Wanted, de Woonki Kim.
Lõpuõhtu, de Hardi Volmer.
Doxology, de Michael Langan.
Switch, de Jean-Julien Pous e Pierre Prinzbach.
Beton, de Ariel Belinco e Michael Faust.
Global Warming, de Sheldon Lieberman e Igor Coric.
Em Doxology, Michael Langan enfileira série de sketches anárquicos que não mantêm relações entre si, ao passo que em Lõpuõhtu, Hardi Volmer mostra hipotético encontro de várias divindades construídas pelo homem a sua imagem e semelhança - a preocupação do diretor em exaltar o budismo impera sobre quaisquer objetivos narrativos e dramáticos do filme. Já Switch apresenta, de forma metaforicamente óbvia (relógios nas costas dos personagens, que correm sempre rumo a portas infinitas), a opressão do homem contemporâneo pelo tempo, mais e mais urgente.
Através da incorreção política, em Global Warming, estranho personagem canta a respeito de sua descrença no aquecimento global. Wanted, por sua vez, narra a passagem destruidora de tufão - representado por anciã - pela Coréia do Sul em 1987. Woonki Kim enfoca as conseqüências da tempestade sobre grupo de amigos e vizinhos: o desespero ao abandonar as casas alagadas, o descaso das autoridades, a reconstrução da pequena vila a partir do zero.
Por fim, Beton, melhor surpresa do Anima Mundi 2008, no qual soldados israelenses precisam lidar com pipa que estraga a uniformidade absoluta da paisagem. Com sutileza e inteligência, Ariel Belinco e Michael Faust jamais mencionam explicitamente os territórios ocupados, embora tratem do conflito entre judeus e palestinos: sobre o muro que separa os povos, os militares disparam todas as armas para abater o vôo inocente que simboliza a diferença.
![]()