Dia de Folga, de André Carvalheira, 13min, 35mm, 2006
O curta-metragem Dia de Folga, de André Carvalheira, foca sobre um pedreiro em um dia sem trabalho. Entre uma dose e outra de cachaça, no bar, o pedreiro Pedro inicia uma rememoração que unirá sua mãe, seu passado e um frango.
O filme lança mão de elementos fortemente surrealistas, colocando em evidência mais o inesperado do que qualquer outra faceta dramatúrgica.
Dia de Folga tem como mote o dia em que o pedreiro descobre que no bar que freqüenta, o dono começou a vender frango assado. O personagem acaba criando um vínculo com um frango que passeia por ali, pelo chão do botequim.
A partir daí o filme tentará criar um elo entre o homem, esse frango e um dia na infância de Pedro, quando sua mãe preparava uma outra galinha para comer.
Dia de Folga não é um filme propriamente estranho. Seria se não houvessem explicações plausíveis para as situações hora bizarras, hora cômicas, que se acumulam nos 13 minutos de película. Mas teria um resultado melhor se fosse uma obra declaradamente absurda, ligada ao realismo fantástico.
Ao invés disso, todo o estranhamento que o filme trabalha, no fim é desmentido por uma explicação padrão, até clichê.
Dia de Folga recebeu vários prêmios, entre eles o de melhor roteiro no 39º Festival de Brasília.
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