: o jogo da literatura</strong><br />
Data: 25 a 30/10<br />
<a href="http://www.casadaciencia.ufrj.br/AtividadesExtras/oulipo/flyer.html" target="_blank">Programação completa</a></p>
<p style="text-align: left;">
<p>Conheça a história da <strong>Cyclophonica</strong> de <strong>Leo Fucks</strong></p>
<p style="text-align: left;"><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/10/24/oulipo-oplepo-oblipo/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
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		<title>Insolação</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 22:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Longas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Thomas]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Hirsch]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Insolação]]></category>

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		<description><![CDATA[Insolação é um filme para poucos. É pretensioso na sua experimentação. Os diálogos, as cenas, as conexões entre os protagonistas e as conversas são fragmentados. Tem-se a sensação de ter um clássico cubo mágico diante dos olhos e o desafio de juntar as peças, observar as cores e os encaixes para descobrir qual o fio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2993" title="insolacao_festival do rio" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/insolacao_festival-do-rio.jpg" alt="insolacao_festival do rio" width="490" height="276" /></p>
<p><strong><em>Insolação</em> </strong>é um filme para poucos. É pretensioso na sua experimentação. Os diálogos, as cenas, as conexões entre os protagonistas e as conversas são fragmentados. Tem-se a sensação de ter um clássico cubo mágico diante dos olhos e o desafio de juntar as peças, observar as cores e os encaixes para descobrir qual o fio condutor da história. Na sessão de estreia no Odeon, <strong>Daniela Thomas</strong>, que divide a direção com o diretor de teatro <strong>Felipe Hirsch</strong>, explica que o filme é um mistério e que ela precisa do espectador para desvendá-lo.</p>
<p>Creio que o longa não tem propriamente um fio condutor, mas cria climas, são situações de amor, o encantamento inicial, os encontros, os desencontros e a desilusão. Um jovem adolescente se apaixona por uma personagem mais velha, que por sua vez acaba tendo um envolvimento com o pai dele. Uma garota de 13 anos gosta de um homem, que se apaixona por uma jornalista, que por sua vez ama outro &#8211; exatamente como nos versos da <em><strong>Quadrilha</strong></em>, de <strong>Drummond</strong>. Outra personagem transa com muitos homens em busca de uma sensação especial.</p>
<p>Os atores <strong>Paulo José</strong>, <strong>Antonio Medeiros</strong>, <strong>Simone Spoladore</strong>, <strong>Leonardo Medeiros</strong>,  <strong>André Frateschi</strong>, <strong>Maria Luisa Mendonça</strong>, <strong>Leandra Leal</strong>, <strong>Jorge Emil</strong>, <strong>Daniela Piepszyk </strong>e <strong>Emilio di Biasi</strong> interpretam personagens que, para além da insoloção causada pelo desejo de&#8230;, carregam uma solidão que reflete na cidade vazia. Eles têm uma sintonia com o lugar onde vivem. Esse lugar é Brasília, uma locação certeira para revelar o vazio existencial e a singularidade de cada um. As referências de <em><strong>Insolação</strong></em>, segundo os realizadores, vêm de escritores russos e poloneses: <strong>Tchecov</strong>, <strong>Gombrowicz</strong>, <strong>Bunin</strong> e <strong>Schulz</strong>, entre outros.</p>
<p>O Andrei, interpretado por Paulo José, pode ser uma escolha para homenagear <strong>Andrei Tarkovski</strong>. Afinal, a referência russa é notável nos nomes dos personagens. Do início ao final de <em><strong>Insolação</strong></em> tem-se a sensação de que Andrei constrói e encena um monólogo, embora interaja com boa parte dos protagonistas. Sua fala é voltada para os outros, para o espectador e para si próprio.</p>
<p>Esse é um filme de símbolos, em muitos momentos inteligível, mas que tem uma estética desconcertante. As texturas, linhas, composições e as belíssimas figuras geométricas que aparecem na fotografia de <strong>Mauro Pinheiro Jr</strong>, sem dúvida, têm a marca e a sofisticação visual de Daniela. O roteiro é marcado pela síntese e valorização do texto. A literatura contemporânea está nele, o que é natural, pois, os roteiristas são jovens escritores, <span><strong>Will Eno</strong> ganhou o <strong>Pulitzer</strong> em 2005 pela peça <em><strong>Thom Pain</strong></em> e <strong>Sam Lipsyte</strong> é autor de três livros (<em><strong>Venus Drive</strong></em>, <em><strong>The Subject Steve</strong></em> e <em><strong>Home Land</strong></em>).</span></p>
<p>Ao final da sessão os espectadores podem ficar divididos entre dois extremos, ou acham o filme  <em>nonsense</em> ou bom porque tem um quê filosófico.</p>
<p><strong><span>Veja o trailer:</span></strong></p>
<p><span><p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/10/06/insolacao/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></span></p>
<p><span><br />
</span></p>
<p><strong><em>Insolação, Daniela Thomas e Felipe Hirsch, 2009.</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2009/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2009.</a></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/13-mostra-de-cinema-de-tiradentes/">Veja a cobertura completa da 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes.</a></p>
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		<title>Hotel Atlântico</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 04:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Galvão</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2970" title="hotelatlantico_festivaldorio" src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2009/10/hotelatlantico_03.jpg" alt="hotelatlantico_festivaldorio" width="490" height="276" /></p>
<p>Adaptação idílica do livro do escritor gaúcho <strong>João Gilberto Noll</strong>, o filme <em><strong>Hotel Atlântico</strong></em>, é uma das produções brasileiras mais bonitas do <a href="http://www.festivaldorio.com.br/site2009/"><strong>Festival do Rio</strong></a>. Com nome homônimo ao da obra e dirigido por <strong>Suzana Amaral</strong>, o <em>road movie</em> nos leva do Sudeste ao Sul. Apesar de suprimir algumas cenas do livro, ela imprime um forte viés existencialista ao seu terceiro longa.</p>
<p>O personagem central é um ator desempregado, interpretado por <strong>Júlio Andrade</strong> (também gaúcho), que despontou no meio cinematográfico depois de participar de outra adaptação literária para as telas, <strong><em>Cão sem dono</em></strong>, de <strong>Beto Brant</strong>, baseado em <em><strong>Até o dia em que o cão morreu</strong></em>, de outro escritor gaúcho, <strong>Daniel Galera</strong>. A linha e o contraste entre a interpretação dos dois personagens é tênue. É como se Júlio carregasse a mesma densidade e características do protagonista do filme de Brant apesar do universo literário de Noll e de Galera serem distintos.</p>
<p>Nesse filme, a vida simples parece deixar o cotidiano extraordinário. O ator busca alguma emoção na sua viagem sem roteiro, sem planos para o futuro e sem pressa. Sua preocupação não é a de se encontrar, ele quer apenas olhar outros lugares e se entregar ao presente. Não há vestígios do passado. O ator, sem nome, entra e sai da vida das pessoas com as quais esbarra. No ônibus para Florianópolis, inicia uma amizade com uma polonesa deprimida e que comete suicídio no meio da viagem. A morte acompanha o protagonista. No Sul, tentam matá-lo. Depois de se safar, chega num vilarejo onde fica um par de dias e, no seu primeiro passeio, presencia uma senhora morrer.</p>
<p>O protagonista parece mergulhar num sonho para não lembrar onde está. A polonesa diz para ele: &#8220;Esquecer pode ser um motivo para viajar&#8221;.Talvez sonhe acordado com paisagens diferentes,  mulheres que desejará e a possibilidade de andar livre.  Antes de saber se tudo não passou de um sonho, a certeza que temos é que assim como  <em><strong>A Hora da Estrela</strong></em> (1985), primeiro longa de Suzana, ficou na memória, Hotel Atlântico também permanecerá.</p>
<p><strong>Trailer:<br />
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<p><a href="http://www.revistamoviola.com/2009/10/05/hotel-atlantico/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p><strong><em>Hotel Atlântico, de Suzana Amaral, 2009.</em></strong></p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/05/tracejado.jpg" alt="" width="500" height="5" /></p>
<p><a href="http://www.revistamoviola.com/festival-do-rio-2009/">Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2009.</a></p>
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