Poliedro, 2008, Felipe Moraes

É com honestidade que Poliedro, de Felipe Moraes, procura retratar seus personagens. O filme se foca sobre um grupo de amigos adolescentes. É aniversário de um deles e, não tendo nada melhor a fazer, encontram-se em uma praça para beber.
Aparentemente, o curta tem pouco a dizer. Mas só aparentemente. Não trata-se de assumir o discurso enfadonho dos jovens como o do próprio filme. Talvez a interpretação deva ser justamente inversa, percebendo sobretudo seu protagonista que é completamente deslocado daquela realidade.
Um pouco mais velho que os outros, ou pelo menos aparentando um pouco mais de idade, ele pouco interage com o grupo. Apenas observa o que o filme apresenta.
Mas com texto e decupagem pouco cuidados, Poliedro acaba por se tornar apenas uma ratificação daquele universo banal representado. Torna-se falso ao não aprofundar seu olhar, em não se esforçar em compreender verdadeiramente seus personagens.
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23 August, 2008| 1:53 am
É impressão minha ou existe uma incoerência completa no que foi dito aí?
23 August, 2008| 3:07 pm
Raul, acredito que não.