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Duas ou três coisas sobre príncipes


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Publicado em 14 de Abril de 2018

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Esta entrevista com o cineasta Luiz Rosemberg Filho é a continuação de uma conversa iniciada sobre o seu filme Os príncipes durante o último inverno carioca (a parte 1 pode ser lida aqui). Reencontramos o cineasta no início deste outono e, como o calor ainda não deixou a cidade, em vez de café, brindamos com uma taça de vinho branco a nova estação. Desta vez, a trilha sugerida para acompanhar a leitura é St. Louis Blues, de Sidney Bechet – uma melódica dica de nossa amiga Geó Allen, psicanalista e cinéfila.

Moviola – Para você como nasce uma imagem?

Luiz Rosemberg Filho – Na ficção, a imagem nasce na imaginação, depois no papel, em seguida no olhar e, por fim, nas imagens. Mas existe um tipo de fragilidade que nem sempre preenche os insights da direção. Ousaria dizer que criar imagens é de uma extrema solidão quando não se está fazendo TV com o cinema. Não existe uma regra fixa, mas sim muitos desdobramentos poéticos. Não me sinto capaz de descrever matematicamente com precisão o seu processo de intensidades criativas. Todo o meu processo é transitório, pois sou movido por uma certa musicalidade na sua construção. Interiormente vivo uma intimidade indo da História/Política ao pornô, sem o menor constrangimento. Razão pela qual ela se torna viva, sincera e criativa. E é purificação da imoralidade que passa-se da grandeza a nobreza dos chamados estilos cinematográficos. Para mim a imagem é, sim, um sentimento que se torna visível e infinito, dando expressão poética a beleza.

Moviola – Por que na velhice um filme de jovens perdidos? Não seria da sua parte uma visão ressentida?

Rosemberg Numa velhice/pensante se pode tudo! Claro que o meu modo de pensar é diferente da mesmice envelhecida de um Temer, Crivella, Cunha, Dória ou Meirelles. Esses são velhos envelhecidos por fora e por dentro. Não servem como referência, a não ser o da barbárie! E aí já é uma coisa velha/cadavérica. O que vão deixar esses dejetos da nossa má política? Ora, num país tão deformado por que iríamos ter uma juventude rica/pensante? Se o governo não é inteligente por que teríamos uma juventude/vazia criativa? Falamos desses filhos do poder, não é? Essa juventude que vem sendo preparada para ser a pior do Continente. Ela goza em não ser nada e votar, se necessário, em Collor ou Bolsonaro. E é tão pouco preparada que pode até acabar na TV. E chegando lá o que vão fazer? Nada como Angélica ou o Luciano Huck. No máximo representar personagens medíocres dessa nossa fauna tropical. A TV é um vasto almanaque de aberrações.

Moviola – Mas não falta no seu filme Os príncipes um contra-ponto de uma juventude mais atuante?

Rosemberg – Tudo poderia ser diferente se tivéssemos um país democrático, livre e melhor. Acho que Os Príncipes reflete a maioria desocupada da jovem elite do poder. Também não é um filme sobre a resistência, mas sobre a falência da violência como metodologia de vidas vazias. E no vazio quem manda é o horror aliado ao fascismo e as religiões de resultado com tudo acobertado pela mídia. Entretanto existe no filme um espaço dedicado à resistência.

Moviola – Também não por parte dos homens um uso excessivo da violência, sempre muito criticada por você em trabalhos anteriores?

Rosemberg - São fascistas. E não saberia lidar com fascismos e fascistas sem fazer um uso crítico de suas únicas armas. É no horror onde “gozam” e matam! A violência faz parte da educação, formação e religião de fascistas. Não é também o que se vê na política, na comunicação e muito nas relações afetivas? O que é o Temer como “presidente” da república federativa do Brasil? É gente ou um dejeto do capital e da religião? Sempre cercado de velhas múmias, acha-se poderoso capaz de emporcalhar a sua história e a do país sem se sentir diminuído. Mas um dia será julgado pela História e desaparecerá, não? Quem se lembra hoje dos presidentes de 1964?

Moviola – Onde você acha que chegou com uma narrativa sem espaço para a ilusão?

Rosemberg – Como posso eu prever? Ando sem entusiasmo para fazer previsões otimistas. Como ter ilusão num país que volta a ser levado por um novo golpe de Estado, com o poder tomado por uma quadrilha de velhos (ricos e brancos) da política? Que esperança se pode ter? Eu não tenho nenhuma. O país é solar e lindo. Sua classe política um horror. O que se pode esperar do horror? Eu nunca esperei nada. Se fosse mais jovem, iria embora outra vez como fiz nos anos 1970. Fui conhecer não só o mundo diferente do nosso, como o cinema e o saber, que estavam proibidos aqui por homens menores e recalcados que me pediram os direitos autorais do Martins Pena para tentar filmar uma de suas comédias. Pena. Precisa falar mais?

Moviola – No Príncipes você nega os muitos discursos verbais tão comuns nos teus curtas e longas. O filme não cai numa certa pegada naturalista?

Rosemberg – O seguimento narrativo talvez até flerte ao longe com um certo naturalismo, mas não as ideias, as imagens e as interpretações magistrais de todos. Mergulhamos profundamente em muitos universos estranhos. Por exemplo, a família portuguesa. A invasão de propriedades pela demência. Os assassinatos gratuitos, comuns nas periferias das grandes cidades. O país foi transformado num gigantesco laboratório de aberrações desumanas e políticas. Triste. Uma tristeza que mata. Temer conseguiu transformar o país num hospício de perversões.

Moviola - E a postura das mulheres não cai num certo vazio previsível, aquele do cinemão que você tanto critica?

Rosemberg – Se não fossem o que são, possivelmente seriam “belas, recatadas e do lar”. São objetos sofridos de um sistema brabo e destrutível. Hoje são jovens e belas, não é? Mas e amanhã? Vão ser bruxas de filhos e netos sem representatividade alguma, tipo Dória, em Sampa; Crivella, Rio de Janeiro; e Temer, em Brasília. O que se pode esperar humanamente dessa gente?

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Fotos: divulgação

Moviola – Você tinha certeza sobre tudo do roteiro, a filmagem e a montagem?

Rosemberg - Imagina! Trabalho sempre sobre dúvidas. Quem trabalha com certeza são os “filmes” de mercado. Aí vocês me dizem que Losey – que eu sempre amei – fez filmes de mercado que se pagaram. Como é que fica? A resposta é simples: Losey não é Padilha, nem Meirelles. Veja o cinema de um e dos outros dois. Ora, por que o nosso cinema de mercado tem de ser burro? Espetáculo assim a TV já faz com certa qualidade técnica. Falta conteúdo, pensamento reflexão… mas tecnicamente se defendem, não? Que se deixe a ganância e a mentira com os muitos que só praticam a pequena política, infelizmente dos interesses privados sobrepostos aos da maioria da população.

Moviola – Como trabalhar com o ator a construção e a compreensão da personagem que ele vai representar?

Rosemberg - O ideal é que chegue ao grupo e ao personagem esvaziado de poder. O poder idiota que o faz acreditar de que é gênio, e não um ser humano diferente que precisa descobrir em si tanto a potência enlouquecida de Macbeth como Abelardo I de Oswald de Andrade. Quanto mais instantes de amadurecimento for estudando, trocando, sentindo e vivendo mais talento terá para interpretar seja lá o que for. Interpretar bem ultrapassa cansaços, medos, afirmações, certezas e vazios. Muitos são os fantasmas que habitam a sua solidão no encontro da razão. Como bem dizia Louis Jouvet: “É preciso partir do realismo, mas de modo sublime. É necessário fazê-lo evaporar para que ele atinja o geral e, assim, o espiritual”. O ator e o personagem dialogam sempre no lado avesso das certezas. O bom ator vai sempre representar as dúvidas.

Moviola - O uso despudorado do corpo e do sexo em Os Príncipes não é submetido a uma previsibilidade comum no mercado, que você também tanto critica?

Rosemberg – Nunca vi o cinema como uma caixa registradora. Criar interpretações ousadas ou fazer imagens diferentes foi sempre o que eu persegui, e sigo perseguindo. Busquei sempre um estranhamento em tudo. Nunca quis ilustrar uma história com princípio, meio e fim. Tem isso, mas num labirinto de caminhos, encontros e desencontros. E imagina que trabalhar com escultores como Alexandre Dacosta, Otavio Terceiro, Patrícia Nidermeier, Orã… Ana Abbott, Jorge Caetano, Cris Mayrink, Tonico Pereira é criar com jóias raras e preciosas pois são feitos de sonhos. O trabalho feito com eles foi o possível e com empenho visceral de todos.

Moviola – A irresponsabilidade das personagens não passa de certo modo uma expansão viva do sadismo acomodado sobre o discurso político?

Rosemberg – Não é o que se vive hoje no mundo, e muito aqui? O aumento avassalador dos impostos, a roubalheira política, as malas de dinheiro, o deslavado entreguismo, os discursos vazios, os impostos altos, a fome, a miséria… não é isso? A mídia trabalha compulsivamente para que aceitemos o sadismo acomodado sobre a política. É o Luciano Huck, a Fátima Bernardes, o Faustão, o Ratinho, a baixa programação religiosa, etc. Buscam nos acomodar na passividade frente a tudo e todos. Até as guerras pela TV virão espetáculo de aceitação com direito a pipoca e Coca-Cola. Triste momento da história das Nações.

Moviola – Como é essa sua má relação com os festivais de cinema?

Rosemberg – Os festivais, permita-me usar Barthes, “são o tédio dos discursos previsíveis”. O seu êxtase é uma espécie de escancaração de egos rejeitados pelo discurso amoroso mais que necessário a sobrevivência da inteligência. Sendo que o ápice é nos jogar uns contra os outros, como sempre fez a má crítica cinematográfica num aprofundamento da crueldade. E o possível sofrimento dos não aceitos, é a divinização de um poder idiota sem profundidade alguma. Há um ex-militante dos Panteras Negras que dizia em 1973: “A vida é o desapontamento.” Mas… o cinema não precisa ser isso e pode ir além dos espaços do horror ou das fronteiras da miséria. Durante décadas não me preocupei com isso. Nunca fiz filmes pensando em Cannes, Veneza, Berlin e menos ainda no Oscar para onde o Brasil enviar filmes televisivos. Acontece que o Cavi Borges vem me mostrando a importância desses espaços para o filme chegar melhor colocado no mercado. Como não tenho um contra argumento dialético, aceito. Só uma vez fiquei desapontado com o Festival de Brasília (que rolava grana, e estávamos precisando muito). Pensei que tinha gente lúcida e séria no júri de seleção, mas na verdade não tinha. Então, cortei com todos sem o menor arrependimento. Prefiro pensar e fazer cinema do que perder meu tempo com politicagens de um poder menor e sem força cultural alguma, pois Brasília não é Cannes. Um filme em Cannes pode ser vendido para muitos países. Já os exibidos em Tiradentes, por exemplo, muitas vezes só consegue uma salinha numa sessão de duas da tarde. Triste.

Moviola – E para você o que vem a ser cinema experimental no Brasil? Faz algum sentido?

Rosemberg – Faz. Digamos que, fundamentalmente é um trabalho sobre a linguagem. Uma procura da subjetividade na concretude das ideias. Trabalhar o concreto, tipo Cidade de Deus, é mais fácil e vendável. Já a subjetividade é bem mais difícil. Implica em desobedecer regras e caminhos já aceitos. Nem sempre o que parece se inacessível ao público é um labirinto só de impossibilidades. Meu conceito de experimental é muito amplo. Welles sempre foi experimental, mas Kazan não. Godard tem a paixão pela experimentação, Trufaut não. Glauber é uma referência da experimentação. Ruy Guerra não. Kubrick foi sempre um inquietante experimentador. Losey não. Resnais é um erudito experimentador, Antonioni e Visconti, que eu amo, não. No entanto, todos foram e são fundamentais para que o cinema não se tornasse descartável e menor. Contribuíram cada um a seu modo para que o cinema fosse a preciosidade que é para o pensamento de muitos ofícios ligados ao saber e a criação. Ou seja, o filme não precisa ser só experimental ou mesmo de mercado para ser bom. Ele tem de ter alguma ousadia para não ser filho da TV. Não ser comum ou descartável como as ridículas comédias da Globo Filmes. É fácil de se faturar com a idiotização dos espectadores, não? Hollywood não foi sempre isso? Prefiro o cinema do Bela Tarr ou do Pasolini. Do João Moreira Salles ou da Petra Costa. Experimentação é um amplo estado de paixão e liberdade no cinema e na vida.

Moviola – E a política como entra na tua vida?

Rosemberg – Tivemos pais super simpáticos ao partidão, mas nenhum dos filhos quis entrar ou trabalhar para o partido. Eu mesmo nunca acreditei nos nossos frágeis partidos políticos. Passei pelo CPC da UNE onde conheci o Vianinha, o Coutinho, o Armando Costa, o Jabor e tantos outros. Eu queria no CPC trabalhar um teatro brasileiro popular clássico, modernizado. Não foi possível e quem me explicou essa impossibilidade foi o Leon Hirszman. A ideia dominante era um teatro popular imediato com os problemas do momento. Fui ficando até 64, quando botaram fogo na UNE, na praia do Flamengo. Fui trabalhar como jornalista numa agência de notícias e dela fui para o Instituto Nacional do Cinema e depois para as colagens e o cinema.

Dizem que meus filmes e eu, somos políticos. Não é verdade. Sou mais existencialista flertando com o anarquismo. A política volta e meia se torna um baixo nível, como agora. A vida não. Posso até ter um ou outro filme político, mas me interessa mais redescobrir um sentido criativo, pensado e amoroso para a vida.

Moviola – Voltando ao Príncipes. E se o público não entender ou gostar?

Rosemberg - Eu não fiz o filme da minha vida. Fiz o filme possível com o rigor e a ousadia de todos os atores e técnicos. Não vivo de um culto rasteiro ao cinema, e sim a vida, ao prazer, aos encontros e ao gozo/gozar que acabou virando um curta que eu amo muito e tema doce e ousada Luciana Froes. O cinema pelo cinema morre nele mesmo. O que é pouco. Eu sempre gostei do lado proibido do ser humano e das personagens. Proibições que dão o maior prazer aos sonhos e a realidade, e, uma vez questionadas, tornam-se extraordinários do ponto de vista da criação.

Moviola – Como foi dramatizar com os atores o vazio de vidas sem um imaginário criativo com diferenças, utopias ou reviravoltas?

Rosemberg – Na verdade é uma volta ao perdido Balada da Página 3, aos Cafajestes e a juventude vazia e traumatizada de todos nós. A ditadura de 1964 foi uma vergonha pior que a Retirada da Laguna lá no passado. A de 2016 consegue ser ainda pior. Há uma entrega e prostituição do país dessa vez.

Os atores foram divinos. Ousaram se desnudar por dentro e por fora numa espécie de descontinuidade dos encontros e movimentos.

Moviola – Por vezes o roteiro e, possivelmente, o filme não passa uma certa previsibilidade de ausência de contradições?

Rosemberg – Acho isso bom, pois não trabalhamos sobre certezas, mas sim sobre dúvidas escabrosas. A possível grandeza do filme é ser procurado, não achado. Fomos pelos lados inacessíveis do sagrado e do infinito. Demos espiritualidade a negação, ao proibido, a fraqueza, ao medo, a dor, a fragilidade, a carnificina anti-espetacular.

Moviola – A violência não acaba sendo uma espécie de recurso previsível?

Rosemberg – O que sei é que abandono o discurso verboso infinito e me jogo numa espécie de saturação do horror. O atual poder político de Brasília à Crivella não é um show de horrores? Nunca imaginei que poderia se viver isso outra vez. Viver o horror aos 70 anos é bem diferente de quando temos 20 ou 30. Dói na alma. Perde-se o sonhar. Certas elites do poder matam toda e qualquer fantasia. Isso pode interessar ao capital, à religião, mas nunca a poesia. A poesia requer desafios.

Moviola – Você colocaria Os Príncipes no movimento de uma contracultura?

Rosemberg – Acredite, nunca me interessei em me vincular a partidos, religiões ou movimentos políticos, existenciais ou culturais. Viver é militar no desejo/gozo e não nos artifícios do sucesso, da fama ou da produção para o mercado. Quem necessita de rótulos é a ignorância tão trabalhada pela TV e pelas religiões para castrar o imaginário e a poesia. O cinema, por sua vez, é um grande mosaico de sonhos vivos e vividos. E se possível, sonhos proibidos com a exclusão da moralidade conservadora. Se sabemos que vamos um dia partir, não seria mais interessante ousar, gozar, amar, imaginar, tocar, sentir, dançar, sonhar, beber… Fiquemos por aí.

Moviola – E no final do filme, alguma surpresa?

Rosemberg – É sempre um confronto com a imaginação. Os personagens masculinos eram para ter virado ratos andando na maquete de uma cidade. Mas já o são, não é? Passam o tempo todo num machismo que lembra muito todo o governo golpista, vivendo uma multiplicidade de facetas vulgares e desumanas. Sem nenhuma sofisticação, como os personagens que ganham vida na obra de Sade e Pasolini, popularizam agressões, medos, disciplinas fascistas e, por fim, o que disse o cientista Oppenheimer em 1947: “Eu me tornei a morte, o destruidor de mundos”. Se o reducionismo criminoso passa como imagem e fala, produz-se um florescimento jovem de resistências infinitas, poéticas e solares.

Moviola – A morte te assusta?

Rosemberg – Se disser que não estarei mentido. Sofri muito com a morte dos meus pais e mesmo com a do meu cão chamado Calibãn – nome tirado de um personagem de Shakespeare. Ainda gostaria de ler muitos livros que não li e fazer muitos filmes. Gostaria de ter mais tempo para pensar e no momento de partir deixar o país menos ruim do que agora. Queiram ou não o Brasil é um Continente, e não uma republiqueta de fanáticos e falsos moralistas religiosos. Mas a morte interrompe tudo e todos. Como não acredito numa outra vida para mim é: morreu, enterrou e acabou. Sei que vou deixar alguns queridos amigos sofrendo, e isso me angustia. Já suportamos a angústia de se viver num país solar, condenado a só se pensar a fome, a dor e a morte. Não seria melhor sonhar, viver e gozar? Eu disse gozar e não rezar!

Moviola E o cinema brasileiro?

Rosemberg Não sou dos tais que gosta de tudo. Nunca fui cinéfilo, pois sempre achei que cinefilia e primarismo são sinônimos. Gosto de muito pouca coisa. Acabei de ver e amar No Intenso Agora, de João Moreira Salles. Gosto mais dos documentários que das ficções, pois as acho muito fracas. Não são mais filmes para o cinema, e sim para logo passarem na TV. Tirando a Ana Carolina, o Santeiro, o Joel Yamaji, o Ruy Guerra, o Nelson Pereira e o Eduardo Escorel quem se destaca na ficção? Os fascistas do cinema de mercado? Mas tem aí uma nova geração com Priscyla Betin, Renato Coelho, Caio Lazaneo, Renata Saraceni, Thiago Mendonça, Eduardo Nunes, Duda Las Casas, Isabel Lacerda, Clarissa Moebus, Julhia Quadros, Cavi Borges, Joaquim Castro, Ana Nogueira, Daniel Tonacci, Rod Carvalho, Zeca Brito, Cauê Oliveira, etc. Quero crer que são pérolas negras em formação. Vamos ver se fogem da geometria do capital pelo capital. Mas… amei Unicórnio, Pendular e Quebranto que são ficções interessantes pela ousadia na ficção. Se deixarem o cinema brasileiro vai ser o maior e melhor do mundo. Mas até agora não permitiram.

Moviola – Bem, nossas taças estão vazias e concluo que você é o não cinéfilo que mais ver filmes. Bravo. Até o próximo encontro.

Rosemberg – (risos) Até logo.

Teaser do filme



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