O vencendor do primeiro lugar do CEL.U.CINE – Festival de Micrometragens foi o filme Sheila, do carioca Sergio Bloch. O diretor foi premiado com uma viagem, com direito a acompanhante, para La Villette, o grande centro das artes, da cultura, da ciência e da tecnologia, nos arredores de Paris. A primeira edição do CEL.U.CINE teve como tema “figuraça” e tem patrocínio da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro.
Sheila é sobre uma pessoa que, como muitas no Brasil, ganha a vida utilizando meios movidos à tração humana. Puxando, empurrando ou pedalando, essas pessoas se utilizam deste tão simples e perfeito elemento – a roda - para ganhar a vida. “A personagem é uma dessas pessoas e, quando sai nas ruas do Rio
com sua bici-táxi, é impossível não notá-la”, explica Sérgio.
O segundo lugar ficou com o paulista Igor Spacek, que realizou Sikiu Verimanxi. Seu filme mostra a história de Nemer Haddad, um vendedor de pamonha da cidade que se transforma em Elvis Presley, o rei do Rock. “Toda cidade tem um figuraça, mas às vezes eles são mal interpretados. Queria valorizar pessoas como o Nemer, que trabalha duro e depois se transforma em Elvis, cantando e dançando pela cidade”, conta.
Os mineiros Alexandre Pimentel e Anderson Guerra ficaram em terceiro lugar com Homem que é homem. O filme narra as aventuras de André Loiola, o ‘Marco Molusco’. “Nós trabalhamos com vídeo, mas essa é a primeira vez que participamos de um festival. Já começamos bem, ganhando um prêmio”, comenta Alexandre.
