Mandarim, de Tulio Viaro, 13min, DV, 2007
De todos os filmes da Competição Nacional 3, Mandarim é o que mais se assemelha a Esconde-Esconde, na medida em que ambos apostam – equivocadamente – na narrativa que se constrói em função do final surpresa. Em outras palavras, curtas-metragens que sofrem do “complexo de O Sexto Sentido”.
Em Mandarim, homem vaga pela cidade enquanto reflete sobre a própria vida. Tulio Viaro abusa dos conhecidos clichês que representam o vazio existencial – mistura planos de ruas, escadas e quartos desertos com outros do protagonista em meio à multidão – e se vale igualmente do batido voice over para o monólogo interior. O filme patina entre as imagens que apenas descrevem os acontecimentos externos e o texto que pretende decifrar os sentimentos mais íntimos do personagem, sem relacioná-los dramática ou esteticamente em momento algum.
Como não ousa e mergulha em definitivo na psique do herói, Mandarim escorrega para o suspense insosso engendrado pela narrativa, de tal modo que o público sabe, bem antes do final teoricamente surpreendente, o que acontecerá no desfecho.
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