
Laurita (que dá título ao filme) nada na piscina com as primas. Ela e mãe, Rita, moram de favor na casa da avó, e esperam a visita dos tios. Laura ajeita o biquini debaixo d’água, incomodada com os pêlos pubianos que nascem, com o início da puberdade. Mais tarde, após tomar banho, observa a axila, à procura dos mesmos indícios da adolescência.
Cinthia, a prima que a visita, amplifica a crise de Laura, já que passou por tratamento de cãncer e perdeu os cabelos, que voltam a crescer. Fascinada, Laurita rouba e come o chocolate que Cinthia escondera, talvez para, como os índios canibais, absorver a força do inimigo – Roney Freitas traça paralelo entre os cabelos que renascem após o câncer e os pêlos que despertam na puberdade (que o cineasta reforça na sequência em que a protagonista vê, no parque de diversões, Monga, a mulher que se transforma em gorila).
Narrativa clássica, Laurita trata de maneira delicada e sutil não apenas as questões da adolescência, como também os conflitos familares.
Laurita, de Roney Freitas, 2009.

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