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A fina linha do que é “Cult”



Fernando Secco

Na edição deste mês da (cult) Revista Piauí há, na página 51, uma propaganda do canal pago Telecine Cult. A mudança na programação do canal, que antes se chamava Classic, é óbvia: passou de filmes e séries antigas, clássicos do cinema (alguns talvez cults também…) para uma programação “alternativa”, “cinéfila”, talvez “fora do mainstream”. Enfim, filmes cults, seja lá o que isso queira dizer.

Na tal propaganda há uma espécie de “funil”, indicando que, para receber o carimbo de cult, um filme teria que merecer muitíssimo. O vencedor da peleja e, portanto, digno de chegar à programação do canal foi Boa Noite e Boa Sorte, indicado a 6 Oscars e dirigido pelo mega-astro George Clooney.

Logo acima dele aqueles que não conseguiram, apesar de muito cults: Um Drink no Inferno, de Robert Rodriguez e Solaris, de Steven Soderbergh.

Por fim, ainda mais acima, aqueles que seriam muito menos dignos do conceito cult: O Pacificador, de Mimi Leder; Um Dia Especial, de Michael Hoffman; e, entre os dois, Além da Linha Vermelha, de Terrence Malick

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(ps: talvez por ter sido indicado a 7 Oscars o filme de Malick seja bem menos cult que os outros…)


Publicado em 26 de April de 2008


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