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Os Sapatos de Aristeu


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Publicado em 25 de Novembro de 2008

Os Sapatos de Aristeu, de Luiz René Guerra, Brasil, 17′

Os sapatos de Aristeu, de Luiz René GuerraOs sapatos de Aristeu, de Luiz René Guerra (FAAP), está se tornando um dos curtas-metragens mais premiados de todos os festivais brasileiro do qual participou. Até prova em contrário, está merecendo todos. Agradecimentos principais à dissecação que o roteiro sofreu numa oficina do Projeto Sal Grosso, em uma das edições do Festival Brasileiro de Cinema Universitário. Mas principalmente à sensibilidade do próprio diretor e autor do roteiro, que optou por transcender à mera temática LGBT – ou melhor, da questão do homossexualismo como algo ainda em processo de aceitamento, de entendimento – e apostar na intensidade de suas emoções contidas, reforçadas por um preto-e-branco extremamente expressivo, para falar de uma derrubada de muros. 

O muro, neste caso, é temporal e psicológico, que ocasiona uma certa dificuldade de diálogo. Mas de que matéria é feito este muro? Seria feito do ressentimento de uma família, reduzida à mãe (Berta Zemel, em atuação primorosa) e à irmã (Denise Weinberg) pelo filho mais velho, que os abandonou para seguir sua vontade? Seria feito de preconceito e certa homofobia, quando mãe e irmã decidem que o filho e irmão, já morto depois de ter vivido como quis — como um travesti — seria enterrado como homem, de terno e tudo, e sem a presença de ninguém, especialmente suas amigas travestis (tendo uma digna Phaedra D. Córdoba à frente)? Difícil determinar. Podem até ser todos estes materiais ao mesmo tempo. O fato é que, ao final, este muro tão forte acaba se desmanchando no ar, tal qual bolinha de sabão.

Veja a cobertura completa do 16º Festival Mix Brasil

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    1 Commentário sobre 'Os Sapatos de Aristeu'

    1.  
      maxxxmagician

      6 Novembro, 2010| 2:12 am


       

      :)

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