
Três tiros, três homens mortos no que poderia ser uma típica sauna gay. É assim que começa Gomorra, do diretor Italiano Matteo Garrone. O filme expõe um emaranhado de delitos e não traz um personagem forte entre os vários que são apresentados: Totó, um adolescente que resolve trabalhar para um grupo de traficantes de drogas e armas. Pasquale, alfaiate que é explorado ao extremo por seu chefe. Don Ciro, responsável por levar dinheiro para as famílias que têm filhos presos ou mortos. Todos eles vivem em Nápoles e na região da Campanha. Gomorra parece querer dá conta de toda essa população que tem suas vidas controladas pela Camorra, umas das mais poderosas e sangrentas máfias do mundo.
As cinco histórias do filme têm em comum uma trama que envolve violência, dinheiro, poder, exploração e influência da Camorra. Não há conexão entre cada história embora os personagens compartilhem os mesmos dilemas e problemas. Nos perdemos ao tentar acompanhar suas trajetórias nesta saga sobre o submundo da máfia.
Gomorra, adaptado do livro Camorra, do escritor e jornalista Roberto Saviano, recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2008. Nem sempre o fato de um filme ser premiado é sinônimo de que vamos nos deparar com uma narrativa excepcional.
* Colaboração: Naomi Conte

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