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	<title>Comentários em: Homens</title>
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	<description>Revista sobre cinema e artes</description>
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		<title>Por: Vagner de Almeida</title>
		<link>http://www.revistamoviola.com/2008/09/07/homens/comment-page-1/#comment-1766</link>
		<dc:creator>Vagner de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 18:17:31 +0000</pubDate>
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		<description>Estimado Fernado,

Acabei de ler o seu comentário sobre o meu filme que foi representado por minha amiga e parceira profissional Etiene Petrauskas.
Concordo em parte com a sua matéria, como um todo, mas se tratando sobre o meu filme, creio que você tenha acertado em parte também ou não percebido o que o filme tenta sem pretenção passar para o mundo, para uma geração de pessoas desatentas com o que está ocorrendo no quintal do lado.
Não sou jornalista e nem vivo de cinema, pois meus campo de atuação são muito e o cinema panfletário (caso queira chama-lo assim) é um deles.
Meus filmes não são jornalismo sensacionalista, até mesmo por que eu não sei fazê-los, mas posso lhe assegurar que são filmes panfletários mesmo. Foi o único meio que encontrei através da arte de denuncir o descaso das polítics públicas e da elite que se nega observar que seres humanos são violentados todos os dias em nossa frente.
Você não vê assassinatos de pessoas comuns da comunidade LGBT todos os dias na TV e nem em bancas de jornais estampados na capas de GENTE, CARAS, FOLHA de SP, pois não há espaço para essa população na mídia brasielira. Você trabalhando com esse veículo sabe o que eu estou mencionando.
Todos os anos enterro amigos, conhecidos e estranhos em covas rasas, locais que nem a mídia vai também. São brutalmente assassinados e seus culpados vivem a solta trazendo o terror, o medo e engrandecendo a desvalorização da vida.
Concordo com você que muitas das vezes a técnica apurada de grandes e médias produções ficam a desejar em muitos dos filmes mencionados do festival por você, mas cabe também a tolerância de perceber que muitas produções, assim como as minhas, possuem orçamento muito básicos, quase nenhum... pudessemos contratar técnicos maravilhosos e mídias boas para finalizarem os nossos filmes. Porém prefiro tecer comentários sobre os meus trabalhos do que criticar os meus companheiros de luta.
Queria lhe agradecer pelas suas palavras, pois elas me deram um senso muito positivo de continuar a luta que venho enfrentando desde muito cedo na minha militância.
Chocou-me um pouco a sua insensibilidade sobre a morte alheia não lhe causar nenhum sentimento de estranhamento, de impotência dentro de um sistema elitista no universo de tantas pequenezas.
Adoro festival de Fortaleza, pois é um espaço democratico que deixa as pessoas apresentarem seus trabalhos dentro de suas capacidades técnicas e artistícas. Há espaço para todos, jovens, Eu e tantos outros.
Não participo de festivais para ser premiado, apesar de já ter sido abençoado com muitas surpresas, mas venho aos festivais depois de ser selecionado para panfletar mesmo, não fazer jornalismo sensacionalista, pois lhe confesso que não sei fazer isto como já foi mencionado. Não é a intenção. Deixo isto para a Record, Globo, Band, apesar de aprender com eles o que não fazer.
Qto concientizar tanto os homos ou os homofobicos, também o filme não tem a pretensão disto. A importância dos meus filmes é fortalecer o movimento LGBT, familiares da comunidade ou não e educadores para que juntos possamos nos fortalecer e criar gerações e exercítos de cidadãos plenos, livres de atrocidades, pequenezas e que sua liberdade de expressão possa ser plena como cidadãos brasileiros, cidadãos do mundo e que não sejam assassinados aos 13, 14, 15 anos simplesmenete por serem homossexuais, travestis que se expõem na beira das Vias Dutras da Vida a mercê de clientes violentos e franco tiradores.
Você já esteve com uma camera na mão nomeio de um tiroteio? Já passou noites de chuva escrevendo uam matéria a beira da Via Dutra? Já negociou a sua vida com franco atiradores? - Não há necessitadade de respostas, só um adendo de como eu faço os meus filmes.
Fiquei muito feliz por você ter citado o meu filme, pois de alguma forma, mesmo não sendo uma obra de arte ou um filme bem acabados eu estou muito feliz por tudo. 
Gostaraia muito de poder no futuro tecer mais comentários produtivos sobre as minhas obras e que os proxímos filmes possam ser assistidos por você e que suas críticas sejam sempre claras e objetivas como foi essa que escreveu.
Um grande abraço de um admirador do seu trabalho como crítico.
Espero ter a chance de lhe conhcer um dia ao vivo.
Vagner de Almeida
www.vagnerdealmeida.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimado Fernado,</p>
<p>Acabei de ler o seu comentário sobre o meu filme que foi representado por minha amiga e parceira profissional Etiene Petrauskas.<br />
Concordo em parte com a sua matéria, como um todo, mas se tratando sobre o meu filme, creio que você tenha acertado em parte também ou não percebido o que o filme tenta sem pretenção passar para o mundo, para uma geração de pessoas desatentas com o que está ocorrendo no quintal do lado.<br />
Não sou jornalista e nem vivo de cinema, pois meus campo de atuação são muito e o cinema panfletário (caso queira chama-lo assim) é um deles.<br />
Meus filmes não são jornalismo sensacionalista, até mesmo por que eu não sei fazê-los, mas posso lhe assegurar que são filmes panfletários mesmo. Foi o único meio que encontrei através da arte de denuncir o descaso das polítics públicas e da elite que se nega observar que seres humanos são violentados todos os dias em nossa frente.<br />
Você não vê assassinatos de pessoas comuns da comunidade LGBT todos os dias na TV e nem em bancas de jornais estampados na capas de GENTE, CARAS, FOLHA de SP, pois não há espaço para essa população na mídia brasielira. Você trabalhando com esse veículo sabe o que eu estou mencionando.<br />
Todos os anos enterro amigos, conhecidos e estranhos em covas rasas, locais que nem a mídia vai também. São brutalmente assassinados e seus culpados vivem a solta trazendo o terror, o medo e engrandecendo a desvalorização da vida.<br />
Concordo com você que muitas das vezes a técnica apurada de grandes e médias produções ficam a desejar em muitos dos filmes mencionados do festival por você, mas cabe também a tolerância de perceber que muitas produções, assim como as minhas, possuem orçamento muito básicos, quase nenhum&#8230; pudessemos contratar técnicos maravilhosos e mídias boas para finalizarem os nossos filmes. Porém prefiro tecer comentários sobre os meus trabalhos do que criticar os meus companheiros de luta.<br />
Queria lhe agradecer pelas suas palavras, pois elas me deram um senso muito positivo de continuar a luta que venho enfrentando desde muito cedo na minha militância.<br />
Chocou-me um pouco a sua insensibilidade sobre a morte alheia não lhe causar nenhum sentimento de estranhamento, de impotência dentro de um sistema elitista no universo de tantas pequenezas.<br />
Adoro festival de Fortaleza, pois é um espaço democratico que deixa as pessoas apresentarem seus trabalhos dentro de suas capacidades técnicas e artistícas. Há espaço para todos, jovens, Eu e tantos outros.<br />
Não participo de festivais para ser premiado, apesar de já ter sido abençoado com muitas surpresas, mas venho aos festivais depois de ser selecionado para panfletar mesmo, não fazer jornalismo sensacionalista, pois lhe confesso que não sei fazer isto como já foi mencionado. Não é a intenção. Deixo isto para a Record, Globo, Band, apesar de aprender com eles o que não fazer.<br />
Qto concientizar tanto os homos ou os homofobicos, também o filme não tem a pretensão disto. A importância dos meus filmes é fortalecer o movimento LGBT, familiares da comunidade ou não e educadores para que juntos possamos nos fortalecer e criar gerações e exercítos de cidadãos plenos, livres de atrocidades, pequenezas e que sua liberdade de expressão possa ser plena como cidadãos brasileiros, cidadãos do mundo e que não sejam assassinados aos 13, 14, 15 anos simplesmenete por serem homossexuais, travestis que se expõem na beira das Vias Dutras da Vida a mercê de clientes violentos e franco tiradores.<br />
Você já esteve com uma camera na mão nomeio de um tiroteio? Já passou noites de chuva escrevendo uam matéria a beira da Via Dutra? Já negociou a sua vida com franco atiradores? &#8211; Não há necessitadade de respostas, só um adendo de como eu faço os meus filmes.<br />
Fiquei muito feliz por você ter citado o meu filme, pois de alguma forma, mesmo não sendo uma obra de arte ou um filme bem acabados eu estou muito feliz por tudo.<br />
Gostaraia muito de poder no futuro tecer mais comentários produtivos sobre as minhas obras e que os proxímos filmes possam ser assistidos por você e que suas críticas sejam sempre claras e objetivas como foi essa que escreveu.<br />
Um grande abraço de um admirador do seu trabalho como crítico.<br />
Espero ter a chance de lhe conhcer um dia ao vivo.<br />
Vagner de Almeida<br />
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