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Quem é Nan Goldin?


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Publicado em 22 de Outubro de 2011

“Às vezes eu não sei como me sinto em relação a alguém até fotografá-lo ou fotografá-la. Eu não escolho as pessoas com o objetivo de fotografá-las. Eu fotografo diretamente da minha vida. Estas imagens surgem a partir de relacionamentos, não de observações”[1]. Por certo não foi à toa que Nan Goldin escolheu a declaração acima para fechar o parágrafo inicial da introdução de seu mais conhecido trabalho, o livro The ballad of sexual dependency, de 1986. Se já se tornou um clichê afirmar que é impossível desvincular a vida do artista “X” de sua obra, quando Nan surgiu no cenário artístico norte-americano nos idos dos anos de 1960, com seus vibrantes snapshots, que retratavam amigos, amantes e a própria fotógrafa em momentos de intimidade, esta postura ainda não era tão comum. Com isto não quero dizer que até esta data não havia trabalhos artísticos autobiográficos, apenas que, com o trabalho de Nan, a autoexposição e as ideias de “autenticidade” e “autoconhecimento” por meio de uma obra artística adquirem cores tão intensas que nos dão a ler um fenômeno. Justificado o clichê, vamos a ele. Já que não podemos dissociar a vida de Nan de sua obra, que seja permitido então perguntar: quem é ela?

Nancy Goldin nasce no dia 12 de setembro de 1953, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, em uma família de judeus de classe média. Pouco tempo depois, muda-se com a família para o subúrbio de Boston. É lá que vai passar toda a sua infância e parte da adolescência, até deixar a casa dos pais, aos 14 anos [2]. Antes disto, aos 11, Nan enfrenta a perda da irmã mais velha, Barbara Holly Goldin, que aos 18 anos se deita sobre os trilhos do trem intermunicipal fora de Washington.


Este evento vai marcar toda a vida da fotógrafa. Em 1965, o suicídio de uma adolescente era um tabu, e a família de Nan era, de acordo com a própria artista, “da escola ‘não deixe o vizinho saber’” [3]. Nan era muito próxima a Barbara e, de certa forma, entendia os motivos da irmã. Nas palavras da fotógrafa: “Por conta da época, início dos anos sessenta, as mulheres agressivas e sexualizadas eram ameaçadoras, fora do contexto do comportamento aceitável, além do controle (…). Foi um ato de imenso desejo” [4].

Na semana seguinte ao acontecimento, Nan é seduzida por um homem mais velho. Durante este período de terrível dor e perda, ela também vive o despertar de sua sexualidade. E, a despeito da culpa que sente, torna-se obcecada por seu desejo: “Minha consciência do poder da sexualidade foi definida por estes dois eventos. A exploração e o entendimento das permutações deste poder motivaram a minha vida e o meu trabalho” [5], comenta Nan a respeito daquele tempo.

Assustada por uma previsão feita pelo psiquiatra de Barbara – de que teria o mesmo fim que a irmã dentro de alguns anos –, decide deixar a casa dos pais, como Édipo fugindo do destino descrito pelo Oráculo. Após decidir que a vida em uma família convencional definitivamente não era para ela, passa pelas mãos de algumas famílias adotivas, vai viver nas comunas hippies e começa a frequentar as aulas da Satya Community School, em Lincoln, Massachusetts, uma escola alternativa. Lá conhece os amigos David Armstrong e Suzanne Fletcher, que serão influências e companheiros de jornada pelos próximos anos [6].

Quando Nan completa 18 anos, não comete suicídio; começa a fotografar. Usa a Polaroid que ganhara na escola para registrar cada detalhe de sua vida e da vida de seus amigos. Seduzida pela ideia romântica do artista underground, que é mais criativo quando está sob o efeito de drogas, Nan se torna usuária de heroína [7]. Neste período, também começa a trabalhar como bartender e beber passa a fazer parte de sua rotina. Nan tem medo de “perder” seus momentos devido à falta de consciência proporcionada por algumas drogas, então, fotografa compulsivamente. Mais tarde, contudo, atribui a obsessão pelo registro dos mínimos detalhes de seu cotidiano a uma outra razão:

Eu realmente não me lembro da minha irmã. Durante o processo de deixar a minha família, de me recriar, eu perdi a real memória dela. Eu me lembro da minha versão dela, das coisas que ela dizia, das coisas que ela significava para mim. Mas eu não me lembro do sentido tangível de quem ela era, da presença dela, de como eram os seus olhos, de como era o som da sua voz [8].

Para não ver a lembrança de seus amigos tornar-se opaca, como acontecera com a de sua irmã, Nan os fotografa nas mais diversas situações. A memória se transforma em parte intrínseca de seu trabalho. Como conceitua no livro The Ballad of sexual dependency,

Todos nós contamos histórias que são versões da história – memorizadas, encapsuladas, repetidas, e seguras. A memória real, que estas imagens detonam, é uma invocação da cor, do cheiro, do som e da presença física, da densidade e do sabor da vida. A memória permite um fluxo sem fim de conexões. Histórias podem ser reescritas, a memória, não [9].

Ainda nesta época, Nan Goldin tem contato com aquelas que seriam as suas primeiras referências artísticas. Ela pode ser mais facilmente encontrada nas salas de cinema que exibem os filmes de Andy Warhol e Fellini do que nas salas de aula de sua escola hippie; por vezes, assiste a mais de três filmes no mesmo dia, sempre na companhia do amigo David Armstrong, que lhe apresenta as divas Marilyn Monroe, Susan Hayward, Bette Davis, entre tantas outras. Nan fica fascinada pela fotografia de moda, pelos fotógrafos Baron de Meyer e Cecil Beaton. Mais tarde, entra em contato com as imagens de Guy Bourdin, Helmut Newton e com as Vogues francesas e italianas [10].

Nos anos de 1970, o amigo David Armstrong introduz Nan Goldin à boate The other side, em Boston, e ao mundo das drag queens. Bissexual assumida, ela se apaixona por um travesti e mergulha de cabeça no universo daquelas que mais tarde classificaria como “o terceiro sexo, que faz muito mais sentido do que os outros dois” [11]. Para Nan, as drags são rainhas, e a fotógrafa também se sente uma rainha ao lado delas. Os anos de convivência com as drags rendem uma série de fotografias em P&B, criadas sob um olhar respeitoso, que em 1993 seriam reproduzidas no livro The other side – uma homenagem às suas amigas, “estas magníficas criaturas”, que são capazes de se reinventar. Estas imagens influenciaram profundamente o trabalho da fotógrafa ao longo de toda a sua vida; as diferenças e semelhanças entre os gêneros serão retomados nas mais diversas obras de Nan.

Durante esse período, ela ingressa na Boston School of Fine Arts. Esta transição marca uma mudança no estilo da fotógrafa: até então, Nan só havia fotografado com filmes P&B e usado as fontes de luz disponíveis – com exceção de algumas imagens feitas na boate The other side, nas quais usara flash [12]. A partir do momento em que começa a trabalhar a cor em suas imagens, Nan não volta ao preto e branco. A cor, principalmente a cor viva, passa a ser uma das marcas registradas de sua obra. O uso de positivos associado ao processo fotográfico Cibachrome [13] empresta às fotografias de Nan tintas fortes, uma profunda qualidade de tons, o que coaduna com a intensidade de seu trabalho. A introdução do constante uso do flash, além disto, dá a ela mais liberdade para trabalhar em seus ambientes mais caros: lugares fechados, muitas vezes boates e bares onde Nan e sua “tribo”, como ela costuma chamar seus amigos, encontram-se, iluminados por poucas luzes incandescentes, durante a noite. Nesta mesma época, tem contato com os trabalhos de Diane Arbus, Weegee, Ausgust Sander e Larry Clark – este último influencia profundamente a direção que a fotógrafa dará ao seu trabalho ao longo de sua trajetória. Sobre o livro Tulsa, ela diz:

(…) é o primeiro trabalho que vi de documentação a partir de uma experiência pessoal. Aí eu compreendi que estava fazendo um trabalho importante e completamente intuitivo: eu estava incorporando a tradição do snapshot, do álbum de família, às tradições artísticas da fotografia. Com a minha intuição, eu estava mudando as regras do jogo [14].

No final de 1970, Nan resolve seguir David Armstrong até Nova York. Lá, a fotógrafa documenta anos de festas, uso excessivo de drogas, mas principalmente relacionamentos criados e desfeitos, sempre dentro do círculo de sua vida com seus amigos. “Eu acredito que uma pessoa deva criar sobre aquilo que conhece e falar sobre a sua própria tribo… Você só pode falar com verdadeiro entendimento e empatia sobre a sua experiência” [15], diz ela.

Boa parte destas fotografias virá a integrar a mais conhecida obra de Nan Goldin, a série de slides The ballad of sexual dependency, que posteriormente será lançada como livro, no meio da década de 1980. The ballad é uma sequência de 45 minutos de slides organizada junto com diversas canções, entre as quais I’ll be your mirror, All tomorow’s parties e The ballad of sexual obsession, que originalmente é exibida em diversos clubes de punk rock na cidade de Nova York. Ao longo dos anos posteriores à primeira exibição, Nan vai acrescentando e retirando imagens e músicas; com isto, a obra se transforma. Mesmo assim, a atmosfera de intimidade presente no trabalho original se mantém.

Segundo Nan, o trabalho em The ballad “… lida com a batalha entre a autonomia e a dependência: como você se torna íntima de alguém mantendo a identidade. O consumo emocional é um aspecto das fotos de ‘antes’; o desejo maternal das de depois”[16]. Nesta obra, acompanhamos, entre outros, o relacionamento de Nan e seu namorado Brian dura dois anos e termina com uma quase-tragédia: a fotografia Nan one month after being battered é um autorretrato em que expõe seu rosto machucado; agredida por Brian, por pouco, ela não perde a visão do olho esquerdo. Outra imagem bastante significativa, talvez a mais conhecida da fotógrafa, é Nan and Brian in bed, feita por ela com uma câmera escondida – estas duas imagens serão analisadas posteriormente, na segunda parte deste ensaio.

Em 1986, começa a viajar exibindo The ballad of sexual dependency. O trabalho é visto nos festivais de cinema de Berlim e Edimburgo. A esta altura, a fotógrafa tem suas obras exibidas em mostras nos principais museus e centros culturais dos Estados Unidos, entre os quais o Museum of Modern Art e o Whitney Museum of American Art, ambos em Nova York. É neste ano também que ela ganha seu primeiro prêmio, o Englehard Award, concedido pelo Institute of Contemporary Art in Boston [17].

Mas em 1988, as drogas levam a fotógrafa a uma clínica de desintoxição. Nan carrega o livro The ballad até a clínica, bem como a sua Leica M6, mas, além de não poder guardar o livro consigo, pela primeira vez, ela não tem permissão para fotografar [18]. As imagens de Nan não podem “salvá-la”, como haviam feito em outros momentos de sua vida.

Dois meses depois, ainda na clínica, Nan recebe a sua câmera de volta. Calca a sua recuperação, que dura seis meses, em uma série de autorretratos, e descobre a luz do dia: “O mundo se abriu para mim depois de 1988. Tomei consciência da luz natural. Percebi, depois de 15 anos de profissão, que a luz afeta e transforma a cor” [19].

Neste período, Nan começa a perder grande parte de seus amigos, vítimas de aids, uma doença ainda nova na época. Talvez uma das perdas mais significativas tenha sido a da atriz e novelista Dorothy “Cookie” Mueller, que conhecera em 1976. The Cookie Portfolio é uma série de 15 retratos de Cookie feitos desde o ano de 1976, em festas e eventos sociais, até o ano de 1989, marcado pelo funeral da amiga – a cerimônia do funeral é registrada por Nan [20]. Nos anos seguintes, ela segue fotografando seu círculo de amigos, vários deles à esta época já infectados pelo HIV. Muitas dessas imagens são incorporadas ao trabalho The ballad of sexual dependency. Ela também as exibe em diversas mostras nos Estados Unidos e em outros países.

Em 1991, Nan deixa os Estados Unidos para morar Berlim por um ano. A mudança é proporcionada por um programa da organização Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), que leva artistas à capital alemã, mas também pelo estágio avançado da doença de um de seus melhores amigos, Alf Bold, que está morrendo de aids:

Foi na mesma época em que também morreu de aids o meu marchand parisiense Guilles. Ele tinha a galeria mais radical da cidade. Ele não disse a ninguém na Europa que tinha aids, porque a atitude aqui era muito diferente da que havia nos Estados Unidos. Não havia ACT UP em Paris, e em 1993 a cidade lembrava os Estados Unidos nos anos 1950. Agora isso mudou, mas naquele tempo as pessoas na Europa me diziam: ‘Oh, nós não precisamos de ACT UP. Temos hospitais muito bons’ [21].

A partir desta data, recaídas e novas internações em clínicas serão entremeadas por passagens pelo underground de grandes cidades como Paris, Londres e Bangkok [22].

Em 1994, Nan Goldin e David Armstrong publicam o livro A double life. Composto por fotografias feitas por Nan e por David, o livro aborda os diferentes estilos dos artistas ao fotografarem as mesmas pessoas e conta, inclusive, com retratos feitos um do outro. Em 1995, uma mostra chamada Boston School exibe, no Institute of Contemporary Art in Boston, trabalhos de Nan Goldin, David Armstrong e dos fotógrafos e amigos Philip-Lorca DiCorcia, Mark Morrisroe, Jack Pierson, entre outros. Ainda em 1995, Nan publica o livro Tokyo love, resultado de um trabalho conjunto com o fotógrafo japonês Nobuyoshi Araki [23].

Em 1996, o Whitney Museum of American Art faz uma retrospectiva do trabalho de Nan chamada I’ll be your mirror, que também é lançada em livro. A mostra é composta por fotografias de todos os momentos da carreira da fotógrafa e engloba, inclusive, a última versão da sequência de slides The ballad of sexual dependency. I’ll be your mirror também dará título a um documentário produzido pela BBC e co-dirigido por Nan Goldin e Edmund Coulhart [24]. Mais tarde, ela ainda irá se aventurar na produção de outro documentário, chamado Ballad at Morgue, que só será exibido na cidade de Turim, na Itália. O filme conta a história do casal Aurele e Joana, amigos da fotógrafa – ele portador de HIV e ela, não.

Na metade da década de 1990, a natureza começa a aparecer nas fotografias de Nan. Ela não abandona seus retratos e autorretratos, mas rios e árvores também podem ser vistos nestas novas imagens, bem como a luz natural, que a fotógrafa conhecera ao ser internada pela primeira vez. Até a próxima década, ainda, dedicará parte de sua atenção às paisagens [25]. Mas estas imagens não são exatamente leves e contemplativas; nelas também está presente a intensidade que permeia os outros trabalhos dela. Sempre destacando a cor como elemento primordial em seus registros, ela exibe agora paisagens tão belas quanto dramáticas – a melancolia de um vulcão nos é passada por seus profundos tons azuis e lilases mesclados ao céu; o suicídio de Phillip, amigo de Nan, parece estar contido nas densas nuvens cor-de-laranja no céu no dia da morte dele.


As imagens desta fase também retratam crianças, geralmente filhos das famílias de seus amigos, bem como a sua própria família de Nan – não a que ela escolhera ao tornar-se adolescente, mas aquela de onde viera. Na série First love, por exemplo, a fotógrafa exibe imagens de seu sobrinho Simon com sua namorada, Jessica. A água, elemento também fundamental no seu trabalho, deixa de habitar banheiras para ser representada em piscinas ou no próprio mar [26].

Em 2002, Nan machuca seriamente uma das mãos ao cair em uma piscina vazia no set do filme Monsoon Wedding, de Mira Nair, em Nova Délhi, na Índia. A fotógrafa é submetida a uma cirurgia, mas perde um pouco da facilidade de manejo da mão ferida [27].

O livro The devil’s playground, publicado em 2003, é uma profunda retrospectiva de sua carreira desde os primeiros trabalhos em Boston, que conta com textos de autores como Nick Cave e Leonard Cohen. Neste mesmo ano, sua série de slides Heartbeat, composta de 245 imagens embaladas por uma trilha sonora criada pela cantora Björk, é exibida pela primeira vez na Matthew Marks Gallery, em Nova York, após ser vista em museus de Paris, Londres, Madri, Porto, Turim e Varsóvia, dentro da exposição Still on earth. Na ocasião, a galeria nova-iorquina também exibe 45 novas fotografia feitas por Nan na Europa ao longo dos dois últimos anos [28].

Em 2006, a Matthew Marks abre a exposição Chasing a ghost, que conta com algumas das paisagens fotografadas por ela, mas que tem como principal atração a Sisters, saints and sibyls. O trabalho multimídia de 39 minutos, exibido em três telas de vídeo diferentes, mostra tanto fotos still quanto imagens em movimento, acompanhadas pela narração da própria artista e com trilha sonora selecionada por ela. Na obra, Nan relaciona a história de Santa Barbara à de sua irmã Barbara [20].

Atualmente, Nan Goldin segue fotografando e dá aulas em Harvard. Continua exibindo o seu trabalho em diversas mostras pelo mundo, é representada por agentes da Matthew Marks Gallery e fã dos filmes de John Cassavetes, dos cinemas polonês e russo. Em 2007 foi agraciada com o Hassleblad Award. A respeito dos novos olhares sobre seus amigos, amantes, sua família e as mais diversas paisagens, diz: “Meu trabalho muda como eu mudo. Eu acho que o trabalho de um artista tem que mudar, caso contrário, você se torna uma réplica de si mesmo” [30].

Bibliografia

[1] GOLDIN, Nan. The ballad of sexual dependency. New York: Aperture Foundation, 1986. P. 06.

[2] LEONZINI, Nessia. Nan Goldin 20 anos de balada. São Paulo: Centro Cultural Alumni, 1996. Magníficas criaturas.

[3] Ibid, op. cit., Entrevista.

[4] GOLDIN, op. cit., p. 08.

[5] Ibid, op. cit., p. 09.

[6] BRAIN-JUICE. The best biographies for the 20th century art, film, history, literature and music. Disponível em: http://www.brain-juice.com/cgi-bin/show_bio.cgi?p_id=88. Acessado em: 3/10/2007.

[7] LEONZINI, op. cit., Entrevista.

[8] GOLDIN, op. cit., p. 09.

[9] Ibid, op. cit., p. 06.

[10] LEONZINI, op. cit., Entrevista.

[11] Ibid, op. cit., Magníficas criaturas.

[12] BRAIN-JUICE, op. cit.

[13] Cibachrome, ou Ilfochrome, é um método de impressão realizado diretamente a partir de slides – sem que seja necessário o uso de um internegativo. Em outros métodos semelhantes, como o Type R, oferecido pela Kodak, pela Fuji, entre outras, os corantes estão presentes na química e interagem com o revelador para formar as cores da imagem no papel; já no Ilfochrome, os corantes são criados na própria emulsão do papel e eliminados durante o processo de revelação. Estes corantes se chamam AZO e são conhecidos por sua excepcional estabilidade. Ao serem incorporados à emulsão do papel, agem como um escudo que impede que a luz “se espalhe” e, assim, garantem uma maior qualidade da imagem e cores mais saturadas.

[14] LEONZINI, op. cit., Entrevista.

[15] BRAIN-JUICE, op. cit.

[16] LEONZINI, op. cit., Entrevista.

[17] ARTNET. Nan Goldin. Disponível em: http://www.artnet.com/artist/7135/nan-goldin.html. Acessado em: 03/10/2007.

[18] BRAIN-JUICE, op. cit.

[19] LEONZINI, op. cit., Entrevista.

[20] BRAIN-JUICE, op. cit.

[21] ARTMIX. I was born with a feminist heart. Nan Goldin interviewed by Adam Mazur and Paulina Skirgajłło-Krajewska. Disponível em: http://free.art.pl/artmix/archiw_5/0303ampskngeng.html. Acessado em: 3/10/2007.

[22] TEIXEIRA, Virna. Sobrevivendo no playground do inferno: os portraits de Nan Goldin. São Paulo: Literatura e arte no plural – Cronópios, 2005. Disponível em: http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=465. Acessado em: 3/10/2007.

[23] BRAIN-JUICE, op. cit.

[24] Em uma entrevista concedida à curadora Kathy High, Nan Goldin fala sobre o seu descontentamento em relação ao resultado deste filme. Nan teve muitos problemas para lidar com a co-direção de Edmund Coulhart, uma vez que ele não compartilhava o mesmo olhar sobre o seu trabalho: REEL NEW YORK. Interview with Nan Goldin, I’ll be your mirror. Disponível em: http://www.thirteen.org/reelny/previous_seasons/reelnewyork2/i-goldin.html. Acessado em: 3/10/2007.

[25] TEIXEIRA, op. cit.

[26] TEIXEIRA, op. cit.

[27] BRAIN-JUICE, op. cit.

[28] MATTHEW MARKS GALLERY. Matthew Marks is pleased to announce Goldin: Heartbeat, next exhibition at his gallery at 522 West 22nd Street. ARTNET. Disponível em: http://www.artnet.com/ag/fineartthumbnails.asp?gid=706&cid=21332. Acessado em: 3/10/2007.

[29] Segundo a lenda, Santa Barbara era tão linda, que seu pai, Dióscoro, achou por bem trancá-la em uma torre. Pagão, ele entregou a filha ao tribunal quando ela descobriu a fé cristã e tentou fugir de seu encalço. Santa Bárbara foi condenada a ser exibida nua por todo o país – provavelmente o Egito ou a Antioquia. Deus, porém, se compadeceu de sua sorte e a vestiu com um suntuoso manto. Mesmo assim, ela sofreu toda sorte de suplícios: foi queimada com grandes tochas e teve os seios cortados. Por fim, foi executada pelo próprio pai, que lhe cortou a cabeça com uma espada. Logo após a sua morte, um raio fulminou seu assassino. É por isto que Santa Bárbara é invocada, nas tempestades, contra os raios: STENDER, Oriane. Chasing the dragon. ARTNET. Disponível em: http://www.artnet.com/magazineus/features/stender/stender3-31-06.asp. Acessado em: 3/10/2007.

[30] BRAIN-JUICE, op. cit.



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