
Detetive, palhaço e astronauta enterram corpo de dançarina que o coelho matou. A história, na verdade, apenas reflete a imaginação do garoto, que utiliza a boneca da irmã (que se vingará, mais tarde, com seu próprio conto) na brincadeira.
Albert’t Hooft e Paco Vink se importam menos com as histórias em si, e mais com os climas das narrativas. Primeiro, Little Quentin homenageia o visual (luzes e sombras, contraste de cores, ângulos extremos) e a temática (mulheres fatais, crimes, suspense) do filme noir. Depois, os diretores subvertem o universo feminino – jantar de bonecas, vestidos multicoloridos – e provocam terror através da beleza sufocante.
Little Quentin, de Albert’t Hooft e Paco Vink, 2009.

Veja a cobertura completa do Anima Mundi 2010.