Revista Moviola – Revista de cinema e artes » Moradores do 304

Moradores do 304


Por

Publicado em 2 de Novembro de 2007

Moradores do 304, de Leonardo Cata Preta, 15min, DVD, 2007

Baseado no poema Elegia de 1938 de Carlos Drummon de Andrade, Moradores do 304 conta a história de escritor que se vê atormentado por estranhas criaturas que infestam seu apartamento.

Em verdadeiro tour-de-force de Leonardo Cata Preta – que dirige, escreve, atua, anima, monta e compõe a trilha sonora -, o filme reflete sobre o processo de criação artística. Quais os demônios que se escondem na alma do gênio, que o torturam e que, quando libertos, ajudam-no a inventar o novo? Qual o preço que ele paga ao lidar com forças ao mesmo tempo assustadoras e magníficas?

Cata Preta acerta ao escolher a animação, que permite maior liberdade e vôos mais arriscados, se comparada ao live action. Porém, o diretor falha ao transpor a linguagem poética de Drummond por meio de imagens impactantes e violentas, tornando óbvias as metáforas do escritor.

Sutileza e contenção fariam bem a Moradores do 304.

Veja a cobertura completa do XIII Festival Brasileiro de Cinema Universitário

Veja a cobertura completa da Mostra do Filme Livre 2008

Veja a cobertura completa do Curta Cinema 2007

: : Compartilhe

    

    2 Commentários sobre 'Moradores do 304'

    1.  
      Renato

      3 Novembro, 2007| 10:47 am


       

      Tenha mais cuidado ao comentar os filmes. Você cometeu alguns erros graves. Primeiro, o nome do diretor não é Capa Preta e sim Cata Preta ; segundo, não foi o diretor que compôs a trilha sonora; terceiro, não acho que o filme retrata o processo de criação artística e sim o tormento de um homem.

    2.  
      Paulo Ricardo

      3 Novembro, 2007| 12:39 pm


       

      Houve erro na digitação do nome do diretor, pelo qual me desculpo. Já foi consertado.

      Consta no catálogo da mostra que o próprio diretor compôs a trilha sonora, e para buscar informações sobre créditos, busquei a fonte oficial do festival. Vendo o filme, percebi que ele assinou boa parte das funções, mas para saber exatamente quais chequei no catálogo – se o catálogo está incorreto, cabe se queixar à organização do Curta Cinema.

      Quanto ao terceiro “erro”, ele não existiu. Trata-se da minha opinião, sobre a qual você pode concordar ou, no caso, discordar, mas não desqualificá-la. Há o tormeto do homem, mas dentro do contexto da criação artística. Por que ele se atormenta? Por que perdeu a namorada? Por que a mãe morreu? Não, porque tenta escrever. Este é o ponto fundamental. O tormento se sujeita à arte, então a arte é o tema que domina o filme.

      Obrigado pelo comentário.

    Deixe um comentário

    (obrigatório)

    (obrigatório)


    Dê a sua opinião. Mas lembre-se: os comentários serão moderados. Apenas após análise dos editores eles serão postados.



    RSS feed para comentários deste artigo | TrackBack URL

     

    Por Paulo Ricardo de Almeida

    26 de Outubro de 2011

    Políssia, França, 2011, de Maïwenn Maïwenn acompanha o dia-a-dia da unidade policial que combate os crimes sexuais contra crianças. A câmera, sempre instável e contingente, flagra momentos breves, que revelam menos as investigações em si e mais as agruras psíquicas e emotivas que solapam as personagens em contato com a pedofilia. A narrativa de Políssia [...]

    Por Rodrigo Cazes

    20 de Outubro de 2011

    Caminho para o nada, Monte Hellman, EUA, 2011 O cinema é uma manifestação artística com imensa capacidade para reproduzir a realidade, graças a sua reprodução ótica a 24 quadros por segundo. Mas, ao mesmo tempo, também possui uma enorme natureza de ilusão, devida à sua natureza de cópia e, nos dias de hoje, às ilusões [...]

    Por Paulo Ricardo de Almeida

    19 de Outubro de 2011

    Drive, EUA, 2011, de Nicolas Winding Refn No clímax de Drive, Bernie e o herói se enfrentam na rua, à luz do dia, mas vemos apenas suas sombras. Para a Los Angeles “oficial”, de fato, eles não existem – são personagens marginais, que vivem nos subterrâneos da grande metrópole. O herói não tem nome. Quando [...]

    Por Luciane Quoos

    18 de Outubro de 2011

    Dublê do diabo, Bélgica/Holanda, 2011, Lee Tamahori Assistindo ao filme Dublê do diabo sem saber que era baseado no livro escrito por Latif Yahia, um oficial do exército iraquiano que foi obrigado a passar-se pelo inescrupuloso Uday Hussein, filho de Saddam Hussein, concluímos que é um bom filme de ação, com cenas eletrizantes, uma câmera [...]

    Por Paulo Ricardo de Almeida

    18 de Outubro de 2011

    O Moinho e a Cruz, Suécia e Polônia, 2011, Lech Majewski   O Moinho e a Cruz desvela as forças econômicas, sociais, políticas e até ecológicas que se articularam para a confecção do quadro “O Caminho do Calvário”, de Pieter Bruegel: o relacionamento do pintor com o banqueiro e mecenas flamengo Nicolaes Jonghelinck, a presença [...]

    Anima Mundi Animação animações Brasil Cachaça Cinema Clube Cannes CCBB Cineclube Cinema cinema brasileiro Cinema francês Curta Curta-metragem Curtas Debate Documentário Entrevista FBCU Festival Festival de Cannes Festival do Rio Festival do Rio 2009 Festival do Rio 2010 Festival do Rio 2011 festrio França Gay Iraque Juventude Literatura Memória Mix Brasil Morte Mostra Mostra de Tiradentes Música Odeon Oscar Poemas Poesia Rio de Janeiro Romênia Teatro Versos É Tudo Verdade

    WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.