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O Que Há de Ficar



Aristeu Araújo

O Que Há de Ficar, de Felipe Continentino, 2008, Brasil.

Em O Que Há de Ficar, primeiro curta-metragem de Felipe Continentino, a contemplação dos espaços e o tempo poético são o que há de mais importante na construção da história; ou melhor, do que há de história, do fiapo narrativo que o percorre.

É Maria Flor, atriz de filmes como O Diabo a Quatro e Proibido Proibir, quem o protagoniza. A câmera a acompanha dentro de casa, um lugar de espaços amplos, poucos móveis, jardim e piscina.  Com delicadeza, o curta trabalha a relação da personagem com uma certa saudade desse lugar, com os pequenos detalhes de objetos e lugares que ela guardará ao partir.

O filme ainda conta com a participação da global Vera Holtz, que de tão breve, fica pouco mais do que a informação didática, porém necessária, dentro do roteiro: é a mãe da personagem. Assim sabemos, “sim, é um filme sobre a saudade de alguém que parte”.

Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2008


Publicado em 7 de October de 2008


Arquivado em: Blog e Curtas


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