Por Paulo Ricardo de Almeida
26 de Outubro de 2011

Políssia, França, 2011, de Maïwenn Maïwenn acompanha o dia-a-dia da unidade policial que combate os crimes sexuais contra crianças. A câmera, sempre instável e contingente, flagra momentos breves, que revelam menos as investigações em si e mais as agruras psíquicas e emotivas que solapam as personagens em contato com a pedofilia. A narrativa de Políssia [...]






28 Janeiro, 2010| 8:19 am
ve-se que o autor, critico e invejosos acima nao tem filhos! todo pai e mae se realiza nos filhos! isso é psicanalise! vi o filme e achei lindo, de uma sensibilidade enorme! muito bem feito e pensado! os rapazes fizeram seu trabalho e foi selecionado, e nao foram eles que selecionaram ok!? mas critica é isso nao é mesmo? quem tem inveja e nao consegue fazer tao bom quanto. boa sorte
28 Janeiro, 2010| 8:22 am
ja o seu trabalho ninguem vê, olha que nao tem nenhum comentario…hehehe
28 Janeiro, 2010| 10:24 am
Tem o seu.
28 Janeiro, 2010| 10:27 am
Críticos não são cineastas frustrados. Não tenho inveja de filmes ruins, só dos bons. Elogiei vários durante a Mostra Tiradentes. E adoro crianças, mas não as analiso, só aos filmes.
5 Fevereiro, 2010| 11:26 am
Bem Vindo Guilherme, de Dellani Lima e Rodrigo Lacerda Jr.
por Leonardo Amaral
Um exercício aparentemente simples seria o de filmar e retratar em imagem (e em filme) a chegada de uma criança ao mundo, desde os momentos de espera no hospital até o momento do nascimento, com os primeiros contatos com a família. Os personagens de Bem vindo Guilherme são a própria família e o recém-nascido que dá nome ao curta de Rodrigo Lacerda Jr e Dellani Lima. As filmagens acontecem no dia 13 de outubro de 2009, dia do nascimento do bebê. No entanto, a articulação não se dá de acordo com o que seria um documentário de um nascimento ou simples imagens de registro em conjunção experimental. O que há é sim uma narrativa do evento, com construções dramáticas e montagem linear dos momentos que constituem a chegada de Guilherme.
No início, a família é apresentada em créditos, estão ali os personagens que participarão da saga. A câmera acompanha os vários cantos da casa, com cada um ali funciona com uma pecinha dramática. É por isso que a montagem se faz bastante importante, não só pelo filme não se construir através de planos sequências colocados para construção da situação (ao contrário, o filme é bem cortado, por isso se constrói segundo uma lógica bem mais ficcional, por mais que trate de uma realidade, de um fato, alias, bastante real). E reside nesses aspectos e expectative a força do filme: ele só existe porque lida com o real, com um o aqui e o agora; mas o faz de tal maneira que, ao ser narrado de acordo com uma lógica que contraria a do documentário, a do registro, faz com que não esteja no simples retrato do evento, para ser, potencialmente, o próprio evento.
*Visto na 13 Mostra de Cinema de Tiradentes