
Cem anos após o massacre de Canudos pelas tropas republicanas, o Teatro Oficina retorna ao Arraial de Antônio Conselheiro para encenar Os Sertões, de Euclides da Cunha.
Luiz Guilherme Guerreiro se deixa seduzir pelo discurso de “reconciliação histórica” de José Celso Martinez, segundo o qual todos, assassinos e vítimas, igualam-se após a morte. Diante a tamanha demagogia revisionista, o filme se cala, esmagado pela importância do acontecimento que registra e homenageia.
Perguntas sobre o teatro e a representação, que o Teatro Oficina levanta com sua presença no Arraial de Canudos – afinal, encenar implica no deslocamento do real para a ficção, do ambiente verídico para o palco -, passam batidas.
Ser Tão se encerra panfletariamente contra o despejo do Teatro Oficina de sua sede, pelo SBT de Silvio Santos. Não seria melhor filmar em São Paulo, ao invés de ir a Canudos?
Ser Tão, de Luiz Guilherme Guerreiro, 2008.

Veja a cobertura completa do É Tudo Verdade