
O júri decidiu premiar com menções honrosas um total de quatro trabalhos participantes:
Baronesa, de Cláudia Afonso (USP)
Pela articulação inovadora entre corpo e espaço, pelo registro das transformações nos locais do habitar a grande metrópole e pela estruturação reflexiva e didática do material de uma relevante pesquisa (menção honrosa de documentário).
Encanto, de Julia de Simone (Observatorio de Cine)
Pela competência na realização de um documentário de observação, pelo ineditismo do tema abordado de um modo que resultou numa rica soma de olhar e escuta (menção honrosa de documentário).
Maresia, de Christian Schneider e Natália Piva Chim (PUC-RS)
Pela notável fotografia, que se reflete no sensível trabalho de construção da imagem; pela abordagem poética de um tema delicado e atual; por atingir alto nível técnico e de pesquisa, condizentes com a complexidade da violência afigurada no corpo da mulher (menção honrosa de ficção).
Darluz, de Leandro Goddinho (Anhembi Morumbi)
Por conduzir uma experimentação livre e instigante da forma, que se traduz na construção de uma personagem emblemática, através de um cortejo de vozes ambíguas e irônicas, demonstrando um extremo apuro da técnica, em todos os elementos da realização cinematográfica (menção honrosa de ficção).
Melhor Documentário
A vermelha luz do bandido, de Pedro Jorge (Anhembi Morumbi)
Pela realização de um exercício inovador da linguagem do documentário, que parte de um diálogo consequente com a história, a forma e a construção de um dos mais importantes filmes do cinema brasileiro o prêmio de melhor documentário.
Melhor Ficção
Romance.38, de Vinícius Casimiro e Vitor Brandt (USP)
Pelo roteiro original e muito bem estruturado, que articula uma narrativa que joga com a suspensão e re-focalização da narração; pela forma criativa com que re-elabora o eterno tema do crime passional; e também pelo rigor técnico, com uma edição competente e fotografia esmerada ( prêmio de melhor ficção).
Prêmio Mostra Gato da Vez
Allan Ribeiro, por O brilho dos meus olhos e Depois das nove (UFF)
Pelo trabalho amadurecido de direção, que elabora um olhar terno e melancólico sobre o cotidiano; pelo domínio e apuro formal da linguagem cinematográfica; pela capacidade de extração de sentidos universais a partir de roteiros, ao mesmo tempo, simples e bem construídos.
Melhor Filme
Sobre um dia qualquer, de Leonardo Remor (UNISINOS)
Pelo roteiro singelo e sensível, que constrói um retrato emocionante do cotidiano de uma operária oprimida pela linha de montagem da fábrica; pelo trabalho e edição de som rigorosas, que sublinham o lado cartesiano, desencantado e frio do mundo moderno.