
Um único plano-sequência, de sete minutos: na praia, o pai dorme, enquanto o filho brinca. Esporadicamente, vendedor atravessa o quadro. De repente, dois rapazes perseguem e espacam um terceiro, que jaz no chão, entre a vida e a morte. Ninguém se mexe, todos o ignoram. Apenas o menino, vez por outra, demonstra interessa em ajudá-lo.
Para Márcio Miranda Perez, o universo masculino que educa a criança (ela é a chave de Tauri) se pauta pela violência, indiferença e crueldade. Em meio à natureza, na praia, vale a lei do mais forte, da testosterona, da sobrevivência pura e simples – de nada valem a cultura e a sociedade para o macho, que se guia apenas pelos instintos.
Qual o futuro do garoto? Provavelmente, crescerá igual ao pai.
Tauri, de Márcio Miranda Perez, 2009.

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