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O Paraguay é aqui


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Publicado em 17 de Outubro de 2016

guerra-paraguay

 

Domingo, 17h, Copacabana. Foi nesse final tarde solar que encontramos o cineasta Luiz Rosemberg Filho. Pudemos ver seu novo longa  A Guerra do Paraguay. Antes, a sessão foi aberta com o curta Gozo/Gozar, outra recente produção. A diversão de ver um curta antes de um longa perdeu-se nos cinemas brasileiros, o que só podemos lamentar. Depois de conferirmos os dois filmes, pudemos conversar sobre este Paraguay e o diálogo entre presente e o passado – geniosamente construído pelo cineasta. Este Paraguay é o agora. Ele nos apresenta mais do que lampejos de Walter Benjamin e Bertold Brecht.

 

 

“Nossa geração teve de pagar para saber, pois a sua única imagem que irá deixar é a de uma geração vencida. Será este o seu legado aos que virão.”

Walter Benjamin / Sobre o conceito de história, 1940

 

Moviola – Pode um filme de uma das guerras mais criminosas do continente sem batalhas, assassinatos, mortes e barbárie? Em essência sobre o que tenta falar A Guerra do Paraguay?

Rosemberg – Eu não quis obedecer a cartilha de corpos vitoriosos chamados de heróis. Como “incivilizados” podem ser heróis? Tanto rejeitamos a deus como ao diabo. Estou de saco cheio desse nosso fascismo vendido como bem-intencionado, como se isso fosse possível! Fomos profetizar nossos irreconhecíveis demônios numa crença poética de uma história não-oficial e, portanto, livre e levemente bem-humorada. Uma vez mais volto a uma narrativa teatral falando da guerra como êxtase da imbecilidade humana. Então, é um teatro esvaziado de tudo que seja espetáculo, inutilidade ou vazio. E a carroça é infelizmente a melhor imagem desse nosso país.

Moviola –  Onde estão os ensanguentados e cadáveres da história dessa guerra tão cheia de falsos heroísmos e covardia?

Rosemberg – Bem, fizemos o filme possível sem grana alguma do governo que vive para alimentar filmes televisivos idiotas, e as marmeladas culturais e econômicas das multinacionais que não são muito diferentes. Volto ao Jardim das Espumas assumidamente mais tranquilo e maduro. Escolhi a Guerra do Paraguai como um ponto de partida para falar do nosso homem primitivo utilizado como objeto descartável. O seu lado espetáculo e os tantos excessos de uma guerra que são todas iguais na barbárie, estão descartados. Não fui cafetinar o horror como espetáculo fácil! Fomos por outros caminhos. Os ensanguentados e cadáveres estão na triste história do nosso império! Talvez até ganhem mais corpo em estarem ausentes das imagens, pois tornam-se ausências positivas. Vemos todos os dias corpos ensanguentados, famintos e sofridos na TV, e nada fazemos! Criou-se a cultura da passividade, do embuste e do medo. O interino não vive aí ameaçando a tudo e a todos? As guerras viraram show televisivo da sala de jantar! Duro.

Moviola – Como ignorar no filme em questão, a ausência dos nossos soldados negros que morriam aos borbotões na esperança de se livrarem da escravidão?

Rosemberg – Quando cheguei na ideia da guerra, pensei numa coisa mais ampla. Mas o problema de se trabalhar sem dinheiro vai filtrando a história, a imaginação e limitando o processo criativo. Ao filmar, trabalhei com pessoas muito próximas, amigas, queridas e uma vez mais na “lona”. O que está impresso nas imagens foi o que deu para fazer trabalhando a barbárie mais nas palavras do que nas imagens. Sinto também essa falta, mas acho que as qualidades do filme e a ousadia de todos levam o trabalho a uma leitura viva da história tão sombreada pelas mentiras e esquecimentos. A questão da ausência dos soldados negros provém mesmo da falta de grana! Eu sempre soube que se filmasse esse roteiro, seria sem dinheiro algum. Enfim, fizemos o filme possível buscando uma vez mais uma transcendência da mesmice de filmes idiotas que estão na moda Temer: um cinema de classe média, até politicamente correto, mas esteticamente muito pobre. Mais próximo da TV que do cinema propriamente dito.

Moviola – Mas você acha que se pode entender no filme, o Brasil como um país opressor?

Rosemberg – Artaud dizia que “toda linguagem verdadeira era incompreensível”. Logo, o pensamento da ordem é sim delirante e imbecil. Claro que a potência desse discurso passa de algum modo. Mas muito cautelosamente utilizando um certo bom humor. Não queríamos o bode como referência de um procedimento professoral. Dar imaginação e força a ordem é torná-la ainda mais primitiva e opressora. Ora, a morte e a humilhação não tornaram uma boa mercadoria para a mídia no nosso tempo? A mídia baba com as aberrações, escândalos e barbárie. É onde ela vai gozar!

Moviola – E onde fica a história manchada de lama e sangue se tudo é muito belo como paisagem e imagem?

Rosemberg – Que se tente ir além delas! O que se fala está, sim, em oposição ao belo pelo belo. E o filme abre com as lindas e boas atrizes puxando a carroça Brasil, pesada com muitas dificuldades e dores. São as bacantes do tempo presente, sem a cafetinagem da miséria. Uma soma de convulsões e angustias abre e fecha o filme, não é? Não era preciso tortura, crucificações, sangue ou mortes! A própria agonia da dura sobrevivência queima o nosso olhar. Só que sem espetáculo ou manipulação alguma. Tentamos desafiar e problematizar o horror das guerras e não das imagens. Não fomos cafetinar o espetáculo, a lama, o sangue e a religião. A TV faz melhor isso. Foi inventada para isso, para alienar o coletivo.

Moviola – É possível a partir desse seu novo filme se afirmar e entender que o império foi o culpado de tudo?

Rosemberg – Império ou República são só rótulos ou modelos falidos. Culpar também é fácil. Queríamos fugir do discurso acadêmico do certo e do errado. Fomos por uma avaliação de um jogo teatral problematizado pela fala. Claro que não chegamos ao genial discurso e postura do Mãe Coragem, do Brecht. Mas o atravessamos numa experiência limite de combinações e afetos. Sem dinheiro algum foi o máximo onde conseguimos chegar. Na estranheza das tantas análises possíveis, o Império é, sim, defendido por uma cômica ordem demencial do pequeno homem fardado, muito bem defendido por Alexandre Dacosta.

Moviola – Mas essa “desrealização” de uma história oficial pode ser entendida?

Rosemberg – Num primeiro momento pensei em continuar rodando tudo na escuridão de uma noite, filmando nos limites do intransponível. O Cavi me disse que seria mais fácil do ponto de vista da produção rodar a luz do dia numa paisagem aberta, pois não teríamos como novamente alugarmos um teatro. Pensei, topei e fizemos o melhor possível num tempo recorde. Não sei se dá para a história ser entendida como eu gostaria, mas pensada sim! Uma certa dificuldade ou estranheza pode fazer o público evoluir da TV para a história. Vamos acreditar nisso. O público pode e deve ser melhor tratado que diante de “E aí comeu XXIV?”. O cinema tem essa obrigação de não ser simplório como a TV. Sim, pode fazer o público, em qualquer quantidade, viver um caminho mais livre para o conhecimento. Ser mais prazeroso como análise das nossas muitas contradições. Ser vida e não morte. Ser criativo e não idiota passivo diante das asneiras da classe dominante – que são infindáveis!

Moviola – Paul Valéry que você gosta, dizia que “também o futuro não é mais o que era.” Pode-se aproximar essa “Guerra Maldita” (aliás, um ótimo livro de Francisco Doratioto editado pela Companhia das Letras) de Birkenau ou Auschwitz ou mesmo do Vietnã ?

Rosemberg – Valéry equivale a uma riqueza infindável com seus pensamentos e textos. Estou sempre voltando as suas ideias. Seu brilho não repousa em certezas, mas sim em dúvidas mobilizadoras. Invejo a sua sabedoria poética ilimitada. Afirmar que “o futuro não é mais o que era” é inscrever o tempo num ângulo mais complexo. Quanto as guerras, todas são alimentadas pelos muitos horrores do homem dito “civilizado”. Quantos não perdem tudo, quantos não ficam loucos, quanto não são os mortos? Alimentar essa besta faz algum sentido? No entanto, as guerras continuam. O homem sabe mais facilmente matar que amar. Faz da morte e da barbárie a sua identidade maldita. Os evangélicos, golpistas e muitos políticos não pregam uma volta ao passado? Vivem disso e ganham com isso chavecando o nome de Deus. Todas as guerras são iguais e o predomínio é da barbárie. Triste mundo. O homem não aprendeu nada com a história. Foi induzido a acreditar nesses tantos “senhores” que falam em nome de Deus e do Capital!

Moviola – Uma curiosidade: se não se obedecesse numa guerra a sagrada ordem militar de avançar, invadir e matar, o que aconteceria?

Rosemberg – Acho que a melhor resposta é o silêncio. Não saberia te responder. Colocar uma farda tem sua importância, mas nunca me disse grande coisa. Por que uma farda seria superior a um bom médico, ou a um filósofo? Karl Kraus com muita propriedade dizia: “Crianças brincam de soldado. Isso faz sentido. Mas por que soldados brincam de criança?” E completaria com Platão em italiano mesmo que diz: “Di tutte la bestie selvagge, l’ignoranza è La piú difficile da trattare.” Infelizmente é por aí a resposta. A farda para mim sempre foi uma espécie de suicídio oficial, pois nas guerras (que nunca se justificam) o ofício é matar ou morrer. Os soldados não veem que existem grandes indústrias lucrando com as guerras? São cobaias das indústrias das guerras. São usados e testados por elas, e não percebem.

Moviola – Você acha que através de um filme como A Guerra do Paraguay, no limiar de um humor muito delicado, se poderia transcender a guerra como necessidade até econômica de certas nações?

Rosemberg – Imagina se o cinema tem essa força. As guerras dão muito lucro, sem taxação alguma, como as religiões de resultado, todas na TV. A indústria da guerra é próspera e alimenta muitos monstros e monstruosidade para as imagens. Agora imagine se o dinheiro gasto em armamentos fosse investido na fome e no saber. Se acabaria com a miséria no mundo. Isto também não se quer. Não rende votos. A miséria humana permite com que se elejam políticos que homenageiam torturadores. O saber interessa menos ainda, pois atrapalha a exploração do homem pelo homem. E é a bancada da bala ao lado da religião que defendem essa exploração, burrificação e espetáculo na TV.

Moviola – Então como eliminar o arcaísmo destrutivo das tantas e tantas guerras de ontem e de hoje? 

Rosemberg – Com uma proximidade maior com o saber, o respeito pela vida e o afeto intensificado como postura e linguagem. Sem descanso amarmos a felicidade, o encontro e o Outro. Seja lá mulher ou homem. Nomearmos todas as imoralidades como pátria amada. Transformarmos o bode da política num exercício de paixões de gozo e de gozar sem renunciarmos a nada. Nus nos oferecermos a natureza e ao silêncio tão ausente de nossas vidas. E, entre lembranças e ausências, a vida sendo criada, amada e vivida para não odiarmos o nosso empobrecido tempo.

Moviola – Você não acha que sem o espetáculo permanente das guerras no cinema e na TV se poderia inverter o seu retumbante processo de alienação?

Rosemberg – Infelizmente as guerras fazem parte do interesse econômico e político das nações. Onde já se viu algum tempo sem guerra? Os seres humanos sempre se reconhecem com mais facilidade numa farda e nas guerras do que numa exaustão amorosa. Aceitar amar e ser amado é muito mais difícil que torturar, invadir, matar e ser condecorado como herói da pátria. Ousaria dizer que tanto a TV como o cinema foram transformados num instrumento militar de ocupação de corações e mentes. Ora, como se interromperia essa necessidade para o poder? A alienação é uma arma na defesa do horror.

Moviola – As duas personagens femininas abrangeriam a importância do ser mulher como um todo?

Rosemberg – Não sei se como um todo, seria muita pretensão. Mas cumprem bem, de certo modo, a presença do teatro e da beleza das duas que são lindas e ótimas atrizes. Deslizam e corroem de certo modo o discurso idiota e vazio da ordem. E o filme leva tudo e todos à exaustão de nunca chegarmos na plenitude dos encontros e dos afetos. Não quis fazer um filme de culto a uma conservação do bode e da violência. Daí a sua tática de manter uma certa leveza como análise das tantas contradições que sabemos das guerras de ontem e de hoje. Não acabamos todos nelas? A política não acaba sendo isso?

Moviola Independência ou Morte, A Batalha dos Guararapes, Quilombos são históricos e grandiosos. Esse seu partindo da Guerra do Paraguai, seria uma resposta bem humorada a eles?

Rosemberg – Felizmente não sou crítico cinematográfico, nem historiador. Mas como homem de cinema parei de me preocupar com o mau cinema, todo ele pensado e feito com a ideologia do mercado. Mas que mercado se o espaço nem nosso é? Por sorte não me deixei contaminar por nenhum deles. Minha visão da história é mais humana, inventiva, criativa e contida pela real falta de condições financeiras. Mas de modo algum passaria por qualquer tipo de espetáculo barato pra enganar o público. Respeito-o sem negar sua ingenuidade manipulada pelo capital, pela religião e pela TV.

Moviola – Bem, não faltaria as personagens de um modo geral, uma certa reinteriorização de subjetividades?

Rosemberg – É um pequeno-grande filme não de certezas, mas de dúvidas e encontros de tempos distintos. Seria idiota da minha parte preencher o tempo com subjetividades que em si levaria o filme para uma discussão sem muito sentido. Me permito achar que foi mais útil trabalharmos discordâncias concretas de tempos que por mais que se evolua, não se consegue eliminar como as tantas e tantas guerras nesse planetinha fantástico, mas administrado pela imoralidade tanto da religião, como da barbárie. Não parece mais grave essa coisificação do homem para a guerra? É o papel belíssimo desempenhado pelo pequeno homem fardado em confronto com Patrícia Niedermeier, Ana Abbott e Chico Dias.

Moviola – Essa sua constante dilatação do tempo de tudo no seu cinema, não o aproxima de certa forma de certas narrativas literárias?

Rosemberg – Sempre fui muito criticado por isso. Por essa dilatação do tempo, das palavras e das imagens. Mas não vejo problema algum nisso. Me fazem pensar filmes onde tudo se dilata na sua construção. Esse nosso A Guerra do Paraguay poderia ser abordado como um filme de aventura, só mostrando a guerra como espetáculo como faz o cinema de Hollywood. Não estou com isso querendo dizer que nego a literatura. Mas penso e uso mais a construção literária do teatro. Adoraria filmar Qorpo-Santo, Brecht, Strindberg, Ibsen, Tchekhov, e por que não Shakespeare? O seu Macbeth foi sempre um sonho filmá-lo. Mas sonhos aqui nunca se realizam, não é? Ainda mais com um governo golpista no poder.

Moviola – Sua mise en scène em nada lembra autores que você diz gostar e defender como Godard, Welles, Antonioni, Visconti …

Rosemberg – Sou muito livre na construção de um filme. Não me inspiro no cinema, mas na vida. Me deixo levar por ela, não fico buscando referências em nada. Talvez um pouco ou muito no teatro. Gosto de ver bons atores/atrizes criando, ou dando expressões aos meus muitos demônios. Me reconheço como anarquista rejeitando tanto a deus como o diabo. Busco a paixão possibilitada pelo olhar, na construção de uma imagem que me revela o êxtase de um bom enquadramento que abrangerá a história do olhar coletivo. E quando surge a palavra ela recorta, sim, a potência eventual da imagem, e introduz o afeto e o entendimento possível a cada um. Como bem afirma Foucault: “Sou um experimentador no sentido de que escrevo para mudar a mim mesmo e não pensar a mesma coisa que antes”. É um pouco por onde vou com meus ótimos atores e equipe.

Moviola – Seus filmes de longa-metragem não foram de certo modo vítimas de um mal entendido?         

Rosemberg – Em termos culturais o país sempre foi dominado, ocupado e atrasado propositalmente. Sempre soubemos que o cinema poderia ir mais fundo e longe. Um país que teve Humberto Mauro, Glauber Rocha, Joaquim Pedro não é uma bosta como possivelmente é o Panamá! Mas de 1964 até hoje, com a burocracia da Ancine, investe-se num cinema frágil e sem significação cultural alguma. A criação da liberdade e do novo segue ameaçando as autoridades incompetentes. Ora, como ser entendido com um cinema como o que fiz e ainda faço? Ainda assim não me vitimo e sigo fazendo.

Moviola – Como é hoje a tua relação com a crítica cinematográfica?

Rosemberg – No passado ainda lia Aristarco, Bazin, Paulo Emílio, Jaime Rodrigues, Zé Lino, Alex Vianni, Santeiro, Maurício Gomes Leite, Jairo Ferreira e mesmo o Muniz Viana. Com a luta desigual no cinema, tenho pouco tempo para me preocupar com a crítica. Não sei se cumprem bem ou mal as suas funções no que toca a uma redescoberta permanente e profunda do cinema. Hoje todo mundo é crítico, todo mundo é cineasta, todo mundo é fotografo, todo mundo é ator/atriz. Será? Se tenho algum tempo sobrando prefiro ler Artaud, Benjamin, Brecht. Acho que me ensinam mais a ser melhor como ser humano e a me superar a cada filme. Eu só espero que a atual crítica seja responsável, profunda e criativa. Se é que se pode exigir alguma coisa do que seja. O país se tornou uma zona de baixo nível político/cultural.

Moviola  – E agora o que fazer depois do casamento e da guerra?

Rosemberg  – Infelizmente o Brasil não deixa espaço para o sonho. Somos movidos pela existência negativa do fim, num confronto permanente com a alienação. É um só lixo ter de conviver com uma sobrevivência difícil e mais burocracias, Ancines, mercado e a ocupação de todos os espaços pelo lixo de fora e de dentro. Continuam não querendo um país pensado, e sim prensado no horror e na fome. Como “renascer” ou sonhar morrendo um pouco a cada dia, sem transcendência alguma? Como se reinventar um cinema verdadeiramente novo sem ousadia, alma ou linguagem? É a escatologia que nos governa de Brasília ao cinema. Ainda assim acabamos de fazer um curta instigante chamado Gozo/Gozar. Não anda faltando isso a história do país?

 

Trailer | A Guerra do Paraguay


Fotos: Acervo Luiz Rosembeg Filho



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