A espuma do champanhe molhava seu bigode. Era doce, mas só levemente, e recendia um discreto odor de uvas.
Gotejava sobre o ar condicionado do lado de fora da janela, a cortina de um verde puído, Ana limpava as unhas esparramada entre travesseiros sobre a cama de solteiro.
Marido e mulher, diretor e atriz: Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum falam, juntos, sobre o papel do ator, a grandeza do teatro, o fim do BOAA e os novos projetos nos palcos e nas telas.
“É (em termos amplos) a ciência de que as pessoas em frente à câmera são atores (ou não) que define o caráter ficcional (ou não!) da sua representação. A mistura desses termos é que aproxima a realidade do falso.”
O escritor Joao Paulo Cuenca conta à Revista Moviola como foi escrever O Dia Mastroianni. Autor do aclamado Corpo Presente, ele diz que não agüenta mais reclamações dos artistas sobre os problemas do mercado editorial.