Osório, 2008, de Heloísa Passos e Tina Hardy.

A mulher se prepara: vai ao banheiro, depila as pernas, coloca o melhor vestido. Não há, todavia, encontro, já que ela permanece em casa, observando a praça embaixo através da janela.
Ao invés de mergulharem na Praça Osório (em Curitiba) para de fato homenageá-la, Heloísa Passos e Tina Hardy se refugiam no voyeurismo que enxerga os passantes e os trabalhadores do lugar como meras curiosidades de laboratório.
É sintomático que o filme se estruture sob o ponto de vista da mulher, com todos os planos em plongée (de cima para baixo): olhar de poder e de onipotência, que a personagem jamais abandona para se misturar aos “habitantes” de Osório.

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