Pajerama, de Leonardo Cadaval.
Ms. G, de Michal Zabka.
Madame Tutli-Putli, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski.
Afuy Lemechetza, de Nadan Pines.
893, de Thomas Castellani, Yves S’incau, Clément Ren audin e Eric Toubal.
The Crumblegiant, de John Mccloskey.
Mamam Je T’aime, de Mikael Abensur, Antoine Collet e Damien Dell’omodarme.
Início com o fascinante Pajerama, de Leonardo Cadaval, em que jovem índio, na floresta, depara-se com elementos urbanos da vida contemporânea: monólito negro (citação a 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick) que sinaliza a estação de metrô do Sumaré, auto-estradas, caminhões, prédios que se virtualizam e desaparecem. Cadaval, com os pés no cinema de terror, mostra de forma perturbadora o aculturamento indígena pelo avanço da civilização branca.
Em Ms. G, homem se apaixona pela boneca inflável que ganhou no aniversário - através do amor, ela ganha vida. Michal Zabka estrutura a narrativa em flashbacks, lembranças que saltam do álbum de fotografias para a tela do cinema. O relacionamento afetivo que se funda nas experiências em comum, no cotidiano a dois.
Madame Tutli-Putli, indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2007 (perdeu para Peter and the Wolf), usa a viagem de trem como metáfora para a transformação da heroína em borboleta. Chris Lavis e Maciek Maciek Szczerbowski acertam no clima sufocante e misterioso, bem como nos detalhes impressionantes dos bonecos e dos cenários.
The Crumblegiant, de John Mccloskey, faz do rito de passagem à idade adulta seu tema: a menina que deixa de inventar narrativas para explicar o mundo, a fim de aceitá-lo tal como ele é. Maman Je T’aime, por sua vez, diverte com as tentativas frustradas do filho de se livrar da mãe super-protetora.
Por fim, em Afuy Lemechetza patos servidos em restaurante ganham vida por meio da animação, enquanto em 893 as tatuagens de dois integrantes de gangues rivais japonesas lutam entre si nas paredes do templo budista.
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