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Far from Men


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Publicado em 13 de Fevereiro de 2016

FarFromMen

Quando um ator tarimbado como Viggo Mortensen encontra um diretor novato e aberto a novas ideias como David Oelhoffen, o que pode acontecer? Além, é claro, da extrema facilidade com que Viggo interpreta em varias línguas, francês, árabe e espanhol, inclusive, o enxugamento do texto e importante. Num filme sobre conflitos no deserto, o diálogo pode muito bem ser economizado e substituído por linguagem corporal. Essa foi a maior contribuição de Mortensen a Far from men.

Depois de The cut (Fatih Akin), filme que não emplacou, novamente um roteiro toma a guerra na Argélia como argumento central. Mortensen faz um professor isolado no deserto, um homem de princípios e ex-capitão de Exército, a quem é confiada a missão de entregar um dissidente argelino para um julgamento tribal. Claro, a Argélia é uma terra de ninguém, por onde frutificam conflitos étnicos e religiosos por todo lado. O homem torna-se prisioneiro do prisioneiro do prisioneiro, e necessita para sobreviver que escolha um dos lados na contenda. Não será o caso de Daru (Viggo) e esse será seu maior obstáculo.

O filme é uma livre adaptação de um conto de Camus, em que apenas a situação e os personagens foram respeitados. E contou com a colaboração de Nick Cave para compor a trilha sonora. Aliás, Cave está cada vez mais se envolvendo em roteiros e cenografias. Vide Lawless e Twenty days on Earth.

Em Far from men, a ideia original era mesmo filmar na Argélia e captar a luz natural do deserto, mas isso se tornou inviável, por questões de segurança. A saída foi rumar para o Marrocos. O filme foi rodado em 8 semanas.

Transportar as estruturas clássicas de um western para um conflito político histórico e real foi uma tarefa que obviamente evidenciou o sentido de obrigação moral e pessoal dos personagens principais. Em tempos de guerra, firmar-se nos seus princípios e valores é uma utopia. Por fim, tudo se resume na constatação de quão difícil e frágil é atingir um sentimento de irmandade.

Um tema sensível e tabu ainda hoje na Franca, a guerra na Argélia lança uma pletora de questões mal resolvidas ainda hoje. O filme ficou pouco tempo em cartaz por lá e também estreou na Argélia. A distribuição mundial esta a cargo da Pathe.

Assista o trailer:

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