
Pintinhos são os animais de estimação de Karolynne. Quando crescem e vão para a panela, ela não se queixa. A única exigência que faz para a mãe: que lhe compre outro.
Soa cruel, já que Karolynne não se apega, não constrói laços permanentes. Mas sabe e aceita que galos servem para comer (no que se diferenciam de gatos ou cachorros).
Ana Bárbara Ramos, porém, trata com humor a inocência perdida de Karolynne. A cineasta compara – ao filmá-los em paralelo – o mito de Elvis Presley, que o pai da menina dubla em representações, ao de Jarbas, o galo que vira comida.
Quando transforma o animal de estimação em lenda, Ana Bárbara Ramos o alça à imortalidade, e retira o pecado da insensibilidade das costas de Karolynne.
Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos, 2009.

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