
Os soldados não voltam para casa. O presidente George W. Bush engana os norte-americanos com seu discurso virulento e ensandecido de que a guerra é necessária. A história se repete, as atrocidades cometidas atualmente no Iraque não diferem da investida covarde e brutal, entre 1959 e 1975, no Vietnã. Estas são questões denunciadas no documentário CSNY: Déjà Vu, dirigido por Bernard Shakey, pseudônimo do aclamado Neil Young. A sigla CSNY é a abreviação de Crosby, Stills, Nash & Young, uma das bandas mais ativistas da década de 1960.
Em 2006, os quatro músicos sexagenários, se reuniram para realizar uma nova turnê pelos Estados Unidos. Ainda fiel aos ideais pacifistas daquela década, a banda volta aos palcos tocando músicas do polêmico álbum Living the War, de Young. O documentário é sobre os concertos e a reação do público nos diversos estados norte-americanos, especialmente Atlanta, que é um dos mais conservadores. Young diz que o cenário agora é o da luta contra a Guerra do Iraque e os desmandos de Bush. Este declara em alto e bom som, em um dos canais de TV, que é preciso chamuscar os iraquianos.
Ao longo dos 97 minutos do documentário, que poderia ser mais curto, vemos cenas e depoimentos que não são veiculados nos veículos de comunicação daqui. Young utiliza materiais de arquivo e reportagens de televisão que revelam a crescente tensão no país. Ex-combatentes revelarem que, quando estavam no exército americano, não podiam ter opinião própria e, ao invadir as casas de inocentes famílias nos povoados do Iraque, recordavam as suas próprias famílias. Uma mãe desolada com a perda do filho na guerra registra que não teve ao menos o direito de velar o corpo dele.
Vale a pena pegar a estrada com Crosby, Stills, Nash & Young e ver por outro ângulo os bastidores dos shows e a opinião da população sobre a guerra proposta por Bush.
Veja o trailer abaixo:
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