Phedra, de Cláudia Priscila, 2008, Brasil, 13′
Quem assistiu Os sapatos de Aristeu, poderia levantar a mão, faz favor?
Tudo isso de gente? Pelas barbas do camarão!…
Então vocês devem ter visto uma travesti mais velha, porte digno, quase muda, à frente da casa da mãe e irmã de Diana / Aristeu, à frente de sua família de outros travestis?
Neste caso, permitam que a diretora Cláudia Priscila a apresente a vocês.
Con ustedes, Phedra D. Córdoba!
Phedra é bem simples: deixa que a própria Phedra D. Córdoba fale de si, de eu começo de carreira em Cuba sua vinda para o Brasil em 1957 – dois anos antes do “acordo” entre o ditador Fulgêncio Batista com los barbudos de Fidel Castro (Batista entrou com a bunda e eles entraram com o pé…) – sua carreira no Brasil, até sua presença atual no elenco da Cia. de Teatro Os Satyros, uma das mais importantes da cena teatral paulistana.
Simples assim mesmo. Donde você pode perceber que, para certos projetos de filme, a simplicidade, mais do que uma grande vantagem, é um grande achado, sua principal qualidade. Pois ao deixar a própria Phedra falar – e ir além da mera informação – o filme ganha muito em frescor e brilho, pois nos permite entender porque ela um grande personagem. Ela é, sem dúvida, o filme.
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