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Sete Minutos


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Publicado em 2 de Outubro de 2007

Sete Minutos, de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva, 7 min, DV, 2007

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Enquanto em Tropa de Elite o espectador é convocado para viver o dia a dia do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no curta-metragem Sete Minutos, o convite é para estar na pele de um traficante.

Quem já entrou numa lan house e tem até uns 30 anos, já ouviu falar, ao menos, do jogo Counter Strike. É um jogo em primeira pessoa, em que o jogador comanda um fuzileiro ou um terrorista, a escolher. A premissa é simples, matar todos os inimigos e não morrer. A graça do jogo é poder interagir com outros jogadores em rede.

Counter Strike possui diversos cenários e em um deles, os terroristas trocam tiros com os mocinhos em uma favela carioca.

É mais ou menos isso o que ocorre em Sete Minutos, filme de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva. Feito em plano seqüência, com a câmera em primeira pessoa, não chegamos a ver o rosto do protagonista. Trata-se de um traficante que durante (sete minutos?) corre pela favela e troca tiros.

Sete Minutos segue a linha filme de periferia. Mostra de relance uma população pouco preocupada com a violência, tão comum e habitual. Além disso, não traz muito a mais do que a sacada de colocar-nos com os olhos do traficante. É uma experiência de forma.

Veja a cobertura completa do Curta Cinema 2007

Veja a cobertura completa do Festival do Rio 2007

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    3 Commentários sobre 'Sete Minutos'

    1.  

      4 Outubro, 2007| 6:09 pm


       

      Sete minutos é uma banalização da violência aos olhos viajantes curiosos da classe média distante da periferia. Realmente é como um jogo: você desliga e pronto, acabou.
      E como sempre, o negro sem alma!

    2.  

      4 Outubro, 2007| 6:18 pm


       

      No entanto, Rogério, Sete Minutos tem essa coisa de colocar o espectador na posição do personagem. E sendo o personagem um traficante, favelado, tem algo aí de interessante. Ou seja, não acho que seja tão vazio como você diz, já que faz com que essa classe média esteja em uma outra situação, pelo menos por esses sete minutos.

    3.  
      godo

      12 Fevereiro, 2008| 1:31 pm


       

      esse filão de filmes “nós do morro” não me agrada esses “atores” são bandidos mesmo?!?! ea estetica do filme roliudiano/golbo filmes atual vende muito e não traz nada de construtivo são 7 minutos do lado de um boy idiota chingando palavrões na lanhouse

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