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Casa Negra


Por Elis Galvão

Publicado em 26 de Setembro de 2008



Casa Negra é uma produção japonesa-coreana adaptada do livro homônimo do escritor Kishi Yusuke. O filme, dirigido por Shin Terra, é mais um desses thrillers de horror made in Ásia. A história de Jeon Jun-oh é carregada por forte tensão psicológica. Jeon é um funcionário de uma companhia de seguros. Um dia ele atende a ligação de uma cliente que pergunta se o seguro cobre suicídios. Comovido, Jeon dá informações pessoais sobre a morte do seu irmão, que pulou do alto de um prédio. A pedido de Park Chung-bae, marido dessa cliente, Jeon vai a casa dele e se depara com o filho do casal, de sete anos, morto e pendurado com uma corda no pescoço.  Jeon não acredita que tenha sido suicídio, desconfia que o pai do garoto tenha simulado a cena para ficar com o dinheiro do seguro.

Jeon mostra-se indignado com a morte do garoto e com as visitas de Park à seguradora para receber o dinheiro. Ao realizar uma investigação paralela a da polícia, Jeon conhece a mãe do garoto e acredita que Park irá assiná-la para ganhar mais dinheiro da seguradora.

A tensão aumenta e começa o festival de horror. Braços decepados, lábios e olhos costurados, mais um assassinato na casa de Park. A cabeça do cachorro da namorada de Jeon é decepada. O sangue toma conta da tela. Como sempre, o assassino é quem está acima de qualquer suspeita.  As cenas bizarras são tão inverossímeis que se tornam engraçadas. E a pessoa responsável pelas mortes, mesmo depois de muitas pancadas e de ter uma chave enfiada no olho, não morre. A trama psicológica de Casa Negra está muito aquém da do coreano e excelente Old Boy, de Chan-Wook Park.

Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2008

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1 Commentário sobre 'Casa Negra'

  1.  

    28 Setembro, 2008| 3:21 pm


     

    Concordo quanto ao filme ser na linha Old Boy, mas tipo B. Porém, o assassino, depois de meia hora de filme se mostra, já que é muito comum e utilizado em filmes de suspense o fato de que o principal suspeito não seja o assassino. Viva o Hitchcock (e ele nem precisava de sangue pra fazer bons filmes!)

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