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Noite de Serão


Por Paulo Ricardo de Almeida

Publicado em 30 de Janeiro de 2009

Noite de Serão, 2008, de Fernando Secco.

Noites de Serão: Malandragem e vagabundagem carioca.

Terceira – e melhor – parte da trilogia sobre o “trabalhador” carioca realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF), Noite de Serão aproveita as mesmas personagens de Fim de Expediente e Hora Extra para reviver a malandragem cara ao subúrbio do Rio de Janeiro.

No Engenho de Dentro, em esquina próxima ao Estádio Olímpico João Havelange (cujos arcos emolduram belos planos), cinco amigos nada fazem – apenas permanecem sentados, discutem, brigam, cantam as mulheres que passam, sacaneiam-se mutuamente. Noite de Serão, título irônico para filme que exalta o ócio e a preguiça, que desanca o trabalho (quem disse que ele enaltece o homem?). O sofá, único esforço que os malandros realizam, acaba largado no meio da rua, para que se sintam mais confortáveis na rotina de vagabundagem que exercitam dia após dia.

Sofá, local de passagem, onde as personagens chegam e saem. Há constante movimento em Noite de Serão, embora o filme trabalhe com a ideia de que o tempo não transcorre. Aqueles cinco amigos estão congelados na existência – tudo se move a fim de permanecer estático.

Noite de Serão cataloga todas (ou boa parte) das gírias cariocas, algumas impronunciáveis para corações puros. Fernando Secco – também co-editor da Revista Moviola -, no entanto, peca no final: Bodão se retira do grupo, vai embora. É importante se libertar da inércia, por o tempo para correr novamente – mas a execução soa brusca e forçada demais.

Veja a cobertura completa da 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes

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2 Commentários sobre 'Noite de Serão'

  1.  
    Daniel

    5 Fevereiro, 2009| 6:49 am


     

    Na boa, vocês só estão falando bem desse filme porque é de gente do site. O que afinal estava na cabeça do diretor? Fazer um “filme contemporâneo” pra malandro ver? Hou Hsiao-Hsien com capirinha e pandeiro?´Constrangedor.

  2.  
    Fernando Secco

    6 Fevereiro, 2009| 10:03 pm


     

    E pior que o Paulo Ricardo é o mais caxias, capaz de falar mal de filme de amigo sem problemas.
    De qq modo, se vc tem dúvidas de que mais gente gostou do filme, pode procurar críticas em outras revistas, como a Filmes Polvo, a Cinequanon, no blog do Curta Cinema e no Blog Curtas.
    Claro, isso não impede que você ache o filme horrível.
    Pra mim, de qq modo, Hou Hsiao Hsien com pandeiro é elogio.
    ;)

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