Entrada para o Sucesso, 2007, de Daniel Bydlowski e Marcos Casilli.

Divertida animação, Entrada para o Sucesso utiliza idéia semelhante a de Primavera para Hitler: comédia que se torna sucesso involuntário de público e de crítica. No entanto, se em Mel Brooks a peça escolhida por Zero Mostel e Gene Wilder era propositalmente ruim, em Bydlowski e Casilli o herói - que emula Woody Allen - tem verdadeiro sonho de grandeza dramática, que se dissolve com o péssimo filme que realiza.
Com narração pomposa, rimada e inteligente, Entrada para o Sucesso ataca filmes pretensiosos em que conceitos vazios se sobrepõem aos elementos puramente cinematográficos (enquadramento, narrativa, montagem), e nos quais diretores, sob a desculpa do “autor”, transformam a tela no divã psicanalítico em que escancaram as próprias frustrações.
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