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O caçador de Trolls


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Publicado em 13 de Outubro de 2011

O caçador de Trolls, Noruega, 2010, André Ovredal

Menos divulgado que  Attack the Block, O Caçador de Trolls (Trolljegeren),  produção norueguesa de 2010 dirigida por André Ovredal, é outro destes filmes recentes de adrenalina verossímil a dos filmes de ação, como se poderia definir.

Com uma estética parecida com a de Bruxa de Blair, é a história de três estudantes de alguma ciência da comunicação, que pensam em fazer um documentário sobre um homem que é visto com equipamento de caça de ursos no norte da Noruega. Existem rumores de que ele seja um caçador de ursos não-licensiado pelo governo, causando animosidade entre os caçadores profissionais sindicalizados. No meio daquelas geleiras da Escandinávia, o trio de jovens vai se aproximando do caçador, primeiro sendo enxotados, depois surpreendidos pelo homem mais velho em uma floresta de coníferas totalmente escurecida pela noite.

Da pior maneira possível, o trio de documentaristas descobre que o homem é um caçador de Trolls. Trolls imensos, pavorosos, os lendários monstros devoradores de gente da mitologia escandinava. Aqui o filme é fantástico, pois os Trolls são feitos em animação. São uns Trolls de desenho animado como aquele infantil dos anos de 1980, A vida dos Gnomos, se alguém se lembra. Baseado no livro de Wil Huygen e Rien Poortvliet.

A ideia de colocar ficção com estética documental e animação 3D de Trolls que parecem feitos de argila foi espetacular, inclusive porque tem cenas muito violentas nessas horas, que certamente demandaram um terceiro elemento na mistura, efeitos especiais, como a hora em que um Troll joga o caçador longe, mas esse sobrevive porque está vestido com uma armadura.

Também à  semelhança de Attack the Block, os trolls são retratados como simples animais. Animais grandalhões, pesados, perigosos, mas que, com um bom equipamento, podem ser mortos, apesar de que às vezes há algumas situações perigosas, como quando é necessário tirar uma amostra de sangue para análise em laboratório. Aí é necessário sedar o animal e extrair o sangue com uma ampola. Qualquer documentário de vida nas selvas demonstra isso. Pesquisadores biológicos morrendo ou sendo aleijados em acidentes com leões ou tubarões.

Hans é um caçador de Trolls secretamente ligado ao governo da Noruega. Para impedir o pânico geral, a existência dos monstros é mantida em sigilo, e de alguma maneira que não fica clara, as autoridades conseguiram fazer com que os animais se mantivessem restritos a reservas naturais, salvo algumas exceções.

Nesses momentos de fuga de Trolls das reservas no Norte, Hans entra em ação com sua pick-up paramentada de pesadas armas de fogo e essência de odor de Trolls, para que estes não sintam o cheiro de Hans que o denuncia como ser humano.

Ao mesmo tempo em que o ofício de Hans é matar Trolls evadidos, também se percebe que, como todo o indivíduo que trabalha com animais da floresta, ele tem pena de ter que matar os espécimes. Hans narra para os garotos que, nos anos de 1970, o governo norueguês decidiu abrir uma auto-estrada no Norte do país, e por isso Hans foi encarregada de “limpar” a região dos Trolls, tendo que exterminar, inclusive, fêmeas grávidas e filhotes. A culpa no rosto de Hans é evidente nesse momento da entrevista com os documentaristas, pois, para Hans, uma coisa é matar Trolls que podem se tornar nocivos à população local, outra é invadir e chaciná-los em seu próprio território.

E é nesse momento do filme que nos perguntamos quem são os verdadeiros monstros.

 

Clique e veja o trailer:

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4 Commentários sobre 'O caçador de Trolls'

  1.  
    lu

    13 Outubro, 2011| 8:39 pm


     

    esse é imperdível!

  2.  
    loreci flores motta

    17 Fevereiro, 2013| 12:24 pm


     

    este filme è ridìculo, por favor não o chamem de arte sinematogràfica. querem passar a impressão, que este animal miseràvel e ridìculo existe. agindo como se fosse um documentàrio, tornando o filme cansativo e enfadonho.

  3.  
    loreci flores motta

    17 Fevereiro, 2013| 12:25 pm


     

    filme muito ruim, cansativo e sem graca, não chamem isso de filme.

  4.  
    loreci flores motta

    17 Fevereiro, 2013| 12:26 pm


     

    filme orrivel, com o perdão da palavra.

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