José Eduardo Limongi fotografa (em still) sempre (ou quase) com a luz do ambiente. A maior preocupação do fotógrafo, recém retornado de um ano de estudos na Louis-Lumière – conhecida escola francesa de fotografia – é com a composição do quadro. “O posicionamento das linhas, a quebra dos posicionamentos tradicionais, o estudo da composição através da disposição de elementos. É isso que me interessa” – afirma. É daí que vem o forte interesse pela fotografia de arquitetura.
Fotografar arquitetura, registrar edificações e suas reentrâncias, suas pilastras, molduras, fachadas, se torna facilmente um jogo de composição. Tudo está lá, já pré-disposto a ficar bem quietinho e deixar-se enquadrar e (re)compor. O jogo de linhas está dado. “Minha parte é refazê-lo”, conclui José Eduardo.
O que é interessante, por fim, é que José Eduardo nunca alterou suas fotos. “Não tem nada a ver com purismo. Apenas nunca achei necessário”. Questionado sobre sua foto preferida (ou uma delas, é sempre difícil escolher), apontou esta:

“A cidade ocupa o lugar do céu e os banquinhos embaixo sugerem alguma ação que não acontece, alguma personagem que não está lá. Na verdade, não sei explicar muito. Só gosto dela”.
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